Mês: julho 2017



Operário na Série C do Brasileiro, há interesse do Maringá FC

A Série D do Campeonato Brasileiro, competição na qual o Maringá FC começa buscar vaga a partir deste domingo, com as disputas da Taça FPF Sub-23, pode ficar fora do foco do Operário de Ponta Grossa, que seria o principal concorrente dos maringaenses pela única vaga que a competição oferece.

Ocorre que o time de Ponta Grossa está com um pé na Série C do Campeonato Brasileiro. Ao eliminar o Espírito Santo nos pênaltis, domingo passado, o Fantasma se qualificou para as quartas de final da edição atual da Série D. Vai enfrentar o Maranhão e se passar já estará na Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2018. O primeiro jogo será em São Luís e a volta na Princesa dos Campos. Torcida, pois, do MFC para os ponta-grossenses.

Nãos se pode, no entanto, subestimar os demais rivais. Além de Operário e o Maringá FC, estão na disputa pela vaga o Paranavaí, contra quem o Tricolor estreia no Willie Davids, às 11h, no domingo, Portuguesa, Andraus Brasil, Iraty, Toledo, Rio Branco Francisco Beltrão e Foz do Iguaçu. Exemplo claro de que surpresas acontecem está na Divisão de Acesso deste 2017. Todos as projeções levavam para o acesso de Maringá FC e Operário. No caso dos maringaenses houve a confirmação, mas o Operário ‘patinou’ e vai ter que disputar a Segundona Estadual mais uma vez no próximo ano.

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A lógica. Ah, a lógica.

Temos pra mais de um século de exemplos de que no futebol a lógica serve apenas para derrubar os crédulos. Apostar que o time melhor vai vencer sempre (como acontece em basquete, voleibol e handebol, apenas pra citar esportes mais populares) não é prudente. Aposte menos quando a modalidade for o esporte bretão. Veja exemplos próximos. Na Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, quando a competição teve início, era voz corrente que Maringá FC e Paranavaí brigariam pela segunda vaga na elite da próxima temporada com chances ‘bem maiores’ para os maringaenses. E isso aconteceu. Mas, prevaleceu a lógica? Quase não. O time da Cidade Canção não chegou à Primeira Divisão pela própria força como se previa. Teve mais sorte (ou dinheiro) do que juízo e foi favorecido por uma improvável combinação de resultados que deixou o Vermelhinho do Fim da Linha mais um ano ardendo nas chamas da Segundona.

Mas nem é esse o exemplo para caber no tema em questão. Vejam o caso do Operário Ferroviário de Ponta Grossa. Observe que acima discorremos sobre a segunda vaga para a Primeira Divisão. A primeira já estava ‘destinada’. Seria do Fantasma. Campeão do Estado em 2015, deslizou no ano seguinte e foi rebaixado. Porém o retorno eram favas contadas. Com estrutura de clube grande, campeão da Taça FPF Sub-23 invicto, disputante do Brasileiro da Série D nacional, dono de uma torcida que só se rivaliza no interior com a de Maringá, o Alvinegro da Princesa dos Campos estava nos trilhos para recuperar o acesso. Com facilidade.

Qual não foi o susto dos súditos da lógica quando se viu concluir a antepenúltima rodada da disputa. O Iraty, com uma dramática vitória por 2 a 3 no Estádio Germano Krüger, elimina de vez os ponta-grossenses que terão de permanecer por mais uma temporada na humilhante condição de aspirantes ao principal campeonato do Estado. A lógica. Ah, a lógica.

Ainda sobre a lógica.

No início da atual temporada, quando se disputam os estaduais, em São Paulo, onde acontece o mais importante dos regionais no País, ‘entendidos’ do futebol colocaram o Corinthians como a quarta força na competição. Era, a partir do viés dos que tudo sabem sobre o que outros fazem, a lógica. Pois bem. O Timão ficou com a faixa do Paulistão e emudeceu os críticos, que, sisudos, projetaram que o Campeonato Brasileiro colocaria a Fiel de frente com a realidade. Outra vez ‘pois bem’: vamos para a décima segunda rodada da temporada nacional e os corintianos estão na liderança isolados com sete pontos à frente do vice-líder e dez pontos a mais que o Palmeiras, a ‘quarta força’ no Brasileirão. É a lógica? Ah, a lógica.

Só mais uma

É possível encher páginas e páginas com essa abordagem. Mas, só mais uma. O Chile embarcou para a Copa das Confederações com o mais brilhante elenco de sua história no futebol. Com o status de bicampeão da Copa América, repleto de estrelas que cintilam na constelação do glamouroso futebol, europeu, os sul-americanos eram favoritos para o título do torneio aperitivo do Mundial, na Rússia. Dividiam com Portugal, os campeões do Velho Continente, essa condição. Têm, guardando as proporções, uma geração que lembra a brasileira de 1982 com Falcão, Zico, Sócrates e companhia. Quando eliminaram os lusos, na semifinal, os chilenos ficaram com as duas mãos na taça. Afinal, enfrentariam uma ‘menuda’ seleção alemã que não tinha no grupo um único jogador daqueles que foram campeões do planeta no Brasil, em 2014. Jogo vai, jogo vem, em campo a superioridade do time de Bravo, Beausejour, Aránguiz, Arturo Vidal e Alexis Sánchez, se impunha. E a lógica aos poucos se consolidava. Seria questão de tempo o gol – ou os gols – para sacramentar o que a maioria projetara. No apito final da partida deu Alemanha. Foi a lógica? Ah, a lógica.

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