Mês: julho 2010



Loucos somos nós*

Dia chuvoso. Daqueles que chegam depois de pelo menos uma semana de ar seco, calor e pessoas andando nas ruas com bolas de suor nas camisetas. Meu itinerário costumeiro, o de andar dois quilômetros que separam o lar do ponto de ônibus (local onde passa o ônibus que me leva até o trabalho), teve de ser modificado. Isso porque, com tênis furado e com ventos que estupram guarda-chuvas, gastar alguns reais a mais para pegar outro ônibus é melhor do que se molhar.

Se a ação “se molhar” fosse apenas em função da chuva, até aí tudo bem. O problema é que esse “se molhar” corresponde também à lama que atinge os transeuntes devido à pressa que os motoristas têm em dias chuvosos – se esquecem que, na verdade, o pedestre é que deveria ter pressa por não ter um teto de metal que o protege da chuva.

Mas não vai ser hoje que escreverei um manifesto em prol das causas dos pedestres. Lembrei da chuva porque, foi em razão dela que utilizei uma linha de ônibus que não costumo usar e que, dentro desse ônibus, um apanhado de fatos, chamou minha atenção.

Pois bem.

Na metade do caminho, o ônibus parou em um ponto que fica em frente a um colégio de ensino fundamental e médio. Fui saber, mais tarde, que neste estabelecimento de ensino, alunos com índices de retardo mental também estudam, em uma sala especial. Uma professora e meia dúzia de alunos dessa sala especial se adentraram no ônibus que, mesmo com teto e janelas fechadas, estava incrivelmente ensopado, inclusive os assentos. Cena engraçada e rara: um ônibus com vários assentos vazios, com várias pessoas de pé.

A professora era loira e tinha suas quatro décadas de vida, tranquilamente. E, como um ser mortal que passou a manhã inteira exercendo uma das profissões mais dignas desse mundo – repassar conhecimento a outras pessoas – foi ocupar um assento sem ver que estava molhado. De repente, um grito de quebrar taças gelou minha espinha e houve correria no corredor do ônibus. Eram os alunos da professora desesperados alertando-a de que o assento estava molhado.

Outras pessoas que dividam o transporte público, assim como eu, entreolharam-se com aquela cara de espanto por ver tamanho zelo dos alunos para com a professora loira. Chegando ao ponto final, professora, alunos, eu e mais algumas pessoas descemos do ônibus e seguimos nossos caminhos. Já no terminal, pude presenciar mais uma demonstração de total afeto de um aluno para com a mulher de quarenta anos, de cabelos loiros e que dá aulas: ele a acompanhou até o outro lado da rua, desviando seu percurso, levando o material que estava em suas mãos.

Talvez essas cordialidades dos alunos sejam uma forma de agradecimento pelo trabalho que a professora desenvolve diariamente. Ou talvez essas pessoas sejam sinceras com todos que estão ao redor. O retardo mental faz com que sejam consideradas excepcionais ou especiais. E é verdade mesmo. São especiais de maneira positiva, pois se diferenciam das pessoas “normais”, que dificilmente demonstram qualquer tipo de afeto por professores, serventes, cobradores de ônibus, colegas de trabalho, mulher, filho.

Para os “normais”, é vergonhoso demonstrar amor ao próximo, é coisa de bicha dizer que ama o amigo, é brega declarar amor eterno à pessoa que divide cama e cobertor todos os dias. Se naquele ônibus, a professora de quarenta anos e de cabelos loiros estivesse acompanhada por alunos “normais”, pode ter certeza que, neste momento, estaria com a bunda molhada e muito encabulada por ter tido de aguentar chacotas, sarros e novos apelidos que os brilhantes alunos teriam inventado de bate pronto.

*Crônica publicada dia 27 de novembro de 2007 na Folha de Londrina e dia 1 de fevereiro de 2008 no blog A Poltrona.

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Dirijo em Maringá ouvindo José Ferreira e Seus Amigos

Gosto de dirigir pelas ruas de Maringá, tomando guaraná, pensando na vida, vendo as pessoas caminharem pelo Parque do Ingá e ouvindo a banda José Ferreira e Seus Amigos, liderada por um tal de Gabriel, que amigos próximos garantem ser um cara muito criativo. Gosto muito das músicas dos caras. Achei a canção abaixo no Youtube. Curti. No meu CD de José Ferreira e Seus Amigos, essa não tinha. Será que lançaram um novo CD? Espero que sim. Vou atrás.  Ouçam!

http://www.youtube.com/watch?v=avjZvNtjhYM&feature=related
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Xico Sá responde

Caro Wilame, como nao achei teu email, aproveito pra te escrever aqui mesmo,em público. Rapaz,finalmente alguém escreve q preste sobre o meu livro, a reuniãozinha de crônicas feita por encomenda da ed.Record.Finalmente uma voz q sai do coro da quase unanimidade e da badalação, Outro dia ate o prof.Tezza, a quem tanto admiro, me surpreendeu com uns mimos críticos ao meu imoral Catecismo de Devoçoes, q absurdo. Amigo, acertaste ainda sobre minhas pretensões ou falta delas -deste sertanejo nao espere grande literatura mesmo. Nao trabalhamos com solenidade sobre tal ramo. Tudo não passa de uma grande tiração de onda e uma forma q encontrei para me livrar dos intermináveis plantões de redação. Qto ao cavalheiro da mesa redonda, aí é q nao tem jeito mesmo, ainda bem q é ao vivo e nunca vi sequer um só programa -morro de medo da minha cara de xilogravura.  Gracias,meu caro,pelas palavras. Aceite um abraço em nome do nosso Santos FC e até o triunfo logo mais na Vila Belmiro.

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Xico Sá ficou na promessa*

O comentarista esportivo, cronista do jornal Folha de S. Paulo e escritor Xico Sá lançou recentemente “Chabadabadá – aventuras e desventuras do macho perdido e da fêmea que se acha” (Editora Record, 184 páginas) – um livro que reúne crônicas, muitas delas publicadas em seu blog e em revistas, cujos temas principais são o comportamento e costumes do homem e da mulher contemporâneos.

O livro é bonito, no sentido físico mesmo. Tem um design diferente, assim como seu formato, que mais se parece com o de um mangá ou uma coletânea de histórias em quadrinhos. Inova também no sentido gráfico, na disposição das crônicas nas páginas, já que, ao contrário dos padrões habituais de publicação, não inicia os textos em novas páginas.  As crônicas, a maioria sendo bem curtas, estão dispostas às vezes numa mesma página, separadas apenas pelo título, em negrito e em uma fonte maior. As ilustrações de miolo e capa, feitas por Benício, atraem e instigam a compra do leitor que se depara com o livro na prateleira da livraria.

Talvez acabem por aí os elogios que tenho a fazer ao novo livro de Xico Sá, que, há muitos anos, vem traçando uma, como posso dizer, filosofia de boteco, levando pelo lado do humor os diferentes assuntos relacionados ao nosso tempo presente. Sempre muito raso em suas conclusões acerca do que muitos chamam de a comédia da vida privada, é bem certo que as crônicas esportivas de Xico Sá componham o seu material que contenha mais seriedade analítica.

*Continue lendo a resenha publicada dia 27 de julho no D+, caderno de cultura do jornal O Diário do Norte do Paraná.

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Os cronistas são chatos*

Ao me deparar com mais um fio de cabelo branco na minha cabeça, percebo a velocidade do tempo. Com o passar dos dias, sinto encontrar-me, cada vez mais, absorto entre tudo, entro todos. Não tenho muita vontade de mudar nada. Não sinto muito prazer, em quase nada. Se dependessem de mim, os teatros estariam vazios, assim como as salas de cinemas, as boates, os restaurantes luxuosos e os comícios de políticos. Ouço as mesmas músicas, faz anos. Assisto aos mesmos filmes com frequência e, quando arrisco assistir outros, arrependo-me. Comecei a reler os livros. Não troco a marca de cerveja faz tempo. Minha mulher diz, quase todos os dias, que eu estou monossilábico. Digo as mesmas coisas nas festinhas de aniversário de um ano dos filhos dos meus amigos. Conto para a minha mãe e para as minhas tias as mesmas novidades de sempre, que já estão velhas. Compro, em todos os invernos, blusas da cor verde escuro. É uma das únicas cores que eu gosto. Quando nervoso, uma constante, reclamo para a minha mulher com o mesmo tom severo de voz. Eu sou um chato. Minha voz é chata. Minha barriga, que cresce, é chata. Antes, criticava quem comprava roupa de marca. Faz pouco tempo, aprendi a comprar roupas de marca. São melhores e mais confortáveis. Logo, sou um hipócrita. Tudo o que está ao meu redor, acho tosco. Já não tenho paciência com as pessoas. Se sinto que tal pessoa é ruim, para mim, acabou. Antigamente, abominava quem lia Paulo Coelho e livros de autoajuda. Hoje, meu ódio mortal tem alvo nas séries de vampiros e qualquer coisa relacionada ao Código da Vinci. Tenho vergonha pelos outros. Quando vejo a péssima atuação dos atores brasileiros nas novelas, troco de canal, encabulado, sentindo vergonha por eles. Como muito sal. Minha mãe disse para mim, semana passada, enquanto esperava seu ônibus na rodoviária, que, caso eu continue exagerando no sal, vou morrer cedo, assim como meu pai e outros parentes. Fiquei preocupado. Afinal, espero com ansiedade a terceira idade, quando, creio, terei mais tempo para escrever e não terei pressão alguma por parte de ninguém. É bem provável que, quando velho, todos me esqueçam. Aliás, esse processo de esquecimento vem acontecendo gradativamente, já nos dias de hoje. Meu telefone celular quase não toca e, se toca, a chance de ser minha mulher pedindo para eu comprar pão é de 95%. Na minha caixa de entrada, praticamente todos os emails que recebo são de propagandas. Parei de fumar faz quase um ano. Mas, qualquer dia, volto a fumar. Não vou negar que é gostoso pra caramba dar umas tragadas. Não espere de mim, jamais, uma crônica politicamente correta. Aliás, os politicamente corretos me irritam. Pensei em fazer uma crônica sobre a premissa de que na rodoviária só tem gente feia. Mas, minha mãe, sabiamente, refutou minha tese afirmando que isso ocorre em todo lugar. Minha vida é chata. E eu sou um chato, que acha tudo chato e tudo feio. Mas isso é problema meu. E essa é só mais uma crônica em que insisto em ficar falando de mim. Talvez seja esse o grande problema dos cronistas: são todos muito chatos e gostam de ficar falando deles próprios.

*Crônica publicada dia 27 de julho na coluna Crônico do D+, caderno de cultura do jornal O Diário do Norte do Paraná.

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O prazer de se assistir futebol voltou

Em se tratando de futebol, finalmente as coisas voltam a ficar legais. Campeonato Brasileiro acirrado, clássicos que dão mais emoção do que os chatos jogos da Copa do Mundo e, para surpresa de muitos, o convite aceito por Mano Menezes para comandar a Seleção Brasileira. Agora, a cereja do bolo: a primeira convocação do gaúcho, que, graças ao seu ótimo desempenho como técnico, fez com que o Corinthians, mesmo com um elenco limitado, vencesse alguns campeonatos nos últimos anos.

E que escalação, amigo! Rapaz, o homem, o gaúcho, o Mano, escalou uma galera que sabe e, ainda, gosta de jogar bola. Tirando o Neymar, que, na minha opinião, ainda não merecia vestir a amarelinha, os demais jogadores demonstram  apetite quando estão no gramado e, oxalá, podem sim representar muito bem a nação brasileira.

De Lucas para Hernanes, que toca para Ganso, que, de primeira, enfia um passe de gaveta para Robinho, que, com maestria, pedala algumas vezes, finta o adversário e clareia para Diego Tardelli, que, com todo o seu faro de gol, estufa a rede do adversário. Estou até vendo!

Desejo toda a sorte do mundo para quem ainda sente prazer no ato de jogar futebol e, pelo menos nos 180 minutos, esquece a quantidade de dinheiro que está entrando em sua conta bancária naquele momento.

Desejo também serenidade para Mano Menezes na hora de aplicar suas estratégias futebolísticas e, principalmente, muita paciência para lidar com as agruras, desejos obscuros e mandados obscenos que, com certeza, partirão lá de cima, mais precisamente da sala luxuosa do presidente da CBF, o Godfather Ricardo Teixeira.

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Bar do Bulga: Mais que blog, mais que bar

É mais do que um blog. É mais do que um bar. O Bar do Bulga, blog do conhecido jornalista Marcelo Bulgarelli, é um local onde os amigos são homenageados, bons filmes são comentados, ótimas músicas são disponibilizadas e literatura de primeira é sempre pautada.

Para divulgar o blog, nada melhor do que descrever, na íntegra, a apresentação criada pelo próprio Bulga:

“Para o seu prazer, conforto e alegria, nós não temos música ao vivo. Pode cantar e dançar. Aqui você só paga o que come. A bebida nós cobramos. Inimigos são bem vindos, mas não podem reclamar do garçom. Fiado só pagando antecipado. Os textos podem ser copiados, contando que você informe de onde surrupiou. Entre sem bater (não gostamos de apanhar).”

Eu recomendo o Bar do Bulga!

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Musa do busão*

Oh musa do busão!

Tu, que és tão cabeluda-loira, tão cheia de carne em regiões eróticas de seu corpo,

tão cheia de prata de bali por todos os braços, dedos e mãos,

tão cheia de beleza, a ponto de ser destaque entre a multidão.

Por que esse bico, então?

Por acaso, nunca andaste de busão?

É assim mesmo,

um na frente, outro atrás, dois do lado

e cinco d´outro lado

apertado que nem sardinha em lata de sardinha.

Não se avexe com maltrapilho que tenta relar órgão em sua mundana bunda;

Não se avexe porque mulheres sem dentes ficam te encarando.

O mundo é bom.

Logo, Marialva chega,

você pega sua maleta da Adidas

e sai correndo daqui,

deixando seu perfume importado-do-paraguai no ar

e saudade para a platéia e consumidores de passes de transporte público,

que estão tão acostumados com o feio, dor, sofrimento e pavor,

assim como a sua cara, cheia de bico e aflição,

louca para sair do busão.

*Divagação publicada dia 30 de janeiro de 2008 no blog A Poltrona.

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Os bons morrem jovens

Acabou. Game over. Fim. Finish. Já era. Foi e vai deixar saudades. Morreu cedo demais. Os bons morrem jovens. Quem não morre, continua, no seu trabalho, com seus amigos, como cantou Renato Russo. Mas é inevitável não se lembrar dos que já se foram. Porra. É uma merda. Desculpe-me as palavras feias. Mas como posso acreditar nesse negócio de anjo? Hah, como queria ter o conforto de vocês. Como queria acreditar nas palavras do homem que veste uma bata. Como queria acreditar nas escrituras. Mas não dá. Por enquanto, não dá. A menininha, bonitinha, morreu no trânsito de Maringá. A menininha, bonitinha, poderia ser feinha. Ficaríamos tristes do mesmo jeito. A mãe dela acabou morrendo também. Será isso mesmo ruim ou foi até melhor para ela? Como seria, para a mãe, viver sem sua parceirinha, tão pequenina, tão bonita, que era a esperança de um futuro para todos da família? Seria melhor viver? Os falsos moralistas vão me dizer que sim, que devemos prosseguir. Afinal, é sexta-feira, depois vem o sábado, sol agradável, ainda há mundo por detrás da janela. Ainda há? Sei não viu. Sei não. Dizem que a dor de uma mãe que perde um filho é muito grande. Dizem que Cissa Guimarães está à base de calmantes e que, já não ligando muito mais para nada, gostaria que as investigações fossem encerradas. Ninguém, atrás das grades ou pagando cesta básica para o governo vai devolver seu filho, tão bonito, tão cheio de vida, 18 anos, músico, skatista, rodeado de coisas boas na vida. Espero que tenha feito uma boa e última viagem. É difícil esse negócio chamado morte. Ainda comentando sobre mães que não suportam a dor de perder os filhos, é inevitável não me lembrar da minha querida avó, que já se foi também. Ela perdeu dois filhos antes de morrer. E como sofria a minha avó, sentada na cadeira de área, olhar vazio, voz fraca, sorriso quase nenhum, sempre dizendo que seus filhos que morreram não deveriam ter morrido. Eles eram bons demais. E jovens demais. Eles não deveriam ter ido. Minha avó morreu sem conseguir se consolar. Não dá para se consolar. Mesmo ela, diferentemente de mim, sendo tão religiosa, católica no último, até quando pôde, frequentou a missa de domingo a domingo, não conseguiu entender e conviver normalmente com a morte dos filhos. Realmente não dá. Definitivamente, não dá para entender a morte.

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Viva Maringá

Até que um dia ele se cansou de passar todos os seus finais de semana sentado em frente à tela do notebook, vendo garotas (às vezes, garotos) peladas pela webcam, conversando com pederastas insensatos e mentirosos pelo o chat da UOL, teclando com falsos amigos virtuais pelo MSN e mandando recados mais falsos ainda pelo Facebook (só pobre usa Orkut, pensava). Ele cansou dessa vida irreal. Enjoou do gosto da cerveja, da pipoca e do guaraná que consumia na sua casa, vendo filmes indicados por um não entendedor de filmes e dono da locadora. Simplesmente, começou a sentir pânico só de se ver sentado em seu sofá laranja, sujo e velho, em pleno domingão, emendando o jogo das 16h, o outro jogo das 18h30, Simpsons, Pânico na TV e, depois, Dr. Hollywood, que assistia na esperança vã de ver garotas pagando peitinho remendado. Hah, como era tola essa vida, começou a refletir. Não havia mais o quê esperar. Deveria, imediatamente, correr atrás da felicidade. Mas o que é felicidade, indagou. Ele definitivamente não sabia. De todo modo, traçou um plano interessante de vida. Resolveu que faria um passeio pelo mundo, dando preferência aos países que oferecessem um bom turismo sexual. Talvez visitasse algum país asiático; tinha ouvido falar que as prostitutas asiáticas faziam sexo com maestria. Mas, para conseguir viajar, precisaria juntar uma boa grana. Enquanto não conseguia levantar a verba, olhou bem ao seu redor, abriu as janelas do apartamento, percebeu, pela primeira vez, que, da janela do seu quarto, conseguia ver uma parte da catedral e ficou muito feliz porque o frio tinha passado e o sol estava, embora ainda tímido, despontando no céu mais que azul desse inverno. Era a hora de sair de casa. Era a hora de conhecer tudo o que Maringá poderia lhe oferecer de bom. Depois de ver as melhores opções de bares, restaurantes e baladas em um novo guia cultural criado recentemente por um jornal da cidade, começou a descobrir o que realmente a vida lá fora poderia lhe oferecer. Lembra-se, até hoje, daquele dia e do grito abafado que deu antes de abrir a porta a fim de buscar sua liberdade: Viva Maringá.

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