Cerveja nos estádios: um brinde ao bom senso

O governador Beto Richa sancionou nesta segunda-feira a lei que devolve ao torcedor paranaenses o direito de ver jogos nos estádios e ginásios tomando cerveja. Uma proibição que perdurou por mais de uma década e não trouxe nenhuma contribuição nos sentido de minimizar a violência nas praças esportivas. No Paraná, em verdade, essa violência se concentra na capital, promovida por torcedores da dupla Atletiba. Os adeptos destes clubes são responsáveis por todo sangue derramado nas arquibancadas onde as equipes jogaram. Alguns fatos, inclusive, com repercussão nacional. Lembrem-se de quando a torcida coxa branca destruiu o estádio Couto Pereira inconformada com a queda do Alviverde para a Série B do Brasileiro em 2009; ou quando atleticanos foram a Joinville, em jogo contra o Vasco (2013), promover uma verdadeira batalha campal contra vascaínos. E tudo isso sem que os aficcionados dos dois clubes tivessem (era proibido) tomado uma única gota de cerveja.

No pacato interior paranaense a proibição de ‘gelada’ serviu apenas para afastar pessoas dos jogos; tirou um considerável fonte de arrecadação dos clubes e reduziu a oferta de trabalho, que é uma das características da atividade do futebol profissional.

Mas, felizmente, a canetada de Richa soluciona essa truculência contra os direitos do torcedor e cidadão. Um brinde, pois, ao bom senso.

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