Ar condicionado “ataca” alérgicos

O ar condicionado é um alívio nos dias de temperaturas elevadas, principalmente no verão. Mas para os alérgicos a sensação pode ser de tormento.

A alergologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Yara Mello, explica que o ar gelado e seco provoca o ressecamento da mucosa do nariz, piorando o quadro.

Segundo a especialista, quem tem o problema sofre ainda por outro fator: a falta de higienização do equipamento. A combinação entre pó e umidade no duto do ar condicionado cria um ambiente favorável para a proliferação de microrganismos: “O pó e a umidade acabam ajudando na proliferação de fungos e ácaros. Para quem é alérgico, esses fatores estimulam a crise, principalmente pela presença dos ácaros”.

A irritação, porém, não se restringe ao ambiente refrigerado. A mudança de temperatura do ambiente também tende a estimular as crises alérgicas. Yara Mello esclarece que é possível que o processo fisiológico do organismo para manter estável a temperatura ideal do corpo seja um agravante para quem tem rinite alérgica: “O nariz caracteriza-se por ser muito vascularizado, e o processo de vasoconstrição e vasodilatação, para manter a temperatura normal do organismo, pode provocar sintomas nasais”.

Para evitar estas situações indesejadas e aproveitar o ambiente mais fresco, é indicado não abusar das baixas temperaturas, mantendo o local em torno de 24ºC. A alergologista lembra que a hidratação é outro grande aliado por diminuir o ressecamento da mucosa.

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Campanha visa menos cesarianas desnecessárias

Agora com participação de 136 maternidades – no ano passado foram 35 -, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia em janeiro a segunda etapa da Campanha Parto Adequado. O objetivo é a redução do número de cesarianas desnecessárias, aquelas sem indicação clínica, feitas ponde a conveniência das partes envolvidas poderá resultar em prejuízos para a saúde do bebê.

O projeto é desenvolvido em parcerias com o Hospital Israelita Albert Einstein e com o Institute for Healthcare Improvement, com 68 operadoras de planos de saúde manifestando interesse em apoia-lo.

Na avaliação do diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar, neste período de festas de fim de ano o problema das cesarianas desnecessárias agrava-se um pouco: “Por conta das festas, a tendência é de antecipação da data do parto, e o agendamento em períodos que variam entre uma a duas semanas da data adequada para que o parto fosse realizado.”

Rodrigo Aguiar disse que a antecipação do parto pode causar consequências negativas para a saúde da mãe e, principalmente, do bebê. Entre os problemas mais frequentes, o médico destacou as complicações respiratórias, considerando que o recém-nascido não está com o sistema respiratório amadurecido o suficiente para lidar com o mundo exterior.

Por causa disso, aumenta a incidência de internações em unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatais, o que afasta o bebê da mãe nos primeiros dias de vida. “Só essas duas consequências já são suficientes para a gente desincentivar essa prática”, disse o diretor da ANS.

Quando o parto ocorre de forma natural, há uma série de benefícios para o bebê. Além da relação mais aproximada que já se estabelece com a mãe, Rodrigo Aguiar ressaltou que existe uma indução muito maior ao aleitamento materno. “A mãe produz melhor o leite, e o bebê recebe, aceita e absorve melhor aquele leite”.

A criança nascida de parto normal consegue também se preparar melhor para se adaptar ao mundo externo, com maior amadurecimento do pulmão e contato com as bactérias benéficas da mãe, reduzindo a incidência de doenças infantis, acrescentou o médico. Ele lembrou que há ainda uma recuperação mais rápida do útero e do corpo da mulher.

 Na primeira fase da campanha, denominada fase “piloto”, os hospitais participantes conseguiram evitar a realização de 10 mil cesarianas desnecessárias. O número de partos normais cresceu 76%, ou o equivalente a 16 pontos percentuais, passando de 21%, em 2014, para 37%, em 2016.

Ocorreram avanços também em outros indicadores de saúde: houve redução do número de entradas em UTI neonatal em 14 dos 35 hospitais que participaram da campanha, e as internações as passaram de 86 por mil nascidos vivos para 69 por mil nascidos vivos.

Com a adesão de mais maternidades ao projeto, Aguiar espera “resultados bem mais significativos” na segunda fase. Ele informou que, no momento, os hospitais que aderiram à campanha estão passando por uma aprendizagem presencial, em que são treinados para melhor organizar sua estrutura de parto para que eles se deem de forma natural. “Acreditamos que, até o final de 2018, consigamos apresentar os resultados ainda mais positivos”.

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Vasectomia sem cortes é rápida e eficaz

Ter filhos hoje em dia não é uma tarefa fácil. Além das noites mal dormidas após o nascimento, as preocupações dos pais com a criança vão desde a alimentação e saúde, educação, segurança e condição financeira. Por isso, muitos casais têm utilizado cada vez mais, como meio de planejamento familiar, os métodos contraceptivos permanentes a fim de evitar a gravidez. A proteção definitiva, no entanto, só é possível através da laqueadura tubária, nas mulheres, ou da vasectomia, nos homens.

 Segundo o andrologista Filipe Tenório, da Clínica Andros Recife, a vasectomia é o método mais indicado para os casais que não querem ter mais filhos. “O procedimento é bem mais simples e eficaz que a laqueadura. Na laqueadura, o médico precisa abrir a barriga da mulher. É uma cirurgia demorada e mais complicada tanto durante, quanto no pós-operatório”, explica.

 Além do procedimento comum, hoje em dia já é possível fazer a vasectomia sem a utilização de bisturi e sem cortes, com o auxílio de uma pinça. De acordo com o urologista Guilherme Maia, a técnica mais avançada é chamada “No-Scalpel”. “Esse é o método ‘padrão ouro’ recomendado pela Associação Americana de Urologia porque, graças a sua intervenção minimamente invasiva, ele causa menos sangramento, reduz dores e hematomas, e possibilita uma recuperação mais rápida”, afirma. “É o procedimento mais eficaz que temos hoje, com alto índice de satisfação”, revela Maia. 

 Tenório explica que nessa técnica, o médico faz uma pequena incisão na bolsa escrotal para localizar os ductos deferentes, por onde passam os espermatozoides. Eles são cortados e amarrados para interromper a passagem dos espermatozoides para o líquido ejaculado. “A cirurgia é realizada com anestesia local e dura em média 20 minutos. Não precisa de pontos. O paciente tem alta no mesmo dia e de três a sete dias depois já pode voltar ao trabalho”, comenta Tenório. Também é importante destacar que a cirurgia não interfere na potência, libido ou na ejaculação.

 No Brasil, qualquer homem com idade superior a 25 anos ou com dois filhos pode submeter-se à vasectomia. A única ressalva é quanto à proteção no período pós-operatório. O casal deve usar algum método contraceptivo ao reiniciar as relações sexuais porque alguns espermatozoides podem permanecer vivos no canal que chega ao pênis. “O ideal é que após 15 a 30 relações ou 2 a 3 meses o homem faça um espermograma para constatar o sucesso da cirurgia”, ressalta Tenório. Somente após esse exame, e se o médico liberar, é que o casal poderá ter relações sem o uso de outro anticoncepcional.

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Aids: crianças terão medicamento específico

O grande número de crianças soropositivas no Brasil levou o Ministério da Saúde a buscar melhores alternativas de tratamento para essas portadoras do vírus HIV. Em breve elas serão beneficiadas com a chegada de um medicamento fabricado com tecnologia inovadora.

O remédio Efavirenz, produzido na forma de comprimidos é indicado no coquetel de tratamento da aids foi incrementado a partir do uso da nanotecnologia. Através dessas pequenas partículas será oferecida uma versão diferenciada menor, melhorando a aceitação pelas crianças. Essa tecnologia permite melhor aproveitamento do princípio ativo da substância pelo organismo, uma vez que as formulações líquidas existentes, além de não serem recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), têm sabor desagradável, curto prazo de validade e elevado custo para transporte.

O produto está sendo desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia em Fármacos, Farmanguinhos, da Fiocruz, principal instituição pública produtora de antirretrovirais no país para o Ministério da Saúde (MS) e segundo o pesquisador Helvécio Rocha, coordenador do Laboratório de Sistemas Farmacêuticos Avançados, a expectativa é de que o novo comprimido que se dissolve na boca e na água, facilite a aceitação pelos pequenos pacientes: “A ideia do nosso produto é gerar uma formulação mais adequada à idade deles. A gente precisa dar uma apresentação boa porque é um tratamento de longo prazo. Aí, se o sabor for ruim, as crianças começam a rejeitar a medicação. Tem essa tentativa de melhorar o sabor e, ao mesmo tempo, adequar o produto nacional a recomendações do MS e da OMS”, enfatizou.

Esse tipo de medicamento pediátrico para tratamento da aids com a tecnologia das nanopartículas é inédito no mundo. Segundo Rocha, resultou do desafio de colocar o princípio ativo em porções pequenas, para que o remédio chegasse à corrente sanguínea sem perder o efeito desejado.

A previsão é de que o produto passe por testes clínicos até o final do próximo ano e fique disponível no mercado em 2020.

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Câncer de pele: dezembro é mês de conscientização

 

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima o surgimento de 176 mil novos casos de câncer de pele no Brasil, só neste ano. São milhares de fortes motivos para o país vestir de laranja, a cor escolhida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), vem para conscientizar a população sobre a prevenção ao câncer de pele.

A campanha é de total importância por mostrar a população como é feito o diagnóstico e enfatizar que é fácil a prevenção e o tratamento quando descoberto em fase inicial”, afirma a dermatologista da Clínica Vanità, Dra Camila Dornelas.  

 Com o slogan “Se exponha, mas não se queime”, a campanha também pretende conscientizar que filtro solar não deve ser o único cuidado contra a radiação ultravioleta (UV). No Brasil, o câncer de pele é o tipo de câncer mais comum, chegando ao número de 30% dos tumores malignos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a patologia é a de maior incidência no Brasil, sendo estimado, anualmente mais de 176 mil novos casos.

 “Assim como todo câncer, o quanto mais precocemente a patologia for detectada maior a chance de cura. Muitas vezes as pessoas demoram a descobrir porque a doença é assintomática em seu estágio inicial. No entanto, se não houver a prevenção, há o risco do tumor invadir órgãos vitais”, afirma Camila.

O câncer da pele geralmente surge como um sinal, pinta ou mancha rósea, acastanhada, enegrecida ou mesmo do tom da pele, de diâmetro maior que seis milímetros e bordas irregulares. “Conhecer bem a pele e saber em quais locais existem sinais é fundamental na hora de detectar qualquer alteração ”, afirma Camila Dornelas. A médica alerta: “É imprescindível procurar um médico assim que observar qualquer anormalidade. Somente  um exame clínico feito por um médico especializado pode diagnosticar a doença”, elencando os principais sintomas suspeitos:

– Uma pinta castanha ou enegrecida, que apresente alteração de cor, textura, aumento de tamanho e bordas irregulares

 – Lesão elevada ou plana e brilhante, de cor avermelhada, castanha, de várias tonalidades ou mesmo do tom da pele, com crosta central e que sangra facilmente.;

Uma lesão que não cicatriza, que apresente crostas, coceira e sangramento.

 Prevenção:

Uso de protetor solar com proteção de no mínimo 30

– Evitar exposição solar nos horários entre 10 e 16h

Aplicar o protetor solar cerca de 30 minutos antes de exposição ao sol

Reaplicar o filtro, mesmo os a prova d’água, a cada 2 ou 3 horas

Utilizar bonés, roupas com proteção UV, óculos escuros, chapéu, e sempre preferir lugares com sombra

– Consultar dermatologista regularmente, no mínimo 1x/ano, para exame cuidadoso de todo o corpo

 

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Os 10 passos para deixar de fumar

Fumar não é um hábito. O tabagismo é uma doença crônica que causa mais de 50 outras patologias.

Segundo a médica pneumologista Cristina Cantarino, Coordenadora do Centro de Tratamento de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA),uma vez tomada a decisão de largar o cigarro, o fumante precisa se organizar, aprender a reconhecer “os gatilhos” que disparam a vontade de fumar e se afastar deles. Alguns exemplos que jogam contra a cessação do tabagismo são manter o cigarro à mão, tomar café, o uso de bebida alcoólica e conviver com fumantes.

Mas como driblar as fissuras? Lembre-se sempre que ela dura no máximo 5 minutos e é auto limitada.

“Assim como o cigarro deve ficar longe, um ‘kit de salvação’ para vencer a fissura deve estar próximo: água gelada, palitos de cenoura crua, água de coco, frutas geladas picadas, cristais de gengibre, pequenos cubos de gelo e picolés de frutas… Ou seja, substitutos saudáveis de baixa caloria que possam ajudar a driblar a vontade de fumar e manter o cigarro longe”, ensina Cantarino. 

“A legislação ajuda bastante. A questão de não poder fumar em lugares fechados mostra ao fumante que o seu controle sobre o cigarro é maior do que imaginava. Logo, mudar os hábitos e frequentar mais esses lugares ajuda na hora de parar de fumar”, aponta a pneumologista.

Outros grandes aliados são a atividade física e exercícios respiratórios. “Está comprovado cientificamente que a atividade física regular diminui a vontade de fumar. E em muito pouco tempo o ex-fumante vai se sentir estimulado, já que o ato de largar o tabagismo somado ao exercício melhora a disposição física, a respiração e a qualidade de sono, por exemplo”, finaliza Cantarino.

1. Tenha determinação 

2. Marque um dia para parar

3. Corte gatilhos do fumo

4. Escolha um método: abrupto ou gradual

5. Encontre substitutos saudáveis

6. Livre-se das lembranças do cigarro

7. Encontre apoio de amigos e familiares

8. Escolha a melhor alimentação

9. Procure apoio médico

10. Troque experiências em um grupo de apoio

Fonte: Ministério da Saúde

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Auxílio-doença: de cada 10 pagos, 8 são irregulares

O pente-fino que o governo está fazendo nos auxílios-doença pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está resultando em grande economia para os cofres públicos. De cada 10 benefícios analisados, oito estão sendo suspensos por irregularidades, afirma o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

A operação contra irregularidades visa implantar eficiência sem “ralos” nos gastos públicos. Isso está sendo feito através de fiscalização intensiva sobre benefícios pagos pela Previdência Social,passando também pela desejada reforma, modernização e aprimoramento dos sistemas de tecnologia para controle das despesas estatais.

Precisamos dar maior eficiência à máquina pública, conter o desperdício e reverter a má alocação de recursos”, defende o ministro, complementando que todas as medidas tomadas pelo governo, seja do ponto de vista macro, seja do ponto de vista microeconômico, pavimentaram um caminho seguro para a retomada sustentada da economia.

Ele prevê que o crescimento econômico de 2018 poderá superar os 2,5%, mas tudo dependerá a aprovação da reforma da Previdência Social. Na opinião do ministro Oliveira, hoje há um quadro mais consciente do que meses atrás, avalizando a necessidade das mudanças no sistema de aposentarias: “Agora, o cenário é razoável e pode se tornar bom nos próximos dias. A reforma se tornou politicamente palatável”.

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Mercosul discute saúde pública em Foz

Ministros da Saúde de vários países reúnem nesta quinta-feira para discutir assuntos de interesse comum que ultrapassam as fronteiras nacionais.

Segundo o ministro da Saúde do Brasil, Ricardo Barros, será a 41ª Reunião de Ministros da Saúde do Mercosul que congrega Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, e dos chamados Estados Associados: Chile, Peru, Equador, Bolívia e Colômbia.

Em pauta como assuntos principais: saúde sexual e reprodutiva, consumo de álcool, gestão de agrotóxicos e gordura trans. Durante a reunião, também está prevista a assinatura por parte dos governos brasileiros e uruguaio, de acordo de cooperação.

A reunião começará às 9 horas na Sala Araucária do Hotel Bourbon Cataratas e será encerrada às 12 horas, quando os ministros falarão à imprensa dos países participantes.

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HIV à solta no Brasil

Hoje é o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Mas não é uma data para comemorar: a transmissão do vírus voltou a aumentar pelo descuido de jovens e agora também de idosos que não dão atenção aos alertas, deixando de utilizar camisinha nas relações sexuais.

A camisinha é necessária por que pelo rosto, aspecto físico, relacionamento, comportamento, etc., é impossível avaliar – ou diagnosticar – se alguém tem o vírus HIV.

Um agravante informado pelo Ministério da Saúde: no Brasil 160 mil pessoas têm o vírus e simplesmente não sabem. Talvez pior: outras 129 mil pessoas sabem que têm o vírus, mas tentam levar uma vida “normal”, sem procurar o necessário tratamento.

Outros 670 mil infectados já estão diagnosticados no país, a maioria se tratando. O total de pessoas com HIV é 830 mil.

É lógico que você conhece algum, ou alguns deles conscientes do problema, dos cuidados com a vida sexual e com a necessidade de tratar-se.

Mas será que todos os que participam de sua vida sexual no seu círculo de amizades sempre se cuidaram, sempre usaram camisinha, já fizeram exames…

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Câncer de pele é a ameaça do sol no final de ano

A maior exposição ao sol somada às altas temperaturas no final do ano recomenda cuidados dobrados com relação à pele para evitar os efeitos nocivos dos raios solares, uma das causas principais do aumento nos índices de tumores de pele entre a população brasileira. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), somente no ano passado foram registrados 180 mil novos casos de câncer de pele, total que corresponde a 30% de todos os casos de tumores malignos no Brasil.

Os melanócitos e queratócitos (células da pele) são os principais envolvidos no processo de fotoproteção e quando expostos ao sol podem aumentar em número e tamanho. O câncer de pele ocorre quando há um crescimento excessivo dessas células que compõem a pele, podendo ser distinguidas em melanoma e não melanoma.

De acordo com a Dra. Daniela Pezzutti, oncologista do Centro Paulista de Oncologia – CPO (Grupo Oncoclínicas), em geral, as pessoas tendem a relacionar o câncer de pele exclusivamente ao melanoma. Contudo, 95% dos casos de tumores cutâneos identificados no Brasil são classificados como não melanoma, um índice que está diretamente relacionado à constante exposição à radiação ultravioleta (UV) do sol: “Geralmente, os principais sintomas de câncer não melanoma são lesões cutâneas com crescimento rápido, com sangramento, ulcerações que não cicatrizam, seguidas de coceira e algumas vezes dor aparentes em áreas muito expostas ao sol como rosto, pescoço e braços”, explica a Dra. Pezzutti.

É preciso estar alerta quanto a esses sinais e melhor, tomar precauções para evitar o câncer de pele. É preciso reforçar o uso do protetor solar diariamente, principalmente no rosto. Se a exposição aos raios solares for maior, como na praia ou piscina, por exemplo, é importante abusar do protetor no corpo todo, usar chapéus e evitar horários em que a incidência solar esteja mais forte. “Pessoas de pele clara, cabelos claros e sardas são mais propensas a desenvolver o câncer de pele. A idade é um fator que também deve ser considerado, pois quanto mais tempo de exposição da pele ao sol, mais envelhecida ela fica, aumentando também a possibilidade de surgimento do câncer não melanoma.”, destaca a Dra. Daniela.

Qualquer dúvida deve ser levada a um especialista (dermatologista) para acompanhamento das lesões cutâneas. A análise da mudança nas características destas lesões é de extrema importância para um diagnóstico precoce. O dermatologista tem o papel de orientar uma proteção adequada para descobrir os possíveis riscos que os raios solares de verão podem causar na pele.

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