|Como evitar as 10 doenças do verão

Estação mais quente do ano, férias, piscina, diversão e contato com muitas pessoas, tudo favorece as chamadas doenças de verão. Veja as dez mais comuns, causas e como evitá-las

Desidratação

É a perda excessiva de líquidos e sais minerais do corpo. Cerveja, por exemplo, não repõe a necessidade de água. Nesta época perdemos aproximadamente 2,5 litros de água por dia através de suor, saliva, urina e fezes. A desidratação se configura quando perdemos mais do que repomos. Para evitá-la é necessário ingerir líquidos e alimentos leves e frescos, usar roupas leves e permanecer à sombra em ambientes arejados.

Micoses

Pequenas infecções originadas da proliferação excessiva de fungos, afeta as partes mais quentes e úmidas. Ambientes comunitários onde ocorre contato direto com a pele, como praias, piscinas e vestiários, são propícios para a proliferação destes micro-organismos. As regiões lesionadas pelas micoses apresentam vermelhidão, coceira, irritação e ressecamento. Para evitar as micoses, recomenda-se manter todas as dobras do corpo bem secas e higienizadas (virilha, axilas, entre os dedos dos pés), não usar sapatos fechados ou com meias durante dias de calor intenso, preferir roupas leves, não compartilhar toalhas e calçados de outras pessoas e não andar descalço em ambientes públicos.

Insolação

Distúrbio provocado por exposição prolongada em ambiente quente e seco, geralmente com exposição direta aos raios solares, provoca um mal-estar generalizado, podendo ocorrer febre alta, pele seca e avermelhada, pulsação acelerada, falta de ar, enjoo, vômitos, tonturas e até desmaios. Para evitá-la, evitar o sol entre 10h e 16h, ingerir cerca de 3 litros de água por dia, usar protetor solar.

Bicho Geográfico

É a doença cutânea causada pela entrada da Larva Migrans na pele, através de cortes ou feridas. Após alcançar o interior da pele, a larva caminha pelo local traçando contornos perceptíveis do lado exterior, o que gera sensações de coceira, vermelhidão e inchaço no local afetado. A Migrans está presente em gramados e areia onde defecam cães e gatos. O calor e a umidade a mantém. Prevenção: use calçados ao caminhar por esses locais.

Intoxicação alimentar

É a reação do organismo após a ingestão de alimentos contaminados por micro-organismos nocivos. As altas temperaturas do verão dificultam a conservação adequada de alguns alimentos e contribuem para a proliferação destes micro-organismos. Após o consumo, as reações são de náusea, febre, vômitos, diarreia e desidratação, causando um mal-estar generalizado.

Dengue

Mosquito que consegue ambiente ideal com chuva e calor, o Aedes transmite a dengue. Alguns indicativos: febre, manchas e dores no corpo. Apesar de comum e dengue pode atingir estágios graves e provocar morte. Para evita-la é necessário combater os focos de reprodução do mosquito. E se possível, sempre utilizar repelente.

Brotoeja

Irritação resultante da obstrução das glândulas sudoríparas, causada pelo uso de cremes ou roupas fechadas que impeçam a transpiração completa. Como o verão é a época onde mais transpiramos e mais usamos filtro solar, os fatores se somam e surge a brotoeja. As bolinhas geralmente aparecem nas regiões com dobras, acompanhadas de coceira, vermelhidão, sensibilidade e queimação. A “vacina”: roupas leves e de algodão, filtros solares em spray/gel e ambientes arejados.

Fitofotodermatose

As queimaduras na pele que teve contato com frutas cítricas, são causadas durante a exposição ao sol. Não ardem, demoram cerca de um mês para sumir e podem envelhecer a pele. O vilão mais comum é o limão. Após lidar com frutas cítricas, lavar bem as mãos e outras partes onde possam ter resquícios de fruta.

Otite

Inflamação ou infecção no ouvido, ocorre principalmente no verão devido o acúmulo de água no canal auditivo. Incômoda, provoca dor de ouvido aguda e até febre. Para evita-la, não exagerar em imersões e suspender a natação nos primeiros sinais de dor.

Conjuntivite

Inflamação da Conjuntiva – a fina membrana que reveste o globo ocular – pode ser causada por agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. No verão, a mais comum é a bacteriana propagada através da água. Para evitá-la é importante não compartilhar objetos (toalhas, colírios, lentes de contato ou roupas de cama), abolir o hábito de coçar os olhos com as mãos e lavar as mãos e o rosto com a maior frequência possível.

Deixe um Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.