Saúde: mais de 60 países discutirão normatização em Maringá

Maringá se prepara para receber especialistas em normatização em saúde de mais de 60 países durante o Encontro do ISO TC215 – ABNT/CEE78IS (Associação Brasileira de Normas Técnicas – Comissão de Estudo Especial de Informática em Saúde). Promovido pela ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas, por meio da Comissão de Estudo Especial de Informática em Saúde (CEE-IS). O evento acontecerá entre os dias 20 de abril e 4 de maio de 2018, presidido por Andréia Santos, Consultora de Gestão e Tecnologia em Saúde da Unidade TECHGOV da DB1 Global Software e vice relatora do GT1-Arquitetura, Modelos e Frameworks da CEE78IS.

O Brasil vem passando por uma transformação importante nos sistemas de informação em saúde, marcada por iniciativas como o Sistema e-SUS AB do Ministério da Saúde e outros diversos sistemas que apoiam a saúde no país, bem como algumas iniciativas de padrões, induzindo melhorias na organização da atividade de saúde.Dessa forma, o processo de certificação de software para a saúde, uma iniciativa conjunta do Conselho Federal de Medicina (CFM), com a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), tende a exigir maior preparo dos fornecedores e usuários de software para a saúde, qualificando ainda mais os sistemas implantados nas instituições de saúde.
A elaboração de padrões para informática em saúde requer conhecimento profundo do assunto e a avaliação permanente das experiências bem-sucedidas, em âmbito nacional e internacional. Com esta missão, a Comissão de Estudo Especial de Informática em Saúde da ABNT participa ativamente do Comitê Técnico de Padrões para Informática em Saúde (ISO-TC 215 Health Informatics) da Organização Internacional de Normalização (ISO).
O ISO-TC215 é constituído por especialistas de cerca de 60 países de todo o mundo com o objetivo comum de formular e harmonizar padrões para tecnologia da informação em saúde. Estes padrões são utilizados por indústrias, governos, produtores de software e organizações de saúde possibilitando o intercâmbio de dados e promovendo a melhoria da qualidade do atendimento aos usuários dos serviços de saúde.

Anualmente ocorrem duas reuniões do ISO-TC215 em um dos países integrantes. Tendo participado destes encontros, inicialmente como país observador, o Brasil gradativamente ampliou e aprimorou sua representação, passando a membro com direito a voto, influindo nos padrões elaborados pelo comitê e propondo novos itens de trabalho, numa demonstração do crescimento do uso da tecnologia da informação em saúde no país.

No encontro ocorrem reuniões específicas para cada grupo temático do ISO-TC215, assim definidos:

GT1 – Arquitetura, Frameworks E Modelos
GT2 – Interoperabilidade De Sistemas E Dispositivos
GT3 – Conteúdo Semântico
GT4 – Segurança Da Informação e do Paciente
GT5 – Cartões de Saúde
GT6 – Farmácia e Medicamento
GT7 – Dispositivos (incluindo Telessaúde)
GT8 – Requisitos de negócios para Registro Eletrônico de Saúde
GT9 – Harmonização de padrões

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Dia mundial de combate à trombose

 

Hoje é o Dia Mundial de Conscientização e Combate à Trombose, data instituída para chamar atenção mundial sobre a doença que apesar de frequente, é cercada por dúvidas e até mitos.

Segundo Gutemberg Gurgel, presidente do Congresso Brasileiro de Angiologia e Cirurgia Vascular 2017, para evitar a doença e trata-la é necessário, primeiramente, diferenciar se é do tipo arterial ou venosa, as duas decorrentes de coagulação imprevista de sangue.

Quando arterial, mais comum em idosos, fumantes e diabéticos, trata-se da existência de um coágulo que impede a passagem do sangue para os tecidos, provocando inchaço e dor na região afetada. Pelas dificuldades para tratamento, geralmente é resolvida com cirurgia, já que pode levar à gangrena e até a amputação do membro.

Já a venosa, em 9 de cada 10 casos atinge vasos dos órgãos inferiores. Pode causar embolia pulmonar e até óbito, também pode surgir associada a cirurgias de médio e grande portes, traumatismo, gestação ou outras situações que obriguem a uma imobilização prolongada.

Pessoas com idade avançada, dificuldades de coagulação, insuficiência cardíaca, obesas, fumantes e adeptas de usam anticoncepcionais ou tratamento hormonal são as que correm maior risco de desenvolver a doença.

No Brasil, em 2016, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 35.598 tratamentos clínicos em decorrência da trombose. Entre janeiro e julho deste ano, foram 16.923, segundo o Ministério da Saúde. O órgão registra 485.443 procedimentos de fisioterapia, sendo mais de 330 mil no ano passado e 155 mil neste ano.

Apontada como grande fator de risco para a ocorrência de trombose entre as mulheres, a combinação de cigarro e pílula, de fato, pode favorecer a ocorrência da doença. Isso porque o cigarro é um vasodilatador, ao passo que o hormônio provoca alterações nas paredes das veias, diminuindo a velocidade da circulação. O resultado não é necessariamente o trombo, mas pode ocorrer, especialmente, se associado a outros fatores de risco, como obesidade, tendência familiar e vida sedentária. Por isso, o médico alerta sobre o uso precoce de anticoncepcionais, que têm sido indicados para tratamento de pele de adolescentes, por exemplo, e recomenda evitar o tabagismo.

Mulheres grávidas também devem ficar atentas. A maior quantidade de hormônios femininos circulando no corpo pode desencadear aumento da coagulação. Além disso, o médico explica que o aumento do útero promove a contração dos vasos pélvicos, dificultando o retorno do sangue. Mais uma vez, os casos são mais recorrentes em pacientes que possuem tendência à coagulação.

Como forma de prevenir problemas, além do uso de meias de compressão, Gurgel destaca a importância da prática de atividades físicas especialmente no caso das mulheres grávidas e também de pessoas que vão passar períodos longos com dificuldades de se movimentar, o que ocorre, por exemplo, durante viagens. É importante usar as meias e buscar caminhar um pouco, pelo menos, a cada duas horas, explica. Contrair o músculo da panturrilha e colocar o pé no chão também podem ajudar. Em todos os casos, destaca: é preciso tomar água e evitar a desidratação, sobretudo em ambientes fechados e refrigerados por ar-condicionado.

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Ministério libera R$ 5 milhões vítimas de Janaúba

O Ministério da Saúde liberou R$ 5 milhões para reforçar a assistência às vítimas do incêndio na creche Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente de Janaúba, em Minas Gerais.

O município de Janaúba receberá R$ 1 milhão, R$ 2 milhões irão para o Hospital Pronto Socorro João XXIII, unidade referência no tratamento de queimados em Belo Horizonte, que recebeu muitos feridos no incêndio. A Santa Casa de Montes Claros, que também está atendendo as vítimas do incêndio de Janaúba, também receberá R$ 2 milhões de reforço para compra de equipamentos, medicamentos e outros insumos usados no tratamento a queimados.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros recebeu hoje o prefeito de Janaúba (MG), Carlos Isaildon Mendes, com quem mantém contato desde a tragédia. Segundo ele, “Lamentamos a tragédia, queremos apoiar as vítimas que lutam pela vida nesse instante e prestar apoio às famílias. Estamos à disposição da prefeitura e do estado de Minas Gerais para ajudar no que for preciso, como custeio e reforço para aquisição de materiais hospitalares. Além disso oferecemos apoio técnico para o tratamento das vítimas e familiares”, reforçou o ministro.

O secretário de Atenção à Saúde do Ministério, Francisco Figueiredo, esteve em Minas Gerais e manteve contato direto com as unidades hospitalares que estão fazendo o atendimento às vítimas em Belo Horizonte e Montes Claros e com a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais. Medicamentos e materiais estão sendo providenciados para assistência às vítimas. A equipe de saúde mental do Ministério da Saúde também foi acionada para junto com as coordenações e serviços locais oferecer apoio psicossocial e um plano de apoio às famílias.

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Planos de saúde “expulsam” os consumidores idosos

 

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, continua digladiando contra sistemas poderosos que se locupletam da área da saúde pública. Disse esta semana que a legislação não protege os consumidores de planos de saúde que completam 60 anos; e que os preços praticamente dobram quando os beneficiários estão com 59 anos.

Trata-se de uma tática de mercado para expulsar os beneficiários. Para ele, esse é um tema importante que deve ser analisado pela comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a revisão do marco legal do setor.

Para o ministro, outros temas também não estão funcionando adequadamente com a atual regulamentação do setor: o ressarcimento dos planos de saúde ao SUS, quando seus clientes são atendidos no SUS; as multas às operadoras; o reajuste de plano individual, que causou a quase extinção dos dessa modalidade do mercado; e as regras do Estatuto do Idoso, que, para não correr riscos, os planos têm adotado táticas para tirar as pessoas com mais de 60 anos de suas carteiras de beneficiários.

“Em vez de cumprir a regra de proteger de aquelas pessoas, está atrapalhando” afirma o ministro.

A verdade é que os planos sugam os beneficiários e com as barreiras dos altos valores mensais os  descartam para o SUS – que seus representantes criticam – quando velhinhos, nas idades em que passam a necessitar mais auxilio médico e a gerar maiores despesas com medicina. 

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Descoberto “coquetel” que bloqueia o vírus zika

As moléculas de defesa liberadas pelas células de um paciente humano infectado pelo vírus zika, combateram a doença no organismo de macacos. Os testes foram baseados no uso de anticorpos clonados em laboratório, extraídos do sangue humano a partir de uma paciente em fase aguda da infecção pelo vírus zika, na fase em que seu corpo estava produzindo anticorpos para combater o vírus.

A evidência demonstrada em uma pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Miami, em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e com a Universidade de São Paulo (USP), deriva de uma técnica amplamente utilizada no tratamento de doenças como alguns tipos de câncer de mama, gástrico e ósseo. No caso demonstrado com o vírus zika, chegou-se a um coquetel com três anticorpos monoclonais, resultando no bloqueio total da replicação do vírus nos macacos.

O achado foi publicado nesta quarta-feira (4), na revista internacional Science Translational Medicine. O líder do estudo, o imunologista David Watkins, da Universidade de Miami, destaca a importância desta evidência científica. “O método é altamente promissor para a prevenção de malformações congênitas e efeitos adversos em olhos e membros, uma vez que o coquetel de anticorpos monoclonais poderia ser administrado em gestantes e prevenir a infecção do feto. A literatura científica tem apontado que estas proteínas são extremamente seguras”.

No geral, os resultados significam importante avanço para o desenvolvimento de uma terapia de ação preventiva contra o zika e testes adicionais demonstraram que os anticorpos monoclonais permaneceram ativos e em altas concentrações por quase seis meses no organismo dos primatas. “Se levarmos para a realidade humana, este dado mostra que o coquetel poderia ser recomendado em casos de surtos da doença a gestantes, profissionais de saúde e demais indivíduos que precisem estar ou ir até as áreas endêmicas. Com uma dose única, esses grupos estariam protegidos contra o zika. Para as mulheres grávidas, a administração do coquetel teria um ganho extra, uma vez que poderiam seguir a gestação de modo tranquilo, sem a preocupação diária de que a criança pudesse ser infectada pelo zika e ser acometida de disfunções neurológicas”, disse David Watkins, alertando que estudos já descreveram que o vírus afeta negativamente 40% das gestantes.

Já prevendo uma possível ocorrência de reação adversa do sistema imunológico em caso de infecção por dengue, que é da família dos Flavivírus, assim como o zika, os especialistas realizaram pequenas modificações na estrutura genética dos anticorpos monoclonais para tornar sua administração ainda mais segura. Desta forma, o coquetel também poderia ser utilizado por pessoas com histórico de infecção por dengue, incluindo gestantes.

A descoberta está com pedido de patente depositado nos Estados Unidos.

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Paraná tem recorde de doações de órgãos

O Paraná registrou o maior número de doadores de órgãos de sua história no primeiro semestre deste ano. Entre janeiro e junho, 203 famílias que perderam parentes autorizaram a doação, 39% a mais em relação ao mesmo período do ano passado (146).

 

Apesar do aspecto positivo o Ministério da Saúde destaca o alto índice de recusas: 43% das famílias de todo o Brasil ainda dizem não e muitas vidas deixam de ser salvas.
Com o aumento no número de doadores, foram realizados 1.010 transplantes no primeiro semestre deste ano no Paraná, um novo recorde. Ano passado, entre janeiro e junho, foram feitos 991 procedimentos. Se o ritmo for mantido até o fim do ano, o estado deve realizar 2.020 transplantes.

No cenário nacional, o Brasil bateu um novo recorde. Com o aumento no número de doadores, foram realizados 12.086 transplantes no primeiro semestre deste ano. Se o ritmo for mantido até o fim do ano, o Brasil deve registrar um crescimento de 27% nos transplantes entre 2010 e 2017, ultrapassando 26,7 mil cirurgias – o que seria o maior número anual. Em relação a doadores, o índice de crescimento pode chegar na casa dos 75,3% em relação a 2010.

Entre os transplantes que mais comuns destacam-se os de córnea, rim, fígado, coração e pulmão. Os transplantes de fígado tiveram aumento de 12,3% neste ano em comparação ao primeiro semestre do ano passado, com total de 2.928 cirurgias. Rim registrou aumento 9,7%, chegando a marca de 2.928 cirurgias; seguido de córnea, 7.865 cirurgias, aumento de 7,2%. Coração, um dos mais complexos e que exige muita rapidez em todo o processo, também registrou crescimento: de 4,2%, chegando a 172 cirurgias.

“Apesar do recorde transplantes em alguns órgãos, constatamos estatisticamente a queda nos transplantes de pâncreas associados ao rim e pâncreas isolado. Por isso, estamos liberando R$ 10 milhões para ampliar esse tipo de transplantes. Desse total, 70% serão investidos nos procedimentos em si e 30% na melhoria e aperfeiçoamento dos processos de trabalho”, destacou o ministro Ricardo Barros.

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Ministério garante medicamento para todos que têm HIV e Aids

 

Todas as pessoas que vivem com HIV e Aids no Brasil terão acesso ao Dolutegravir, medicamento mais moderno e eficaz. O anúncio da expansão deste tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) foi feito nesta sexta-feira pelo Ministro da Saúde, Ricardo Barros, no encerramento do Congresso 11º Congresso de HIV/Aids e 4º Congresso de Hepatites Virais (HepAids 2017), em Curitiba. O evento reuniu desde terça-feira cerca de 4 mil participantes, entre ativistas, cientistas, gestores e profissionais de saúde de todo o Brasil, além de especialistas internacionais. O tema do congresso é “Prevenção Combinada: multiplicando escolhas”.

Atualmente, o Dolutegravir é usado por 100 mil pessoas, mas com a expansão do tratamento no SUS, mais de 300 mil pessoas vivendo com HIV e aids, terão acesso ao medicamento até o final de 2018. O aumento da oferta é mais um resultado do compromisso de otimizar os recursos. Considerado um dos melhores tratamentos para a Aids do mundo, o medicamento apresenta uma série de vantagens como alta potência; nível muito baixo de eventos adversos; comodidade para o paciente (uma vez ao dia); tratamento eficaz por mais tempo e menor resistência.

“Essa ampliação decorre dessa nossa prática de economizar e reaplicar essa economia nos serviços de saúde e melhorar a qualidade de vida de todos os brasileiros. Tenho certeza que todos ficaram satisfeitos com essa ampliação do melhor medicamento do mundo para todos os portadores de HIV, além dos aplicativos que ajudarão profissionais e população”, enfatizou o ministro Ricardo Barros.

No encerramento do Congresso também foram lançados aplicativos para ajudar profissionais de saúde e cidadãos na atenção à saúde das pessoas vivendo com HIV e aids. Os aplicativos estarão disponíveis a partir deste sábado (30). Para os cidadãos que vivem com HIV/aids, estará disponível o aplicativo Viva Bem funcionará como um diário para o cidadão que vive com HIV/aids. Nele, é possível inserir lembretes de medicamentos, acompanhar exames, tirar dúvidas sobre esquemas dos medicamentos e monitorar CD4 e carga viral.

Serão quatro aplicativos para profissionais de saúde, para consulta e atendimento em locais remotos – sem conexão com internet. Os aplicativos permitem o acesso simples e rápido aos documentos na forma de guia de bolso: Protocolo Clínicos e Diretrizes Terapêuticas de PrEP, Protocolo Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para HIV em Crianças e Adolescentes, Protocolo Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para prevenção da transmissão Vertical do HIV, sífilis e Hepatites Virais e Protocolo Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para HIV – Adultos.

Durante a cerimônia de enceramento do evento, o ministro Ricardo Barros recebeu o processo de solicitação da Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical (TV) do HIV do município de Curitiba. A capital do Paraná é um dos primeiros municípios a aderir à certificação de eliminação da transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV. Com o objetivo de incentivar o engajamento dos municípios no combate à transmissão vertical, o Ministério da Saúde lançou no 1º de dezembro do ano passado, com os estados, um selo de Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical de HIV e/ou Sífilis no Brasil.

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Aids e HIV: Paraná sedia discussão nacional

A capital paranaense sedia eventos que discutem avanços e desafios que são enfrentados nas infecções sexualmente transmissíveis (IST). São o 11º Congresso de HIV/Aids e o 4º Congresso de Hepatites Virais (HepAids 2017), organizados pelo Ministério da Saúde com objetivo de estimular o debate para gerar o desenvolvimento de estratégias de controle, tratamento e prevenção.

Cerca de 4 mil pessoas participam do evento até amanhã, entre elas representantes da comunidade científica, sociedade civil, pessoas que vivem com HIV e hepatites virais, profissionais de saúde e gestores. Neste ano o tema é “Prevenção Combinada: multiplicando escolhas”, com estratégia reunindo as alternativas para o enfrentamento das questões relacionadas à HIV/Aids a fim de obter maior eficácia.

O Paraná tem sido pioneiro no tratamento de Aids e na aplicação de testes rápidos para detectar o vírus HIV e tem como meta diminuir ao máximo os números de casos e da transmissão vertical (de mãe para o filho durante a gestação) através de políticas públicas como o Mãe Paranaense.

Dados epidemiológicos e pesquisas de comportamento apontam que a juventude não tem feito uso da camisinha em todas as atividades sexuais – é nessa faixa etária que estão os maiores números de infecção pelo HIV/Aids.

No Paraná, HIV e Aids tomaram rumos diferentes com o decorrer do tempo. A partir de 2013 o Estado viu uma diminuição nos números de pessoas com Aids. Isso se deve, entre outros fatores, à liberação de tratamento com agentes retrovirais para qualquer portador do vírus. Em 2013 foram registrados 1677 novos casos, enquanto em 2016 foram diagnosticados 1202 casos. Já o número de pessoas com HIV vem aumentando nos últimos anos. Uma das explicações é a facilidade de acesso aos testes e a obrigatoriedade das notificações desde junho de 2014. No Paraná foram 1490 casos em 2013 e 2631 em 2016.

“Além das populações mais vulneráveis, o HIV hoje em dia se concentra muito entre adolescentes e jovens. Nos últimos dez anos, a taxa de detecção entre jovens triplicou, o que gera muita preocupação. É importante que existam cada vez mais estratégias para fortalecer as repostas nacionais, estaduais e municipais que gerem o enfrentamento desta doença”, enfatizou o especialista de HIV/Aids da UNICEF no Brasil, Caio Oliveira.

“As últimas pesquisas mostraram que a população que mais se infecta com o vírus HIV são os trans. O número é três vezes maior do que as demais populações. Um dos motivos é a exclusão social, pois muitas vezes os trans não conseguem empregos devido ao preconceito e encontram na prostituição a única forma de ganhar a vida”, enfatizou a presidente da Rede Nacional de Pessoas Trans e conselheira nacional de Saúde, Tatiane Araújo.

Outro ponto importante levantado é o baixo índice de uso de preservativos, tanto masculinos quanto femininos, especialmente por estas populações. A fundadora da Rede Brasileira de Prostitutas e coordenadora geral do Grupo de Mulheres Prostitutas do Pará, Lourdes Barreto, destaca que o não uso do preservativo, especialmente do masculino, é algo cultural. “Algumas pessoas têm a necessidade de expressar sua sexualidade de forma mais intensa e, nestas horas, ignoram o uso de preservativos. Conscientizar as pessoas de que usar camisinha é extremamente importante é uma luta constante”.

 

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Câncer de mama: exame de imagem detecta o mal ainda curável

Os exames de imagem são os únicos capazes de detectar lesões mamárias em estágio assintomático e garantir o aumento das chances de cura das pacientes, já que um diagnóstico precoce ainda é o principal aliado contra o câncer de mama.

Essa afirmação é costumeira entre os profissionais da saúde para tentar conscientizar as mulheres da importância de exames regulares que garantam a detecção de qualquer alteração mamária ainda no estágio inicial. Dessa forma, caso seja confirmado o diagnóstico, crescem consideravelmente as chances de cura de uma paciente. Segundo a Femama – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, as chances de cura chegam a 95% se o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial).

Os principais aliados das mulheres ainda são o autoexame e a mamografia – radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas. O primeiro é importante para que a mulher conheça seu corpo e possa perceber qualquer alteração, mas o segundo é insubstituível. “Só o exame de imagem pode apontar se existe alguma lesão suspeita na paciente.”, afirma a Dra. Beatriz Maranhão, radiologista do Centro de Diagnósticos Lucilo Maranhão.

A mamografia é o principal exame de detecção para câncer de mama, mas outros exames de imagem são utilizados nesse cenário: a ultrassonografia e ressonância magnética. Porém, esses outros apenas em casos bem específicos de acordo com recomendações médicas. “Fazer o exame de mamografia não vai prevenir o aparecimento da doença, mas fazê-lo com regularidade permite a detecção precoce o que aumenta as chances de cura da paciente”, enfatiza a doutora que afirma ainda que, além disso, se descoberto no estágio inicial, o tratamento será minimamente invasivo.

O exame é indicado de uma forma geral para todas as mulheres, a partir dos 40 anos, quando não há fator de risco e deve ser feito anualmente. No entanto, cada caso deve ser individualizado. “Existem indicações para se iniciar o rastreamento antes dos 40 anos e a mamografia pode sinalizar a necessidade de complementação diagnóstica com ultrassonografia ou ressonância magnética e biópsia. Como a mamografia trata-se de radiação, deve ser realizada com indicação médica e em local certificado por órgãos técnicos responsáveis, que atestam a qualidade do aparelho e o conhecimento cientifico de quem interpreta a imagem, garantindo segurança para a paciente na realização do exame, permitindo um exame conclusivo e esclarecedor”, alerta a Dra. Beatriz Maranhão.

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Atenção: começou a vacinação contra a dengue

 

Começou hoje no campus da Unicesumar com a presença do prefeito Ulisses Maia, do reitor Wilson de Matos Silva e autoridades da saúde, a

terceira etapa de vacinação contra a dengue no Paraná. O trabalho visa imunizar moradores nos 30 municípios onde a presença do mosquito transmissor é mais intensa.

Quem já tomou a primeira ou a segunda doses da vacina em etapas anteriores, deve retornar às unidades de saúde para completar o esquema vacinal, destaca o secretário de Saúde do estado, Michele Caputo Neto: “A população dos municípios que têm a vacina disponível deve lembrar que a imunização contra a dengue só está garantida com as três doses. Sabendo disso, é importante não deixar para a última hora e buscar a unidade de saúde o mais rápido possível”.

Estes os municípios e faixas etárias das pessoas que devem procurar vacinação:

De 9 a 44 anos: Paranaguá e Assai.

De 15 a 27 anos: Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida;,Tapira; Cruzeiro do Sul, Santa Isabel do Ivaí, Iguaraçu, Mandaguari, Marialva, Maringá, Munhoz de Mello, Paiçandu, Santa Fé, São Jorge do Ivaí, Sarandi, Bela Vista do Paraíso, Cambé, Ibiporã, Jataizinho, Londrina, Porecatu, Sertanópolis, Itambaracá, Leópolis, São Sebastião da Amoreir, Cambará e Maripá.

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