Saúde ocular: é preciso conhecer o fator genético

Conhecer o histórico médico da família é de fundamental importância para cuidar da saúde. E essa preocupação é imprescindível em se tratando do cuidado com os olhos. Algumas doenças do sistema visual afetam grande parte da população, muitas vezes, por desconhecimento dos sintomas e falta de diálogo familiar.

 

Segundo o médico oftalmologista Bernardo Cavalcanti, da equipe do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco – algumas doenças comuns têm grandes chances de serem desenvolvidas com um fator hereditário, como por exemplo, estrabismo, glaucoma, ceratocone e retinose pigmentar. A importância em identificar a pré-disposição é que, apesar de herdada, o diagnóstico não significa uma sentença final de que a doença não possa ser tratada ou até curada, sobretudo quando descoberta cedo. Pelo contrário, quanto antes diagnosticada, os efeitos podem ser minimizados e, em alguns casos, até mesmo revertidos, se for tratada a tempo.

 

A indicação do especialista é de que aquelas pessoas com um elevado risco de desenvolvimento da doença oftálmica com base na história familiar, mesmo sem sintomas, devam realizar exame oftalmológico pelo menos uma vez ao ano, independentemente da idade do paciente.

Confira doenças oftalmológicas com herança genética que podem causar perda de visão e que são passíveis de tratamento:

 

Em adultos:

Catarata – tipo de perda de transparência do cristalino, lente situada atrás da íris. Pode ser congênita ou adquirida;

Diabetes ocular (retinopatia) – doença ocular causada pelo Diabetes, que afeta a retina;

Glaucoma – doença que atinge o nervo óptico e envolve a perda de células da retina responsáveis por enviar os impulsos nervosos ao cérebro;

Doenças maculares – doença degenerativa que envolve a parte mais central da retina humana, responsável pela visão de nitidez e chamada de mácula.

 

Em crianças:

Catarata congênita e infantil;

Glaucoma congênito;

Estrabismo – desequilíbrio na função dos músculos oculares, fazendo com que os olhos não fiquem paralelos;

Ambliopia – é a baixa visão em um olho que não se desenvolveu adequadamente na infância. Também chamado de “olho preguiçoso”;

Retinoblastoma – tumor ocular originário das células da retina;

Doenças metabólicas.

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SUS terá fila única para cirurgias eletivas

 

O Ministério da Saúde quer criar uma fila única para cirurgias eletivas em todos os estados do país. Os gestores terão 40 dias para integrar suas informações aos dos municípios e enviar à pasta a quantidade de pacientes que aguardam pela realização dos procedimentos.

A medida vai dar transparência e agilidade ao atendimento dos pacientes, que muitas vezes ficavam sujeitos à fila de um único hospital e deixava de concorrer a vagas em outras unidades da região. Além disso, ao saber a demanda nacional, o governo federal poderá alocar os recursos de forma mais eficiente e equânime.

“Hoje, o estado tem uma fila, a prefeitura tem outra, o hospital tem sua fila, e isso não é possível nesse sistema. Quando a pessoa sai do ambulatório, ela precisa ser encaminhada para uma fila geral, e não para a fila do hospital. Precisamos mudar essa lógica para que possamos organizar o atendimento de forma justa. O acesso ao SUS é universal e todos têm direito igualmente”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

A unificação da fila para cirurgias eletivas é uma iniciativa do Ministério da Saúde em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). A resolução que trata do assunto foi aprovada nesta quinta-feira (27) durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em que gestores da União, dos estados e dos municípios pactuam políticas de saúde do país.

Ficou decidido ainda que a próxima etapa para unificação da fila é condicionar o repasse do Teto MAC dos estados e municípios ao envio das informações sobre a demanda por cirurgia eletiva. Na próxima reunião da CIT será definido o prazo para o bloqueio das verbas às gestões que não atenderem a essa solicitação.

O Ministério da Saúde também está estimulando a adesão de municípios e estados ao Sistema Nacional de Regulação (SISREG), software disponibilizado às gestões locais e estaduais para regulação de procedimentos diversos, como exames, consultas e cirurgias eletivas. A plataforma viabiliza a unificação das filas por parte dos estados e dos municípios. Atualmente, 2.548 prefeituras e 14 gestões estaduais já utilizam o SISREG para gestão de sua demanda por cirurgias eletivas.

A demanda por cirurgias eletivas é elevada. As informações obtidas pelo SISREG já permitem traçar um panorama preliminar de um total de 800.559 cirurgias aguardando realização, sendo a maior demanda na especialidade de traumatologia e ortopedia (182.003), com significativa expressão também para as cirurgias gerais (161.219).

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Ministérios lançam programa para ampliar a saúde nas escolas

Para ampliar a atuação das equipes de saúde na rede pública de ensino, o Governo Federal lançou, ontem, o novo edital do Programa Saúde na Escola (PSE).  Assinado pelos ministros da Saúde, Ricardo Barros e da Educação, José Mendonça Filho, estabelece doze ações a serem cumpridas nos dois próximos anos.

No novo modelo os estudantes terão atualização do calendário vacinal e ações de promoção à saúde, como prevenção à obesidade, cuidados com a saúde bucal, auditiva e ocular, combate ao mosquito Aedes aegypti, incentivo à atividade física, prevenção de DST/Aids, entre outras.

Para realizar as ações, o Ministério da Saúde destinará R$ 89 milhões por ano e envolverá mais de 32 mil equipes da atenção básica distribuídas em 4.787 municípios. A nova portaria, além de prever valor anual 2,5 vezes maior que o executado nos anos anteriores, altera a forma de repasse, que antes era feito em duas parcelas e agora passará a ser pago em parcela única, facilitando a realização das ações e o cumprimento das metas.

“O Governo é um único serviço à disposição da sociedade e temos que integrar para dar mais segurança, qualidade, acesso às pessoas. Essa articulação de saúde e educação possibilita mais controle com relação à alimentação nas escolas, com orientação sobre a obesidade; regularização vacinal; além de ações de saúde auditiva, visual, bucal, mental. Queremos identificar quais crianças e adolescentes precisam de assistência e, caso seja preciso, encaminhá-los para acompanhamento nas unidades de saúde”, enfatizou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Outra medida que deve ampliar o alcance do Programa em todo o Brasil, é que a partir de agora, os municípios farão adesão por escola, e não mais por níveis de ensino como era feito antes. A expectativa é que o programa que está em 79 mil escolas, alcance 144 mil escolas e atenda o maior número de estudantes com monitoramento mensal.

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Ministros anunciam ações de saúde em escolas

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Secretaria quer frear o avanço da sífilis

A Secretaria de Saúde está promovendo oficinas sobre sífilis para profissionais de saúde em quatro regiões do Paraná — Curitiba, Londrina, Maringá e Pato Branco. O objetivo é formar multiplicadores para a prevenção, controle e redução da doença no Estado.

“Os números de sífilis estão cada vez mais altos e isso justifica a necessidade de abordar o tema frequentemente e de atualizar os conhecimentos. Nossos médicos precisam estar prontos para fazer o diagnóstico e tratar a sífilis. Os enfermeiros devem estar aptos a acompanhar e orientar esses pacientes”, diz a chefe do Centro estadual de Epidemiologia, Júlia Cordellini.

A sífilis é uma doença infecciosa dividida em três tipos: adquirida (transmissão sexual), congênita (passa da mãe para o bebê) e em gestantes. Mara explica que a sífilis costuma ser assintomática e, por isso, é importante que as pessoas procurem as unidades de saúde e façam os testes rápidos gratuitamente para verificar a possibilidade de infecção.

Em 2016 foram registrados no Paraná, em torno de 4 mil novos casos de sífilis adquirida, 649 casos congênitos e 1.680 casos em mulheres grávidas. A expectativa do trabalho pioneiro da Secretaria é proporcionar conhecimentos que resultem na diminuição dos casos de sífilis.

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Campanha contra a gripe começa na segunda-feira

 

A 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza deste ano começa na próxima segunda-feira (dia 17) com uma novidade: pela primeira vez os professores, tanto da rede pública como privada, passam a fazer parte do público-alvo.

Cerca de 2,3 milhões de profissionais da educação poderão se vacinar contra a gripe e no total receberão a vacina 54,2 milhões de pessoas que integram os grupos prioritários. Para a campanha que prosseguirá até o dia 26 de maio, o Ministério da Saúde está adquirindo 60 milhões de doses da vacina.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues, alerta a população para que não se vacine em cima da hora. “Muitas vezes, as pessoas só buscam a vacina quando há registro de um número elevado de casos. Por isso, é importante que todos os grupos definidos busquem esta proteção dentro do prazo preconizado pelo Ministério da Saúde. É preciso que todos estejam devidamente protegidos antes do inverno chegar, já que a vacina precisa de 15 dias para garantir o efeito”.

O objetivo do Ministério da Saúde é vacinar 90% desta população, considerada de risco para complicações por gripe. A meta de vacinação deste ano aumentou devido aos índices alcançados nos últimos anos, que ultrapassaram 80%. Em 2016, inclusive, foi o primeiro ano que este índice ultrapassou 90%, atingindo 93,5% de cobertura vacinal.

Integram o público-alvo da campanha, pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas – e os funcionários do sistema prisional.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, também devem se vacinar. Para esse grupo não há meta específica de vacinação. Este público deve apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

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Paraná lançará a prevenção contra acidentes no trabalho

 

O Paraná lança na segunda-feira, a Campanha de Prevenção de Acidentes de Trabalho. O tema deste ano é Conhecer para Prevenir e envolverá as secretarias da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos e da Secretaria da Saúde.

“Há uma perda incalculável com os acidentes de trabalho. Um pai, uma mãe ou um filho que morre em acidente no causam uma perda que não pode ser mensurada. E há também uma perda para toda a sociedade. A cada ano, segundo dados do Ministério do Trabalho, a Previdência Social gasta R$ 11 bilhões com acidentes de trabalho”, diz o secretário da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, Artagão Júnior.

Segundo dados da Previdência Social, no Paraná ocorrem, em média, 55,1 mil casos de acidentes e doenças do trabalho por ano, com 230 óbitos anuais. Estatisticamente isso quer dizer que uma pessoa morre a cada 38 horas, vítima de acidente ou doença do trabalho. Já os casos de invalidez, são 1,3 mil por ano no Estado – um a cada seis horas.

No Brasil, os dados são de 710 mil casos, com 2.800 mortes por ano (ou oito por dia ou, ainda, uma morte a cada três horas). São 15 mil casos por ano de acidente ou doença incapacitante.

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Azeite: no Paraná as maiores fraudes

Mais de um terço das marcas de azeite à venda no mercado, principalmente as que são importadas e envasadas no país, contêm adulterações inclusive com produto impróprio para o consumo.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) identificou irregularidades em 45 marcas de azeite, entre 140 coletadas nos últimos dois anos. A fraude mais comum praticada por empresas envasadoras é a utilização de óleo vegetal com azeite lampante, produto de cheiro forte e acidez elevada, extraído de azeitonas deterioradas ou fermentadas, impróprio para a alimentação.

Passaram pela fiscalização 279 amostras de 214 lotes. Do total, 38,7% dos lotes tinham problemas e 79% das irregularidades eram relacionadas à baixa qualidade. As amostras foram colhidas em 12 estados e no Distrito Federal, num total de 322.329 litros. Desses, 114.750 litros foram considerados adequados e 207.579 litros apresentaram problemas.

Os estados onde foram registradas mais irregularidades foram São Paulo, Paraná, Santa Catarina e o Distrito Federal, onde se concentram o maior número de empresas que envazam o produto.

 

No Paraná, foram identificadas as piores falsificações. Empresas que vendiam produto como azeite de oliva, mas cuja composição era formada por 85% de óleo de soja e 15% de lampante.

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Vacina contra a zika: já existem bons resultados

A vacina contra a zika que está sendo desenvolvida por cientistas do Instituto Evandro Chagas, em parceria com a Universidade do Texas em Galveston, nos Estados Unidos, mostrou resultados animadores em testes com camundongos, de acordo com um artigo científico publicado nesta segunda-feira na revista Nature Medicine.

 

De acordo com o diretor do Instituto Evandro Chagas, o virologista Pedro Vasconcelos, que é um dos coordenadores do estudo, a vacina produzida com o vírus vivo atenuado, com apenas uma dose, foi capaz de induzir o organismo dos camundongos a produzir anticorpos neutralizantes, protegendo-os da infecção.
Experimentos com camundongos mostraram resultados: além de proteger os roedores contra uma infecção letal pelo vírus zika selvagem, ela não é capaz de infectar o Aedes aegypti – o que é muito importante para impedir que a doença seja transmitida por via vacinal.
Diversos outros grupos estão desenvolvendo vacinas, baseadas na utilização do vírus inativado, ou de fragmentos de DNA do vírus. No caso divulgado, uma das vantagens de se utilizar o vírus vivo atenuado é que isso possibilita uma imunização eficaz com apenas uma dose, permitindo que uma única dose proteja contra o vírus para o resto da vida, excelente resultado no ponto de vista da saúde pública.

A fase de experiências passa a primatas, no segundo semestre, mas ensaios clínicos em humanos – que podem durar anos – não têm prazo definido.

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Não basta estar saudável, é preciso prevenir

O dia 7 – quinta-feira – marcou o dia Mundial da Saúde. A data escolhida pela Organização Mundial da Saúde sugere sempre um alerta no que diz respeito a saúde e principalmente prevenção de doenças.

O IBGE divulgou recentemente dados bem significativos referente ao envelhecimento da população do país. Atualmente a população está com uma maior expectativa de vida, podendo atingir os 80 anos. O alongamento desse perfil deve conscientizar as pessoas de que o cuidado com a saúde é fundamental e que devem ser tomadas medidas preventivas.

“Não apresentar qualquer sintoma não é sinônimo de estar saudável. É necessário verificar constantemente como está a saúde, e os exames de rotina são fundamentais para descobrir qualquer possível doença”, explica a radiologista do Lucilo Maranhão Diagnósticos, Dra Beatriz Maranhão.

O descaso com a saúde traz problemas sérios, e os hábitos saudáveis aliados a exames preventivos, devem se tornar mais constantes. “Os exames de imagem são bem eficientes na avaliação preventiva de patologias. E devem ser utilizados como método de investigação sempre que uma dúvida existir. Com eles se pode investigar praticamente todo o corpo de forma bem precisa, já que mostra a imagem real do órgão investigado”, afirma a Dra Beatriz Maranhão. O objetivo dos exames é esse: prevenção e diagnóstico de tumores em fase inicial, quando existe uma maior chance de cura.

 

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