Paulo Alves se firma na elite da arbitragem

Num tempo de frequentes arbitragens ruins pelo Campeonato Brasileiro, foi uma ‘aula de apito’ o que fez Paulo Roberto Alves Junior na partida da quarta-feira entre Chapecoense e Corinthians. O maringaense (na verdade reside em Astorga, embora tenha se consolidado na arbitragem apitando pela Liga Desportiva de Maringá) foi seguro na direção de um confronto que tinha tudo para ser tenso. Anulou com precisão um gol de cada lado sem a necessidade de adotar o tão em voga ‘auxílio eletrônico”. Quando Rodriguinho fez o que seria o primeiro gol corintiano, Alves viu o meia do Timão permitir que seu antebraço impulsionasse a bola. Anulou o gol corretamente. Na segunda etapa detectou carga faltosa de Túlio Melo sobre Cássio no que seria o gol da vitória para os chapecoenses. Nenhuma uma voz se levantou contra a atuação de Paulinho Alves entre os avaliadores da imprensa. Ele decola para uma carreira que promete ser triunfal na arbitragem nacional. Integrante do quado da CBF desde 2012, esta foi sua terceira partida do Brasileirão na Série A. Pela Série B já tinha uma série de bons trabalhos, incluindo o mais polêmico, quando o Inter venceu o Náutico por 4 a 2 com quatro pênaltis (todos legítimos), em favor dos gaúchos. Com 34 anos, o representante comercial que tem o destemor como principal característica é sério candidato a um distintivo da Fifa.

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