Mês: outubro 2015



Com crédito, diretoria do MFC inicia montagem do elenco

Já começou para o Maringá FC o Estadual de 2016. Com Fernando Marquiori à tiracolo, o gerente de futebol Paulo Regini inicia nesta semana uma via-sacra por clubes brasileiros em busca de elementos para compor o elenco que terá a responsabilidade de representar a Zebra no Regional e na Série D do Campeonato Brasileiro. Paulinho vai á luta com crédito. Afinal, o jovem dirigente evidenciou capacidade para exercer a complicada função, não raro alvo de críticas, nas temporadas anteriores quando teve essa missão. Com mais acertos que erros, conseguiu desempenhar bem o papel e pode-se dizer que é um ‘experiente’ diretor.

Sabe-se que hoje, a gestão do futebol não é mais desenvolvida com um profissional ‘essencialmente contratador. Aquele funcionário específico para a função de negociar com atletas não há como ser mantido por clubes de menor porte. Vai daí que a ‘mão na massa’ quem tem que pôr são os próprios integrantes da diretoria.. Nos tempos atuais, o ‘boleiro’, na esmagadora maioria das vezes, tem vínculo com empresários e da habilidade para negociar com esses agentes é que uma diretoria pode se dar bem ao constituir uma equipe. E no caso do Maringá FC, é preciso admitir, até agora a coisa funcionou.

O presidente de honra do clube, o empenhado Zebrão, o presidente de fato, ‘seu’ João Curitiba e Paulinho, afinal, fizeram uma trajetória pouco vista no futebol profissional no interior do Estado. Fundaram a agremiação em 2010 e nas temporadas sequentes trouxeram o Tricolor da Terceira para a Divisão de Elite (e agora antecipadamente a vaga na Série D nacional) com campanhas que merecem atenção. Campeão da Terceirona, da Segundona, vice da Primeira Divisão no ano passado e neste ano chegando às disputas das quartas de final. A caminhada chegou ao título desta providencial Taça Paraná que dá à Zebra um 2016 com, no mínimo, oito meses de duração.

A crucial pergunta: vão conseguir montar um bom time? Deram provas anteriores de que são capazes disso. Vejam o exemplo prático: o Londrina está com vaga garantida na Série B do Brasileiro e tem em seu elenco três jogadores que foram contratações descobertas pelos maringaenses (Rhuan, Ítalo e Edmar) e são embasadas as informações que o Tubarão quer outros jogadores destes que se destacaram pelo Maringá na conquista da Taça FPF. Quer dizer, se servem para o LEC (reconheçamos, que está num patamar superior), é sinal de que os caras sabem contratar.

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Maringá FC já contabiliza ‘lucro’ com a Taça FPF

O Maringá FC está com um pé na Série D do Brasileiro em 2016. Claro que ainda faltam 90 minutos de um jogo com 180. Mas a qualificação demonstrada pelos comandados de Fernando Marchiori no triunfo do último domingo sobre o Toledo autoriza essa projeção. Num primeiro tempo com inquestionável superioridade sobre o qualificado adversário, a Zebra evidenciou maturidade (o campeonato é sub-23) para fomentar a esperança de sua torcida de que não vai ao oeste para perder de 3 a 0 para o Porco. Se houver derrota pelo mesmo placar (2 a 0) a definição será na cobrança de tiros livres a partir da marca de pênalti. Independentemente do resultado final (o jogo só acaba quando termina) o time maringaense já tem o que comemorar com essa Taça FPF, alvo de tantas e injustas críticas. A base do Estadual para a Primeira Divisão está pronta. A dificuldade dos dirigentes será para confirmar a permanência de alguns dos jogadores que se destacaram na competição. Vejam a ironia: a preocupação que em princípio era quantos jogadores poderiam ser aproveitados (muitos apostavam em poucos), agora passa a ser ‘quais se conseguirá evitar que aceitem outras propostas’. A abordagem pode ser explicada. No jogo de domingo, entre os torcedores, estavam olheiros diversos em busca de talentos para serem encaminhados a clubes que precisam de renovação visando estaduais de todo o País. Não foi diferente em outras partidas desta competição que tem exatamente essa finalidade que é a de revelar jogadores com potencial para voos mais altos na carreira. Dessa forma, quem viu a atuação segura de goleiro André Ferlini e o desempenho impecável da defensiva composta por Danilo, Lucas Silva, Rodrigo e Biro-Biro, detectou nesse grupo talentos que serviriam a qualquer clube de médio porte como, por exemplo, Coritiba e Atlético-PR; no meio-campo também há virtudes no trio Willian/Rodrigo Goiano/Maranhão, não ficando atrás os avantes Tocantins, Salatiel e Maikinho. Isso considerando apenas integrantes da formação inicial do jogo contra os toledanos. Com enxertos pontuais de peças que ampliem a experiência do grupo, esses jogadores podem perfeitamente fazer parte do elenco principal do MFC para o Paranaense de 2016.

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Desvantagem que parece vantagem

 

O Maringá FC, no caso de passar pelo Cianorte no segundo confronto da semifinal na Taça FPF, vai decidir a vaga para a Série D do Brasileiro em 2016 com o Toledo, que dificilmente deixará o Coritiba desbastar a vantagem construída com os 3 a 0 no Couto Pereira. E o time maringaense não terá a prerrogativa de fazer o segundo confronto no Willie Davids, posto que na classificação geral a pontuação dos toledanos é inalcançável (27 a 23).

O mais preocupado torcedor pensará se tratar de um detalhe importante na definição da vaga. Mas não é, nos autoriza afirmar o passado recente. Na sua curta existência, o Maringá FC amargou seus piores resultados sobre a grama do WD. Lembrem-se da final do Estadual no ano passado com o Londrina. Depois de um promissor 2 a 2 no Estádio do Café, o jogo da volta com um amargo 1 a 1 e a tragédia nos pênaltis que deu o título ao Tubarão. De novo no Estadual, neste ano, quartas de final contra o mesmo rival. Vitória na Capital do Café por 2 a 1, derrota no Willie Davids pelo mesmo placar e, de novo, os malditos pênaltis mais uma vez deixando a Zebra no ‘quase’.

Sem contar o Brasileiro da Série D do ano passado quando, em casa, um revés diante de um enfraquecido Ituano (1 a 2) tirou  os pontos que classificaria a equipe para a fase seguinte da competição. Portanto, prova a estatística, o Maringá FC se dá melhor quando não sente no cangote o bafo de seu torcedor nas horas mais decisivas.

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