Mês: abril 2015



No WD, Londrina vai jogar ‘em casa’ pela Série C

 

O que parecia uma força de expressão, torna-se realidade. O Londrina confirmou junto a CBF que vai mandar dois de seu jogos pela Série C do Campeonato Brasileiro no Estádio Willie Davids. Os azuis perderam quatro mando de jogos no Estádio do Café por conta da confusão que ‘‘patrocinaram’‘ no ano passado em partida diante do Brasil de Pelotas pela Série D. Dois dos confrontos serão realizados com portões fechados, e outro tanto tem que acontecer a uma distância de 100 quilômetros de Londrina. A praça escolhida foi Maringá. Poderia ser Paranavaí, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Cascavel…mas o LEC optou pelo municipal da Cidade Canção porque ali se sente em casa.

Motivos não faltam para justificar a opção. Fica fácil para a torcida se deslocar até o WD e o número de locais que vai ver o jogo será ínfimo. Afinal, os torcedores do Maringá FC sentem arrepio só de ouvir o nome desse rival. Naquele gramado onde o Tubarão vai pegar os ‘‘perigosos’’ Tombense e Guaratinguetá, o Maringá FC amargou seus piores resultados desde que existe a rivalidade entre as duas maiores cidades do interior. Perdeu para o Londrina a final do Paranaense em 2014 e neste ano, quando tinha tudo para avançar às semifinais, caiu novamente após perder por 2 a 1 e decidir a parada nas cobranças de tiros livres a partir da marca de pênalti. Na fase classificatória já tinha sido derrotado pelos londrinenses por 2 a 0, com Léo Maringá fazendo, de falta, aquele ‘‘bendito’’ gol. Isso sem lembrar que em 1981 o então Grêmio Maringá perdeu no WD a primeira partida da final que daria o segundo título do Estadual para o LEC.

 

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A arbitragem no Estadual mudou resultados?

O Maringá FC está fora da semifinal do Estadual pela inapetência, isso é fato. Perder da forma que perdeu para o Londrina no abarrotado Willie Davids quando o adversário jogou a maior parte da partida com um homem a menos (no segundo tempo foi a Zebra que teve esse prejuízo) não tem justificativa. Mas é preciso levar em conta que o time da Cidade Canção teve um gol legítimo anulado pelo assistente com a corroboração do árbitro. Em síntese, o lance alterou o resultado da partida. Mas o Londrina não tem nada com isso.

No primeiro confronto da semifinal, em Londrina, o LEC venceu o Coritiba por 1 a 0 no Estádio do Café porque esteve melhor no decorrer do confronto. Isso é fato. Mas o juiz deixou de dar em favor do time da capital pênalti claríssimo sobre Negueba e se absteve de expulsar o volante Germano por desferir uma criminosa cotovelada contra um adversário. Isso não mudou o resultado da partida? Mas o Londrina não tem nada com isso. Em tempo, foi o mesmo Germano que, em Maringá, no fatídico jogo das quartas de final, nocauteou Eurico do Maringá, tirando-o do campo quando o técnico da Zebra já tinha feito três substituições. Um cabível cartão vermelho que o apitador optou por sonegar.

Não, o Tubarão não está na condição de semifinalista pelos erros da arbitragem que tem como presidente de sua comissão o londrinense Afonso Vítor de Oliveira. Mas é preciso afrescar a memória e voltar ao ano de 2013, quando o LEC fez excepcional campanha e foi eliminado pelo Coritiba. À época, os londrinenses fizeram estardalhaçosa campanha protestando por pênaltis não anotados em jogo contra o time da capital no Café. Afonso foi ameaçado de todas as formas e teve simbolicamente caçada a sua condição de cidadão londrinense. As coisas mudaram neste ano. Torçamos para justeza no apito nos jogos que vão definir os finalistas do Estadual neste domingo.

 DATAS PROVÁVEIS NA COPA DO BRASIL

A Confederação Brasileira de Futebol deve confirmar as datas da segunda fase da Copa do Brasil nesta segunda-feira, mas como prevê a tabela básica, as partidas de ida serão nos dias 22/4, 29/4 e 6/5, e os jogos da volta nos dias 29/4, 6/5 e 13/5.

 

VENCER PERDENDO

 

No futebol, vitória é o resultado que interessa, mesmo quando a contabilidade do jogo indica o revés. O Maringá FC perdeu a partida de quarta-feira para o Madureira, no Rio de Janeiro, por 3 a 1, mas ‘achou’ um golzinho aos 37 minutos do segundo tempo, com Edmar, e fez o placar agregado de 3 a 3 que lhe assegura o histórico direito d enfrentar o Santos na segunda fase da Copa do Brasil. Havia vencido em Maringá por 2 a 0. Um confronto que deixou agoniado o torcedor da Zebra abalado pela eliminação diante do Londrina, em casa, no Estadual.

Os que acompanharam a transmissão pela internet no site FutRio (a Rádio Atalaia retransmitiu com eles) sofreram ao ouvir o time tomar três gols com 20 minutos de combate. Mas o iluminado alagoano Edmar resolveu a questão com o golzinho que mantém via a equipe na competição.

 

 

 

 

 

 

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WD, palco de aflições

 

Não há lógica nos clássicos. Há méritos. E eles foram todos do Londrina que, repetindo o feito do ano passado, quando levou do Willie Davids o título da temporada, se garantiu nas semifinais do Paranaense para enfrentar o Coritiba ao ‘papar’ mais um Do Café na noite de quarta-feira. Com um homem a menos a maior parte do jogo (Allan foi expulso aos 22 minutos do primeiro tempo), o Tubarão, que abriu o placar quando o rival era melhor, suportou a pressão dos donos da casa assim que chegaram ao empate e teve competência para explorar o ‘apagão’ que sofreu o time de Claudemir Sturion. Construiu uma vitória justa passando à frente com nove homens na linha e administrou essa condição com determinação épica.

Inútil crucificar o elenco maringaense e o treinador só para seguir a praxe. Não se compra equilíbrio no empório da esquina, é inerente da formação de cada um. Os maringaenses não o tiveram. Prever contratempos não está ao alcance dos humanos e por isso o técnico pagou um preço alto. Fez substituições erradas? Fez substituições que não funcionaram e com isso expôs seus comandados ao catastrófico resultado. Mas foram as mesmas mãos de Sturion que moveram o time na reposição de peças que deram a vitória no primeiro jogo, no estádio do Café.

A felicidade que faltou a Sturion, sobrou para Cláudio Tencati. Os reparos que vez no decorrer da partida reascenderam seu time e a determinação dos seus ‘soldados’ desencavou um resultado que parecia improvável, pelas circunstâncias do combate. Contra o Maringá as fatalidades: gol mal anulado pelo assistente; chances de gol estapafurdiamente desperdiçadas; lesão de Marcelo Xavier impondo alteração na formação tática; contusão de Eurico no momento que o treinador já não tinha a prerrogativa da regra 3 e a expulsão que o zagueiro Fabiano se permitiu. Depois, a imponderabilidade dos pênaltis. E pênaltis são pênaltis!. O Londrina mereceu. Ao Maringá, vida que segue. Da tristeza que se instalou nos 15 mil corações que foram ao Willie Davids não tenho preparo para escrever.

 

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Ironias do clássico entre Maringá e Londrina

 

Irônico o futebol. No histórico dos enfrentamentos entre Maringá FC e Londrina, o time da Cidade Canção contabilizava um prejuízo na estatística antes do jogo das quartas de final do último domingo, quando venceu por 1 a 2. Quatro embates com dois empates e dua vitórias dos azuis. Curioso é que, nos três últimos jogos, reconhecidamente o time comandado por Claudemir Sturion foi melhor em campo, sem conseguir o triunfo. Mais doloridos foram os empates do ano passado (2 a 2 no Café e 1 a 1 no WD) que resultaram na decisão do título através dos pênaltis com os londrinenses ficando com o troféu. Na fase de classificação desta temporada, em Maringá, o LEC venceu por 0 na 2, mas os maringaenses foram só pressão e não mereciam a derrota. A constatação curiosa é que no domingo, foi do Londrina o maior volume de jogo, as maiores chances de gol, enfim, o time jogou melhor, notadamente no tempo inicial, porém a vitória foi do MFC. Isso prova que em clássico a lógica não joga, só observa.

 

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Outra vez a aflição do Clássico do Café

 

De quem é maior a aflição nesta definição por vaga nas semifinais do Paranaense entre Maringá FC e Londrina? Da torcida do Tubarão, que vê seu time em depressão técnica nas últimas partidas, talvez. Afinal, dizem as estatísticas, a campanha dos azuis foi aquém do que se esperava de um time que ostenta a condição de campeão estadual e que está na Série C do Brasileiro. O time qualificou-se na parte baixa da tabela e antes de passar pelo Atlético (e não há mérito nenhum nisso, visto que o Furacão vive sua fase de brisa) na rodada final, experimentou um jejum de cinco partidas sem conhecer vitória.

Os londrinenses sabem, e reconhecem, que no ano passado, na final, em situação idêntica, o LEC passou pelo Maringá contando com a sorte, já que no campo técnico ‘achou’ dois empates contra o MFC e pôs a mão o troféu do título favorecido pela imponderabilidade dos pênaltis. Se bem que, de acordo com a filosofia de Dadá Maravilha, não há jeito feio de ser campeão; feio é não se campeão, diga-se para não tirar o mérito da conquista histórica do Tubarão que faz dele o time de maior expressão no interior do Estado em todos os tempos.

Não é, porém, sensato afirmar que a aflição do torcedor maringaense seja menor. Afinal, neste ano, o adepto da Zebra cansou-se do discurso do ‘jogou bem, mas não ganhou”. Foi assim na abertura contra o Operário no WD (1 a 1), não diferiu no jogo seguinte contra o Coritiba na capital (3 a 1)e se repetiu, em casa, contra o próprio Londrina (0 a 2) e o Paraná Clube (1 a 2). A agonia das rodadas iniciais foi compensada com uma arrancada espetacular do Tricolor que emplacou sequentes cinco vitórias e se encaixou entre os quatro melhores da primeira fase para ter a vantagem de jogar em casa a segunda partida do ‘mata-mata’.

Mas há a preocupação do gato escaldado. Não se pode negar que o torcedor zebrista teme o de novo “jogar bem e não vencer”. Fato é que faz renascer a alegria no peito daquele que ama o futebol ter novamente as duas principais cidades paranaenses com equipes que suscitam discussões reacendendo paixões adormecidas.

 

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