Autor: Francês



Tratamento da obesidade: da UniCesumar abre inscrições

Estão abertas as inscrições para o Programa de Tratamento da Obesidade da UniCesumar. Em parceria com a UEM, o objetivo é atender gratuitamente os públicos de três faixas etárias: adolescentes (12 a 17 anos), adultos (40 a 59 anos) e idosos (60 anos ou mais).

As inscrições estão abertas até o dia 22 próximo para adultos e idosos, e dia 2 de março para os adolescentes. Os pacientes terão acompanhamento de alunos e professores das áreas da Educação Física, Nutrição, Psicologia, Medicina, Biomedicina, Fisioterapia e do mestrado em Promoção da Saúde.

Os atendimentos serão realizados três vezes por semana (segunda, quarta e sexta-feira) em dois horários para os adolescentes (16h às 18h30 e 19h às 21h30), dois horários para adultos (8h às 10h e 20h às 22h) e um horário para idosos (8h às 10h).

Em 2017 a UniCesumar realizou o programa piloto somente com adolescentes e o resultado foi tão positivo que o projeto foi selecionado para ser apresentado no VII Congresso Brasileiro de Metabolismo, Nutrição e Exercício (Conbrame), que é o maior da América Latina na área.

O coordenador do projeto, Braulio Henrique Magnani Branco, destaca o aprendizado dos acadêmicos com o projeto. “Queremos incentivar e alavancar as pesquisas dentro da instituição e estimular os alunos a investigarem e pesquisarem métodos, meios e maneiras de estudar a saúde em diferentes faixas etárias”.

Os interessados em participar Programa de Tratamento da Obesidade da UniCesumar podem entrar em contato pelo telefone 3027-6360 – Ramal 1187 ou pelo e-mail [email protected]

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Febre amarela: quase uma centena de mortes

O número de casos de febre amarela registrados no Brasil subiu para 353, 140 a mais do que havia sido contabilizado na semana passada. As mortes provocadas pela doença também avançaram.

Dados do último boletim, divulgado na manhã desta quarta-feira pelo Ministério da Saúde, mostram que 98 pessoas morreram em decorrência da infecção, 17 a mais do que o informado semana passada. Os números se referem a um período iniciado em 1º de julho, mas a maioria começou a ser registrada a partir da primeira semana de 2018. Para se ter uma ideia, somente este ano foram 351 casos e 97 óbitos.

De acordo com o boletim do ministério, a maior parte dos casos está em São Paulo. O Estado reúne 161 confirmações da doença, com 41 mortes. Em seguida vem Minas, com 157 infecções e 44 óbitos. O Rio de Janeiro traz 34 casos e 12 mortes. Tanto Rio quanto São Paulo realizam em cidades consideradas de maior risco uma campanha de vacinação com doses fracionadas do imunizante.

Em Minas, Estado que já havia sido muito castigado pela epidemia no ano passado, o fracionamento não é realizado. De acordo com o Ministério da Saúde, isso se deve ao fato de que cidades mineiras já dispõem do quantitativo suficiente para imunizar, com doses integrais, toda população que ainda não foi vacinada.

Agência Estado

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Carnaval e problemas de pele: médicas alertam foliãs

Fantasias, plumas, maquiagens, paetês. São muitos os cuidados com roupas e adornos para o Carnaval. Mas e os cuidados com a pele nesse período de muitos excessos e contaminações? Além do uso intenso e correto do protetor solar e acessórios que combatem os raios UV, alguns cuidados devem ser tomados para evitar as desagradáveis alergias na pele.

Para os que não abrem mão da fantasia, a dermatologista Camila Dornelas, da Clínica Vanità alerta para os seguintes cuidados: “ O contato direto de alguns tecidos com a pele, devido a presença de corantes, tinturas ou até mesmo fibras sintéticas, pode ocasionar algumas alergias. Roupas com paetês, plumas e lamê, também podem levar a dermatite de contato ou urticária. Para curtir o Carnaval tranquilo, o ideal é evitar tecidos sintéticos e roupas apertadas, que podem causar milária (brotoejas), principalmente em crianças. Para elas, prefiram as roupas de algodão, de preferência claras”, afirma Camila.

Um dos vilões da alergias é o spray de espuma: “Esse tipo de produto em contato com a pele pode causar alergia. Caso seja inalado, pode provocar rinite e asma, e se atingir os olhos, pode levar a conjuntivite”, explica outra especialista, Vanessa França. Em relação a maquiagem, o conselho é optar por marcas que apresentam características hipoalergênicas: “E importante lembrar que não se deve dormir com a maquiagem. Mesmo cansada de pular, a remoção da maquiagem deve ser feita com cuidado e com uso de demaquilantes e sabonetes específicos”.

Quanto ao glitter, o queridinho dos carnavais, as dermatologistas fazem um alerta: “Qualquer produto que é aplicado na pele pode causar alergia. Dessa forma, o ideal é colocar uma pequena quantidade da purpurina em uma região do corpo menos sensível e deixar por algum tempo. Isso ajuda, mas não exclui chances de processos alérgicos”, finalizam.

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Febre amarela preocupa ainda mais no Carnaval

O Ministério da Saúde reforça a orientação de vacinação contra a febre amarela para todos os viajantes que em razão do Carnaval irão visitar alguma área de recomendação de vacina. Para garantir a proteção, a dose deve ser aplicada com, pelo menos, 10 dias de antecedência à viagem, tempo necessário para o organismo produzir os anticorpos contra a doença.

Integram a Área com Recomendação de Vacinação cidades de 20 estados e o Distrito Federal. Para quem vai se deslocar no período do Carnaval para uma dessas áreas, a recomendação é buscar a imunização no prazo mais rápido possível. E os cuidados devem ser redobrados para os viajantes que se deslocarem para zonas rurais e áreas de mata.

Para garantir a vacinação de quem vai viajar para essas regiões, o Ministério da Saúde distribui, mensalmente, doses da vacina para todas as unidades da federação. Desde 2017 até o momento, foram encaminhadas cerca de 57,4 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 48,4 milhões de doses da vacina febre amarela, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação de forma seletiva, sendo 18,3 milhões (SP), 10,7 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,7 milhões (BA).

É importante lembrar que quem já tomou a vacina ao longo da vida não precisa repetir a dose. A vacina para a febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença, e confere proteção entre 90% e 98%, além de ser reconhecidamente eficaz e segura.

Para algumas populações, a vacina é contraindicada, como pessoas com alergia grave ao ovo; portadores de doença autoimune; pacientes em tratamento com quimioterapia/radioterapia; crianças menores de seis meses de idade e pessoas que vivem com HIV/Aids (com contagem de células CD4 menor que 350 células/mm3). Para essas pessoas, a prevenção pode ser feita com uso de repelentes e roupas de manga comprida, além de evitar locais com evidência de circulação do vírus.

Outros grupos devem ser vacinados somente se estiverem em áreas de risco, e antes devem ser avaliados por um serviço de saúde para definir se há necessidade de vacinação. É o caso das gestantes, mulheres que estão amamentando, idosos, pessoas que vivem com HIV; pacientes que já terminaram o tratamento com quimioterapia/radioterapia e pessoas que fizeram transplante.

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Febre amarela: é desconhecido o tempo de proteção da vacina fracionada

A estratégia de fracionamento da vacinação contra a febre amarela, adotada pelo Ministério da Saúde, continua gerando dúvidas por parte da população e autoridades do setor. Para o infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Artur Timerman, a proteção deste tipo de vacina ainda é desconhecida.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o fracionamento só deve ser usado em casos de emergência, como ocorre nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, onde foi identificada a circulação do vírus. Timerman, porém, explica que, por não existir constatação do tempo de proteção, é preciso manter acompanhamento médico constante da população imunizada.

O fracionamento é melhor do que nada, mas o fato é que as pessoas vão ter que ser seguidas de perto com acompanhamento de exames de sangue para saber quanto tempo demoram a perder a imunidade. Após este período, as autoridades deverão avaliar a necessidade de uma dose de reforço”, salienta o especialista, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses.

Todo o processo de intensificação de combate à doença, segundo Timerman, foi feito de forma tardia. “Esse atropelo, que está acontecendo agora, não era para ter ocorrido. Desde julho de 2016, sabemos que estão morrendo macacos em vários locais do Brasil. Nesta época, já devíamos ter iniciado um programa de vacinação”, afirma o médico.

A fim de evitar as complicações e mortes por febre amarela, a OMS recomenda a confirmação dos exames dentro de 24 horas. O infectologista esclarece que este período diminui as possibilidades da evolução do quadro. “O diagnóstico precoce é de extrema importância. Apesar de não obrigatoriamente impedir a evolução do paciente para formas mais graves da doença, as chances de reduzir essa possibilidade são reais”, disse Timerman.

Para conseguir a confirmação de forma rápida, porém, é preciso ficar atento aos sintomas. “Caso o paciente apresente febre alta, mal estar, dores no corpo e alteração no fígado, é importante realizar exame de sangue. E, se constatada a doença, o primeiro passo é a internação”, enfatiza o especialista.

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|Como evitar as 10 doenças do verão

Estação mais quente do ano, férias, piscina, diversão e contato com muitas pessoas, tudo favorece as chamadas doenças de verão. Veja as dez mais comuns, causas e como evitá-las

Desidratação

É a perda excessiva de líquidos e sais minerais do corpo. Cerveja, por exemplo, não repõe a necessidade de água. Nesta época perdemos aproximadamente 2,5 litros de água por dia através de suor, saliva, urina e fezes. A desidratação se configura quando perdemos mais do que repomos. Para evitá-la é necessário ingerir líquidos e alimentos leves e frescos, usar roupas leves e permanecer à sombra em ambientes arejados.

Micoses

Pequenas infecções originadas da proliferação excessiva de fungos, afeta as partes mais quentes e úmidas. Ambientes comunitários onde ocorre contato direto com a pele, como praias, piscinas e vestiários, são propícios para a proliferação destes micro-organismos. As regiões lesionadas pelas micoses apresentam vermelhidão, coceira, irritação e ressecamento. Para evitar as micoses, recomenda-se manter todas as dobras do corpo bem secas e higienizadas (virilha, axilas, entre os dedos dos pés), não usar sapatos fechados ou com meias durante dias de calor intenso, preferir roupas leves, não compartilhar toalhas e calçados de outras pessoas e não andar descalço em ambientes públicos.

Insolação

Distúrbio provocado por exposição prolongada em ambiente quente e seco, geralmente com exposição direta aos raios solares, provoca um mal-estar generalizado, podendo ocorrer febre alta, pele seca e avermelhada, pulsação acelerada, falta de ar, enjoo, vômitos, tonturas e até desmaios. Para evitá-la, evitar o sol entre 10h e 16h, ingerir cerca de 3 litros de água por dia, usar protetor solar.

Bicho Geográfico

É a doença cutânea causada pela entrada da Larva Migrans na pele, através de cortes ou feridas. Após alcançar o interior da pele, a larva caminha pelo local traçando contornos perceptíveis do lado exterior, o que gera sensações de coceira, vermelhidão e inchaço no local afetado. A Migrans está presente em gramados e areia onde defecam cães e gatos. O calor e a umidade a mantém. Prevenção: use calçados ao caminhar por esses locais.

Intoxicação alimentar

É a reação do organismo após a ingestão de alimentos contaminados por micro-organismos nocivos. As altas temperaturas do verão dificultam a conservação adequada de alguns alimentos e contribuem para a proliferação destes micro-organismos. Após o consumo, as reações são de náusea, febre, vômitos, diarreia e desidratação, causando um mal-estar generalizado.

Dengue

Mosquito que consegue ambiente ideal com chuva e calor, o Aedes transmite a dengue. Alguns indicativos: febre, manchas e dores no corpo. Apesar de comum e dengue pode atingir estágios graves e provocar morte. Para evita-la é necessário combater os focos de reprodução do mosquito. E se possível, sempre utilizar repelente.

Brotoeja

Irritação resultante da obstrução das glândulas sudoríparas, causada pelo uso de cremes ou roupas fechadas que impeçam a transpiração completa. Como o verão é a época onde mais transpiramos e mais usamos filtro solar, os fatores se somam e surge a brotoeja. As bolinhas geralmente aparecem nas regiões com dobras, acompanhadas de coceira, vermelhidão, sensibilidade e queimação. A “vacina”: roupas leves e de algodão, filtros solares em spray/gel e ambientes arejados.

Fitofotodermatose

As queimaduras na pele que teve contato com frutas cítricas, são causadas durante a exposição ao sol. Não ardem, demoram cerca de um mês para sumir e podem envelhecer a pele. O vilão mais comum é o limão. Após lidar com frutas cítricas, lavar bem as mãos e outras partes onde possam ter resquícios de fruta.

Otite

Inflamação ou infecção no ouvido, ocorre principalmente no verão devido o acúmulo de água no canal auditivo. Incômoda, provoca dor de ouvido aguda e até febre. Para evita-la, não exagerar em imersões e suspender a natação nos primeiros sinais de dor.

Conjuntivite

Inflamação da Conjuntiva – a fina membrana que reveste o globo ocular – pode ser causada por agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. No verão, a mais comum é a bacteriana propagada através da água. Para evitá-la é importante não compartilhar objetos (toalhas, colírios, lentes de contato ou roupas de cama), abolir o hábito de coçar os olhos com as mãos e lavar as mãos e o rosto com a maior frequência possível.

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Evite as “doenças do Carnaval”

Um dos períodos mais aguardados do ano, o Carnaval traz com a euforia e agitação os descuidos com a saúde. O Carnaval é também a época com maior incidência de algumas doenças, principalmente as sexualmente transmissíveis.

 De acordo com o urologista Filipe Tenório, da Clínica Andros Recife, as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são as mais comuns durante e após o Carnaval por que parte da população costuma ter relações sexuais sem proteção e assim são contaminadas por vírus e bactérias.

O HPV é a doença mais recorrente no período. Se caracteriza por um vírus com mais de cento e vinte subtipos, no qual, 40% causam verrugas genitais. Elas podem ocasionar vários tipos de câncer, como colo de útero”, explica o especialista, destacando que não existe remédio para tratar o vírus. A única forma de evitar a contaminação é através do uso da camisinha.

 A sífilis é outra doença sexualmente transmissível comum durante a folia. Provocada por uma bactéria, ela se caracteriza por uma lesão vermelha no pênis, que desaparece com o tempo. Mas, após a infecção inicial, a bactéria pode permanecer no corpo da pessoa por muito tempo e depois se manifestar novamente. Outras bactérias também são as responsáveis por causar a uretrite, gonorreia e clamídia, cuja propagação é realizada através do ato sexual. “Algumas dessas infecções podem desencadear problemas mais graves, como a infertilidade. Por isso, é necessário tratá-las rapidamente”, afirma o médico.

 Para evitar a contaminação, o ideal é sempre utilizar preservativos e também manter uma boa higiene na região íntima. “Durante o carnaval as pessoas passam muito tempo na rua, suando. Isso causa uma predisposição natural a infecções por fungos e bactérias. Por isso, não é indicado ficar muito tempo sem tomar banho. Evitar comportamentos de risco, como o uso de drogas, também é uma opção para poder se prevenir corretamente durante as relações sexuais”, recomenda.

 Além das ISTs, doenças do trato urinário também estão entre as mais comuns durante o carnaval. Isso acontece por causa da pouca ingestão de água e pelo hábito de contenção urinária. “Já que em algumas ocasiões nem sempre é possível ter fácil acesso à água e ao banheiro, as pessoas acabam deixando para depois. Mas, esses costumes podem provocar infecção urinária, devido ao acúmulo de xixi, e agravar os problemas de quem já sofre de cálculos renais”, explica o urologista Guilherme Maia, do Hospital Santa Joana Recife.

Tudo isso, sem esquecer que os descuidos tem proporcionado aumento dos casos de Aids, onde milhares de pessoas não têm conhecimento de que estão infectadas.

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É hora de combater o mosquito Aedes

Maringá, Sarandi e demais municípios da região apresentam infestação acima dos índices tolerados neste verão propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti. Por causa das chuvas, esta é a época de maior risco de infecção por dengue, zika e chikungunya.

Por estes motivos a população deve ficar atenta e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito: “Se cada um fizer a sua parte, vamos eliminar as chances de o mosquito nascer e, assim, reduzir a transmissão da dengue, zika e chikungunya. Queremos manter o ritmo de queda no registro dessas doenças e ter um verão com menos casos e mortes”, destacou ministro da Saúde, Ricardo Barros.

O ciclo de reprodução do mosquito, desde o ovo à forma adulta, leva em torno de 5 a 10 dias. Por isso, mesmo em viagens de menor duração, é preciso realizar uma série de medidas simples para garantir a limpeza dos ambientes. Recipientes como baldes, garrafas, ralos, lixeiras e outros objetos devem sempre estar fechados ou virados com a boca para baixo. Nos casos dos pratos de vasos de planta, devem ser preenchidos com areia. Os vasos sanitários também devem permanecer tampados e pneus devem ser mantidos em locais cobertos.

Outra forma para evitar as doenças, que deve ser aliada à limpeza, é o uso de repelentes e inseticidas. É importante lembrar que o produto utilizado deve ser devidamente registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ser aplicado de acordo com as instruções do fabricante, contidas no rótulo. As gestantes devem ter cuidado especial, devido à relação do vírus zika com a ocorrência de microcefalia em bebês. Devemos tomar cuidado com as embalagens de presentes, de alimentos, latas, garrafas e até mesmo os rojões, para que no período das chuvas eles não se tornem possíveis criadouros do Aedes.

Outra iniciativa importante para prevenir as doenças transmitidas pelo Aedes é a realização do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). O Mapa da Dengue, como também é chamado, é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti.

No último LIRAa, em dezembro, das 4.552 cidades de todo o país 2.833 estavam com índices satisfatórios, ou seja, com menos de 1% das residências com larvas do mosquito em recipientes com água parada. Estão em alerta 1.310 municípios, com índice de infestação de mosquitos nos imóveis entre 1% a 3,9% e 409 em risco, com mais de 4% das residências com infestação.

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Superbactérias: a epidemia do futuro

Além das mudanças climáticas que têm agenda internacional, um outro perigo espreita a humanidade e ameaça progressos para um mundo melhor em 2030. Segundo Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), esse inimigo que poderá tornar-se a primeira causa de mortes no planeta em 2050 é a resistência aos antibióticos.

O especialista alerta que trata-se de uma ameaça terrível, com grandes implicações para a saúde humana: “Se não abordarmos isso, o avanço em direção aos ODS será freado e nos levará ao passado, quando as pessoas arriscavam suas vidas devido a uma infecção em uma pequena cirurgia. É um problema urgente”,.

A resistência aos antibióticos é uma resposta dos microrganismos ao uso desses medicamentos. Seu uso — e especialmente seu abuso — faz com que, por meio de diferentes mecanismos biológicos, percam sua eficácia. As bactérias deixam de ser sensíveis aos seus efeitos e são necessários princípios ativos cada vez mais agressivos — e tóxicos para o organismo humano — para eliminá-las. Com sorte. Porque já existem superbactérias que resistem até mesmo aos antibióticos de última geração.

Por causa dessa resistência, cerca de 700 mil pessoas morrem todos os anos no mundo. O cenário com o qual os especialistas trabalham em seus estudos é que, se a situação não mudar, esse número chegue a 10 milhões em 2050. Para se ter uma ideia da extensão da tragédia, hoje morrem pouco mais de oito milhões de pessoas por ano devido ao câncer. A grande maioria dos casos fatais estaria na Ásia (4,7 milhões) e na África (4,1 milhões), seguidas pela América Latina (392.000), Europa (390.000), América do Norte (317.000) e Oceania (22.000).

Jean Halloran, diretora das iniciativas de alimentação da União de Consumidores, diz que sua organização está desenvolvendo em 20 países uma campanha que incentiva o uso de menos remédios. Nos consultórios, por exemplo, facilitam uma lista de perguntas que o próprio paciente deveria fazer ao seu médico se ele prescrever um antibiótico para ter certeza que é absolutamente necessário.

Mas talvez a arma mais valiosa para combater a resistência sejam as vacinas. Com elas, evitamos um grande número de doenças bacterianas comuns, o que torna os antibióticos desnecessários. “Imunizar 100% das crianças do mundo seria mais eficaz do que qualquer outra coisa”, afirma Tim Evans, diretor de Saúde do Banco Mundial. Outras recomendações para impedi-las: práticas sustentáveis com boa higiene e medidas de biossegurança para começar a reduzir a necessidade de antibióticos; melhorar a prática veterinária; o conhecimento do uso das drogas entre os agricultores e pecuaristas; o acesso a diagnósticos rápidos…

Também nos animais as vacinas têm um papel crucial. Bard Skjesltad, chefe de Biologia e Nutrição da empresa aquícola Salmar, explicava que com imunizações conseguiram reduzir o uso de antibióticos para 1%, enquanto produzem entre três a quatro vezes mais comida. “Quando você para de medicar os animais enfrenta problemas de saúde, mas o fundamental são as medidas preventivas”.

Nos países desenvolvidos, as redes de fast food são a chave para combater o problema. De acordo com a União de Consumidores, são responsáveis pela produção de 25% das aves nos EUA. Nestes animais, estão conseguindo enormes reduções, começando pelo McDonald´s que anunciou que iria parar de usar antibióticos neles. Com a carne bovina e suína os progressos são mais lentos, mas podem ser feitos.

O tempo corre e medidas precisam ser tomadas a partir de agora. A própria OMS alerta que há poucos medicamentos novos que conseguirão resolver esse problema que pode se tornar a maior epidemia nos próximos anos.

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Ar condicionado “ataca” alérgicos

O ar condicionado é um alívio nos dias de temperaturas elevadas, principalmente no verão. Mas para os alérgicos a sensação pode ser de tormento.

A alergologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Yara Mello, explica que o ar gelado e seco provoca o ressecamento da mucosa do nariz, piorando o quadro.

Segundo a especialista, quem tem o problema sofre ainda por outro fator: a falta de higienização do equipamento. A combinação entre pó e umidade no duto do ar condicionado cria um ambiente favorável para a proliferação de microrganismos: “O pó e a umidade acabam ajudando na proliferação de fungos e ácaros. Para quem é alérgico, esses fatores estimulam a crise, principalmente pela presença dos ácaros”.

A irritação, porém, não se restringe ao ambiente refrigerado. A mudança de temperatura do ambiente também tende a estimular as crises alérgicas. Yara Mello esclarece que é possível que o processo fisiológico do organismo para manter estável a temperatura ideal do corpo seja um agravante para quem tem rinite alérgica: “O nariz caracteriza-se por ser muito vascularizado, e o processo de vasoconstrição e vasodilatação, para manter a temperatura normal do organismo, pode provocar sintomas nasais”.

Para evitar estas situações indesejadas e aproveitar o ambiente mais fresco, é indicado não abusar das baixas temperaturas, mantendo o local em torno de 24ºC. A alergologista lembra que a hidratação é outro grande aliado por diminuir o ressecamento da mucosa.

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