|Como evitar as 10 doenças do verão

Estação mais quente do ano, férias, piscina, diversão e contato com muitas pessoas, tudo favorece as chamadas doenças de verão. Veja as dez mais comuns, causas e como evitá-las

Desidratação

É a perda excessiva de líquidos e sais minerais do corpo. Cerveja, por exemplo, não repõe a necessidade de água. Nesta época perdemos aproximadamente 2,5 litros de água por dia através de suor, saliva, urina e fezes. A desidratação se configura quando perdemos mais do que repomos. Para evitá-la é necessário ingerir líquidos e alimentos leves e frescos, usar roupas leves e permanecer à sombra em ambientes arejados.

Micoses

Pequenas infecções originadas da proliferação excessiva de fungos, afeta as partes mais quentes e úmidas. Ambientes comunitários onde ocorre contato direto com a pele, como praias, piscinas e vestiários, são propícios para a proliferação destes micro-organismos. As regiões lesionadas pelas micoses apresentam vermelhidão, coceira, irritação e ressecamento. Para evitar as micoses, recomenda-se manter todas as dobras do corpo bem secas e higienizadas (virilha, axilas, entre os dedos dos pés), não usar sapatos fechados ou com meias durante dias de calor intenso, preferir roupas leves, não compartilhar toalhas e calçados de outras pessoas e não andar descalço em ambientes públicos.

Insolação

Distúrbio provocado por exposição prolongada em ambiente quente e seco, geralmente com exposição direta aos raios solares, provoca um mal-estar generalizado, podendo ocorrer febre alta, pele seca e avermelhada, pulsação acelerada, falta de ar, enjoo, vômitos, tonturas e até desmaios. Para evitá-la, evitar o sol entre 10h e 16h, ingerir cerca de 3 litros de água por dia, usar protetor solar.

Bicho Geográfico

É a doença cutânea causada pela entrada da Larva Migrans na pele, através de cortes ou feridas. Após alcançar o interior da pele, a larva caminha pelo local traçando contornos perceptíveis do lado exterior, o que gera sensações de coceira, vermelhidão e inchaço no local afetado. A Migrans está presente em gramados e areia onde defecam cães e gatos. O calor e a umidade a mantém. Prevenção: use calçados ao caminhar por esses locais.

Intoxicação alimentar

É a reação do organismo após a ingestão de alimentos contaminados por micro-organismos nocivos. As altas temperaturas do verão dificultam a conservação adequada de alguns alimentos e contribuem para a proliferação destes micro-organismos. Após o consumo, as reações são de náusea, febre, vômitos, diarreia e desidratação, causando um mal-estar generalizado.

Dengue

Mosquito que consegue ambiente ideal com chuva e calor, o Aedes transmite a dengue. Alguns indicativos: febre, manchas e dores no corpo. Apesar de comum e dengue pode atingir estágios graves e provocar morte. Para evita-la é necessário combater os focos de reprodução do mosquito. E se possível, sempre utilizar repelente.

Brotoeja

Irritação resultante da obstrução das glândulas sudoríparas, causada pelo uso de cremes ou roupas fechadas que impeçam a transpiração completa. Como o verão é a época onde mais transpiramos e mais usamos filtro solar, os fatores se somam e surge a brotoeja. As bolinhas geralmente aparecem nas regiões com dobras, acompanhadas de coceira, vermelhidão, sensibilidade e queimação. A “vacina”: roupas leves e de algodão, filtros solares em spray/gel e ambientes arejados.

Fitofotodermatose

As queimaduras na pele que teve contato com frutas cítricas, são causadas durante a exposição ao sol. Não ardem, demoram cerca de um mês para sumir e podem envelhecer a pele. O vilão mais comum é o limão. Após lidar com frutas cítricas, lavar bem as mãos e outras partes onde possam ter resquícios de fruta.

Otite

Inflamação ou infecção no ouvido, ocorre principalmente no verão devido o acúmulo de água no canal auditivo. Incômoda, provoca dor de ouvido aguda e até febre. Para evita-la, não exagerar em imersões e suspender a natação nos primeiros sinais de dor.

Conjuntivite

Inflamação da Conjuntiva – a fina membrana que reveste o globo ocular – pode ser causada por agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. No verão, a mais comum é a bacteriana propagada através da água. Para evitá-la é importante não compartilhar objetos (toalhas, colírios, lentes de contato ou roupas de cama), abolir o hábito de coçar os olhos com as mãos e lavar as mãos e o rosto com a maior frequência possível.

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Evite as “doenças do Carnaval”

Um dos períodos mais aguardados do ano, o Carnaval traz com a euforia e agitação os descuidos com a saúde. O Carnaval é também a época com maior incidência de algumas doenças, principalmente as sexualmente transmissíveis.

 De acordo com o urologista Filipe Tenório, da Clínica Andros Recife, as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são as mais comuns durante e após o Carnaval por que parte da população costuma ter relações sexuais sem proteção e assim são contaminadas por vírus e bactérias.

O HPV é a doença mais recorrente no período. Se caracteriza por um vírus com mais de cento e vinte subtipos, no qual, 40% causam verrugas genitais. Elas podem ocasionar vários tipos de câncer, como colo de útero”, explica o especialista, destacando que não existe remédio para tratar o vírus. A única forma de evitar a contaminação é através do uso da camisinha.

 A sífilis é outra doença sexualmente transmissível comum durante a folia. Provocada por uma bactéria, ela se caracteriza por uma lesão vermelha no pênis, que desaparece com o tempo. Mas, após a infecção inicial, a bactéria pode permanecer no corpo da pessoa por muito tempo e depois se manifestar novamente. Outras bactérias também são as responsáveis por causar a uretrite, gonorreia e clamídia, cuja propagação é realizada através do ato sexual. “Algumas dessas infecções podem desencadear problemas mais graves, como a infertilidade. Por isso, é necessário tratá-las rapidamente”, afirma o médico.

 Para evitar a contaminação, o ideal é sempre utilizar preservativos e também manter uma boa higiene na região íntima. “Durante o carnaval as pessoas passam muito tempo na rua, suando. Isso causa uma predisposição natural a infecções por fungos e bactérias. Por isso, não é indicado ficar muito tempo sem tomar banho. Evitar comportamentos de risco, como o uso de drogas, também é uma opção para poder se prevenir corretamente durante as relações sexuais”, recomenda.

 Além das ISTs, doenças do trato urinário também estão entre as mais comuns durante o carnaval. Isso acontece por causa da pouca ingestão de água e pelo hábito de contenção urinária. “Já que em algumas ocasiões nem sempre é possível ter fácil acesso à água e ao banheiro, as pessoas acabam deixando para depois. Mas, esses costumes podem provocar infecção urinária, devido ao acúmulo de xixi, e agravar os problemas de quem já sofre de cálculos renais”, explica o urologista Guilherme Maia, do Hospital Santa Joana Recife.

Tudo isso, sem esquecer que os descuidos tem proporcionado aumento dos casos de Aids, onde milhares de pessoas não têm conhecimento de que estão infectadas.

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É hora de combater o mosquito Aedes

Maringá, Sarandi e demais municípios da região apresentam infestação acima dos índices tolerados neste verão propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti. Por causa das chuvas, esta é a época de maior risco de infecção por dengue, zika e chikungunya.

Por estes motivos a população deve ficar atenta e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito: “Se cada um fizer a sua parte, vamos eliminar as chances de o mosquito nascer e, assim, reduzir a transmissão da dengue, zika e chikungunya. Queremos manter o ritmo de queda no registro dessas doenças e ter um verão com menos casos e mortes”, destacou ministro da Saúde, Ricardo Barros.

O ciclo de reprodução do mosquito, desde o ovo à forma adulta, leva em torno de 5 a 10 dias. Por isso, mesmo em viagens de menor duração, é preciso realizar uma série de medidas simples para garantir a limpeza dos ambientes. Recipientes como baldes, garrafas, ralos, lixeiras e outros objetos devem sempre estar fechados ou virados com a boca para baixo. Nos casos dos pratos de vasos de planta, devem ser preenchidos com areia. Os vasos sanitários também devem permanecer tampados e pneus devem ser mantidos em locais cobertos.

Outra forma para evitar as doenças, que deve ser aliada à limpeza, é o uso de repelentes e inseticidas. É importante lembrar que o produto utilizado deve ser devidamente registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ser aplicado de acordo com as instruções do fabricante, contidas no rótulo. As gestantes devem ter cuidado especial, devido à relação do vírus zika com a ocorrência de microcefalia em bebês. Devemos tomar cuidado com as embalagens de presentes, de alimentos, latas, garrafas e até mesmo os rojões, para que no período das chuvas eles não se tornem possíveis criadouros do Aedes.

Outra iniciativa importante para prevenir as doenças transmitidas pelo Aedes é a realização do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). O Mapa da Dengue, como também é chamado, é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti.

No último LIRAa, em dezembro, das 4.552 cidades de todo o país 2.833 estavam com índices satisfatórios, ou seja, com menos de 1% das residências com larvas do mosquito em recipientes com água parada. Estão em alerta 1.310 municípios, com índice de infestação de mosquitos nos imóveis entre 1% a 3,9% e 409 em risco, com mais de 4% das residências com infestação.

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Superbactérias: a epidemia do futuro

Além das mudanças climáticas que têm agenda internacional, um outro perigo espreita a humanidade e ameaça progressos para um mundo melhor em 2030. Segundo Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), esse inimigo que poderá tornar-se a primeira causa de mortes no planeta em 2050 é a resistência aos antibióticos.

O especialista alerta que trata-se de uma ameaça terrível, com grandes implicações para a saúde humana: “Se não abordarmos isso, o avanço em direção aos ODS será freado e nos levará ao passado, quando as pessoas arriscavam suas vidas devido a uma infecção em uma pequena cirurgia. É um problema urgente”,.

A resistência aos antibióticos é uma resposta dos microrganismos ao uso desses medicamentos. Seu uso — e especialmente seu abuso — faz com que, por meio de diferentes mecanismos biológicos, percam sua eficácia. As bactérias deixam de ser sensíveis aos seus efeitos e são necessários princípios ativos cada vez mais agressivos — e tóxicos para o organismo humano — para eliminá-las. Com sorte. Porque já existem superbactérias que resistem até mesmo aos antibióticos de última geração.

Por causa dessa resistência, cerca de 700 mil pessoas morrem todos os anos no mundo. O cenário com o qual os especialistas trabalham em seus estudos é que, se a situação não mudar, esse número chegue a 10 milhões em 2050. Para se ter uma ideia da extensão da tragédia, hoje morrem pouco mais de oito milhões de pessoas por ano devido ao câncer. A grande maioria dos casos fatais estaria na Ásia (4,7 milhões) e na África (4,1 milhões), seguidas pela América Latina (392.000), Europa (390.000), América do Norte (317.000) e Oceania (22.000).

Jean Halloran, diretora das iniciativas de alimentação da União de Consumidores, diz que sua organização está desenvolvendo em 20 países uma campanha que incentiva o uso de menos remédios. Nos consultórios, por exemplo, facilitam uma lista de perguntas que o próprio paciente deveria fazer ao seu médico se ele prescrever um antibiótico para ter certeza que é absolutamente necessário.

Mas talvez a arma mais valiosa para combater a resistência sejam as vacinas. Com elas, evitamos um grande número de doenças bacterianas comuns, o que torna os antibióticos desnecessários. “Imunizar 100% das crianças do mundo seria mais eficaz do que qualquer outra coisa”, afirma Tim Evans, diretor de Saúde do Banco Mundial. Outras recomendações para impedi-las: práticas sustentáveis com boa higiene e medidas de biossegurança para começar a reduzir a necessidade de antibióticos; melhorar a prática veterinária; o conhecimento do uso das drogas entre os agricultores e pecuaristas; o acesso a diagnósticos rápidos…

Também nos animais as vacinas têm um papel crucial. Bard Skjesltad, chefe de Biologia e Nutrição da empresa aquícola Salmar, explicava que com imunizações conseguiram reduzir o uso de antibióticos para 1%, enquanto produzem entre três a quatro vezes mais comida. “Quando você para de medicar os animais enfrenta problemas de saúde, mas o fundamental são as medidas preventivas”.

Nos países desenvolvidos, as redes de fast food são a chave para combater o problema. De acordo com a União de Consumidores, são responsáveis pela produção de 25% das aves nos EUA. Nestes animais, estão conseguindo enormes reduções, começando pelo McDonald´s que anunciou que iria parar de usar antibióticos neles. Com a carne bovina e suína os progressos são mais lentos, mas podem ser feitos.

O tempo corre e medidas precisam ser tomadas a partir de agora. A própria OMS alerta que há poucos medicamentos novos que conseguirão resolver esse problema que pode se tornar a maior epidemia nos próximos anos.

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Ar condicionado “ataca” alérgicos

O ar condicionado é um alívio nos dias de temperaturas elevadas, principalmente no verão. Mas para os alérgicos a sensação pode ser de tormento.

A alergologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Yara Mello, explica que o ar gelado e seco provoca o ressecamento da mucosa do nariz, piorando o quadro.

Segundo a especialista, quem tem o problema sofre ainda por outro fator: a falta de higienização do equipamento. A combinação entre pó e umidade no duto do ar condicionado cria um ambiente favorável para a proliferação de microrganismos: “O pó e a umidade acabam ajudando na proliferação de fungos e ácaros. Para quem é alérgico, esses fatores estimulam a crise, principalmente pela presença dos ácaros”.

A irritação, porém, não se restringe ao ambiente refrigerado. A mudança de temperatura do ambiente também tende a estimular as crises alérgicas. Yara Mello esclarece que é possível que o processo fisiológico do organismo para manter estável a temperatura ideal do corpo seja um agravante para quem tem rinite alérgica: “O nariz caracteriza-se por ser muito vascularizado, e o processo de vasoconstrição e vasodilatação, para manter a temperatura normal do organismo, pode provocar sintomas nasais”.

Para evitar estas situações indesejadas e aproveitar o ambiente mais fresco, é indicado não abusar das baixas temperaturas, mantendo o local em torno de 24ºC. A alergologista lembra que a hidratação é outro grande aliado por diminuir o ressecamento da mucosa.

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Campanha visa menos cesarianas desnecessárias

Agora com participação de 136 maternidades – no ano passado foram 35 -, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia em janeiro a segunda etapa da Campanha Parto Adequado. O objetivo é a redução do número de cesarianas desnecessárias, aquelas sem indicação clínica, feitas ponde a conveniência das partes envolvidas poderá resultar em prejuízos para a saúde do bebê.

O projeto é desenvolvido em parcerias com o Hospital Israelita Albert Einstein e com o Institute for Healthcare Improvement, com 68 operadoras de planos de saúde manifestando interesse em apoia-lo.

Na avaliação do diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar, neste período de festas de fim de ano o problema das cesarianas desnecessárias agrava-se um pouco: “Por conta das festas, a tendência é de antecipação da data do parto, e o agendamento em períodos que variam entre uma a duas semanas da data adequada para que o parto fosse realizado.”

Rodrigo Aguiar disse que a antecipação do parto pode causar consequências negativas para a saúde da mãe e, principalmente, do bebê. Entre os problemas mais frequentes, o médico destacou as complicações respiratórias, considerando que o recém-nascido não está com o sistema respiratório amadurecido o suficiente para lidar com o mundo exterior.

Por causa disso, aumenta a incidência de internações em unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatais, o que afasta o bebê da mãe nos primeiros dias de vida. “Só essas duas consequências já são suficientes para a gente desincentivar essa prática”, disse o diretor da ANS.

Quando o parto ocorre de forma natural, há uma série de benefícios para o bebê. Além da relação mais aproximada que já se estabelece com a mãe, Rodrigo Aguiar ressaltou que existe uma indução muito maior ao aleitamento materno. “A mãe produz melhor o leite, e o bebê recebe, aceita e absorve melhor aquele leite”.

A criança nascida de parto normal consegue também se preparar melhor para se adaptar ao mundo externo, com maior amadurecimento do pulmão e contato com as bactérias benéficas da mãe, reduzindo a incidência de doenças infantis, acrescentou o médico. Ele lembrou que há ainda uma recuperação mais rápida do útero e do corpo da mulher.

 Na primeira fase da campanha, denominada fase “piloto”, os hospitais participantes conseguiram evitar a realização de 10 mil cesarianas desnecessárias. O número de partos normais cresceu 76%, ou o equivalente a 16 pontos percentuais, passando de 21%, em 2014, para 37%, em 2016.

Ocorreram avanços também em outros indicadores de saúde: houve redução do número de entradas em UTI neonatal em 14 dos 35 hospitais que participaram da campanha, e as internações as passaram de 86 por mil nascidos vivos para 69 por mil nascidos vivos.

Com a adesão de mais maternidades ao projeto, Aguiar espera “resultados bem mais significativos” na segunda fase. Ele informou que, no momento, os hospitais que aderiram à campanha estão passando por uma aprendizagem presencial, em que são treinados para melhor organizar sua estrutura de parto para que eles se deem de forma natural. “Acreditamos que, até o final de 2018, consigamos apresentar os resultados ainda mais positivos”.

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Vasectomia sem cortes é rápida e eficaz

Ter filhos hoje em dia não é uma tarefa fácil. Além das noites mal dormidas após o nascimento, as preocupações dos pais com a criança vão desde a alimentação e saúde, educação, segurança e condição financeira. Por isso, muitos casais têm utilizado cada vez mais, como meio de planejamento familiar, os métodos contraceptivos permanentes a fim de evitar a gravidez. A proteção definitiva, no entanto, só é possível através da laqueadura tubária, nas mulheres, ou da vasectomia, nos homens.

 Segundo o andrologista Filipe Tenório, da Clínica Andros Recife, a vasectomia é o método mais indicado para os casais que não querem ter mais filhos. “O procedimento é bem mais simples e eficaz que a laqueadura. Na laqueadura, o médico precisa abrir a barriga da mulher. É uma cirurgia demorada e mais complicada tanto durante, quanto no pós-operatório”, explica.

 Além do procedimento comum, hoje em dia já é possível fazer a vasectomia sem a utilização de bisturi e sem cortes, com o auxílio de uma pinça. De acordo com o urologista Guilherme Maia, a técnica mais avançada é chamada “No-Scalpel”. “Esse é o método ‘padrão ouro’ recomendado pela Associação Americana de Urologia porque, graças a sua intervenção minimamente invasiva, ele causa menos sangramento, reduz dores e hematomas, e possibilita uma recuperação mais rápida”, afirma. “É o procedimento mais eficaz que temos hoje, com alto índice de satisfação”, revela Maia. 

 Tenório explica que nessa técnica, o médico faz uma pequena incisão na bolsa escrotal para localizar os ductos deferentes, por onde passam os espermatozoides. Eles são cortados e amarrados para interromper a passagem dos espermatozoides para o líquido ejaculado. “A cirurgia é realizada com anestesia local e dura em média 20 minutos. Não precisa de pontos. O paciente tem alta no mesmo dia e de três a sete dias depois já pode voltar ao trabalho”, comenta Tenório. Também é importante destacar que a cirurgia não interfere na potência, libido ou na ejaculação.

 No Brasil, qualquer homem com idade superior a 25 anos ou com dois filhos pode submeter-se à vasectomia. A única ressalva é quanto à proteção no período pós-operatório. O casal deve usar algum método contraceptivo ao reiniciar as relações sexuais porque alguns espermatozoides podem permanecer vivos no canal que chega ao pênis. “O ideal é que após 15 a 30 relações ou 2 a 3 meses o homem faça um espermograma para constatar o sucesso da cirurgia”, ressalta Tenório. Somente após esse exame, e se o médico liberar, é que o casal poderá ter relações sem o uso de outro anticoncepcional.

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Aids: crianças terão medicamento específico

O grande número de crianças soropositivas no Brasil levou o Ministério da Saúde a buscar melhores alternativas de tratamento para essas portadoras do vírus HIV. Em breve elas serão beneficiadas com a chegada de um medicamento fabricado com tecnologia inovadora.

O remédio Efavirenz, produzido na forma de comprimidos é indicado no coquetel de tratamento da aids foi incrementado a partir do uso da nanotecnologia. Através dessas pequenas partículas será oferecida uma versão diferenciada menor, melhorando a aceitação pelas crianças. Essa tecnologia permite melhor aproveitamento do princípio ativo da substância pelo organismo, uma vez que as formulações líquidas existentes, além de não serem recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), têm sabor desagradável, curto prazo de validade e elevado custo para transporte.

O produto está sendo desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia em Fármacos, Farmanguinhos, da Fiocruz, principal instituição pública produtora de antirretrovirais no país para o Ministério da Saúde (MS) e segundo o pesquisador Helvécio Rocha, coordenador do Laboratório de Sistemas Farmacêuticos Avançados, a expectativa é de que o novo comprimido que se dissolve na boca e na água, facilite a aceitação pelos pequenos pacientes: “A ideia do nosso produto é gerar uma formulação mais adequada à idade deles. A gente precisa dar uma apresentação boa porque é um tratamento de longo prazo. Aí, se o sabor for ruim, as crianças começam a rejeitar a medicação. Tem essa tentativa de melhorar o sabor e, ao mesmo tempo, adequar o produto nacional a recomendações do MS e da OMS”, enfatizou.

Esse tipo de medicamento pediátrico para tratamento da aids com a tecnologia das nanopartículas é inédito no mundo. Segundo Rocha, resultou do desafio de colocar o princípio ativo em porções pequenas, para que o remédio chegasse à corrente sanguínea sem perder o efeito desejado.

A previsão é de que o produto passe por testes clínicos até o final do próximo ano e fique disponível no mercado em 2020.

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Câncer de pele: dezembro é mês de conscientização

 

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima o surgimento de 176 mil novos casos de câncer de pele no Brasil, só neste ano. São milhares de fortes motivos para o país vestir de laranja, a cor escolhida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), vem para conscientizar a população sobre a prevenção ao câncer de pele.

A campanha é de total importância por mostrar a população como é feito o diagnóstico e enfatizar que é fácil a prevenção e o tratamento quando descoberto em fase inicial”, afirma a dermatologista da Clínica Vanità, Dra Camila Dornelas.  

 Com o slogan “Se exponha, mas não se queime”, a campanha também pretende conscientizar que filtro solar não deve ser o único cuidado contra a radiação ultravioleta (UV). No Brasil, o câncer de pele é o tipo de câncer mais comum, chegando ao número de 30% dos tumores malignos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a patologia é a de maior incidência no Brasil, sendo estimado, anualmente mais de 176 mil novos casos.

 “Assim como todo câncer, o quanto mais precocemente a patologia for detectada maior a chance de cura. Muitas vezes as pessoas demoram a descobrir porque a doença é assintomática em seu estágio inicial. No entanto, se não houver a prevenção, há o risco do tumor invadir órgãos vitais”, afirma Camila.

O câncer da pele geralmente surge como um sinal, pinta ou mancha rósea, acastanhada, enegrecida ou mesmo do tom da pele, de diâmetro maior que seis milímetros e bordas irregulares. “Conhecer bem a pele e saber em quais locais existem sinais é fundamental na hora de detectar qualquer alteração ”, afirma Camila Dornelas. A médica alerta: “É imprescindível procurar um médico assim que observar qualquer anormalidade. Somente  um exame clínico feito por um médico especializado pode diagnosticar a doença”, elencando os principais sintomas suspeitos:

– Uma pinta castanha ou enegrecida, que apresente alteração de cor, textura, aumento de tamanho e bordas irregulares

 – Lesão elevada ou plana e brilhante, de cor avermelhada, castanha, de várias tonalidades ou mesmo do tom da pele, com crosta central e que sangra facilmente.;

Uma lesão que não cicatriza, que apresente crostas, coceira e sangramento.

 Prevenção:

Uso de protetor solar com proteção de no mínimo 30

– Evitar exposição solar nos horários entre 10 e 16h

Aplicar o protetor solar cerca de 30 minutos antes de exposição ao sol

Reaplicar o filtro, mesmo os a prova d’água, a cada 2 ou 3 horas

Utilizar bonés, roupas com proteção UV, óculos escuros, chapéu, e sempre preferir lugares com sombra

– Consultar dermatologista regularmente, no mínimo 1x/ano, para exame cuidadoso de todo o corpo

 

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Os 10 passos para deixar de fumar

Fumar não é um hábito. O tabagismo é uma doença crônica que causa mais de 50 outras patologias.

Segundo a médica pneumologista Cristina Cantarino, Coordenadora do Centro de Tratamento de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA),uma vez tomada a decisão de largar o cigarro, o fumante precisa se organizar, aprender a reconhecer “os gatilhos” que disparam a vontade de fumar e se afastar deles. Alguns exemplos que jogam contra a cessação do tabagismo são manter o cigarro à mão, tomar café, o uso de bebida alcoólica e conviver com fumantes.

Mas como driblar as fissuras? Lembre-se sempre que ela dura no máximo 5 minutos e é auto limitada.

“Assim como o cigarro deve ficar longe, um ‘kit de salvação’ para vencer a fissura deve estar próximo: água gelada, palitos de cenoura crua, água de coco, frutas geladas picadas, cristais de gengibre, pequenos cubos de gelo e picolés de frutas… Ou seja, substitutos saudáveis de baixa caloria que possam ajudar a driblar a vontade de fumar e manter o cigarro longe”, ensina Cantarino. 

“A legislação ajuda bastante. A questão de não poder fumar em lugares fechados mostra ao fumante que o seu controle sobre o cigarro é maior do que imaginava. Logo, mudar os hábitos e frequentar mais esses lugares ajuda na hora de parar de fumar”, aponta a pneumologista.

Outros grandes aliados são a atividade física e exercícios respiratórios. “Está comprovado cientificamente que a atividade física regular diminui a vontade de fumar. E em muito pouco tempo o ex-fumante vai se sentir estimulado, já que o ato de largar o tabagismo somado ao exercício melhora a disposição física, a respiração e a qualidade de sono, por exemplo”, finaliza Cantarino.

1. Tenha determinação 

2. Marque um dia para parar

3. Corte gatilhos do fumo

4. Escolha um método: abrupto ou gradual

5. Encontre substitutos saudáveis

6. Livre-se das lembranças do cigarro

7. Encontre apoio de amigos e familiares

8. Escolha a melhor alimentação

9. Procure apoio médico

10. Troque experiências em um grupo de apoio

Fonte: Ministério da Saúde

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