Suportar pressão é um bom começo

Na modesta campanha que faz até essa quarta rodada, o Maringá FC evidencia uma incontestável virtude. É um time que suporta pressão. Ficou claro isso nos dois compromissos cumpridos fora de casa. No primeiro deles, diante do Atlético, encarou de igual para igual o time que está na condição de favorito para a conquista do título e só não voltou para a Cidade Canção com um consagrador empate por lhe ter faltado o mínimo de sorte. Em nenhum momento se viu acuado pelo bom time atleticano e em fortuitos momentos do confronto chegou a ‘assustar’ os donos a casa. Repetiu-se essa capacidade de não se abalar com o jogar no campo rival no empate sem gols com o Operário, no domingo, no Germano Krüger, em ponta Grossa. Hábil na montagem de seu time, Edison Borges viu os princesinos se arvorarem na etapa inicial. Detectou competências e fragilidades do Fantasma e no segundo tempo partiu pra cima. Esteve mais próximo do triunfo que da derrota. Poderia ter vencido o combate se Bruno Andrade aproveitasse a clara (incrivelmente clara) chance que teve de marcar aos 46 minutos do final. Bruno, se ganhar uma sequência como titular no ataque do Tricolor, vai ser destaque desta temporada.

Ficou claro, então, que além do time não tremer em campos estranhos, tem no banco um atento treinador. Trabalha o jogo de acordo com as peças que tem encaixando-as nas vulnerabilidades que o rival apresenta. Ele ‘liquidou’ o treinador ponta-grossense (que perdeu o emprego depois do jogo) quando destinou Zé Leandro para atuar como cão de guarda sobre a melhor peça operariana, o meia armador sérvio Marko Perovic.

Fora de casa foram dois bons jogos. Diante da torcida existe uma dívida pendente com as abaixo do normal apresentações contra Rio Branco e Paraná Clube.

Suportar pressão é um bom começo. Quem exercita isso, habilita-se, com o tempo, a também pressionar. Quando isso acontecer a Zebra estará na briga por um lugarzinho nas oitavas de final.

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