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Autores de Sangue Bom falam sobre a criação da nova novela das 7

Categorias: Globo, Novela das 7

Vale tudo mesmo para ficar famoso? Essa é uma das perguntas que prometem agitar a curiosidade do público de Sangue Bom, a próxima novela da 19h, no ar na Globo a partir do dia 29 de abril. Na trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, o que não faltam são personagens para lá de interesseiros. Tem a it-girl que só quer saber de aparecer bem na foto, as mulheres-fruta que posam para todo e qualquer clique e uma atriz falida que tem um só objetivo na vida: ficar sob os holofotes.

Claro que para se manter no pedestal da mídia essa turma vai ter que rebolar ao se deparar com situações hilárias e embaraçosas. O cenário para as confusões e confissões da trama são bairros elegantes da rica sociedade paulistana, e também da simpática zona norte da cidade.

Os autores deram entrevista ao site de Rede Globo, explicando como foi a concepção da novela. Confira:

Por que o nome Sangue Bom? De quem foi a escolha?

Maria Adelaide – “Foi do Vincent. Confesso que num primeiro momento o “Sangue” me incomodou, mas tinha tudo a ver com a história e me empenhei pessoalmente na defesa desse título”.

Por que escolheram falar do mundo da moda e da badalação em volta das celebridades?

Vincent – “O universo das celebridades, por despertar tanto fascínio nas pessoas e estar cada vez mais acessível – afinal, graças principalmente à internet e aos reality shows, hoje qualquer pessoa pode se tornar nacional ou mundialmente conhecida sem nenhum trabalho ou talento expressivo -, revelou-se o pano de fundo ideal para expressar as carências, desejos e frustrações dos nossos personagens. Hoje as pessoas necessitam serem admiradas e amadas pelo maior número possível de pessoas, mas sem se dar ao exaustivo trabalho de retribuir. Essa ânsia pela conquista, por ter, por possuir, foi contaminando todas as relações: amorosas, familiares, profissionais, de tal modo que hoje é comum uma mãe sonhar para um filho que ele seja uma estrela de reality show, por exemplo. São esses curiosos valores, hoje tidos como absolutamente naturais, que nós abordamos e questionamos”.

Há celebridades decadentes, instantâneas, de internet e subcelebridades na trama. Além das personalidades que de fato têm algo a oferecer, não só sua fama. Mostrando esses diferentes níveis de popularidade, a intenção de vocês é fazer uma crítica ao culto às celebridades de modo geral ou a algum comportamento específico delas?

Maria Adelaide – “Não tenho nada contra a fama ou contra as celebridades quando o sucesso e notoriedade são baseados no trabalho e no talento. Porém, a busca desesperada pela fama sem qualquer mérito que a justifique acaba criando personagens cômicas ou patéticas. Em consequência, são uma fonte de inspiração dramatúrgica. A obsessão pelo sucesso pessoal é uma doença. Acreditar que alguém sem notoriedade não tem valor social e perseguir desesperadamente um lugar ao sol como garantia de felicidade é se condenar a um tipo novo de escravidão. Pois quando você coloca todas as suas fichas na realização exterior, o resultado é o vazio interior, o empobrecimento da vida íntima e da sua relação com os outros”.

Como foi a pesquisa de campo para escrever a novela? Conviveram com it-girls, frequentaram muito o bairro da Casa Verde?

Vincent – “Nasci e morei durante vinte anos no bairro do Imirim, vizinho à Casa Verde e que também será mostrado na novela. A rua da Casa Verde, onde mora boa parte dos nossos personagens, é, de certa forma, a rua da minha infância, onde os vizinhos participavam uns das vidas dos outros, comemoravam, brigavam, se divertiam, entravam pela porta que era normalmente mantida aberta. Então, é um ambiente muito natural para mim”.

Teve algum personagem que foi mais difícil de criar?

Vincent – “Para mim, não. Em algumas situações específicas, geralmente nuances do comportamento feminino, recorro a Adelaide para saber o olhar dela sobre a questão, pois sei que será mais rico que o meu. Mas não há nenhum personagem desta novela que seja distante ou estranho a mim, e creio que para Adelaide também não”.

Você é conhecida por grandes sucessos e pelo tom de comédia nos textos. Sangue Bom tem um texto muito divertido. Como encontram esse tom exato que o público sempre elogia?

Maria Adelaide – “O que se espera de uma novela das 19h é que ela seja engraçada – sem negligenciar, é claro, a parte do romance e do melodrama. Nesse sentido, a parceria com Vincent é fundamental, porque a nossa concepção da vida, do mundo e do humor é muito semelhante. Além disso, respeitamos a nossa intuição que é fundamental para estabelecer a conexão com o público”.

De quem foi a ideia de unir novamente Malu Mader e Felipe Camargo como um casal, par que eles já formaram em Anos Dourados (quando interpretaram Marcos e Lurdinha)?

Vincent – “Foi minha. A Malu tive ideia assim que a personagem foi construída, porque a Rosemere é como se fosse uma Glorinha da Abolição (personagem da Malu na novela O Outro) vinte anos mais velha. Enviamos a Malu um perfil da personagem, sem compromisso. Ela se encantou e rapidamente manifestou o desejo de fechar conosco. Como Rosemere e Perácio formam um dos casais mais fortes da novela, era preciso um ator que tivesse química inequívoca com a Malu e a sensibilidade necessária para dar a dimensão da fragilidade e da melancolia deste homem. Então nós realocamos o Felipe, que já estava na novela, em outro papel, e temos certeza de que não poderia haver escolha melhor”.

Não há exatamente um casal protagonista, mas sim um sexteto formado por Sophie Charlotte, Humberto Carrão, Jayme Matarazzo, Marco Pigossi, Fernanda Vasconcellos e Isabelle Drummond. Isso é algo novo em tramas, por que essa escolha? Imaginam para quem o público vai torcer mais?

Vincent – “A história foi sendo naturalmente tecida conforme os personagens e suas relações iam surgindo, não premeditamos ter jovens protagonistas, mas, se é verdade que os personagens escolhem seus criadores, então Adelaide e eu fomos escolhidos por eles. Estamos muito curiosos para saber por quem o público irá torcer. Amora (Sophie Charlotte), por exemplo, é uma heroína ambígua, capaz tanto de amores sinceros e profundos quanto de gestos da mais absoluta mesquinheza, e deverá dividir a opinião do público. Mas Bento (Marco Pigossi), Malu (Fernanda Vasconcellos) e Giane (Isabelle Drummond) serão certamente queridos”.

Para vocês, qual será o grande diferencial da novela que vai torná-la um sucesso?

Maria Adelaide – “Quando sentamos para escrever uma sinopse, pensamos apenas em escrever uma história boa, com tramas, personagens interessantes e capazes de atrair o público. E isso inclui a nós. Sempre nos perguntamos: gostaríamos de assistir essa novela? São muitos meses, às vezes mais de um ano de trabalho insano, entre a sinopse e o último capítulo, e é importante que a gente se apaixone pelo que faz e a redação de cada novo capítulo seja um enorme prazer. Então, só vamos descobrir o diferencial de Sangue Bom quando a novela estiver no ar”.

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