Mês: outubro 2017



GEM – título de 1977 completa 40 anos; onde está o troféu?

Onde está o troféu do GEM de campeão em 1977?

O troféu referente ao título de campeão do Paranaense de 1977 conquistagdo pelo Grêmio Maringá está em local incerto. Com a desativação do clube, a partir de 1996, todo o patrimônio histórico da agremiação se diluiu, levando para acervos pessoais de ex-funcionários ou simplesmente desprezado em galpões que acomodaram a massa falida do clube. A reportagem entrou em contato com Osmar Braguim, último presidente da agremiação enquanto ativa. Segundo ele, a sala de troféus do alvinegro teria sido transferida para um armazém do Vale Azul, clube de campo que pertencia ao Alvinegro, e de lá não se teve mais notícias. “Ouvi dizer que o barracão onde estavam os troféus pegou fogo. Mas não sei exataamente o que aconteceu”, observou.

Além da taça de 1977, o Grêmio de Esportes Maringá recebeu do conselho Deliberativo do Grêmio Esportivo Maringá (campeão de 1963 e 1964) os canecos destas duas conquistas, além do troféu pelo título do Torneio Centro Sul x Norte Nordeste, título que decidiu com o Sport Recife em 1969 conquistando-o com duas vitórias por 3 a 0. Todas as taças desapareceram.

 

SALVE, SALVE, ALVINEGRO DO NORTE

Título histórico do Grêmio

Maringá completa 40 anos

  • Foi a última vez que o futebol da Cidade Canção conquistou um troféu na elite do Estado l Recorde de público jamais foi batido * Partida disputada no Estádio Couto Pereira, em 2 de outubro, terminou com o placar de 1 a 1 garantindo as faixas de campeão aos maringaenses

Neste dia 2 de outubro, o futebol profissional de Maringá comemora os 40 anos de um dos seus mais gloriosos feitos. Foi nesta data que a cidade experimentou pela última a vez a sensação de conquistar um título da principal divisão do futebol profissional do Estado.

De existência curta, mas intensa, o Grêmio de Esportes Maringá foi responsável pelo feito quando, em duelo com o Coritiba, sagrou-se o campeão da temporada de 1977. A partida final foi disputada no Estádio Couto Pereira e para o Alvinegro bastava um empate, já que no jogo anterior, no Willie Davids, tinha vencido por 1 a 0, com gol de Itamar. O confronto entrou se fixou na história por ser o evento que maior público levou ao estádio municipal. Foram 33 mil e 40 pessoas registradas pelas catracas, recorde que jamais será batido já que a capacidade da praça esportiva foi reduzida e hoje comporta apenas 21 mil torcedores.

No jogo do título o objetivo foi alcançado com o empate em 1 a 1, novamente gol do predestinado Itamar, que foi o goleador do ano com 14 gols marcados.

Fundado em 19 de dezembro de 1974, e com as atividades encerradas 22 anos depois, o Alvinegro surgiu para ocupar espaço deixado pelo Grêmio Esportivo Maringá, das mesmas cores, bicampeão do Estado nos anos de 1963/64 e campeão do torneio Robertinho, em 1969, por ação e força de lendas como Maurício, Evir, Zuring, Roderley, Garoto, Edgar, Oliveira e Pinduca.

Iniciativa do dirigente Elnio Silveira Polhman, o Apucarana, o novo GEM surgiu a partir de associação com o Maringá Esporte Clube, de cores azul e branca, e do amador Operário Esporte Clube. Do primeiro ficou com o Vale Azul Iate Clube e do OEC herdou o direito de se instalar na Brinco da Vila. Em 1975, sem o estádio Willie Davids, interditado para a troca de gramado, o time mandou seus jogos no Estádio Brasil de Marialva; no ano seguinte, de volta ao estádio municipal maringaense, ‘indicou’ que poderia entrar na briga pelo título, mas foi apenas o sétimo na classificação geral, tendo como destaque o atacante Paquito, artilheiro da temporada com 25 gols.

E veio o Ano da Graça. Em 1977, após uma primeira fase trôpega na disputa do Grupo Norte, com apenas quatro vitórias, cinco empates e cinco derrotas, o time precisou disputar a repescagem se manter na competição. O Alvinegro, que tinha no meio-campista Didi sua principal atração e contratou para esta fase o atacante Itamar, passou pelos concorrentes Paranavaí, 9 de Julho e Umuarama, de forma invicta e decidiu a permanência na competição com o campeão do Grupo Sul, o Rio Branco de Paranaguá: 3 a 0 no WD e 1 a 1 no litoral.

Assim, o Galo se qualificou para o quadrangular semifinal. No turno, vitória sobre o Atlético-PR, no WD, com gol de Itamar e público de 27.029 torcedores; empate na capital diante do Colorado em 1 a 1, outra fez gol de Itamar, e a conquista da condição de finalista com a épica vitória sobre o Coritiba em Maringá por 2 a 1 — gols de Didi e Freitas; Adílson fez para os visitantes – com 33.040 pagantes.

O returno teve vitória em Curitiba por 0 a 1 contra o Atlético-PR. Nivaldo marcou o gol; em casa, contra o Colorado frustrante empate em 2 a 2. Itamar e João Marques fizeram os gols (Torino e Edu pelo Colorado) e 17.253 torcedores pagaram ingressos. Na sequência o time faz no Couto Pereira partida que valeria o título, mas perde para o Coritiba por 2 a 1 (Washington e Adilson para o CFC e Nivaldo pelo GEM) e com isso permite uma final com os coxas brancas. No primeiro choque decisivo o estádio Willie Davids apanhou público de 27 mil torcedores. No primeiro tempo Aladim desperdiçou um pênalti e aos 29 minutos da segunda etapa Itamar escora cruzamento de Freitas e define o placar. O técnico Wilson Francisco Alves escalou Vagner; Valdir, Nilo, Cléber e Albérico; Didi, Nivaldo e Ferreirinha (João Marques); Freitas, Itamar e Marquinhos (Bugrão).

Na grande final, na capital, o empate servia aos maringaenses, enquanto o Coritiba precisava do triunfo para forçar uma terceira partida que seria disputada em Londrina. O Galo não dispunha de duas peças de sua ‘trindade’ do meio de campo. Suspensos, Didi e Ferreirinha cederam vagas para Assis e João Marcos. Gols só primeiro tempo. Washington para o Coritiba, aos 12, e Itamar, cobrando falta, aos 37 minutos. Fizeram o histórico duelo Vagner; Valdir, Nilo, Cléber e Albérico; Assis, Nivaldo e João Marques; Freitas, Itamar e Marquinhos (Golê).

 

CAMPANHA DO GEM NO ESTADUAL DE 1977

1ª fase entre os dias 27/3 e 15/6

GEM 2 (0) x (1) 2 Paranavaí

Matsubara 1 (1) x (0) 0 GEM

GEM 2 (1) x (2) 0 9 de Julho

Londrina 2 (0) x (2) 2 GEM

GEM 3 (2) x (1) 0 Umuarama

GEM 0 (1) x (1) 0 União Bandeirante

Centenário 1 (2) x (2) 0 GEM

Obs. entre parênteses o resultado no returno

Repescagem, entre os dias 21/6 e 24/7

Paranavaí 0 (0) x (5) 3 GEM

9 de Julho 1 (0) x (2) 1 GEM

GEM 5 (1) x (0) 0 Umuarama

Finais da repescagem nos dias 14/8 e 21/8

GEM 3 (1) x (1) 0 Rio Branco

Quadrangular semifinal, entre os dias 28/8 e 18/9

GEM 1 x 0 Atlético-PR

Colorado 1 x 1 GEM

GEM 2 x 1 Coritiba

Atlético-PR 0 x 1 GEM

Grêmio 2 x 2 Colorado

Coritiba 2 x 1 GEM

Finais, nos dias 25/9 e 2/10

GEM 1 x 0 Coritiba

Coritiba 1 x 1 GEM

Entenda por que tantos grêmios

23 de dezembro de 2016, às 19:29Cláudio Viola 1 Comentário

ENTENDA POR QUE TANTOS GRÊMIO

Historicamente o futebol profissional de Maringá é dividido em fases. E elas são distintas, embora ancoradas numa denominação básica que é Grêmio. A Primeira Divisão do Campeonato Paranaense (fiquemos apenas em nível de elite da competição) teve em épocas diferentes três agremiações representando Maringá com a sigla GEM, o que não representa nenhuma ligação entre as instituições.

O Grêmio Esportivo Maringá tem sua fundação em setembro de 1961. Foi campeão paranaense em 1963 e 1964, tendo conquistado em 1969 o torneio Robertinho, equivalente à segunda divisão nacional. Em 1971, no dia 1º de agosto, fez sua última partida perdendo para o Jandaia no Willie Davids por 0 a 1.

Nos Estaduais de 1972 e 1973 representou Maringá na competição o azul e branco Maringá Esporte Clube.

Em 1974 surgiu o ‘segundo’ Grêmio. Essa agremiação, alvinegra como as anteriores, sobreviveu até 1996. Fez seu jogo final perdendo por 0 a 1 para o Londrina, numa partida disputada em Arapongas já que, com dívidas na FPF, não podia jogar no Estádio Willie Davids.

No biênio 1997/98, a Cidade Canção foi representada no Campeonato Paranaense pelo Maringá FC (não o atual) que tinha as cores verde (predominante), preta e branca. Era o Lobo, que sucumbiu com apenas dois anos de existência.

O ‘terceiro’ Grêmio, esse que existe até hoje, também alvinegro, surgiu em junho de 1998. Impedido de usar a mesma grafia do grêmio anterior (Grêmio de Esportes Maringá), passou a ser conhecido como Grêmio Maringá GEM. No mesmo ano disputou a Copa Paraná, competição da qual foi campeão no ano seguinte vencendo o Londrina na final por 2 a 1, no WD; em 2000 participou da Copa Sul-Minas (com o Coritiba, Juventude-RS e Cruzeiro). Embora tivesse disputado um torneio nacional, o acesso à Primeira Divisão do Paranaense só aconteceu em 2001. Em 2002, no final da temporada, foi vendido para o empresário Aurélio Almeida que teria pago o equivalente a R$ 190 mil para ter direitos sobre a marca Grêmio Maringá S/S. Ficou na primeira divisão até 2004 quando foi rebaixado e até hoje não conseguiu voltar.

 

 

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