Autor: Francês



Medicamentos que aceleram demência em idosos

Medicamentos à base de opiáceos que são prescritos para até 40% dos pacientes idosos com demência em casas de repouso no mundo inteiro, diminuem dores, mas podem acelerar a degeneração cerebral.

Em um estudo com idosos, pesquisadores ingleses observaram que o uso de analgésicos opioides, frequentemente receitados, pode agravar ainda mais o quadro dos pacientes com o distúrbio cognitivo. O trabalho foi apresentado na Conferência Anual da Associação Internacional de Alzheimer (AAIC, na sigla em inglês),em Chicago, nos Estados Unidos.

Segundo o especialista expositor, o uso do analgésico paracetamol melhora efetivamente a dor, a agitação e a depressão, mas que uma proporção significativa de idosos precisa de um tratamento mais forte. “Aqueles que não respondem ao paracetamol geralmente recebem buprenorfina, medicamento feito à base de opioides. A ideia do estudo foi avaliar os benefícios e a segurança dessa abordagem”.

Para o experimento, os pesquisadores selecionaram 162 noruegueses com demência avançada e depressão, que foram tratados, de forma aleatória, com analgésicos paracetamol e buprenorfina ou com placebo, durante 13 semanas. Como resultado, os cientistas observaram que os pacientes que receberam o analgésico opioide apresentaram três vezes mais sintomas psiquiátricos relacionados à demência — como alterações de personalidade, confusão e sedação — em comparação com os outros idosos. O uso de paracetamol não mostrou efeitos relevantes.

Os cientistas constataram ainda que os pacientes que tomaram buprenorfina foram significativamente menos ativos durante o dia. Os resultados obtidos nos testes apontam para a necessidade de se repensar o uso de opioides em pacientes com demência. Que é preciso parar de sedar pessoas idosas e frágeis, já que agora existem provas contundentes de que esse tipo de medicamento prejudica as pessoas com demência. A dor é um sintoma que deve ser tratado, mas com maiores cuidados que podem inclusive aplicação de compressas e até fisioterapia.

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Selfies aumentam procura por cirurgia plástica facial

O número de plásticas faciais cresceu consideravelmente no ano passado. O crescimento está atrelado ao uso do aparelho celular para produzir auto-retratos – as selfies. Com as fotos, observações mais acuradas provocam insatisfações que resultam na busca de correções e “melhoramentos”.

De acordo com a Academia Americana de Plástica Facial e Cirurgia Reconstrutiva (AAFPRS) as plásticas faciais cresceram 55% em 2017, com procedimentos como a toxina botulínica e a rinoplastia. O mais interessante — ou inacreditável — é o motivo pelo qual elas cresceram. A maior exposição do rosto nas imagens das redes sociais fez com que 33% dos pacientes estivessem em busca de uma cirurgia plástica facial. Dentre os que fizeram, 57% desejaram a mudança também para ganhar promoções ou até mesmo se sentirem mais competitivos no mercado de trabalho.

Tudo isso causado por uma selfie, o momento em que a pessoa se olha e não costuma gostar muito do que vê: baixa autoestima, aceitação do grupo de amigos, padrões de beleza, vaidade, mercado de trabalho, dentre outros. Porém, é preciso saber os reais motivos por trás da cirurgia, evitar os excessos e tomar muitos cuidados com algo que pode impactar uma vida inteira. “A primeira questão que os jovens precisam levar em consideração não é apenas a vontade de estar com uma melhor aparência, e sim a necessidade disso”, afirma Arnaldo Korn, diretor do Centro Nacional — Cirurgia Plástica.

O que há em particular nesse grupo é a imaturidade, própria da idade, que pode atrapalhar na decisão. Desproporções na forma ou dimensão do nariz, por exemplo, podem ser transitórias ou supervalorizadas pelo adolescente. Isso não quer dizer que a cirurgia plástica não possa ser feita em qualquer idade; afinal, o incômodo e a não satisfação com o seu corpo também são uma questão de saúde.

É importante verificar alguns pequenos e simples processos antes de recorrer à cirurgia para resolver um problema estético: o paciente precisa ter certeza do que quer e demonstrar que quer fazer o procedimento, compreendendo, com maturidade, todo o seu processo — que envolve riscos, limitações, acompanhamento, recuperação, dentre outros. Deve demonstrar, também, capacidade de realizar e cumprir os cuidados do pré-operatório, sem rebeldias, e ter paciência para aguardar os resultados desejados.

Da parte do médico, o profissional deve se certificar que não há exageros na “queixa” apresentada e verificar que o local/órgão em questão esteja totalmente desenvolvido. É importante também que os pais e o próprio adolescente se certifiquem das habilidades médicas, buscando conselhos e depoimentos de pessoas que já realizaram algum procedimento com esse profissional.

Esse é apenas um dos dilemas, já que também há um custo para se fazer a cirurgia. Como ter confiança em tal médico? Ou como posso pagar pela cirurgia? Existem muitas alternativas hoje em dia, como o próprio Centro Nacional — Cirurgia Plástica, que parcela o procedimento e indica médicos devidamente credenciados e de confiança. E é por isso que cada vez mais pessoas conseguem realizar o sonho de ir em busca do corpo perfeito, com responsabilidade, maturidade e certos de que é o melhor caminho para a boa saúde.

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Médicos de todo mundo discutem os remédios biossimilares

Brasília sedia, de 26 a 28 próximos, o 7º Fórum Latino-americano e o 8º Brasileiro de biossimilares. O objetivo do congresso que em anos anteriores reuniu mais de 500 profissionais é discutir a comercialização de novos fármacos biossimilares, e também as questões regulatórias, científicas, mercadológicas e educacionais.

Os biossimilares são cópias autorizadas (desenvolvidas após a expiração das patentes) dos medicamentos biológicos, que são produzidos a partir de células vivas. Porém, não podem ser considerados genéricos.

Para o reumatologista Dr Valderilio de Azevedo, professor de uma das organizadoras do evento, a Universidade Federal do Paraná, A biotecnologia é uma ferramenta inovadora da indústria farmacêutica para tratamento de doenças como câncer, diabetes, artrite reumatoide, hepatites, psoríase, escleroses múltiplas, entre outras, mas tem sido alvo de muitas discussões. Em todo o mundo o assunto vem sendo tema de debates há cerca de 10 anos, com ênfase nos medicamentos biossimilares, ainda pouco conhecidos entre a população”.

Uma das principais preocupações dos médicos, destaca ele, é ir além da além qualidade dos produtos: “Nos preocupamos também com a intercambialidade dos biossimilares com os produtos de referência, ou seja o que pode acontecer com um paciente que ora usa o produto de referência e ora usa o biossimilar no mesmo tratamento ou vice-versa”.

     O encontro terá 19 palestrantes brasileiros e 11 internacionais no Centro de Eventos e Convenções de Brasília: Cintia Sternberg, Daniela Cerqueira, Elezer Lemes, Fabio Teixeira, Hellen de Carvalho, Luiz Piva Jr, Mauro Scharf Pinto, Oderi Ramos Jr., Priscila Torres, Rosiane Rocha Egg, Sergio Kowalski, Valdair Pinto, Manoel Carlos, Gilcemara Pileggi, Odery Ramos e Dr Valderilio de Azevedo; Cristian Flórez (Colômbia), Eduardo Mysler (Uruguai), Freddy Faccin Lazo (Venezuela), Gilberto Castanheda (México), Ingrid Schwarzenberguer (Canadá), João Gonçalves (Portugal), Melanie Royce e Thomas Feliz (EUA), Oliver Rocero (Hungria), Pablo Matar (Argentina) e Robert Moots (Reino Unido).

    No dia 26 acontecerá também um curso pré forum, sobre biossimilares para leigos e jornalistas, com palestrantes internacionais. No site e no blog do Conteúdo Médico (www.conteudomedicom.br) tem a programação completa e onde se inscrever, até o próximo dia 10.

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Feriadão: dicas para curtir – e beber sem consequências

Todo feriadão a programação é intensa e saímos da rotina na ingestão de alimentos e bebidas. Alguns excessos são “desastrosos” para o organismo, mesmo contando com os cuidados de não dirigir depois de beber. O conhecimento preventivo é melhor que remédios pois evita sofrimento.

Segundo a pesquisadora Carol Emslie, da Universidade Glasgow Caledonian, na Escócia, pessoas que saem para beber com os amigos, são mais felizes. Mas a pergunta que não quer calar é como se preparar para a bebedeira e evitar de estragar a noite? Para sanar as suas dúvidas e otimizar a curtição, Helenice Tatewaki, nutricionista do Boteco Todos os Santos, um dos bares mais famosos da capital paulista, separou algumas dicas.

Não misture as bebidas

Lembre-se que cada drinque possui um teor alcoólico e – dependendo desse nível ou velocidade que você ingere – poderá passar mal quando menos esperar.

Evite a ingestão de bebidas alcoólicas com o estômago vazio

Alguns estudos apontam que beber de estômago vazio faz com que – além de ficar alterado mais rápido – você tenha perda de memória e intoxicação alcoólica. Ou seja, caso você queira se lembrar do que fez na noite anterior, evite beber de estômago vazio.

Alimente-se bem antes de beber

Esta é uma dica infalível! No dia que for curtir com os amigos, lembre-se de se alimentar bem durante o dia, pois quando estamos de estômago cheio a absorção do álcool é mais lenta. Mas é importante também continuar se alimentando durante um drinque ou outro, para evitar ficar com tontura.

Beba água

As pessoas adoram sair para beber, mas detestam a ressaca e a dor de cabeça do dia seguinte, não é mesmo? Para evitar esse sintomas, é ideal que beba bastante água durante e após o consumo da bebida alcoólica, pois evita a desidratação – além de fazer com que você beba mais devagar.

Consuma alimentos ricos em cisteína

A cisteína é um aminoácido que participa das atividades metabólicas, ajudando a promover a desintoxicação do fígado e auxiliar na remoção do etanol do dia anterior. A falta desse poderoso aminoácido no organismo pode causar tontura, náusea e dores de cabeça. Você pode encontrá-lo em alimentos como ovos, leite e derivados, cereais integrais, castanha de caju e do Pará, nozes e brócolis.

Reponha vitaminas

Como o álcool é diurético, não se esqueça de repor algumas vitaminas que perdemos pela urina – que é formada por 95% água e os outros 5% uréia, toxinas e sais minerais como o cloro, magnésio, potássio, sódio, cálcio, entre outros.

Seguindo essas dicas, você pode beber e aproveitar muito com os amigos, mas não se esqueça de fazer com moderação e bom senso! Lembrando que essas dicas são consideradas para pessoas saudáveis. Caso haja alguma restrição, procure sempre a orientação de um médico ou nutricionista.

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Medicina da UniCesumar apoia e moderniza o SAMU

Reitor Wilson de Matos Silva reitera que a UniCesumar é uma instituição cooperativa

Já presente com seus acadêmicos de Medicina nos hospitais Municipal e Santa Rita, a UniCesumar agora proporciona importante apoio para melhorar o atendimento de urgência e emergência do SAMU em Maringá.

O reitor Wilson de Matos Silva e o presidente da mantenedora, Cláudio Ferdinandi, participaram hoje da assinatura do contrato de parceria com o SAMU Regional e com o Corpo de Bombeiros, cerimônia com as presenças do prefeito Ulisses Maia, do secretário de Saúde Jair Biatto, do coordenador geral de Urgência e Emergência do SAMU, Maurício Lemos e do comandante do 5º Grupamento de Bombeiros, major Sérgio Aparecido Lopes.

A principal contrapartida da UniCesumar na parceria é a estrutura de um laboratório (Simulab) de simulação de atendimentos emergenciais. Dispõe de boneco com a mais avançada tecnologia, simulando situações do cotidiano e possibilitando treinamento dos profissionais.

Ressaltando a importância da parceria, o prefeito Ulisses Maia disse que “Nos enche de orgulho ver o crescimento da UniCesumar porque essa instituição leva o nome de Maringá para todo o Brasil. Estamos de portas abertas para as pessoas de bem que queiram nos ajudar, assim como o professor Wilson Matos, que não mediu esforços em colaborar com a melhoria de Maringá”.

O reitor da UniCesumar, Wilson de Matos Silva, destacou a capacidade de colaboração da instituição. “Esse DNA de cooperativismo em Maringá é histórico e por isso a nossa cidade é reconhecida em todo o Brasil. Nossa instituição não é diferente e em quase 30 anos já diplomamos mais de 70 mil profissionais que estão atuando em todo o país. Agradecemos ao prefeito Ulisses Maia por ter aberto as portas e esperamos colaborar cada vez mais”.

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Tratamento da obesidade: da UniCesumar abre inscrições

Estão abertas as inscrições para o Programa de Tratamento da Obesidade da UniCesumar. Em parceria com a UEM, o objetivo é atender gratuitamente os públicos de três faixas etárias: adolescentes (12 a 17 anos), adultos (40 a 59 anos) e idosos (60 anos ou mais).

As inscrições estão abertas até o dia 22 próximo para adultos e idosos, e dia 2 de março para os adolescentes. Os pacientes terão acompanhamento de alunos e professores das áreas da Educação Física, Nutrição, Psicologia, Medicina, Biomedicina, Fisioterapia e do mestrado em Promoção da Saúde.

Os atendimentos serão realizados três vezes por semana (segunda, quarta e sexta-feira) em dois horários para os adolescentes (16h às 18h30 e 19h às 21h30), dois horários para adultos (8h às 10h e 20h às 22h) e um horário para idosos (8h às 10h).

Em 2017 a UniCesumar realizou o programa piloto somente com adolescentes e o resultado foi tão positivo que o projeto foi selecionado para ser apresentado no VII Congresso Brasileiro de Metabolismo, Nutrição e Exercício (Conbrame), que é o maior da América Latina na área.

O coordenador do projeto, Braulio Henrique Magnani Branco, destaca o aprendizado dos acadêmicos com o projeto. “Queremos incentivar e alavancar as pesquisas dentro da instituição e estimular os alunos a investigarem e pesquisarem métodos, meios e maneiras de estudar a saúde em diferentes faixas etárias”.

Os interessados em participar Programa de Tratamento da Obesidade da UniCesumar podem entrar em contato pelo telefone 3027-6360 – Ramal 1187 ou pelo e-mail [email protected]

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Febre amarela: quase uma centena de mortes

O número de casos de febre amarela registrados no Brasil subiu para 353, 140 a mais do que havia sido contabilizado na semana passada. As mortes provocadas pela doença também avançaram.

Dados do último boletim, divulgado na manhã desta quarta-feira pelo Ministério da Saúde, mostram que 98 pessoas morreram em decorrência da infecção, 17 a mais do que o informado semana passada. Os números se referem a um período iniciado em 1º de julho, mas a maioria começou a ser registrada a partir da primeira semana de 2018. Para se ter uma ideia, somente este ano foram 351 casos e 97 óbitos.

De acordo com o boletim do ministério, a maior parte dos casos está em São Paulo. O Estado reúne 161 confirmações da doença, com 41 mortes. Em seguida vem Minas, com 157 infecções e 44 óbitos. O Rio de Janeiro traz 34 casos e 12 mortes. Tanto Rio quanto São Paulo realizam em cidades consideradas de maior risco uma campanha de vacinação com doses fracionadas do imunizante.

Em Minas, Estado que já havia sido muito castigado pela epidemia no ano passado, o fracionamento não é realizado. De acordo com o Ministério da Saúde, isso se deve ao fato de que cidades mineiras já dispõem do quantitativo suficiente para imunizar, com doses integrais, toda população que ainda não foi vacinada.

Agência Estado

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Carnaval e problemas de pele: médicas alertam foliãs

Fantasias, plumas, maquiagens, paetês. São muitos os cuidados com roupas e adornos para o Carnaval. Mas e os cuidados com a pele nesse período de muitos excessos e contaminações? Além do uso intenso e correto do protetor solar e acessórios que combatem os raios UV, alguns cuidados devem ser tomados para evitar as desagradáveis alergias na pele.

Para os que não abrem mão da fantasia, a dermatologista Camila Dornelas, da Clínica Vanità alerta para os seguintes cuidados: “ O contato direto de alguns tecidos com a pele, devido a presença de corantes, tinturas ou até mesmo fibras sintéticas, pode ocasionar algumas alergias. Roupas com paetês, plumas e lamê, também podem levar a dermatite de contato ou urticária. Para curtir o Carnaval tranquilo, o ideal é evitar tecidos sintéticos e roupas apertadas, que podem causar milária (brotoejas), principalmente em crianças. Para elas, prefiram as roupas de algodão, de preferência claras”, afirma Camila.

Um dos vilões da alergias é o spray de espuma: “Esse tipo de produto em contato com a pele pode causar alergia. Caso seja inalado, pode provocar rinite e asma, e se atingir os olhos, pode levar a conjuntivite”, explica outra especialista, Vanessa França. Em relação a maquiagem, o conselho é optar por marcas que apresentam características hipoalergênicas: “E importante lembrar que não se deve dormir com a maquiagem. Mesmo cansada de pular, a remoção da maquiagem deve ser feita com cuidado e com uso de demaquilantes e sabonetes específicos”.

Quanto ao glitter, o queridinho dos carnavais, as dermatologistas fazem um alerta: “Qualquer produto que é aplicado na pele pode causar alergia. Dessa forma, o ideal é colocar uma pequena quantidade da purpurina em uma região do corpo menos sensível e deixar por algum tempo. Isso ajuda, mas não exclui chances de processos alérgicos”, finalizam.

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Febre amarela preocupa ainda mais no Carnaval

O Ministério da Saúde reforça a orientação de vacinação contra a febre amarela para todos os viajantes que em razão do Carnaval irão visitar alguma área de recomendação de vacina. Para garantir a proteção, a dose deve ser aplicada com, pelo menos, 10 dias de antecedência à viagem, tempo necessário para o organismo produzir os anticorpos contra a doença.

Integram a Área com Recomendação de Vacinação cidades de 20 estados e o Distrito Federal. Para quem vai se deslocar no período do Carnaval para uma dessas áreas, a recomendação é buscar a imunização no prazo mais rápido possível. E os cuidados devem ser redobrados para os viajantes que se deslocarem para zonas rurais e áreas de mata.

Para garantir a vacinação de quem vai viajar para essas regiões, o Ministério da Saúde distribui, mensalmente, doses da vacina para todas as unidades da federação. Desde 2017 até o momento, foram encaminhadas cerca de 57,4 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 48,4 milhões de doses da vacina febre amarela, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação de forma seletiva, sendo 18,3 milhões (SP), 10,7 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,7 milhões (BA).

É importante lembrar que quem já tomou a vacina ao longo da vida não precisa repetir a dose. A vacina para a febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença, e confere proteção entre 90% e 98%, além de ser reconhecidamente eficaz e segura.

Para algumas populações, a vacina é contraindicada, como pessoas com alergia grave ao ovo; portadores de doença autoimune; pacientes em tratamento com quimioterapia/radioterapia; crianças menores de seis meses de idade e pessoas que vivem com HIV/Aids (com contagem de células CD4 menor que 350 células/mm3). Para essas pessoas, a prevenção pode ser feita com uso de repelentes e roupas de manga comprida, além de evitar locais com evidência de circulação do vírus.

Outros grupos devem ser vacinados somente se estiverem em áreas de risco, e antes devem ser avaliados por um serviço de saúde para definir se há necessidade de vacinação. É o caso das gestantes, mulheres que estão amamentando, idosos, pessoas que vivem com HIV; pacientes que já terminaram o tratamento com quimioterapia/radioterapia e pessoas que fizeram transplante.

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Febre amarela: é desconhecido o tempo de proteção da vacina fracionada

A estratégia de fracionamento da vacinação contra a febre amarela, adotada pelo Ministério da Saúde, continua gerando dúvidas por parte da população e autoridades do setor. Para o infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Artur Timerman, a proteção deste tipo de vacina ainda é desconhecida.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o fracionamento só deve ser usado em casos de emergência, como ocorre nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, onde foi identificada a circulação do vírus. Timerman, porém, explica que, por não existir constatação do tempo de proteção, é preciso manter acompanhamento médico constante da população imunizada.

O fracionamento é melhor do que nada, mas o fato é que as pessoas vão ter que ser seguidas de perto com acompanhamento de exames de sangue para saber quanto tempo demoram a perder a imunidade. Após este período, as autoridades deverão avaliar a necessidade de uma dose de reforço”, salienta o especialista, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses.

Todo o processo de intensificação de combate à doença, segundo Timerman, foi feito de forma tardia. “Esse atropelo, que está acontecendo agora, não era para ter ocorrido. Desde julho de 2016, sabemos que estão morrendo macacos em vários locais do Brasil. Nesta época, já devíamos ter iniciado um programa de vacinação”, afirma o médico.

A fim de evitar as complicações e mortes por febre amarela, a OMS recomenda a confirmação dos exames dentro de 24 horas. O infectologista esclarece que este período diminui as possibilidades da evolução do quadro. “O diagnóstico precoce é de extrema importância. Apesar de não obrigatoriamente impedir a evolução do paciente para formas mais graves da doença, as chances de reduzir essa possibilidade são reais”, disse Timerman.

Para conseguir a confirmação de forma rápida, porém, é preciso ficar atento aos sintomas. “Caso o paciente apresente febre alta, mal estar, dores no corpo e alteração no fígado, é importante realizar exame de sangue. E, se constatada a doença, o primeiro passo é a internação”, enfatiza o especialista.

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