Paranaenses sofrem com a intoxicação por medicamentos

 

Estatística da Secretaria de Saúde mostra que desde 2012 o Paraná já registrou 17969 casos de intoxicação causada por medicamentos. Apenas no ano passado, o número chega a 4053. Mais de metade destes casos ocorre com pessoas entre 20 e 49 anos e pouco mais de 71% das vítimas são mulheres. 

Esses dados mostram a necessidade de conscientizar a população sobre o uso racional de medicamentos, evitando a automedicação. Os comparativos assustam, pois superam em muito outras intoxicações: por agrotóxicos, por exemplo, foram 883 casos no mesmo período; por produtos químicos 1834 e por drogas 3956.

A Secretaria revela que mais de cinco mil destes casos ocorreram em virtude de fatores como a má conservação do medicamento e a ingestão fora do prazo de validade, erros na prescrição ou administração e a automedicação. 

O uso racional de medicamentos consiste em ter as informações necessárias para que faça o melhor uso do tratamento prescrito. Desde o porquê de sua recomendação até qual a maneira correta para armazená-lo em casa. Deixá-los expostos à luz solar, variações de temperatura e umidade podem reduzir sua eficácia.

Os idosos merecem atenção especial. Costumeiramente utilizam maior gama de medicamentos diariamente.

O Conselho Regional de Medicina ressalta a importância de se seguir uma receita ao pé da letra. “A receita é a complementação do ato médico”, afirma o pediatra Maurício Marcondes Ribas, conselheiro corregedor geral do CRM-PR. Para o conselheiro, por mais que os sintomas sumam, o tratamento deve ser feito até o final. “Uma dor de ouvido, por exemplo, pede sete dias de tratamento. Mas depois do quarto ou quinto dia, quando os sintomas somem, o paciente não deve parar de tomar o remédio, para que o tratamento seja eficaz”.

Sintomas considerados mais corriqueiros como dores de cabeça ou garganta dificilmente levam um paciente a uma Unidade de Saúde. Geralmente eles optam por uma farmácia e compram algo que já tenha visto funcionar. Muitas vezes nem o farmacêutico nem o paciente sabem exatamente qual é o problema. E tomar um remédio sem uma avaliação médica pode acarretar eventos adversos severos. 

 

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