Cirurgia pós-bariátrica: hospital do RJ é referência mundial

O Hospital Federal do Andaraí (HFA), unidade do Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, aplica em todos os pacientes do SUS uma inovação nas cirurgias pós-bariátricas que atrai cada vez mais a atenção de especialistas estrangeiros. A técnica, desenvolvida pelo chefe do serviço de cirurgia plástica do HFA, Carlos Del Piño Roxo, já foi apresentada em conferências aos mais renomados cirurgiões do mundo.

No hospital, a cirurgia, que demorava em torno de 8 a 10 horas, passou a ter tempo médio de quatro horas, podendo ser feita junto a outras intervenções corretivas associadas. A equipe opera simultaneamente abdome, costas, pernas e braços. Já a recuperação pós-cirúrgica, que demorava dois meses, também foi reduzida para um período de 10 a 15 dias. Segundo Roxo, a técnica tornou a cirurgia mais previsível, reduziu a necessidade de transfusão sanguínea e a morbidade.

“Há hoje uma patologia no mundo, que não existia. O mal do mundo sempre foi a fome e hoje a gente tem a obesidade. E isso não quer dizer que a gente coma bem”, alerta Roxo. “Eu sempre digo que, se a cirurgia bariátrica devolve a saúde, a pós-bariátrica devolve a auto-estima e a dignidade. E nós temos uma missão, não só de cuidar do paciente, mas de multiplicar o conhecimento”.

O aperfeiçoamento da técnica chega como boa notícia ante os números de obesidade no país. Atualmente, os casos de excesso de peso e obesidade equivalem a 53,9% entre a população, conforme dados do Vigitel de 2015, divulgados pelo Ministério da Saúde no ano passado.

Estudantes de 26 países em quatro continentes já vieram ao Brasil para conhecer o procedimento, que é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Na última sexta-feira o hospital chegou a 700 pacientes submetidos desde o ano de 2000 à técnica cirúrgica reparadora ali desenvolvida. Só em 2016, 8.157 cirurgias bariátricas foram realizadas no SUS no país, um aumento de 8% em relação ao ano anterior. É depois do emagrecimento que os pacientes acabam padecendo com a pele que sobra, retirada nas cirurgias pós-bariátricas.

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Carnaval com camisinha

 

 

Os casos de HIV/aids em jovens de 15 a 24 anos cresceram 85% nos últimos 10 anos. Para sensibilizar esse público, a campanha deste ano terá personagem distribuindo camisinha em blocos de rua

Incentivar o uso de preservativos, principalmente entre os jovens, é o foco da campanha de prevenção para o Carnaval deste ano, lançada terça-feira pelo Ministério da Saúde.

Com o slogan “No Carnaval, use camisinha e viva essa grande festa!”, as peças publicitárias trazem o panorama de 260 mil pessoas vivendo com HIV e que ainda não estão em tratamento, e também de 112 mil brasileiros que têm o vírus e não sabem disso. Além de prevenir contra as infecções sexualmente transmissíveis, como a aids, o uso contínuo da camisinha também evita a gravidez indesejada.

Os jovens são o foco da campanha, já que essa é a faixa etária que menos usa camisinha. Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas indica queda no uso regular do preservativo entre os que têm de 15 a 24 anos, tanto com parceiros eventuais – de 58,4% em 2004 para 56,6%, em 2013 – como com parceiros fixos – queda de 38,8% em 2004 para 34,2% em 2013.

 

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Semana de doação de medula óssea

 

São necessários 100 mil doadores de medula óssea para existir a probabilidade de que um deles seja compatível com um paciente. Mas o cadastro pode ser repassado para centenas de pessoas dependentes de doações para ter uma vida normal.

Segundo o diretor do Hemocentro Regional de Maringá, Cristovão Granato Filho, na região de 30 municípios polarizada por Maringá esse cadastro conta com 48.874 potenciais doadores, mas trata-se de uma listagem não confiável, sem atualização de informações – telefone e endereço – que possibilite a localização dos inscritos.

Na abertura da Semana Municipal de Doação de Medula Óssea que prossegue até o próximo dia 24, o secretário de Saúde Jair Biato assinalou a necessidade de ampliar o cadastro de prováveis doadores, e a prática dessa atitude de bondade para salvar e proporcionar saúde e bem-estar a pessoas que sofrem.

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Ministério da Saúde intensifica vacinação contra a febre amarela

O Diário Oficial da União publica hoje que o Ministério da Saúde liberou o repasse de R$ 13.830.085,91 para serem usados na intensificação da vacinação contra febre amarela pelos municípios afetados pela doença em cinco estados: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

A medida que já tinha sido anunciada pelo Ministério da Saúde no início do mês, foi publicada, nesta sexta-feira (17) no Diário Oficial da União.

Segundo a pasta, o recurso foi definido a partir da estimativa da população a ser vacinada em cada um dos 256 municípios.

Na lista de municípios que ficam em áreas com recomendação de vacina contra febre amarela constam as cidades paranaenses, principalmente as que tem maior área rural e reservas florestais. O vírus da febre amarela que causa o atual surto no Brasil circula nas áreas ruais, silvestres e de mata, transmitido pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes.

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O drible da fosfoetanolamina: “suplemento alimentar”

Droga que combateria o câncer, depois de tanta polêmica e proibição no Brasil, a fosfoetanolamina agora é lançada nos Estados Unidos com um drible bem brasileiro: agora é “suplemento alimentar”.

Distribuída inicial e irregularmente pelo químico Gilberto Chierice, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP) como tratamento contra o câncer, nos States ela é lançada por dois membros da equipe de Chierice, o biólogo Marcos Vinícius de Almeida e o médico Renato Meneguelo.

Segundo ambos, o “suplemento” foi registrado e está sendo produzido na Flórida pela empresa Quality Medical Line, devendo estar à venda a partir de 16 de março.

E como foi legalizada, os brasileiros poderão compra-la e recebe-la pelos Correios, com cada cápsula custando por volta de R$ 3,80.

Na página da Quality, está que fosfoetanolamina “fortalece o seu sistema imunológico e inibe disfunções celulares e metabólicas”. Não cita diretamente propriedades anti-câncer, mas deixa isso evidente na frase “ativa a eliminação das células defeituosas de forma controlada”.

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Gestores discutem saúde pública do Paraná

O governador Beto Richa abriu os trabalhos do Encontro de Gestores Municipais de Saúde, hoje pela manhã em Curitiba. O encontro apresenta aos prefeitos e secretários municipais de saúde dos 399 municípios paranaenses os programas estratégicos e ações desenvolvidas pelo governo estadual.

Para os cerca de 800 pessoas participantes do evento promovido pela Secretaria de Saúde, Richa destacou os avanços na área da saúde no Estado, com o governo estadual destinando, entre 2011 e 2016, R$ 15 bilhões ao setor – mais que o dobro do que os oito anos da gestão anterior.

O governador também citou o Mutirão de Cirurgias Eletivas, que ao longo do ano passado atendeu 50 mil pacientes de todo o Estado. E a entrega, aos municípios, de 800 ambulâncias e 2,3 mil veículos de transporte sanitário, além do uso das aeronaves do Estado para o transporte de pacientes em situação de emergência e de órgãos para transplante.

Nos dois dias de evento, os gestores podem tirar dúvidas quanto às formas de financiamento, as contrapartidas previstas e os canais disponíveis para ampliar o acesso da população à saúde pública. Na programação estão palestras e painéis sobre gestão do sistema de saúde e apresentação de projetos do governo e de cases de ações desenvolvidas por equipes municipais.

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Boa saúde recomenda evitar refrigerantes e sucos industrializados

Muitas pessoas que deixam de tomar refrigerante, optando por bebidas gaseificadas, se enganam ao considerar que estas são mais saudáveis.

Na verdade têm menos calorias, mas praticamente a mesma quantidade excessiva de açúcar. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma lata de refrigerante de cola tem mais de 30 gramas de açúcar, ultrapassando a quantidade diária recomendada.

Outras opções podem parecer melhores, mas não são. O chá industrializado para ser consumido gelado, por exemplo. Ele tem muito pouco daquilo que vende: chá. O que tem em quantidade é muito açúcar, ainda mais quando o sabor do chá é considerado amargo. Uma garrafa de 250 ml pode ter mais de 25g de açúcar. O

O ideal, se você quer consumir durante o dia, algo gelado realmente saudável, é fazer o seu próprio chá. Faça-o durante a noite com ervas secas – se tiver frescas, melhor ainda. Em uma medida sua para a bebida, coloque metade de água quente com a erva dentro e deixe em infusão por 10 minutos. Complete o restante com água gelada e coloque na geladeira. No outro dia, está pronto para levar onde quiser.

Sucos engarrafados tidos como saudáveis também podem ser uma armadilha para a sua saúde. Principalmente – e os supermercados estão repletos deles – aqueles que têm escrito na embalagem “contém o néctar da fruta”. Ocorre que esse néctar é a parte que fica com maior quantidade de açúcar. Além dos conservantes para mantê-los por dias e dias nas prateleiras. Os melhores sucos são os denominados integrais, feitos com maior quantidade de fruta possível.

Outra opção saudável para substituir o refrigerante é a agua frutada. Em um recipiente com água você pode adicionar cascas de laranja lavadas, pedaços de limão, capim limão ou hortelã. As combinações você pode criar. Mantenha a mistura gelada e com os ingredientes dentro sempre. Quando a água acabar, é só colocar mais.

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Lichia pode matar crianças

A lichia matou centenas de crianças na Índia

Uma doença desconhecida que causa convulsões, matou centenas de crianças durante décadas na região de Muzaaffarp, Índia. Só agora estudos aprofundados descobriram a causa: a ingestão da fruta lichia.

A descoberta aponta que a fruta contém altas doses de hipoglicina, uma toxina que inibe a capacidade do corpo de sintetizar a glicose. Depois que coletaram o material genético de 300 crianças afetadas, os médicos descobriram algo em comum. Muitas delas tinham um nível baixo de açúcar no sangue e por isso tinham o dobro de chance de morrer. “Uma das coisas que ouvimos várias vezes das mães era que as crianças não jantavam direito”, disse ao jornal americano The New York Times a pesquisadora Srikantiah. A hipoglicina, combinada com os estômagos vazios, era a responsável, então, pelas mortes.

A doença causa encefalopatia, uma inflamação no cérebro. Os relatos apontam que as crianças acordavam cedo, com um choro alto e agudo, e depois tinham convulsões. Em cerca de 40% dos casos, a condição misteriosa levou à morte. Na época da colheita das lichias – a região produz 70% das lichias indianas – os surtos da doença começavam em maio e paravam em julho, no início da estação das chuvas.

Quando pesquisadores foram ouvidos e e as famílias passaram a alimentar bem as crianças, antes de dormir, restringindo o consumo da fruta no dia seguinte, os casos diminuíram de centenas para menos de 50 por ano.

O estudo de cientistas americanos e indianos acaba de ser publicado no jornal médico britânico The Lancet Global Health.

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Vacina Pentavalente é novidade no sistema público

Vem aí, no sistema público de saúde, a vacina Pentavalente, que imunizará contra tétano, pertussis, hepatite B, difteria e haemophilus influenza B e gripe. A vacina está preste a ter o seu registro na Anvisa e trará benefícios de armazenamento, logística e de operação, com cinco tipos de imunização em apenas um produto.

Ela faz parte do planejamento do Ministério da Saúde vai investir R$ 54 milhões na compra de novos equipamentos e melhorias de infraestrutura do Instituto Butantan para produção de biológicos.

O convênio foi assinado hoje em São Paulo (SP) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, e o presidente do Butantan, Jorge Kalil. O objetivo é fortalecer os laboratórios públicos e a infraestrutura de produção e inovação em saúde.

Segundo o ministro Ricardo Barros, “O incentivo vai modernizar o parque fabril do Butantan, e também propiciar que continue sendo referência na produção de vacinas e de soros para todo mundo. Cada vez mais, a imigração que acontece entre vários países vai necessitar de mais e mais vacinas e nós queremos estar preparados para abastecer o nosso mercado, e também, para sermos exportadores de vacinas para todo mundo”.


O valor do convênio é 50% maior do que foi repassado nos últimos oito anos. O Butantan poderá garantir a produção de imunobiológicos, além de contribuir para a obtenção do Certificado de Boas Práticas de Fabricação da Anvisa em suas linhas de biológicos, com destaque para a produção de vacinas e anticorpos monoclonais.

O Instituto Butantan fornece tecnologias exclusivamente ao Ministério da Saúde e às demais entidades do Sistema Único de Saúde (SUS), com destaque para o fornecimento de soros e das seguintes vacinas: tríplice (difteria, tétano e pertussis) DTP, dupla (difteria e tétano) adulto e infantil, Influenza Sazonal trivalente, Hepatite A, HPV, Hepatite B e raiva Vero.

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1500 municípios querem participar do Mais Médicos

Prefeitos reclamam e o Ministério da Saúde criou um grupo de trabalho para rever a distribuição de profissionais recrutados no programa Mais Médicos, considerada injusta por muitas cidades: “Cerca de 1.500 municípios não participam do Mais Médicos, enquanto em algumas cidades o número de profissionais chega a 100”, explica o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Em dezembro o ministro pediu à equipe uma análise de alternativas e na última reunião com representantes de secretários estaduais e municipais de Saúde, ficou acertada a criação de um grupo para encontrar uma solução para o problema.

Mas são muitas as dúvidas que carecem de esclarecimentos. Não se definiu ainda, como contemplar mais municípios sem que o número de médicos seja aumentado de forma expressiva, sem gerar custos altos. Por outro lado, a sugestão de remanejamento provocaria a grita dos municípios que estão sendo atendidos, pois perderiam profissionais.

Para o ministro, as fórmulas propostas causariam insatisfações e a saída pode ser uma revisão da forma como as prefeituras financiam o programa. Explicando: o Ministério da Saúde é o atual encarregado das despesas com o salário do profissional contratado e a prefeitura auxilia com uma verba para estada do médico na cidade.

Uma proposta é de que nas cidades onde o número de profissionais exceda um limite determinado, o município arque com parte do financiamento do salário dos profissionais. Outra possibilidade é a fixação de um teto.

Desde que assumiu o cargo, em maio do ano passado, Barros tem dito ser necessário fazer mudanças no programa, criado em 2013 pelo governo de Dilma Rousseff como uma resposta às manifestações pela melhoria na saúde. Uma das alterações anunciadas por Barros foi a preferência por profissionais brasileiros para ocupar as vagas e a paulatina redução de médicos estrangeiros, recrutados sobretudo por meio de contrato com a Organização Pan-Americana da Saúde.

Neste ano, também não foi oferecida a possibilidade a médicos brasileiros de ficarem apenas um ano no programa para, terminada essa etapa, ganharem pontos nos exames de residência, o chamado programa Provab. O ministro também já encomendou mudanças nas regras para a criação de multas a médicos que se inscreverem no programa e abandonarem a iniciativa antes do prazo estipulado

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