O cigarro pode matar aos poucos ou de forma fulminante

 

Terça-feira, 29, é o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A data foi instituída em 1986 e tem como objetivo conscientizar a população sobre os danos causados à saúde pelo uso do tabaco. Estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de seis milhões de mortes acontecem todos os anos no mundo devido ao tabagismo.

Com mais de 4,7 mil substâncias presentes em sua composição, o cigarro está relacionado a doenças do sistema cardiovascular, como infartos, derrames e acidentes vasculares cerebrais (AVC); além de cânceres de boca, pulmão e de laringe. As doenças respiratórias mais recorrentes e associadas ao tabaco são enfisemas pulmonares, bronquite, infecções respiratórias e até embolia pulmonar.

Os malefícios não são notados apenas a longo prazo, algumas alterações no organismo podem ser percebidas no cotidiano de quem fuma. “As decorrências podem aparecer imediatamente com o aumento da pressão arterial, alterações de glicemia, mudanças no olfato e no paladar, na textura da pele, queda de cabelos”, descreve Sérgio Pontes, da Aliança Instituto de Oncologia.

Estudos recentes constataram que o cigarro pode prejudicar até mesmo o canal auditivo causando, a longo prazo, zumbidos na região. A otorrinolaringologista Aliciane Mota explica que os fumantes são mais propensos a apresentarem otites – inflamações do ouvido – de repetição, rinites alérgicas, sinusites, faringites, câncer de boca e de laringe. “Aqueles que já sofriam com rinites e sinusites antes de fumar têm o quadro agravado com o tabagismo”, ressalta a médica do Instituto Brasiliense de Otorrinolaringologia (IBORL).

Primeiros passos para largar cigarro:

– Estar motivado a sair do vício. Não adianta a família mobilizar médicos e/ou investir se o paciente não estiver realmente determinado a parar de fumar;

– Diminuir gradativamente o número de cigarros;

– Evitar carregar o maço ou a carteira de cigarro;

– Evitar deixar cinzeiros em casa;

– Evitar qualquer substância que possa estimular o fumo, tais como café e bebida alcoólica;

– Durante a motivação, falar para as pessoas próximas que está tentando parar de fumar, afim de ajudar no policiamento e no controle.

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Ministério esclarece STF sobre horários de médicos

 

Em comunicado enviado à imprensa, o Ministério da Saúde confirma o recebimento de notificação do Supremo Tribunal Federal sobre a exigência do cumprimento de carga horária por parte os médicos do SUS, defendida pelo ministro Ricardo Barros com uma consequente contrapartida de salários adequados ao trabalho desses profissionais

“Assim que receber a notificação, apresentará ao órgão os 878 processos reunidos pelo Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde) referentes a ações do Ministério Público contra gestores municipais que apontam irregularidades de cumprimento de carga horária de profissionais de saúde, inclusive médicos”, esclarece a nota.

Mais: “Ainda, informará sobre os mais de 100 profissionais médicos que estão sendo processados na Justiça, por outros autores, pelo não cumprimento de carga horária nas unidades básicas de saúde”.

Veja a nota, na íntegra:

NOTA À IMPRENSA

Esclarecimento sobre ação de cumprimento de carga horária médica

A mídia noticiou nesta tarde que o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, teria notificado o Ministério da Saúde a se pronunciar sobre a exigência do cumprimento de carga horária dos médicos do Sistema Único de Saúde, defendida pelo ministro Ricardo Barros, com contrapartida de salários adequados para a categoria.

O ministério esclarece que ainda não foi notificado. Assim que receber a notificação, apresentará ao órgão os 878 processos reunidos pelo Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde) referentes a ações do Ministério Público contra gestores municipais que apontam irregularidades de cumprimento de carga horária de profissionais de saúde, inclusive médicos.

Ainda, informará sobre os mais de 100 profissionais médicos que estão sendo processados na Justiça, por outros autores, pelo não cumprimento de carga horária nas unidades básicas de saúde.

O Ministério da Saúde reitera que essas ações são apenas uma demonstração de que é preciso pagar um valor justo ao médico para que ele cumpra o horário estabelecido no contrato de trabalho.

O Ministério da Saúde não abrirá mão do cumprimento correto da carga horária em unidades básicas de saúde implantando biometria.

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Vem aí mais campanha contra o tabagismo

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Segundo estudos, o hábito é responsável pelo surgimento ou desenvolvimento de pelo menos 50 tipos de doenças diferentes. As principais delas são as cardiovasculares e o câncer de pulmão.

 

O consumo do tabaco também é um fator de risco para outros tipos de cânceres, como de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, colo de útero, leucemia, rim e bexiga, e pode causar outros problemas, como infertilidade e disfunção erétil.

 

Para reforçar a luta contra o uso, o próximo 29 de agosto foi instituído como o Dia de Combate ao Fumo, parte da luta contra um número terrível: todo ano, mais de cinco milhões de pessoas morrem em todo mundo por causas decorrentes do cigarro, um vício majoritariamente masculino – mais de um bilhão de homens fumam.

 

O mais comum de todos os tumores malignos é o câncer de pulmão, estando 90% deles relacionados ao tabagismo, seja ativo ou passivo.

 

No Brasil, em 2016, a estimativa oficial para novos casos era de 28.220, sendo 17.330 homens e 10.890 mulheres.

 

A prevenção ainda é uma das medidas mais importantes para o combate à doença. “O câncer de pulmão não dá sintomas nas fases iniciais, por isso o diagnóstico precoce é difícil de ser feito. Atualmente, a tomografia multislice de baixa dose é o melhor método para tentarmos diagnóstico nas fases iniciais, porém só está indicado em grupos específicos por conta do risco/benefício da radiação”, afirma o médico radiologista da Lucilo Maranhão Diagnósticos, Dr Marcos Miranda Filho.

 

“O câncer de rim é outra doença que está associada ao tabagismo, aumentando em até duas vezes o risco. No câncer de bexiga, ele é o responsável por 50% dos casos”, explica o urologista Guilherme Maia, do Hospital Santa Joana Recife. O médico ressalta que o fumo aumenta cerca de quatro vezes o risco de desenvolver o tumor na bexiga tanto para homens, quanto para mulheres. “Isso também pode aumentar proporcionalmente ao consumo por dia. Quanto mais cigarros, maior o risco”, afirma.

 

Além dos cânceres, o tabagismo também tem relação com a impotência sexual e infertilidade masculina. “As toxinas presentes no cigarro causam lesões nas artérias que levam sangue ao pênis impedindo a circulação normal”, explica o andrologista Filipe Tenório, complementando: “Já a infertilidade acontece porque o fumo afeta a quantidade e a qualidade do sêmen produzido pelo homem”.

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Patrulha do Som promete rigidez contra a poluição sonora

A Ouvidoria da Prefeitura de Maringá registrou, somente neste ano, 530 reclamações de poluição sonora, fora outras que são feitas diretamente à Polícia Militar.

A irritação provocada por som alto muitas vezes resulta em discussões com vizinhos, brigas e até tragédias, já que as pessoas são levadas a tentar por fim ao problema invasivo, de alçada das autoridades do município.

Partindo do som crescente das reclamações, a Patrulha do Som de Maringá sai a campo, depois de desativada oito meses, quando os abusos multiplicaram.

Ainda nesta semana os integrantes da Patrulha do Som terão uma nova reunião com promotores de Justiça para discutir as ações da força-tarefa. O objetivo é formatar o protocolo de ações que não fiquem só em orientação e conscientização, pois não estarão lidando com crianças, mas com infratores maiores de idade, cuja condição de cidadãos embute responsabilidade sobre o que praticam, especialmente o que estiver errado.

A Patrulha portará aparelhos para medir a poluição sonora e as multas poderão variar de R$ 141 a R$ 2.500, além de multa de trânsito (se for o caso) e apreensão de equipamentos.

Algo que nunca a Patrulha resolve e que deveria procurar resolver a partir de agora é a questão dos escapamentos propositalmente barulhentos. Muitos motociclistas que devem ter alguma pecinha solta dentro do capacete deveriam voltar para casa à pé, pois cada motocicleta tem escapamento mais barulhento e insuportável que toda a avenida Colombo em horário de rush.

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Vacinação contra o HPV para pessoas com até 26 anos

Para evitar o desperdício de vacinas que têm prazo de validade até setembro, o governo decidiu ampliar o público-alvo para homens e mulheres até 26 anos.
Municípios que tenham vacina de HPV em estoque com prazo de validade até setembro podem, desde ontem, aplicá-la em homens e mulheres com até 26 anos. Terminado o estoque que está prestes a vencer, as vacinas deverão voltar a ser administradas apenas para o público-alvo, de 9 a 15 anos.
As orientações são do Ministério da Saúde e foram aprovadas ontem em Brasília durante a reunião da Comissão Intergestores Tripartite, composta por representantes do governo federal, estados e municípios. A medida é de caráter temporário e tem, segundo a pasta, o objetivo de evitar um possível desperdício de doses que permaneçam nos estoques dos municípios.
Para a faixa etária de 15 a 26 anos, a orientação do Ministério da Saúde é o esquema vacinal com três doses, com intervalo de dois e seis meses. As pessoas que tomarem a primeira dose neste período, excepcionalmente, terão as duas doses subsequentes garantidas no Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ministério da Saúde repassa mensalmente as vacinas aos estados, conforme solicitação local. Os estados, por sua vez, são responsáveis por distribuir as doses aos municípios para garantir a vacinação da população.

Em Maringá é baixa a procura pela vacina contra o HPV. De janeiro a julho foram vacinadas 6.308 pessoas, sendo 3.177 meninas e 3.131 meninos.

 

De acordo com Edilene Goes, coordenadora de vacina da Secretaria de Saúde, muitos pais – principalmente de meninas – ainda têm preconceito contra essa vacinação, por presumir que estimula a atividade sexual.

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Colesterol alto traz múltiplos riscos para a saúde masculina

Colesterol alto é um dos vilões da saúde, com os altos níveis de gordura relacionados com a disfunção erétil e câncer de próstata.

 

A concentração exagerada da gordura nas células é responsável pela maioria dos casos de doenças cardiovasculares e segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o colesterol alto mata mais de 4 milhões de pessoas ao ano no mundo. O que muitos não sabem é que o quadro também está relacionado a outros problemas que afetam a saúde masculina, como disfunção erétil e câncer de próstata.

 

Segundo o andrologista Filipe Tenório, da Clínica Andros Recife, o colesterol alto favorece o aparecimento da disfunção erétil porque ele diminui a capacidade de circulação sanguínea nas artérias: “A ereção acontece quando a primeira camada do vaso sanguíneo libera substâncias que dilatam os vasos permitindo a passagem de sangue nos corpos cavernosos. Quando há obstrução nos vasos causada pelo acúmulo de gordura, eles não dilatam o suficiente e o sangue acaba não chegando ao pênis”,

 

Isso foi comprovado em um estudo realizado pelo American College of Cardiology, em pesquisa que entrevistou homens com elevados níveis de colesterol antes e depois de passarem por tratamento médico para reduzir essas taxas. O questionário continha perguntas sobre ereção e desempenho sexual com pontuação equivalentes de 1 a 5. Do início ao final do tratamento, houve um aumento de 24% na qualidade das ereções.

 

Outra doença que é agravada pelo colesterol alto é o câncer de próstata. Uma pesquisa publicada no The Journal of Clinical Investigation revelou que o nível elevado da gordura contribui para o desenvolvimento do tumor devido a uma alteração química das células tumorais. No estudo, os pesquisadores constataram que o colesterol acumulou-se nas membranas externas das células desencadeando o desenvolvimento do câncer e impedindo a autodestruição das células.

 

Cientistas do Instituto de Pesquisas Farmacológicas Mario Negri, em Milão, acreditam que a explicação está no fato de o organismo utilizar o colesterol para produzir hormônios masculinos que estariam ligados ao câncer de próstata. “Os hormônios andróginos, que têm um papel fundamental no tecido da próstata, são sintetizados a partir do colesterol, o que sugere uma relação biológica entre a substância e o câncer”, disse Cristina Bosetti, uma das autoras da pesquisa.

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Paraná se destaca por apoio a santas casas e hospitais filantrópicos

A experiência do Paraná na criação de um programa específico para apoiar hospitais públicos e filantrópicos é considerada modelo no país, de acordo com a Confederação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Brasil (CMB). A afirmação foi feita ontem pelo presidente da instituição, Edson Rogatti, durante congresso nacional do setor, em Brasília.

Segundo ele o HospSUS, programa implantado em 2011 tem sido uma das principais marcas da gestão do governo atual na área da saúde: “Temos no Paraná um exemplo de sucesso na relação entre o governo estadual e as entidades filantrópicas. Vivemos uma crise de financiamento e iniciativas como esta merecem reconhecimento, pois evitam o fechamento de santas casas e demais serviços ligados à filantropia”.

Com o tema “A crise do Brasil: para onde vamos?”, o 27° Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos discutiu os rumos da saúde pública no país, sobretudo com o aumento na demanda dos serviços e a escassez de recursos para o custeio do setor. Neste contexto, o Paraná foi colocado como destaque por se antecipar à crise, apresentar soluções viáveis para fortalecer a filantropia e ainda conseguir ampliar a oferta de serviços em diversas especialidades.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, que participou de um dos painéis do evento, o case do Paraná só obteve sucesso porque foram adotadas políticas públicas efetivas para estabelecer parcerias com as santas casas e demais entidades filantrópicas. “Identificamos hospitais de referência em cada região e definimos a vocação dessas unidades dentro da rede. A partir daí, pudemos repassar recursos de custeio para auxiliar na manutenção destes serviços credenciados ao SUS”, explicou o secretário.

De julho de 2011 até agora, mais de R$ 710 milhões já foram repassados pelo Estado para este fim. O incentivo de custeio beneficia 103 hospitais filantrópicos e santas casas do Paraná. O valor varia de acordo com a vocação e o porte da estrutura de atendimento. O HospSUS prevê ainda duas outras vertentes: a capacitação profissional e repasse de recursos de capital.

Neste período, o governo estadual destinou cerca de R$ 100 milhões para execução de obras e compra de equipamentos para melhorar a estrutura de entidades filantrópicas da área da saúde. “Isso contribuiu muito para que ampliássemos a oferta de leitos. Para se ter ideia, em pouco mais de seis anos, abrimos 792 novos leitos de UTI. Isso significa um aumento de 67%”, relata Caputo Neto.

Outros resultados alcançados com o apoio do trabalho em parceria com as instituições filantrópicas foram a redução da mortalidade materna e infantil, o aumento no número de transplantes de órgãos, a redução da mortalidade por acidentes, a diminuição do número de mortes precoces por doenças cardiovasculares. “Os indicadores mostram o acerto que tivemos em tomar esta decisão e criar o HospSUS. Todos esses números significam vidas sendo salvas”, ressaltou Caputo Neto.

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Dia da Gestante: os exames obrigatórios, entre eles o Zika

 

A chegada de um bebê – ontem foi o Dia da Gestante – é sempre muito aguardada pelos pais, mas até que esse momento chegue, muitos procedimentos precisam ser realizados para garantir a saúde da mãe e da criança. Empresa da área de prevenção, a EUROIMMUN listou alguns exames necessários nessa fase da vida.

Toda a linha TORCH (Toxoplasma; Rubéola; Citomegalovírus; Herpes simplex) além da Sífilis (TORCHS) é desenvolvida com o melhor em tecnologia e os melhores especialistas trazendo o máximo de inovação e melhoria. Essas doenças, em particular, podem atravessar a placenta da mãe e causar defeitos congênitos no bebê. Os recém-nascidos infectados com uma dessas doenças podem nascer com catarata, surdez, retardo mental, defeitos cardíacos, convulsões, icterícia ou níveis baixos de plaquetas.

Outro teste complementar e agora obrigatório para o pré-natal e em clínicas de fertilização humana, é o teste de Zika.

Visando o bem-estar da mamãe e do bebê, ele se tornou um teste de suma importância após os surtos de Zika de 2014 a 2016 e de microcefalia que ocorreu no início. “Lembrando que o melhor sempre é ser realizado no casal, e esse vírus se alastra rapidamente, podendo ser eliminado do organismo depois da contaminação. Pode afetar o sistema imune provocando doenças que podem surgir semanas ou até mesmo meses após a infecção e muitos pacientes são assintomáticos, ou seja, não tem nenhum sinal de que foi infectado pelo vírus”, conta Gustavo Janaudis, CEO da filial brasileira da EUROIMMUN.

Uma das causas da infecção por Zika é a microcefalia, que pode ocorrer após o vírus transpassar a placenta e atingir o sistema imune do bebê, causando a má formação e problemas no desenvolvimento do mesmo.

Outro sério problema é a síndrome de Guillain-Barré, também causada pela infecção do vírus da Zika que engana o sistema imune e começa a atacar as células nervosas sadias, destruindo a bainha de mielina dos neurônios, que por sua vez, é muito importante para a condução de informações e quando ocorre a destruição é característica da doença.

É preciso lembrar também de realizar os exames e se precaver com repelentes e suplementos vitamínicos de complexo B.

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Os maus médicos são punidos

Com a constante aparição de médicos no noticiário policial, geralmente por abusos diversos relacionados com a profissão, uma parcela da população acredita que os “maus” médicos não são punidos. Isso é incorreto. Havendo denúncias há investigação e existem cinco tipos de penas administrativas para médicos que cometem erros por negligência, imprudência ou imperícia durante o exercício das suas funções.

A gradação dessas sanções vai desde a censura e advertência confidencial, nas quais a punição ocorre de forma sigilosa, por meio de notificação documental apenas ao acusado e à vítima da infração (paciente), até a censura pública, que consiste na divulgação da negligência, sem detalhes, em Diário Oficial (Estados ou União), a suspensão por 30 dias, que, como o nome já diz, é um afastamento temporário da profissão; e, finalmente, a cassação, que é o impedimento definitivo de exercer a medicina, obtido apenas com o aval do conselho federal de classe.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) foi criado em 1951, inicialmente com competência para fazer o registro profissional do médico e aplicar sanções referentes ao Código de Ética Médica, entre outras atribuições. Já os conselhos regionais estão espalhados por todo o Brasil e respondem ao CFM, que busca normatizar, regular, orientar o exercício da medicina e assim promover o bem-estar da sociedade. Neste âmbito, com o objetivo de zelar pela conduta e desempenho ético, os conselhos recebem denúncias diversas e são obrigados a apurar tais fatos e punir o profissional que não agiu em conformidade com o Código de Ética Médica.

Segundo dados obtidos através da Lei de Acesso à Informação e divulgados recentemente, de 2010 ao início deste ano, a censura confidencial foi o caso mais comum registrado de sanção a especialistas da área médica, somando 34,1% do total. Na sequência, vieram as ocorrências de censura pública, com 29%; a advertência confidencial, com 25%; a suspensão por 30 dias, com 8,2%; e a cassação, com apenas 3,7% dos casos de punição registrados ao todo. Esses números revelam a discrepância entre a aplicação de penas brandas e severas, inclusive, a médicos já condenados.

“Na prática, vemos que os processos disciplinares de erros médicos são morosos, têm penas brandas e acabam por reforçar no público a impressão de impunidade”, afirma a Dra. Claudia Nakano, advogada especializada em Direito à Saúde no Nakano Advogados Associados.

Segundo ela, uma das principais causas da impunidade nas ocorrências de erros médicos é a morosidade da conduta seguida no Código de Processo Ético Profissional do CFM e a benevolência das condições de defesa do infrator. “Primeiro os Conselhos Regionais abrem uma sindicância que demora até 2 anos para ser finalizada. Durante esse período serão coletados materiais, provas, manifestações por escrito e feita a audiência. Após o período da sindicância, a denúncia transforma-se em um Processo Ético Profissional (PEP), se apurada a infração. O processo poderá durar anos e a vítima aguardar um desfecho que parece não chegar. E só então ocorre o comparecimento das testemunhas das partes envolvidas, e depois o julgamento no conselho. O acusado ainda tem a possibilidade de recorrer. O processo pode durar anos…”, descreve.

Em resumo, o tempo para julgar um processo ético disciplinar, a operacionalidade dos conselhos cumulada com a Lei 3.268/57, que é antiga e dispõe sobre os Conselhos de Medicina, prejudicam a denúncia.
Outra razão que impede, muitas vezes, a condenação de médicos punidos por negligências, é a condição natural de risco atrelada à medicina, que dificulta a caracterização da infração apenas pelas atitudes do denunciado e, com isso, a obtenção de provas documentais de culpa ou de inocência. Há uma linha muito tênue entre a probabilidade inevitável de um erro acontecer e a incúria médica. Por isso, a avaliação pericial na investigação do caso é feita por um outro médico, com avaliação de todos os pormenores.
Por isso, em caso de erro médico, recomenda-se ao paciente prejudicado ou aos seus familiares procurar o Conselho Regional de sua cidade de residência e consultar um advogado de sua confiança ou a Defensoria Pública de sua cidade, para entrar com uma ação de responsabilidade civil, com o objetivo de obter o ressarcimento pelo dano sofrido. “Caso a infração cometida seja com dolo e culpa, é provável que o médico responda criminalmente”, ressalta Dra. Claudia Nakano.

O representante legal, familiar, amigo ou a própria pessoa que passou pela situação do erro médico deve denunciar ao Conselho Regional de sua cidade e acionar a Justiça pleiteando uma reparação pelos danos causados: materiais, morais e/ou estéticos A única forma de diminuir a impunidade é com a atuação mais efetiva da sociedade, com o rigor esperado dos Conselhos e da Justiça.

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Tecpar vai fabricar medicamento contra o câncer de mama

Cida Borghetti é referência no combate ao câncer de mama há mais de 10 anos

A vice-governadora Cida Borghetti participou nesta quinta-feira (10), em São Paulo, da abertura da I Conferência Nacional de Prefeitas e Governadoras e VII Conferência Nacional de Primeiras-Damas. No evento, Cida destacou o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, que ainda é importado pelo País e que passará a ser fabricado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

O acordo de transferência de tecnologia foi assinado nesta semana, com o Ministério da Saúde, com o laboratório Roche (que possui a patente) e a empresa Axis Biotec (que tem a exclusividade de transferência no País). O Trastuzumabe auxilia no tratamento de um dos tipos mais agressivos da doença (subtipo HER2+).

O Tecpar fornecerá o medicamento ao SUS. “Vamos produzir no Paraná e o SUS vai distribuir para o Brasil todo. Um grande avanço para auxiliar no tratamento e na sobrevida dos pacientes”, disse a vice-governadora.

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