Mês: maio 2015



O titular que fica no banco

 

O interessante resultado que o Maringá FC obteve na noite da última quarta-feira (2 a 2) diante do Santos, no Estádio Willie Davids, pela Copa do Brasil, tem detalhes estratégicos curiosos nele embutidos. Foi um jogo que se alternou no acordo com o interesse do time da casa. Claudemir Sturion externou a condição de treinador preparado para o exercício da função. Para enfrentar um time, que mesmo não sendo o titular do Santos, era, do ponto de vista técnico, superior ao seu, o técnico da Zebra escalou três volantes de contenção –- Ítalo, Serginho Paulista e Eurico – com um único meia de armação, Max. Pôs no ataque, onde todos esperavam o artilheiro Rafael Santiago, a dupla Rodrigo Dantas e Gabriel Barcos. O “Pirata’, sabermos, volta para robustecer a meia-cancha, coisa que Santiago não faz por ser homem essencialmente de área. Assim, ele tinha no gramado uma formação para atingir o objetivo que era não permitir que os praianos eliminassem o jogo da volta.

Quando a ‘vaca pôs uma pata no brejo’ – aos 10 minutos do segundo tempo os santistas marcaram o segundo e letal gol –- Sturion, então, tirou da manga a solução que está no título deste escrito. Recompôs o time com os ‘titulares que estavam no banco’ e mudou o rumo da prosa. De acuado pelo jovem time santista, o MFC adonou-se do jogo e chegou ao justo empate. Alex Santos, no posto do cansado Max, redirecionou a partida; Rhuan, lateral de origem improvisado como volante, substituiu bem a Serginho Paulista e Rafael Santiago retomou o lugar da Gabriel Barcos para tornar o ataque mais eficiente. Uma formação ousada que correria riscos, mas, como cada um dos onze que estavam em campo deu de si tudo o que tinha, o empate justo foi conquistado para delírio da torcida. Missão cumprida nesse primeiro round e o Maringá FC entra para a história com o jogo que fará na ‘sagrada’ Vila Belmiro.

Só para fechar: 1 – o passe de quarenta metros que Marcelo Xavier deu (de três dedo) a Gerônimo foi coisa de lembrar o Gerson da Copa de 70. Tem jogado muito esse menino, que é prata de casa. 2 – A defesa de Ednaldo, para o chute de Lucas Crispim (aos 44 minutos) valeu o resultado. É dono da posição.

 

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