Mês: abril 2016



Negociação em andamento para união de forças

Ex-dirigentes do Maringá FC, Paulo Regini e seu pai, João Regini, o João Curitiba, estariam negociando para se incluírem como sócios gestores do Grêmio Maringá. Ainda insipiente, a negociação, consta, teria envolvimento de outros investidores com a finalidade de robustecer o Alvinegro em tempo de torná-lo candidato ao acesso para a Primeira Divisão ainda neste ano. Precavidos, os empresários não confirmam nem negam o acerto; preferem esperar que haja mais consistência nas tratativas.

É a única forma da cidade continuar no cenário da elite no futebol profissional do Estado na próxima temporada, já que o Maringá FC caiu para a Segundona e a chance de voltar será só em 2017. O Galo, que faz uma heroica participação na Divisão de Acesso sob o competente comando do técnico Adoílson Costa, pode sim subir para a Elite se tiver minimizado os problemas que enfrenta por conta da falta de recursos financeiros.

E o Maringá FC, como fica nesta história? Mas adiante, no segundo semestre, a Zebra vai disputar a Série D do Campeonato Brasileiro e não está descartada uma nova negociação (aqui já menos fácil) para se tentar, finalmente, acabar com esse ‘cabo de guerra’ que tanto atrapalha a o futebol da Cidade Canção.

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Adir Leme, Maringá FC e uma semelhança histórica

A parceria com o empresário Adir Leme, peregrino da gestão esportiva com incursões em diversos clubes brasileiros, foi a surpresa que a diretoria do Maringá FC apresentou como primeira iniciativa após o descenso para a Divisão de Acesso. Leme perambulou por Londrina EC, presidiu o Arapongas, foi parceiro do Mogi Mirim e mais recentemente esteve envolvido com o Estanciano, do Sergipe. Tem vivência administrativa.

De Arapongas ele traz uma experiência que seria inusitada se Maringá não tivesse feito a mesma coisa algum tempo antes. Em 2014 o time da Cidade dos Pássaros se manteve na Primeira Divisão do Paranaense, mas no final do ano Aldir Leme, que era o presidente, anunciou que por falta de apoio do poder público simplesmente não disputaria a competição. E não disputou! Fechou as portas do clube e deixou a vaga para o Foz do Iguaçu que tinha sido o terceiro colocado da Segunda Divisão. A Cidade Canção, em 2008, assistiu a mesma decisão com o Adap Galo Maringá. Integrante da Elite do Estado em 2008, o clube anunciou através de seus presidentes Marco Falleiro e Adílson Batista do Prado, do Conselho e Executivo, respectivamente, que a agremiação abria mão da Primeira Divisão em 2009. E nunca mais se ouviu falar do Adap Galo.

Adir aporta em Maringá num momento que a cidade vive, no âmbito do futebol, um dilema. Em 2017 poderá ter de volta o derbi entre equipes profissionais da cidade. Isso no caso do Grêmio Maringá sucumbir diante das dificuldades e não conseguir, como se projeta, subir para a Elite. O time do técnico Adoílson Costa passa por apertos financeiros, mas sobrevive na disputa da Divisão de Acesso onde heroicamente esta na quinta posição entre oito participantes que estão previamente classificados para a fase que vai definir os semifinalistas.

O Maringá FC, que caiu para a Segundona após ficar na lanterna do Paranaense deste ano, tem calendário para a atual temporada e a próxima como integrante da Série D do Campeonato Brasileiro. Não seria o momento adequado para uma junção de forças? Que os dirigentes das duas agremiações se despissem de vaidades e um time reforçasse o outro para a cidade se manter na elite com uma equipe forte ao invés de duas cambaleantes. É de se pensar.

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