Vacinação contra a gripe termina sexta-feira

Quem faz parte de grupo prioritário e ainda não se vacinou contra a gripe, tem até esta sexta-feira para ir a um posto e garantir a sua proteção.

Iniciada em 17 de abril, a Campanha de Vacinação contra a influenza termina no próximo dia 26 e balanço do Ministério da Saúde indica que, até esta segunda-feira foram vacinados 30,6 milhões de brasileiros. Esse total considera todos os grupos com indicação para a vacina, incluindo população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades. O público-alvo da campanha no país, que não considera esses grupos, é de 54,2 milhões de pessoas. Desse total, 58,2% foram vacinados e a meta deste ano é vacinar 90% desse público

A coordenadora Nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, alerta sobre a importância do público-alvo se imunizar dentro do prazo de vacinação para evitar a gripe e seus possíveis agravamentos. “É de fundamental importância que a população-alvo busque, o quanto antes, os postos de vacinação para garantir a proteção contra a influenza, principalmente neste período, que antecede o inverno”, destacou.

Até o momento, nenhum grupo prioritário atingiu a meta de vacinação. Entre os públicos-alvo, os idosos registraram a maior cobertura vacinal, com 14 milhões de doses aplicadas, o que representa 67,1% deste público, seguido pelas puérperas (65,4%) e trabalhadores de saúde (59,4%). Os grupos que menos se vacinaram são indígenas (37,1%), crianças (44,9%), gestantes (49,2%) e professores (52,4%). Além do grupo prioritário, também foram aplicadas 6,2 milhões de doses nos grupos de pessoas com comorbidades, população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional.

Os estados com a maior cobertura de vacinação no país, até o momento, são: Amapá (79,4%), Paraná (74,1%), Santa Catarina (72,3%), Rio Grande do Sul (70,8%), e Goiás (66%). Já os estados com menor cobertura são: Roraima (41,5%), Pará (44,3%), Rondônia (44,6%), Rio de Janeiro (45,8%), Mato Grosso (48,5%), Acre (48,6%) e Piauí (50,4%).

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Ministro estipula prazos para Estados e hospitais públicos

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, estipulou, Hoje, um prazo de 60 dias para que os seis hospitais federais do Rio de Janeiro adotem medidas para melhorar a gestão dos recursos, ampliando o atendimento – hoje caótico – da população.

Barros determinou inclusive que decidam quais serão as especializações de cada hospital, e o número e procedimento que realizarão. A ideia é que, com a especialização, cada hospital tenha um perfil cirúrgico o que possibilitará um aumento na quantidade desses procedimentos, permitindo assim que sejam feitas compras em escala, diminuindo os custos e uma melhor qualificação das equipes. Setores com baixa produção em uma unidade serão realocados para outra, onde a estrutura existente poderá ser melhor aproveitada pela população.

Este trabalho certamente vai ser muito útil para convergir em nosso esforço de dar produtividade, eficiência e qualidade de serviço nos hospitais federais do Rio. Teremos mais cirurgias sendo realizadas e com equipes preparadas para atender esse aumento”, afirmou o ministro Ricardo Barros, que também anunciou a contratação de uma consultoria com especialistas em administração hospitalar do Hospital Sírio Libanês (SP) para promover o ganho em escala e em especialização, reduzindo custos e construindo uma rede mais eficiente para a população.

Os resultados desse trabalho pioneiro feito através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), terá resultados repassados em procedimentos com relação a outros hospitais públicos espalhados por todo o Brasil.

O ministro reforçou inclusive a criação de uma fila única para o atendimento da população, com os pacientes sendo atendidos pelas redes federal, estadual e municipal de saúde e demais prestadores conveniados ao SUS. Esse modelo gera rapidez no atedimento e os governos de todos os estados do país têm até o dia 10 de junho para organizar todos os pacientes que aguardam por cirurgias e exames em uma fila única.

Segundo o ministro Ricardo Barros, dessa forma organizados “Todos os cidadãos saberão o seu lugar na fila, por isso a importância da fila única. Todos saberão o inclusive quando serão atendidos através do controle efetuado por uma central”.

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Brasileiros consomem muitos insetos e pelos de rato

Estamos consumindo “fragmentos de insetos” (baratas, grilos, aranhas?) e pelos de ratos nos molhos de tomate que compramos nos mercados e mercearias. A certeza disso: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de ordenar a retirada de lotes de molho de tomate pela presença dessas “coisas”, “acima do limite permitido”.

A resolução publicada no Diário Oficial da União está proibindo a venda de lotes molho de tomate de marcas conhecidas: Heinz, Pomarola, Elefante e Predilecta.

A notícia causou espanto e polêmica nas redes sociais, pois ninguém sabia que havia tolerância através de limitação de quantia para a presença de pelos de ratos e partes de insetos restos nos molhos de tomate. A verdade é que o percentual permitido é regulamentado por uma resolução da diretoria da Anvisa, publicada em 2014. A RDC 14 estabelece “disposições gerais para avaliar a presença de matérias estranhas macroscópicas e microscópicas, indicativas de riscos à saúde humana e/ou as indicativas de falhas na aplicação das boas práticas na cadeia produtiva de alimentos e bebidas”.

Para fixar os limites, a Anvisa observou critérios como risco à saúde, dados nacionais disponíveis, ocorrência de matérias estranhas mesmo com a adoção das melhores práticas e existência de referência internacional.

Em molhos, polpas e extratos de tomate e ketchup, o limite é de “até dez fragmentos de insetos ou um fragmento de pelo de roedor para cada cem gramas”.

Em frutas desidratadas, o limite é de 25 fragmentos de insetos e um de pelo de rato em 225g.

No café e em chás, a tolerância é ainda maior: em cafés, 60 fragmentos em 25 gramas; e nos chás, entre 45  e 300 fragmentos em apenas 25g, dependendo do tipo de chá. O chá de hortelã, por exemplo, que seria o mais sujeito à contaminação, chegam a ser permitidos 300 fragmentos a cada 25 gramas ou cinco insetos inteiros na mesma quantidade.

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Sábado é dia de vacinar contra a gripe

 

Unidades de saúde de todo o Paraná estarão abertas neste sábado em campanha de vacinação contra a gripe.

A vacinação é gratuita e objetiva atingir grupos de pessoas mais suscetíveis ao mal.

Veja se você, ou seus familiares, fazem parte desses grupos:

Pessoas com mais de 60 anos 

Crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias)

Trabalhadores da área de saúde

Professores

Povos indígenas

Gestantes

Mulheres até 45 dias após o parto

Detentos

Funcionários do sistema prisional

Portadores de doenças crônicas não transmissíveis

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A zika se afasta

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira o fim da situação de emergência pública nacional para zika.

A decisão que deverá ser comunicada à Organização Mundial da Saúde até o final da semana, ocorre 18 meses após a decretação do estado de emergência, em novembro de 2015.

De acordo com o ministério, o fim da emergência se dá porque a epidemia já não é considerada “fato incomum ou inesperado”, embora ainda tenha impacto sobre a saúde pública. “O fim do decreto de emergência não observa critérios políticos, mas técnicos”, afirmou João Paulo Toledo, diretor do DVDT (Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis) do ministério.

O país registrou queda de 95% nos casos de zika em 2017 com relação a 2016. Até abril de 2016, haviam sido notificados 170 mil casos, contra 7.900 neste ano. A OMS considerou estado de emergência internacional para zika entre fevereiro de 2016 e novembro de 2016.

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Especialistas discutem o câncer “invisível” em Maringá

Palidez, perda de peso, sudorese noturna, fadiga, hematomas sem razão aparente e falta de energia. Esses sintomas, muitas vezes passageiros, podem significar apenas uma indisposição ou virose, por exemplo. No entanto, outras vezes eles podem indicar algo mais sério. Quando persistem por um longo período e são acompanhados por febre, hemorragias, infecções frequentes e dor ou volume atípico no abdome, esses sintomas podem indicar a mielofibrose.

 Pertencente ao grupo das doenças mieloproliferativas, a mielofibrose é um tipo de câncer do sangue, que ocorre quando as células-tronco sofrem uma mutação e formam uma fibrose (cicatriz) na medula óssea. Com cada vez mais células mutantes se replicando, a produção de células sanguíneas é afetada, reduzindo a quantidade de glóbulos vermelho, brancos ou plaquetas no organismo. Para compensar esse desfalque, o baço intensifica a produção de glóbulos vermelhos – e, com isso, aumenta de volume, podendo passar de 150g e 15cm, em média, para até 10kg e 36cm de comprimento. Esse aumento pode gerar dor ou volume incomum abaixo da costela esquerda, o que costuma intensificar a sensação de cansaço e fadiga, além de acender o sinal de alerta para a presença de uma doença mais complexa.

 Embora se saiba que há uma alteração genética, a causa da mielofibrose ainda é desconhecida. Se sabe, no entanto, que a maior parte dos pacientes tem entre 50 e 80 anos, fase em que já há associação de outras doenças e sintomas.

Por isso a importância de um olhar atento a qualquer sensação diferente, principalmente cansaço extremo e progressivo. Por ser rara – estima-se que uma a cada 133 mil pessoas seja afetada pela mielofibrose –  pouco se fala sobre a doença. O desenvolvimento lento da doença e a falta de informação contribuem para o diagnóstico tardio; além disso, o fato de os sintomas serem considerados ‘comuns’ faz com que eles sejam negligenciados não só pelo paciente, mas também por profissionais de saúde que não sabem muito sobre a doença. 

 Com o passar dos anos, as pessoas com mielofibrose sofrem com sintomas debilitantes, tornando-se incapazes de seguir suas rotinas de forma funcional – especialmente se não estiverem sob cuidados e recebendo o tratamento adequado. Com sintomas avançados, o paciente diagnosticado tardiamente acaba sendo prejudicado, pois quanto antes o tratamento for iniciado, maior a qualidade de vida e potencial controle da doença.

Nesta quinta-feira, 11 de maio, a hematologista Daniela Carinhanha Setúbal, do Hospital das Clínicas de Curitiba (PR),irá liderar um encontro – Jakavi Regional Launch Meeting – Diagnóstico e Tratamento da Mielofibrose – com especialistas em Maringá para falar sobre novas perspectivas no tratamento desse tipo de câncer no sangue que devido aos seus sintomas ‘comuns’, ainda é negligenciado não só pelo paciente, mas também por profissionais de saúde que não sabem muito sobre a doença. 

O ruxolitinibe, primeiro tratamento específico para a mielofibrose, foi aprovado pela Anvisa no final de 2015, o que aumentou a procura por informações a respeito da doença, seu diagnóstico e tratamento.

 

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O estresse está incapacitando trabalhadores

No Brasil, os transtornos mentais e comportamentais foram a terceira causa de incapacidade para o trabalho, considerando a concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, no período de 2012 a 2016.

 

Estão relacionados a riscos emergentes – os fatores psicossociais –, crescentes em nossa época de mudanças velozes nos modos de viver e trabalhar. Com aproximadamente 17,5  mil casos novos, reconhecidamente relacionados ao trabalho, geram cerca de 2,4 milhões de dias de trabalho perdidos por ano.

 

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), “apesar de não consistir em doença, o estresse é o primeiro sinal de um problema; se o corpo experimenta uma tensão continua, o estresse pode causar alterações agudas e crônicas, o que pode provocar danos de longo prazo a sistemas e órgãos, particularmente se o corpo não consegue descansar e se recuperar”. Evidências demonstram que os riscos psicossociais (como insegurança no emprego, baixo controle sobre a atividade, altas demandas e desequilíbrio entre esforço e recompensa), assim como o estresse relacionado ao trabalho, estão associados a riscos comportamentais afetos à saúde, incluindo consumo exagerado de bebida alcoólica, fumo e abuso de drogas.

Dados do Boletim Quadrimestral sobre Benefícios por Incapacidade, produzido pela secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda e pelo Ministério do Trabalho, que trata do adoecimento mental e trabalho: a concessão de benefícios por incapacidade relacionados a transtornos mentais e comportamentais entre 2012 e 2016. Nos dados apresentados na pesquisa, os benefícios concedidos por incapacidade temporária para o trabalho, os auxílios-doença, alcançaram 7.168.633 de concessões no período entre 2012 e 2016 para o segurado empregado, enquanto as aposentadorias por invalidez, que retiram o trabalhador definitivamente da vida laboral, totalizaram 283.423 casos.

 Contribuem ainda para o cenário de agravamento do adoecimento mental no âmbito do trabalho, “as situações de banalização da violência, como o assédio moral institucionalizado, as relações interpessoais norteadas por autoritarismo e competitividade, a demanda constante por produtividade e a desvalorização das potencialidades e subjetividades dos trabalhadores”.

Algumas características das condições de trabalho que conduzem a riscos psicossociais são as cargas de trabalho excessivas; exigências contraditórias e falta de clareza na definição das funções; falta de participação na tomada de decisões que afetam o trabalhador e falta de controlo sobre a forma como executa o trabalho; má gestão de mudanças organizacionais, insegurança laboral; comunicação ineficaz, falta de apoio da parte de chefias e colegas; e assédio psicológico ou sexual, violência de terceiros.

 A Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho foi instituída em 1971, com o objetivo de divulgar conhecimentos técnicos e ministrar ensinamentos práticos de prevenção de acidentes, de segurança, higiene e medicina do trabalho, promovendo uma cultura de prevenção em acidentes e doenças ocupacionais.

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Paranaenses sofrem com a intoxicação por medicamentos

 

Estatística da Secretaria de Saúde mostra que desde 2012 o Paraná já registrou 17969 casos de intoxicação causada por medicamentos. Apenas no ano passado, o número chega a 4053. Mais de metade destes casos ocorre com pessoas entre 20 e 49 anos e pouco mais de 71% das vítimas são mulheres. 

Esses dados mostram a necessidade de conscientizar a população sobre o uso racional de medicamentos, evitando a automedicação. Os comparativos assustam, pois superam em muito outras intoxicações: por agrotóxicos, por exemplo, foram 883 casos no mesmo período; por produtos químicos 1834 e por drogas 3956.

A Secretaria revela que mais de cinco mil destes casos ocorreram em virtude de fatores como a má conservação do medicamento e a ingestão fora do prazo de validade, erros na prescrição ou administração e a automedicação. 

O uso racional de medicamentos consiste em ter as informações necessárias para que faça o melhor uso do tratamento prescrito. Desde o porquê de sua recomendação até qual a maneira correta para armazená-lo em casa. Deixá-los expostos à luz solar, variações de temperatura e umidade podem reduzir sua eficácia.

Os idosos merecem atenção especial. Costumeiramente utilizam maior gama de medicamentos diariamente.

O Conselho Regional de Medicina ressalta a importância de se seguir uma receita ao pé da letra. “A receita é a complementação do ato médico”, afirma o pediatra Maurício Marcondes Ribas, conselheiro corregedor geral do CRM-PR. Para o conselheiro, por mais que os sintomas sumam, o tratamento deve ser feito até o final. “Uma dor de ouvido, por exemplo, pede sete dias de tratamento. Mas depois do quarto ou quinto dia, quando os sintomas somem, o paciente não deve parar de tomar o remédio, para que o tratamento seja eficaz”.

Sintomas considerados mais corriqueiros como dores de cabeça ou garganta dificilmente levam um paciente a uma Unidade de Saúde. Geralmente eles optam por uma farmácia e compram algo que já tenha visto funcionar. Muitas vezes nem o farmacêutico nem o paciente sabem exatamente qual é o problema. E tomar um remédio sem uma avaliação médica pode acarretar eventos adversos severos. 

 

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Saúde ocular: é preciso conhecer o fator genético

Conhecer o histórico médico da família é de fundamental importância para cuidar da saúde. E essa preocupação é imprescindível em se tratando do cuidado com os olhos. Algumas doenças do sistema visual afetam grande parte da população, muitas vezes, por desconhecimento dos sintomas e falta de diálogo familiar.

 

Segundo o médico oftalmologista Bernardo Cavalcanti, da equipe do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco – algumas doenças comuns têm grandes chances de serem desenvolvidas com um fator hereditário, como por exemplo, estrabismo, glaucoma, ceratocone e retinose pigmentar. A importância em identificar a pré-disposição é que, apesar de herdada, o diagnóstico não significa uma sentença final de que a doença não possa ser tratada ou até curada, sobretudo quando descoberta cedo. Pelo contrário, quanto antes diagnosticada, os efeitos podem ser minimizados e, em alguns casos, até mesmo revertidos, se for tratada a tempo.

 

A indicação do especialista é de que aquelas pessoas com um elevado risco de desenvolvimento da doença oftálmica com base na história familiar, mesmo sem sintomas, devam realizar exame oftalmológico pelo menos uma vez ao ano, independentemente da idade do paciente.

Confira doenças oftalmológicas com herança genética que podem causar perda de visão e que são passíveis de tratamento:

 

Em adultos:

Catarata – tipo de perda de transparência do cristalino, lente situada atrás da íris. Pode ser congênita ou adquirida;

Diabetes ocular (retinopatia) – doença ocular causada pelo Diabetes, que afeta a retina;

Glaucoma – doença que atinge o nervo óptico e envolve a perda de células da retina responsáveis por enviar os impulsos nervosos ao cérebro;

Doenças maculares – doença degenerativa que envolve a parte mais central da retina humana, responsável pela visão de nitidez e chamada de mácula.

 

Em crianças:

Catarata congênita e infantil;

Glaucoma congênito;

Estrabismo – desequilíbrio na função dos músculos oculares, fazendo com que os olhos não fiquem paralelos;

Ambliopia – é a baixa visão em um olho que não se desenvolveu adequadamente na infância. Também chamado de “olho preguiçoso”;

Retinoblastoma – tumor ocular originário das células da retina;

Doenças metabólicas.

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SUS terá fila única para cirurgias eletivas

 

O Ministério da Saúde quer criar uma fila única para cirurgias eletivas em todos os estados do país. Os gestores terão 40 dias para integrar suas informações aos dos municípios e enviar à pasta a quantidade de pacientes que aguardam pela realização dos procedimentos.

A medida vai dar transparência e agilidade ao atendimento dos pacientes, que muitas vezes ficavam sujeitos à fila de um único hospital e deixava de concorrer a vagas em outras unidades da região. Além disso, ao saber a demanda nacional, o governo federal poderá alocar os recursos de forma mais eficiente e equânime.

“Hoje, o estado tem uma fila, a prefeitura tem outra, o hospital tem sua fila, e isso não é possível nesse sistema. Quando a pessoa sai do ambulatório, ela precisa ser encaminhada para uma fila geral, e não para a fila do hospital. Precisamos mudar essa lógica para que possamos organizar o atendimento de forma justa. O acesso ao SUS é universal e todos têm direito igualmente”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

A unificação da fila para cirurgias eletivas é uma iniciativa do Ministério da Saúde em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). A resolução que trata do assunto foi aprovada nesta quinta-feira (27) durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em que gestores da União, dos estados e dos municípios pactuam políticas de saúde do país.

Ficou decidido ainda que a próxima etapa para unificação da fila é condicionar o repasse do Teto MAC dos estados e municípios ao envio das informações sobre a demanda por cirurgia eletiva. Na próxima reunião da CIT será definido o prazo para o bloqueio das verbas às gestões que não atenderem a essa solicitação.

O Ministério da Saúde também está estimulando a adesão de municípios e estados ao Sistema Nacional de Regulação (SISREG), software disponibilizado às gestões locais e estaduais para regulação de procedimentos diversos, como exames, consultas e cirurgias eletivas. A plataforma viabiliza a unificação das filas por parte dos estados e dos municípios. Atualmente, 2.548 prefeituras e 14 gestões estaduais já utilizam o SISREG para gestão de sua demanda por cirurgias eletivas.

A demanda por cirurgias eletivas é elevada. As informações obtidas pelo SISREG já permitem traçar um panorama preliminar de um total de 800.559 cirurgias aguardando realização, sendo a maior demanda na especialidade de traumatologia e ortopedia (182.003), com significativa expressão também para as cirurgias gerais (161.219).

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