Autor: Francês



Zika: novo repelente pode ser usado por gestantes

O verão ainda não chegou com as costumeiras epidemias provocadas pelo mosquito Aedes, mas a indústria já está lançando novidade preventiva: um repelente que pode ser usado também por gestantes e crianças com idade acima dos dois anos.

O lançamento do produto para o Brasil ocorreu ontem, durante a XVIII Jornada Internacional de Cosmiátrica da Policlícina Geral do Rio de Janeiro. Chamado de Bite Freee, o repelente possui hidratante natural do óleo de oliva (rico em vitaminas A e E), tem flagrância agradável, suave, e é muito fácil de aplicar por não ser oleoso

Desenvolvido em parceria com o Instituto Protetores da Pele (IPP), o produto brasileiro será apresentado inclusive ao governo federal, como ideal para prevenir a dengue, zika e chicungunya, principalmente nas gestantes, cujos filhos podem nascer com sérios problemas.

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Frio precipita as doenças cardiovasculares

A Secretaria de Estado da Saúde alerta a população para que redobre os cuidados no inverno com as doenças cardiovasculares. Segundo especialistas, essas doenças que atingem o coração e os vasos sanguíneos tendem a aparecer mais com as baixas temperaturas e suas consequência em fatores comportamentais ou fisiológicos.

Dados da Organização Mundial de Saúde mostram que apenas em 2016 cerca de 17,5 milhões de pessoas morreram vítimas de derrames e infartos no planeta. O Paraná registrou nos últimos sete anos 64.397 mortes relacionadas a estas enfermidades, 34,4 mil delas associadas a infarto do miocárdio e 29,9 mil ligadas ao AVC. Entre os meses de maio e agosto houve aumento de 25% dos registros de casos de AVC e 22% dos casos de infarto.

O médico cardiologista André Ribeiro Langowiski destaca os dois fatores principais que causam o aumento de doenças cardiovasculares no inverno. O primeiro deles é fisiológico. “O frio provoca uma redução do calibre dos vasos sanguíneos. Isso faz com que as pessoas que já tenham propensão às doenças cardíacas aumentem o risco de desenvolvê-las”. O outro: no inverno as pessoas tendem a mudar seu comportamento, fazendo menos atividades físicas e aumentando a ingestão de alimentos calóricos, com gorduras.

É recomendável que no frio a pessoa dê preferência a exercícios desestressantes em ambientes internos. Também reduzir o consumo de sal, açúcar, de alimentos com muito colesterol, parar de fumar e não abusar do álcool.

Consultar médico regularmente é importante. Em caso de emergência ligar para o Samu (192).

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Imposto do cigarro não cobre as despesas públicas com as doenças que provoca

Em todo o mundo o Brasil é um dos oito países que atingiram quatro metas ou mais, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para reduzir doenças e mortes relacionadas ao tabaco (MPOWER).

A informação é do relatório “Who report on the global tobacco epidemic, 2017” divulgado esta semana, destacando o sucesso de ações que o Ministério da Saúde vem realizando no monitoramento do tabagismo no país.

Além do Brasil, o Irã, Irlanda, Madagascar, Malta, Panamá, Turquia e Reino Unido conseguiram cumprir algumas das medidas, como: o monitoramento de políticas de uso e de prevenção do tabaco, a proteção dos fumantes passivos, o oferecimento de tratamento para quem deseja parar de fumar, a divulgação dos perigos de se fumar; a proibição de publicidade, promoção e patrocínio do tabaco e o aumento de impostos sobre o produto.

No Brasil, a política de controle do tabaco, conseguiu reduzir em 35% a prevalência de fumantes nas capitais nos últimos 10 anos. A proibição da publicidade de cigarros nos meios de comunicação e pontos de venda e do consumo de tabaco em ambientes fechados, a obrigatoriedade das imagens de advertência sanitária nos maços e os projetos para a cessação de fumar foram passos importantes para redução do consumo de tabaco no país.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu este ano uma consulta pública para atualização das imagens e advertências nas embalagens de tabaco e segundo especialistas, a medida mais eficaz para reduzir o consumo, no entanto, foi o aumento de preços por meio da elevação dos impostos, Infelizmente isso abriu oportunidade para o contrabando que jorra diariamente milhares de maços de cigarros paraguaios, baratos, “venenosos”, para dentro do território brasileiro.

O SUS inclusive oferece tratamento gratuito para fumantes nas Unidades Básicas de Saúde, ofertando adesivos, pastilhas e gomas de mascar, procedimentos cujas custas foram de R$ 23,77 milhões. Mas muito mais caros são os custos do tabagismo, feitas pelo Instituto Nacional do Câncer: o consumo de cigarros e outros derivados causa um prejuízo de R$ 56,9 bilhões ao país a cada ano. Deste total, R$ 39,4 bilhões são com custos médicos diretos e R$ 17,5 bilhões com custos indiretos, decorrentes da perda de produtividade, provocadas por morte prematura ou por incapacitação de trabalhadores. A arrecadação de impostos sobre os cigarros em 2015 foi de R$ 12,9 bilhões, ou seja, saldo negativo de R$ 44 bilhões para o Brasil.

Segundo estudo, as doenças relacionadas ao tabaco que mais oneraram em 2015 o sistema público e privado de saúde no Brasil foram: doença pulmonar obstrutiva crônica-DPOC – principalmente enfisema e asma – (R$ 16 bilhões); doenças cardíacas (R$10,3 bilhões); tabagismo passivo e outras causas (R$4,5 bilhões); cânceres diversos de esôfago, estômago, pâncreas, rim, bexiga, laringe, colo do útero e leucemia (R$4 bilhões); câncer de pulmão (R$2,3 bilhões); acidente vascular cerebral (AVC)(R$2,2 bilhões); e pneumonia (R$146 milhões).

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Passou dos 55? Previna-se do câncer de bexiga!

 

O câncer que atinge a bexiga é um dos mais frequentes. Dados da Sociedade Brasileira de Urologia indicam que atualmente representa 10% dos tumores que atingem os homens e 4% das mulheres.

 

Segundo o urologista Guilherme Maia, do Hospital Santa Joana Recife, o câncer de bexiga acomete principalmente pessoas com mais de 55 anos, a maioria homens. Eles têm de 3 a 4 vezes mais chances de desenvolvê-lo, quando comparados com as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2016 a estimativa de novos casos para os homens era de 7.200, enquanto para elas o número era de 2.470.

 

A causa do câncer de bexiga é meio nebulosa. Mas tem sido associado ao tabagismo, a infecções parasitárias, radiação e exposição a substâncias químicas. Além disso, há alguns fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento do problema, como idade avançada, inflamação crônica na bexiga, histórico familiar e etnia branca.

 

Guilherme Maia explica que o câncer de bexiga é silencioso e os primeiros sintomas só aparecem quando a doença já está em um nível avançado: “Os sinais mais comuns são a presença de sangue na urina, dores pélvicas, sensação de ardor, urgência e vontade incontrolável de urinar. Nos casos mais graves também há a perda de apetite e peso, inchaço nos pés, dores ósseas e impossibilidade de urinar”.

 

O diagnóstico é feito através de uma série de exames, como de urina, citologia urinária, tomografia, cistoscopia e biópsia. “O tratamento mais indicado vai depender do estágio do câncer. Entre as opções estão a cirurgia (com remoção completa ou parcial da bexiga) por via tradicional, laparoscópica ou até mesmo robótica, terapia intravesical, radioterapia e quimioterapia”.

 

O melhor remédio continua sendo a prevenção através de exames periódicos.

 

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Arritmia comum pode provocar AVC

     Um coração humano em repouso costuma bater entre 60 e 100 vezes por minuto. É comum, no entanto, sentirmos que nossos batimentos cardíacos estão mais rápidos do que o normal. Isso ocorre quando praticamos exercícios, vivemos experiências estimulantes ou sentimos medo, por exemplo.

É que nessas situações, o organismo precisa que o coração bata mais rápido para que o sangue bombeado por ele transporte mais oxigênio para o restante do corpo. Esse processo acontece para potencializar a queima dos açúcares e nutrientes que nos dão energia. Porém, quando o ritmo dos batimentos está acelerado sem uma necessidade específica, ou batendo fora de ritmo, diz-se que a pessoa apresenta uma arritmia cardíaca.

Arritmias são relativamente comuns, podendo se manifestar de várias maneiras, com causas e consequências diferentes, e dentre os tipos menos conhecidos de arritmia está a fibrilação atrial (FA). As causas da fibrilação atrial são, principalmente, doenças cardiovasculares pré-existentes no paciente, sendo a hipertensão arterial a mais comum, caracterizada por um alto nível de pressão nas artérias, o que leva o coração a fazer um esforço maior do que o necessário para fazer o sangue circular no corpo.

O Dr. José Francisco Kerr Saraiva, Pesquisador e Professor Titular de Cardiologia da PUC Campinas, afirma que “Pacientes de fibrilação atrial costumam chegar aos hospitais e postos de saúde assustados, com batimentos cardíacos rápidos e uma sensação de que o coração vai sair pela boca. Geralmente é nessa situação que fazemos o diagnóstico, através de exames de pulso e eletrocardiogramas”.

Por ter como principais causas outras doenças cardiovasculares, prevalentes entre a população de maior idade, a fibrilação atrial é mais comum entre idosos, os que têm mais de 70 anos, e uma série de hábitos representam fatores de risco para o seu surgimento. De acordo com o Dr. Saraiva, “Pessoas que já tiveram infarto, fumantes, pessoas que consomem álcool e café em excesso e que têm doenças da tireoide são mais propensas a desenvolver fibrilação atrial, sobretudo quando são idosas. Enquanto estima-se que apenas 2% da população adulta apresente a doença, entre idosos este índice sobe para 8%”. Outros hábitos, no entanto, representam fatores de prevenção para a doença. Praticar exercícios regulares, por exemplo, leva a perda de peso e redução da pressão arterial, o que ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, que podem levar à fibrilação atrial.

Para os que já têm a doença, o tratamento é feito de duas maneiras: de um lado, o controle dos batimentos ou do ritmo cardíaco, e, do outro, a prevenção da formação de coágulos. Essa prevenção é feita a partir de medicamentos anticoagulantes, que impedem a formação de trombos e diminuem as chances de ocorrência de AVCs, cujo risco associado à FA aumenta conforme outras doenças se somam ao quadro do paciente.

De acordo com o Dr. Saraiva, “Se um paciente de fibrilação atrial em idade avançada também apresentar doenças como diabetes, hipertensão arterial ou coração dilatado, o risco de formar coágulos que levem a um AVC aumenta. É importante lembrar que os acidentes vasculares cerebrais decorrentes de coágulos deslocados do coração para o cérebro são muito graves, podendo levar o individuo à morte em 70% das vezes ao longo dos anos seguintes. No entanto, temos hoje, opções de tratamento com anticoagulantes que “afinam” o sangue e ajudam pacientes com fibrilação atrial a viver bem e ter maior segurança. A dabigatrana promove uma anticoagulação eficaz e previsível, e pode ter seu efeito revertido em caso de sangramentos fortes”.

É importante ressaltar que a fibrilação atrial é uma arritmia e que, com hábitos saudáveis, controle adequado da pressão arterial, combate ao tabagismo e prática de atividade física regular é possível mantê-la sob controle e diminuir muito as chances de se ter qualquer consequência mais grave.

 

 

 

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Ministério vai informatizar as UBS

O Ministério da Saúde lançou nesta semana consulta pública direcionada a empresas que queiram se credenciar para levar soluções de informática (conectividade, equipamentos e treinamento) às Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o país. Essa medida é mais um passo do Ministério da Saúde para apoiar estados e municípios a informatizar esses serviços.

Atualmente 27.330 UBS, equivalente a 64% do total, não utilizam Prontuário Eletrônico. A meta é informatizar 100% desses serviços até o final de 2018 e segundo o ministro Ricardo Barros “Esse edital oferece as condições necessárias para que todos os municípios implantem o prontuário eletrônico em suas unidades básicas. A medida é fundamental para que o gestor público possa ter acesso a informações precisas sobre o atendimento e os principais problemas de saúde do cidadão, além do maior controle do gasto público. Para a população, permite o acesso a serviços de mais qualidade. Seus dados clínicos estarão disponíveis em qualquer unidade de saúde do país”.

A informatização é uma das principais ações do DIGISUS, um projeto que deve digitalizar todas as informações dos usuários do SUS, facilitando o acesso aos dados do cidadão em todas as unidades de saúde do Brasil.

A nova medida trará benefícios e melhorias na qualidade da assistência a toda população atendida na Atenção Básica, uma vez que permite, em curto prazo, acessar todos os dados de pacientes do SUS por uma única plataforma, por meio da biometria do usuário, evitando assim a repetição de exames e encaminhamentos desnecessários para atenção especializada, aumentando a resolutividade no âmbito da Atenção Básica.

Os dados clínicos de cada cidadão ficarão armazenados no repositório do Registro Eletrônico de Saúde (RES) no Ministério da Saúde, podendo ser acessados de qualquer unidade federativa do país. O Ministério da Saúde receberá os dados clínicos de todas as UBS, aperfeiçoando o controle e as políticas de saúde para a população. Os gestores terão que alimentar o sistema com os dados dos usuários, como identificação do paciente, medicamentos, exames, prescrições, vacinas, toda a evolução clínica do cidadão.

PRONTUÁRIO ELETRÔNICO – Atualmente, o Brasil possui 42.488 UBS em funcionamento. Deste total, 15.158 (35,7%) UBS enviam dados por meio do Prontuário Eletrônico, dessas 6.373 utilizam o e-SUS AB, prontuário fornecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde. Hoje, 27.330 (64,3%) UBS não utilizam Prontuário Eletrônico.

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Dia do Homem alerta sobre problemas urológicos

Comemorado no Brasil no dia 15 deste mês, o Dia Internacional do Homem objetiva chamar a atenção da sociedade para os problemas e doenças que podem atingir a saúde masculina, já que, segundo IBGE, o número de homens que procuram um médico para uma consulta preventiva é 30% menor que o de mulheres.

 

Uma das doenças que mais atingem os homens a partir dos 50 anos é o Câncer de Próstata. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a segunda maior causa de morte por câncer na população masculina. O urologista Guilherme Maia, do Hospital Santa Joana, ressalta que o perigo é que ele não apresenta sintomas até que alcance um nível avançado. O diagnóstico é realizado através do exame de toque retal e da dosagem do antígeno prostático específico, chamado PSA. Quando identificado, o câncer pode ser tratado através da Prostatectomia radical (remoção completa da próstata), Radioterapia externa e Braquiterapia. “No quesito cirurgia, a mais indicada é a robótica. Os braços mecânicos do robô reproduzem os movimentos das mãos humanas com corte mais preciso, sem tremor e visão tridimensional ampliada”, explica. Além disso, graças às pequenas incisões no corpo, o tempo de recuperação no pós-operatório é muito menor e o paciente fica menos tempo no hospital.

 

O papel dos exames de imagens, mais precisamente da ultrassonografia e ressonância magnética, é fundamental para um diagnóstico mais preciso. Com eles é possível detectar, de forma mais completa, a localização de tumores e outros problemas. “Existem algumas partes do corpo impossíveis de visualizar. No toque retal, por exemplo, somente a porção posterior e lateral da próstata pode ser palpada. Com o toque, o urologista tem a impressão pessoal da consistência da glândula do seu paciente e se o tumor estiver nas áreas acessíveis ao método. Assim, os exames de imagem tornam-se extremamente importantes na prática clínica urológica e sem os quais o urologista ficaria limitado na avaliação global”, afirma o doutor Lucilo Maranhão Neto, radiologista da Clínica Lucilo Maranhão Diagnósticos.

 

Popularmente conhecida como próstata crescida, a Hiperplasia Prostática Benigna é uma doença que atinge cerca de 80% dos homens. Caracterizada pelo crescimento não canceroso da glândula masculina, ela comprime a uretra, obstrui o fluxo de urina e pode levar a infecções e insuficiência renal. Entre os sintomas, estão a dificuldade para urinar, ardência, diminuição da intensidade do jato, incontinência urinária, noctúria e até sangramento. O diagnóstico é feito através do exame do toque retal e ultrassonografia para avaliar o tamanho da glândula. Além do uso de medicamentos, a melhor forma de tratamento é com a cirurgia com o laser Greenlight, atualmente a melhor opção porque garante menos complicações, não existem incisões no corpo e, assim, não há sangramento.

 

Outra doença temida e muito recorrente entre os homens é a Disfunção erétil. Também conhecida como impotência sexual, o problema caracteriza-se pela incapacidade de obter ou manter uma ereção satisfatória para o ato sexual. O urologista Filipe Tenório, da Clínica Andros Recife, explica que as causas podem ser orgânicas ou psicogênicas. “Na orgânica, ela é ocasionada por lesões nas artérias, veias e nervos ou pelo uso de drogas, anabolizantes, bebidas alcoólicas ou cigarro. Já na psicogênica, é provocada pelo excesso de ansiedade, stress e alto nível de adrenalina”, revela. O tratamento pode ser realizado através de terapia psicológica, medicamentos orais ou injetáveis e com cirurgia, para os casos mais graves. “A operação é chamada de implante de prótese peniana. Nela inserimos próteses infláveis ou maleáveis no corpo cavernoso do pênis e elas simulam o funcionamento natural do órgão. A taxa de sucesso e satisfação é altíssima”, esclarece ressaltando que o tratamento deve ser realizado precocemente porque se o pênis passar muito tempo sem ter ereções, o dano pode ser irreversível.

 

A Infertilidade também é uma doença frequente no sexo masculino. Ela acomete 15% de todos os casais e em metade deles, o problema está relacionado ao homem. “A causa mais comum é a varicocele, dilatação das veias do testículo que faz com o sangue fique preso e aumente a temperatura, diminuindo a produção de espermatozoides”, aponta Tenório ressaltando que obstruções no epidídimo, no ducto deferente e na próstata também podem acarretar o quadro. “Além disso, a infertilidade pode ter origem genética e pode ser motivada por outros fatores, como uso de drogas, anabolizantes, quimioterapia e radioterapia”, aponta. O tratamento ideal vai variar de acordo com a causa, podendo ser cirúrgico ou com medicamentos.

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Sexo oral dissemina a “supergonorréia”

O hábito de praticar sexo oral sem camisinha está produzindo e disseminando uma forma perigosa de gonorreia. Até o momento, já foram confirmados três casos de gonorreia impossíveis de se tratar no Japão, na França e na Espanha.

O alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS), assinala que o tratamento da doença se tornou muito mais complexo, às vezes até impossível, porque a bactéria responsável está desenvolvendo resistência a antibióticos. A bactéria que causa a gonorreia é “esperta” e toda vez que é aplicada uma nova classe de antibióticos para tratar a infecção, ela evolui para resistir ao medicamento — explicou a médica Teodora Wi, especialista da OMS.

A organização fez coletas em 77 países e descobriu uma resistência generalizada da gonorreia a antibióticos velhos e baratos. Já em alguns países, mesmo os de renda alta, foram detectadas ocorrências de infecção intratável por qualquer antibiótico conhecido, mesmo os de última geração.

Para os pesquisadores, o que se constatou até agora pode ser apenas a ponta do iceberg, porque os sistemas para diagnosticar e relatar infecções incuráveis são precários em países mais pobres, onde a gonorreia é, na verdade, até mais comum.

Essa doença sexualmente transmissível (DST) pode infectar os órgãos genitais, o reto e a garganta. Para a OMS, a infecção na garganta é a mais preocupante. De acordo com Teodora Wi, quando uma pessoa está infectada com gonorreia na garganta e usa antibióticos para tratar uma simples dor de garganta, o encontro do medicamento com a bacteria Neisseria gonorrhoeae (que provoca a doença) pode resultar em uma resistência.

Complicações da gonorreia afetam mais as mulheres do que os homens. Entre essas sequelas estão a doença pélvica inflamatória, gravidez ectópica (quando o embrião se desenvolve fora do útero) e infertilidade, bem como um aumento do risco de infecção por HIV.

A gonorreia pode ser prevenida pela prática segura do sexo, em particular pelo uso correto da camisinha. Campanhas educacionais e informativas podem ajudar na prevenção e na identificação de sintomas da doença. Hoje, a falta de alerta do público, de treinamento dos funcionários da saúde pública e o estigma em torno de doenças sexualmente transmissíveis são barreiras para programas de controle. A ausência de sintomas em muitos casos favorece o desenvolvimento da “supergonorreia”. Em infecções anais, por exemplo, a doença geralmente é assintomática, e na garganta às vezes ela se manifesta como uma leve dor de garganta ou uma faringite. Com erro no diagnóstico, são receitados medicamentos ineficazes para combater a bactéria que acabam aumentando a sua resistência.

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Ministério ataca a tuberculose

 

O Brasil registrou em 2016, 69,5 mil casos novos de tuberculose, com 33,7 casos para cada 100 mil habitantes.

Os maiores coeficientes de tuberculose estão no Amazonas e Rio de Janeiro, com 68,2 e 63,8 casos novos por 100 mil habitantes. Já os estados do Tocantins e Distrito Federal – com 11,0 e 11,2 casos novos por 100 mil habitantes, respectivamente – são os de menores coeficientes de incidência no ano de 2016.

Em 2015 o país registrou 4,6 mil óbitos causados pela doença, sendo que no mundo a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata.

O principal sintoma da tuberculose é a tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Qualquer pessoa com esse sintoma deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. São mais vulneráveis à doença as populações indígenas; as populações privadas de liberdade, os que vivem em situação de rua – estes devido à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e às condições específicas de vida -; além das pessoas vivendo com o HIV. Dentre as pessoas com diagnóstico confirmado de tuberculose, 9,4% apresentaram coinfecção por HIV em 2016.

 

Calcado nesse histórico o Ministério da Saúde lançou na quinta-feira o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose. A meta é chegar a menos de 10 casos por 100 mil habitantes até o ano de 2035. O Brasil também assume o compromisso de reduzir o coeficiente de mortalidade para menos de 1 óbito por 100 mil habitantes e o documento traça as estratégias para acabar com a doença como problema de saúde pública no país dentro deste prazo e define os indicadores prioritários que devem ser utilizados para o monitoramento das ações empregadas por estados e municípios. Entre eles, a redução do coeficiente de abandono de tratamento e melhoras no percentual de cura da doença. Os indicadores operacionais, para o monitoramento do controle da tuberculose, refletem o desempenho dos serviços de saúde na qualidade do cuidado à pessoa com a doença.

O Plano Nacional está baseado em três pilares. O primeiro se refere à prevenção e cuidado integrado centrado no paciente, determinando melhorias no diagnóstico precoce, tratamento adequado e intensificação da prevenção. O segundo eixo é sobre políticas arrojadas e sistema de apoio, estabelecendo o fortalecimento da participação da sociedade civil nas estratégias de enfrentamento e a melhoria dos sistemas informatizados de registro, entre outros. O último pilar trata da intensificação da pesquisa e inovação, com a proposta de parcerias para realização de pesquisas públicas e incorporação de iniciativas inovadoras.

Outro aspecto importante do Plano Nacional é a divisão dos municípios brasileiros em dois grupos e oito subgrupos, para que seja possível direcionar, mais objetivamente, as estratégias prioritárias a serem trabalhadas nos próximos anos, contemplando as diferenças locais de todo o país. Essa divisão foi realizada a partir dos indicadores socioeconômicos das cidades, associados aos índices de tuberculose. “É um desafio para o Brasil a elevada disparidade socioeconômica e operacional dos municípios. A definição dos grupos deve apoiar os coordenadores de programas na compreensão da realidade local e na elaboração de planos de trabalho, além da otimização dos recursos disponíveis”, explicou Denise. Segundo ela, o apoio de outros serviços – não específicos da área da saúde e da sociedade civil organizada – é de fundamental importância para a redução dos casos de tuberculose.

As ações colaborativas para as pessoas com tuberculose associada ao HIV também são destaque no plano nacional, uma vez que a doença é uma das principais causas de óbitos em pacientes com HIV. Entre as estratégias que devem ser fortalecidas estão a testagem de HIV para todas as pessoas diagnosticadas com tuberculose, o início do tratamento para todos os resultados positivos, entre outros, além da criação de grupos de trabalho para planejar outras ações em conjunto. Para o monitoramento do Plano Nacional, foram selecionados alguns indicadores relacionados à detecção, ao diagnóstico, à coinfecção tuberculose-HIV, ao desfecho e aos casos de tuberculose drogarresistente. Em 2015, em todo o país, 6,8 mil pessoas vivendo com HIV desenvolveram tuberculose.

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Ultrassonografia previne o AVC

 

Dados do Ministério da Saúde apontam para um estado de alerta: a cada ano, no mundo, seis milhões de pessoas são acometidas pelo AVC; no Brasil, são registradas cerca de 68 mil mortes anualmente. 

 

Quando se fala em doença, a prevenção ainda é o melhor remédio, e com o Acidente Vascular Cerebral (AVC) não seria diferente. Atualmente, a ultrassonografia com doppler colorido das carótidas tem conquistado espaço de destaque nessa área em virtude da sua capacidade de detecção precoce, quantificação e detalhamento da doença oclusiva.

 

“Com o estudo dopplerfluxométrico das carótidas é possível observar com clareza se existe obstrução ou sinais de alerta para que o paciente seja devidamente acompanhado e instituído o tratamento assertivo”, afirma o radiologista Dr. Ricardo Maranhão Filho, da Lucilo Maranhão Diagnósticos.  O doppler ainda ajuda a detalhar a velocidade do fluxo sanguíneo, determinante para a verificação da existência de elementos obstrutivos das artérias, e também o sentido desse fluxo.

 

Vale ressaltar que o exame não necessita do uso de radiação, o que o torna ainda mais acessível. O procedimento é simples, indolor e não oferece riscos ao paciente, uma vez que a ultrassonografia utiliza “ondas de som” de alta frequência para gerar imagens do interior das artérias carótidas, localizadas em cada lado do pescoço. “As carótidas são como se fossem canos, e os depósitos de gordura ficam aderidos na parte interna de suas paredes, lentificando o fluxo sanguíneo que chega ao cérebro do paciente”, ressalta o radiologista.

 

A ocorrência de um acidente vascular cerebral se dá por alguns mecanismos: o acúmulo de placas de gordura na parede das carótidas, como citado anteriormente, reduz a passagem de sangue oxigenado pelo vaso e leva a formação de coágulos que obstruem o fluxo local; outra forma seria através de uma porção da placa de gordura ou de coágulos formados que se desprendem e seguem na corrente sanguínea até alguma artéria do cérebro, bloqueando o fluxo da mesma.

 

“Portanto, a ultrassonografia com doppler colorido das artérias carótidas é uma técnica rápida, não invasiva, reprodutível e segura para o diagnóstico vascular, implicando diretamente na prevenção e no manejo das doenças cerebrovasculares”, finaliza o radiologista Dr. Ricardo Maranhão Filho.

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