Mês: agosto 2015



Hora do interior mostrar a força. À força

 

O futebol do interior no Paraná não teve, ao longo de décadas, nenhuma representatividade. Foi um interminável cai-levanta dos clubes das principais cidades interioranas, com agremiações frequentando divisões inferiores e não raro saindo de cena. Mas o tempo atual apresenta um quadro diferenciado. Afinal, o título máximo do Estado deixou de frequentar galerias do ‘trio-de ferro’ e nos dois últimos anos viu-se numa ascensão dos ‘primos pobres’. Em 2014 a final opôs Maringá FC e Londrina, desbancando a dupla Atletiba, e neste 2015 o troféu foi parar no Estádio Gemano Krugger com a inédita, e justa, conquista do Operário sobre o Coritiba.

Então, é hora de os dirigentes no interior reivindicarem, e não mendigarem, direitos básicos que têm. Respeito e reconhecimento pela força que apresentam, coisa que não se vê na pulsante discussão sobre o retorno das disputas da Copa Sul-Minas. Cartolas de Curitiba sentam à mesa com catarinenses, gaúchos, mineiros e até cariocas, para tramitarem sobre o resgate da competição ignorando solenemente interesses que posam ter os clubes de Maringá, Londrina e Ponta Grossa (até Cascavel e Foz do Iguaçu), cidades com evidente potencial para integrar o torneio.

Se não todos esses clubes, pelo menos dois deles a partir de uma seletiva ou na esteira de critérios como capacidade de praças esportivas, população, ranking da presença de público nos estádios nas competições recentes, ou mesmo indicação da Federação Paranaense de Futebol.

Dirigentes caipiras, unam-se. Exijam a inclusão. Briguem para estarem também nesta Copa Sul-Minas. É uma questão de justiça e tem tudo a ver com a sobrevivência do futebol fora da capital.

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