Mês: fevereiro 2017



As (más) reformas da Copa do Brasil

Não é segredo que o que há de pior no futebol brasileiro está nos bastidores. Dirigentes inaptos, mal-intencionados, não raro desprovidos de honestidade e quase sempre com o nível de inteligência abaixo do que se espera de quem milita com tão intensa paixão. Assim, o que se vê com frequência são desmandos resultando em agremiações enfraquecidas e jogos com os estádios desertos.

A besteira do momento é emblemática. A CBF, com aprovação dos clubes, arremessou a promissora Copa do Brasil para uma zona de grave risco; o chamado ‘jogo único’ nas duas primeiras fases estabelece perspectiva de um esvaziamento do torneio no que concerne à atração que esquipes tradicionais emprestam ao evento. Agremiações de peso visitam outras inexpressivas e, no caso de um ‘desastroso’ resultado, podem simplesmente ficarem de fora da sequência da competição. Assim, a menos que a lógica prevaleça (o que no futebol, sabemos, não é comum), poderemos ter uma terceira fase inchada de equipes ‘nanicas’. Sem a prerrogativa de reverter um eventual resultado negativo jogando em casa, os chamados times grandes caminham sobre o fio da navalha nesta ‘remodelada’ Copa do Brasil.

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