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Um Tite não é Umtiti

A França está na final da Copa do Mundo na Rússia por ter Umtiti; o Brasil não, por ter Um Tite. Mestre na condução da palavra, hipérbole no louvor de coisas que todos veem não merece louvor algum, o técnico da seleção brasileira está sendo estranhamente poupado do fracasso que o selecionado brasileiro experimentou nesta edição do Mundial. Não merece. Antes, é digno das mesmas execrações que foram destinadas a Felipão e Dunga, antecessores dele.

Nos casos dos dois também gaúchos, as diretrizes eram as mesmas seguidas pelo atual comandante que, parece ser consenso, vai continuar com o leme da nau do futebol brasileiro. Convocar jogadores por conveniências mercantis foi prática comum dos três treinadores, seguindo a cartilha dos ‘mercadores’ da CBF.

É inconcebível um país com as tradições que tem o Brasil em Copas do Mundo, ir para as disputas do principal torneio da modalidade no planeta com elenco constituído por taysons, freds, fagneres, paulinhos, renatos augustos e outros nomes. Ao longo da preparação, e na trajetória do inexpressivo torneio das Eliminatórias Sul-Americanas, é até difícil listar os jogadores medíocres que foram convocados para usar a camisa verde-amarela. Um tal de Smile foi convocado!

As justificadas eram risíveis: ‘está fazendo um puta campeonato ucraniano!”; ‘na China ele arrebenta!’; ‘é reserva no Barcelona, mas quando entra acaba com o jogo!”. Ora, os campeonatos da Ucrânia e da China têm nível técnico bem abaixo do Catarinense e ser reserva num grande da Europa é indicativo de que ao cara falta talento. Em verdade os chamamentos buscavam favorecer interesses de empresários criminosamente ligados aos dirigentes cebeefianos.

É preciso estancar esse estranho ritual de preterir bons jogadores que atuam no País, em favor de outros que ficam com as vagas apenas por estarem no exterior sob o manto de influentes empresas.

Por isso perdemos a Copa. Por sorte nas quartas, diante da Bélgica. Tivéssemos passado, contra a França de Umtiti os brasileiros de Tite certamente dariam vexame parecido com o de 2014.

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Uruguai ou França, tanto faz

Dos cruzamentos prováveis que terá o Brasil, desde que supere a Bélgica, na fase de semifinais, Uruguai e França têm o mesmo peso no que concerne a serem algozes do selecionado nacional. Por ‘qualidade’ o trauma com os Sul-Americanos é mais dolorido. Não fosse o 1 a 7 da Copa passada diante da Alemanha, a derrota mais contundente do futebol nacional seria o ‘maracanazo’ de 1950 quando, na final da Copa no Brasil, os da casa perderam por 2 a 1 para a esquadra celeste então capitaneada por Obdúlio Varela. No então maior estádio do Mundo ‘ouviu-se’ um silêncio de 200 mil pessoas.

Noutros combates os brasileiros se vingaram homeopaticamente em competições menos expressivas — Eliminatórias e Copa América — chegando a uma supremacia incontestável. Por Copa do Mundo o duelo único, depois da tragédia, foi em 1970: 3 a 1 ‘pra nóis’. O Brasil tem cinco títulos e o Uruguai e bicampeão mundial (1930/50); em Olimpíadas a Celeste venceu duas vezes (1924/28) e o Brasil uma (2016).

Por quantidade de vezes o entrave é com a França: a seleção brasileira caiu diante dos azuis em três oportunidades, das quatro em que se enfrentaram. O único triunfo brasileiro foi na semi de 1958 quando o jovem Pelé marcou três gols; depois foram fracassos em 1986, nos pênaltis (Sócrates e Júlio César desperdiçaram cobranças); 1998, na final em que o Fenômeno ‘amarelou’ (3 a 0); e 2006, nas quartas de final, derrota por 1 a 0 com gol de Thierry Henry marcando o tento enquanto Roberto Carlos ‘ajeitava’ os meiões.

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Os ‘pés vermelhos’ de Tite na Rússia

É seleta a lista de paranaenses que ostentaram a condição de titulares na seleção brasileira em disputas de Copa do Mundo. Para esta Copa da Rússia, lá esteve na estreia contra a Suíça o zagueiro Miranda, de 33 anos.

O jogador é natural de Paranavaí, mas não jogou pelo time da cidade, o tradicional ACP. Encaminhado ainda adolescente ao Coritiba, frequentou as categorias de base do clube e se profissionalizou em 2004. Pelo Alviverde disputou 57 partidas e em 2005 se transferiu para Sochaux-FRA. Depois teve passagens pelo São Paulo e Atlético de Madrid. Atualmente, é titular Internazionale de Milão.

No atual grupo é um dos jogadores que por mais vezes foram lembrados por Tite, atrás apenas do meia Willian.

Fernandinho, de 33 anos nasceu na cidade de Londrina. Mas, como Miranda, também não defendeu o time principal da cidade, o Londrina Esporte Clube. Foi forjado na base do PSTC e ao 14 anos se transferiu para o Atlético Paranaense. No time da Baixada, como profissional, atuou por 83 jogos no período entre 2003 e 2005. Teve passagem pelo Shakthar Donetsk da Ucrânia e atualmente defende Manchester City do técnico Pep Guardiola.

Na história de Copas anteriores, num dos destaque que nasceram no Estado foi o volante Kleberson, titular no selecionado que em 2002 conquistou o pentacampeonato. Nascido em Uraí, o volante teve trajetória bem parecida com a de Fernandinho a partir do PSTC. Foi para a base do Atlético-PR, lá também se profissionalizou e depois defendeu Manchester United, Flamengo e clubes dos Estados Unidos.

O mais assíduo foi o meia Dirceu, nascido em Curitiba, formado pelo Coritiba e com passagens por Botafogo, Fluminense, Vasco, Atlético de Madrid e Verona. Foi titular nas Copas de 1974 e 1978; em 1982 esteve entre os convocados de Telê Santana, mas jogou apenas o primeiro tempo contra a Rússia. Estaria na Copa de 1986, não fosse uma lesão adquirida durante treinamento ao se chocar com o goleiro Paulo Vítor que acabou resultado em corte, substituído pelo são-paulino Edivaldo

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Ao Maringá FC faltou ‘matar o jogo’

Em partida na qual Paulinho Moccelin foi o grande destaque, o Maringá FC ficou no empate diante do Caxias, no domingo, por 1 a 1, e permitiu ao adversário levar a decisão da vaga à terceira fase do Brasileiro da Série D para a Serra Gaúcha. Foi um bom jogo, com movimentação intensa nas duas etapas e emoção de sobra para o público razoável que compareceu ao Willie Davids (1.767 pessoas no total).

Ficou evidente que o MFC tem elenco para bater de frente com o time gaúcho e trazer do Rio Grande a classificação. Não será, é claro, fácil, mas é possível. Corrigir uma deficiência que permeou o time também na fase classificatória é imprescindível: perder em demasia chances de fazer gols. Vi o jogo ao lado de um simpático e apaixonado torcedor que usou por, no mínimo, cinco vezes, a expressão proferida da forma mais enfática “mata o jogo pelamordeDeus!!!”

Os times eram iguais no desenrolar do confronto com eficiências em pontos extremos. O Tricolor com mais posse de bola, criando chances de abrir o placar e parecendo ‘dono do jogo’; os caxienses seguros na marcação, organizados taticamente, cometendo poucos erros e perigosos nos contragolpes.

É possível que esses comportamentos sejam repetidos na partida de volta no próximo domingo no Estádio Centanário, em Caxias do Sul, com as posições invertidas. Lá, é certo, os grenás é que serão mais ofensivos. Vai daí, que os maringaenses têm chances, jogando fechadinhos, de encontrar o momento de “matar o jogo pelamordeDeus!!!”

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Classificação heroica do Maringá FC

O Maringá FC tirou à fórceps a classificação para a segunda fase do Campeonato Brasileiro da Série D. Não será exagero adjetivar como heroica a conquista do Tricolor se levarmos em conta o empate em 1 a 1 com a Caldense nas Minas Gerais, com um jogador a menos desde os 14 minutos da segunda etapa. É resultado do sério trabalho que o grupo capitaneado pelo treinador Fernando Marchiori desenvolveu no projeto de ascender com a equipe para a terceira divisão nacional.

Etapa vencida de uma guerra que continua. À frente o Caxias, do Rio Grande do Sul. Não é pouco adversário, mas o time da Cidade Canção tem condições de avançar. O retrospecto recente favorece o pessoal dos Pampas. O time Grená é dos poucos invictos da competição e se classificou no seu grupo com cinco vitórias, em seis possíveis, e um empate. Porém, para os pessimistas de plantão, a reflexão seguinte: na fase anterior, a distribuição do chaveamento não permite uma dimensão exata das forças. Significa que pode ser maior o grau de dificuldade para se chegar em segundo no grupo que ser o primeiro em outro.

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Brasil na Copa: favorito não, mas com chances

Inegável que no âmago do torcedor mais apaixonado pela seleção (e nem são tantos assim) existe um temor de que o time brasileiro repita o vexame proporcionado em 2014 quando, nas semifinais, foi massacrado pelos alemães no fatídico 1 a 7. Mas são remotas as chances daquilo reacontecer.

O Brasil não vai a Rússia com o favoritismo que tinha na bagagem em outras Copas, mas suas possibilidades não diferem das grandes escolas mundiais como Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Bélgica e até Argentina.

Entre os relacionados por Tite há nomes sem perfil de jogadores de Mundial (Fagner, Taíson, Fred, Cássio, por exemplo), mas são peças que jamais serão usadas e compõem o grupo apenas por interesse mercantil de empresários mancomunados com dirigentes da CBF ou ‘amigos pessoais’ do treinador.

Em favor do Escrete Canarinho o fato de que o grupo tem uma inquestionável harmonia adquirida ao longo das Eliminatórias. O treinador quase nunca fugiu da formação por ele considerada titular. Convocou ‘trocentos’ nomes por conveniências mercantis, mas jogaram sempre os 11 que todo o País tem na ponta da língua. Têm o chamado entrosamento.

Acima da média só o Neymar e, vá, o lateral Marcelo. Os demais são jogadores experientes, maturados no futebol europeu e que podem sim, chegar em primeiro no torneio.

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As possibilidades matemáticas do Maringá FC

Há uma natural curiosidade em relação às chances do Maringá FC se classificar à segunda fase do Campeonato Brasileiro da Série D após o confronto do próximo domingo, às 18h, diante da Caldense, em Poços de Caldas. São várias as possibilidades.

Vencendo por qualquer placar terá a vaga garantida com 11 pontos independentemente de outros resultados. No caso de empatar o confronto, o time vai a nove pontos e assegura o primeiro lugar se o Madureira vencer o Linense, no interior paulista; será o segundo colocado da chave se o time de Lins não perder e neste caso precisa estar entre os 15 melhores segundos colocados.

Perdendo o jogo por 1 a 0, pode se classificar em segundo lugar na chave, deste que no grupo aconteça empate entre Madureira e Linense. Perdendo por 2 a 0 ou mais ficará sem chances. Lembrando que a qualificação dependerá de estar entre os 15 com melhores desempenhos entre os segundos colocados.

Atualmente com oito pontos, o MFC está na frente de seis equipes, se iguala a quatro delas e acima dele existem quatro times, entre os vice-líderes de grupos.

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MFC depende da própria força e da torcida

O Maringá FC começa decidir a sorte no Brasileiro da série D neste domingo, diante do Linense, às 16h, no William Davids. Depende da própria força.Um triunfo sobre o a equipe do interior paulista deixa o Tricolor com chaces reais de ser um dos 32 times que vão seguir (em mata-matas) na busca por uma das quatro vagas na terceira divisão nacional. Antes, no sábado, a Caldense visita o Madureira. No caso dos mineiros tropeçarem contra os cariocas, o Tricolor chega na rodada final, em Poços de Caldas, precisando de um empate para se garantir como, no mínimo, o segundo colocado da chave. É hora, então, de jogar com 12. Além aqueles que o técnico Marchiori escalar, será imprescindível o apoio do torcedor. O MFC provou até agora que tem elenco ao nível dos demais competidores na chave. Logo, com o fator torcida, a vitória fica mais à mão. Não é segredo que o rendimento de um grupo de jogadores com o estádio cheio amplia-se.

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A largada insossa do Brasileiro na Série D

A estatística da rodada inaugural do Brasileiro da Série D, no grupo do Maringá FC, adia para a próxima semana o início real da competição. Dentro da chave que promete equilíbrio, houve de fato equilíbrio. Ninguém ganhou, ninguém perdeu. Empate no WD entre MFC e Caldense (1 a 1) num confronto em que cada uma das equipes jogou um tempo. Iguaizinhas, iguaizinhas! Nas poucas virtudes e nos pontuais defeitos. Em Conselheiro Galvão, no Rio de Janeiro, pelo que informam as redes sociais dos que viram o jogo entre Madureira e Linense (0 a 0), o fato se repetiu.

Então, vamos esperar pala segunda volta. O reformulado time maringaense (convenhamos, melhorou em relação ao que terminou o Estadual), vai sair duas vezes para enfrentar Linense e Madureira, nos dois próximos sábados. Dependendo dos pontos que garimpar nesta excursão, poderá ficar em situação confortável para garantir a vaga como líder da chave. Ocorre que em seguida o time do técnico Fernando Marchiori terá esses dois adversários como rivais no WD. Depois, para fechar a fase, visitará o time de Poços de Caldas.Com empenho e um mínimo de sorte será, sim, possível passar para os mata-matas da segunda fase.

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Goleada histórica, mas missão cumprida

Nunca, desde a fundação do Maringá FC, em 2010, o time tinha sofrido tão humilhante derrota como a de domingo passado, ao cair frente o Atlético-PR, por 5 a 0 na Arena da Baixada. É certo que o Tricolor jogou diante da equipe com melhor desempenho na competição, teve um jogador expulso e não pode contar com quatro de seus titulares, mesmo assim foi de doer na alma da torcida tricolor. Serviu, a derrota, para a afirmação de que o técnico Fernando Marchiori acertava com o time titular que vinha mantendo. Quando ficou sem a formação que ele considera ideal o desastre se abateu sobre a equipe. Com um elenco de reconhecidas limitações — desde a montagem a própria diretoria alardeava que constituiu o time dentro das possibilidades orçamentárias – o MFC chegou até além do que se propunha. O objetivo de evitar o descenso, prioridade no discurso do coerente Fernando Marchiori, foi alcançado com algumas rodadas de antecedência; a vaga para a Série D (caso o time não suba para a C neste ano) está assegurada e são concretas as possibilidades do clube ficar entre os paranaenses que vão à Copa do Brasil em 2019. A distribuição das vagas será feita a partir da divulgação por parte da CBF do ranking nacional de clubes neste 2018 e os maringaenses apostam na quarta melhor campanha pelo Estadual para merecer estar entre os participantes. Convenhamos, foi melhor que a encomenda.

Classificação            P J V E D GP GC SG

1 Atlético-PR            25 11 7 4 0 18 4 14

2 Foz do Iguaçu       21 11 6 3 2 15 9 6

3 Paraná Clube        18 11 5 3 3 14 11 3

4 Maringá FC           17 11 5 2 4 14 10 4

5 Cianorte                 17 11 4 5 2 15 12 3

6 Coritiba                  14 11 4 2 5 11 13 -2

7 Londrina                14 11 3 5 3 14 12 2

8 Cascavel                 13 11 4 1 6 12 15 -3

9 Toledo                    13 11 3 4 4 9 12 -3

10 Rio Branco          10 11 2 4 5 16 28 -12

11 Francisco Beltrão 9 11 3 0 8 9 14 -5

12 Prudentópolis     8 11 1 5 5 8 15 -7

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