Uruguai ou França, tanto faz

Dos cruzamentos prováveis que terá o Brasil, desde que supere a Bélgica, na fase de semifinais, Uruguai e França têm o mesmo peso no que concerne a serem algozes do selecionado nacional. Por ‘qualidade’ o trauma com os Sul-Americanos é mais dolorido. Não fosse o 1 a 7 da Copa passada diante da Alemanha, a derrota mais contundente do futebol nacional seria o ‘maracanazo’ de 1950 quando, na final da Copa no Brasil, os da casa perderam por 2 a 1 para a esquadra celeste então capitaneada por Obdúlio Varela. No então maior estádio do Mundo ‘ouviu-se’ um silêncio de 200 mil pessoas.

Noutros combates os brasileiros se vingaram homeopaticamente em competições menos expressivas — Eliminatórias e Copa América — chegando a uma supremacia incontestável. Por Copa do Mundo o duelo único, depois da tragédia, foi em 1970: 3 a 1 ‘pra nóis’. O Brasil tem cinco títulos e o Uruguai e bicampeão mundial (1930/50); em Olimpíadas a Celeste venceu duas vezes (1924/28) e o Brasil uma (2016).

Por quantidade de vezes o entrave é com a França: a seleção brasileira caiu diante dos azuis em três oportunidades, das quatro em que se enfrentaram. O único triunfo brasileiro foi na semi de 1958 quando o jovem Pelé marcou três gols; depois foram fracassos em 1986, nos pênaltis (Sócrates e Júlio César desperdiçaram cobranças); 1998, na final em que o Fenômeno ‘amarelou’ (3 a 0); e 2006, nas quartas de final, derrota por 1 a 0 com gol de Thierry Henry marcando o tento enquanto Roberto Carlos ‘ajeitava’ os meiões.

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