Desesperar jamais

Ao perder para o Paraná por 2 a 1 no Willie Davids, o Maringá FC pôs em pânico alguns pessimistas. Mas não há motivo para desespero. Diante de um rival que está entre os candidatos ao título, a Zebra até fez um bom segundo tempo (o primeiro não!) e teria obtido a igualdade no placar não fosse a desastrosa e infeliz saída do goleiro Willian num momento crucial do confronto quando os paranistas fizeram o gol que resultou na vitória deles. Duas derrotas consecutivas não é a largada que torcida imaginava para a terceira temporada da Zebra na elite do futebol estadual. Não é, porém, o estabelecimento do caos

E surge desta circunstância a necessidade de uma reflexão. Há uma realidade com a qual os que torcem pelo time precisam conviver. Com o investimento que a diretoria conseguiu fazer (faltou mais patrocínio, a renda das bilheterias está muito aquém do esperado e o programa sócio-torcedor tem até agora uma resposta pífia), o time tem como objetivo principal evitar o vexame do rebaixamento. E, sejamos sinceros, exceto o trio-de-ferro da capital todas as demais equipes andam nessa corda bamba, incluindo o atual campeão Operário e o badalado Londrina que comemora a sucessão de acesso até estar na Série B nacional. O Tubarão corre risco de perder seis pontos por utilização irregular de Germano na primeira rodada.

No caso do Maringá, pelo que se viu até agora, a missão de se manter na elite é tangível. O time tem a vantagem de chegar à quinta rodada da competição entre os oito primeiros colocados (que vão à segunda fase) mesmo que perca para do Operário, neste domingo, se uma combinação de resultados lhe favorecer.

Parece pouco. Mas a tabela empresta otimismo para o time do técnico Edison Borges. O MFC não terá que enfrentar dois dos favoritos ao título — Atlético e Paraná — que vão pegar os concorrentes dos maringaenses e certamente impedi-los de evoluir na classificação. Além disso, vai jogar em casa contra adversários menos difíceis que são PSTC, Cascavel, Foz do Iguaçu e Londrina. A soma destes pontos garante passagem para as oitavas de final. A média histórica nos ensina que nos últimos três anos, a classificação para a segunda fase do Paranaense foi garantida com pontuação baixa: 14 pontos em 2015, 15 em 2014 e 12 em 2013. Pontos também podem advir dos jogos em campos rivais contra J. Malucelli, Toledo e Coritiba.

Mas não são só estatísticas. Está posto que embora não tenha feito ainda uma apresentação convincente, a Zebra tem um elenco qualificado e transformar isso em melhores resultados é questão de tempo. Sem desespero, portanto. Manter-se na Primeira Divisão é a meta; passar às oitavas, lucro, e a partir daí será necessário acender velas para o acaso. Sigamos o exemplo da canção abaixo, lavra de Ivan Lins e Victor Martins que sugere encarar momentos dificultosos com serenidade.

 

 

 

“Desesperar jamais

Aprendemos muito nesses anos

Afinal de contas não tem cabimento

Entregar o jogo no primeiro tempo

Nada de correr da raia

Nada de morrer na praia

Nada! Nada! Nada de esquecer

No balanço de perdas e danos

Já tivemos muitos desenganos

Já tivemos muito que chorar

Mas agora, acho que chegou a hora

De fazer valer o dito popular”

2 comentários sobre “Desesperar jamais

  1. jonatas 12 de fevereiro de 2016 1:26

    Desde o campeonato passado que estamos sofrendo com esta questão de goleiros. So foi o goleiro titular levar um gol de falta do leo maringa que tiraram e colocaram um goleiro sem experiência vindo do curitiba

  2. Dedé 12 de fevereiro de 2016 20:41

    Irado!

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