Mês: dezembro 2010



Ano novo dura dez ou onze dias

Embora seja só mais um dia após o outro, com sol se pondo e posteriormente nascendo, marcos como a virada do ano fazem bem para nós. Ficamos mais otimistas conosco. Acreditamos, todos cheios de esperança, que seremos pessoas melhores no ano novo. Mas o espírito de ano novo se acaba lá pelo dia 10 ou 11/01, quando desistimos do regime; promessas ficam no limbo do esquecimento. E finalmente voltamos a viver um feliz ano velho, alienados com o trabalho, estudo, supermercado e propagandas de TV no meio dos jogos de futebol.

Divagações
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Fique mais com as pessoas e menos com as máquinas

É muito bom saber que as pessoas acessam e comentam no blog. Mas eu juro que, depois de assistir a esta propaganda tailandesa, eu comecei a desejar a todos muito menos internet, muito menos conexão e mais convívio pessoal, com familiares, amigos ou qualquer pessoa que te faça bem. Fique mais com as pessoas e menos com as máquinas. Isso serve para mim também, que saio por alguns dias do PC (com exceção do trabalho) para reparar melhor nas flores que crescem a olho nu, às danças das formigas habitantes da minha pia, aos sorrisos verdadeiros das crianças e toda e qualquer manifestação de amor e carinho daqueles que estão ao meu redor. Sempre, é claro, com um livro guardado na mochila para qualquer emergência. Boas festas e um ótimo 2011 para todos nós. Não deixe de assistir a propaganda abaixo, é realmente muito boa! VÊ!

http://www.youtube.com/watch?v=17ZrK2NryuQ
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Clipe da música “Pyro”, de Kings Of Leon

Velhos tempos em que ficávamos ligados nos lançamentos dos clipes das bandas, transmitidos pela MTV. Essa febre dos clipes esfriou um pouco. Mas ainda tem gente fazendo uns clipes sensacionais, a exemplo da insuperável banda Kings Of Leon. O clipe da bela canção “Pyro” é memorável, bonito, emocionante e, graças ao bom som dos caras, muito agradável de ser ver. Então, VÊ!

*Só lembrando que essa e outras milhares de dicas sobre o que está rolando de bom no cenário musical nacional e internacional eu descubro no Espora de Galo – blog de sucesso do meu amigo Thiago Soares.

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Principais lançamentos da Editora Record para 2011

Umberto Eco com seu romance recém-lançado Cemitério de Praga, que vendeu meio milhão de cópias em poucos dias na Europa, está entre os principais lançamentos que a Editora Record fará em 2011, que trará também Michel Houellebecq, vencedor do Goncourt 2010; Peter Carey, E.L Doctorow, Antonio Skármeta, Rick Riordan, Hillary Mantel e muitos outros mestres da ficção.

Ainda entre os destaques em literatura estrangeira, inéditos dos três mais importantes autores de thrillers: Frederick Forsyth, Scott Turow e John le Carré. Entre os lançamentos de não-ficção estrangeira, estarão inéditos de dois grandes pensadores da atualidade: Jared Diamond, autor do fundamental Colapso; e John Gray, de Cachorros de palha e Missa negra.

Na literatura brasileira, a ficção de Edney Silvestre, Alberto Mussa, Raimundo Carrero, ao lado dos ensaios de Lya Luft, textos de Gerald Thomas, além de uma monumental análise dos conflitos do século XX, por Demétrio Magnoli, e uma narrativa da história econômica do Brasil através da saga de sua moeda, por Miriam Leitão. Abaixo, uma seleção dos principais lançamentos da Editora Record para o próximo ano.

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Presidente do clube confirma Ronaldinho Gaúcho no Grêmio

Para decepção do gremista Murilo Batistti, repórter da rádio CBN, Ronaldinho, o gaúcho, está bem mais próximo de anunciar a sua ida ao Grêmio e não ao Santos.

“Da parte do Grêmio com o Ronaldinho já está tudo acertado. O que falta agora é o Assis (irmão e empresário de Ronaldinho) buscar junto ao clube italiano a liberação do jogador” – afirmou Paulo Odone, presidente do Grêmio, em entrevista à RBS TV.

Após uma verdadeira novela de especulações, eu só acredito no Gaúcho jogando em algum clube daqui quando vê-lo sofrendo no meio de algum gramado brasileiro, seja em Porto Alegre, Sampa ou na Baixada Santista.

 

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Ronaldinho Gaúcho pode jogar no Santos

O presidente do Santos Futebol Clube, Luis Álvaro Ribeiro, declarou, há 13 dias: “Vai ser um jogador de Seleção para jogar no melhor time do futebol mundial, que é o Santos”.

A mais nova especulação do mercado da bola é que Ronaldinho Gaúcho seria este jogador de nível de seleção e que completaria o elenco santista com Neymar, Ganso, Arouca e Elano. De acordo com reportagens, o santista Robinho, colega de clube do Gaúcho lá no Milan, já estaria mobilizando parceiros comerciais para viabilizar as negociações.

Mais detalhes em reportagem do Lancenet.

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Noites esquecidas de Natal*

Vindo lá de fora, escuto o barulho do motor de um caminhão, ligado há alguns minutos. Os barulhos, não tanto quanto os cheiros, é verdade, aquecem as turbinas da minha memória. Ainda ouvindo o caminhão lá fora, impossível é não me recordar da semelhança com os sons do Terminal Rodoviário da Barra Funda, em São Paulo.

Quantas foram as vezes em que, sentindo um friozinho quase aconchegante dentro de um ônibus e olhando pela janela uma quantidade enorme de muros pichados e um céu cinza, deparei-me com o som de outros ônibus ligados, já dentro da rodoviária?

Garoava em minha cidade natal e eu descia, sozinho, talvez na plataforma 18, talvez na 17, bem ao lado da lanchonete que vendia Donuts. Míseros vinte minutos (a mesma quantidade de tempo em que o caminhão lá fora está ligado ao lado da construção) pareciam mais demorados do que os meus, na época, quase 20 anos de idade.

Mas séculos esperando compensavam a sensação de ver chegar, engravatado e perfumado, pronto para a guerra do trabalho, o meu pai vindo buscar um filho que, mesmo tendo nascido na maior cidade do Brasil, não passava de um caipira que tinha medo de se aventurar sozinho por entre metrôs, trens e ônibus na Cidade da Garoa.

Ainda ouço o caminhão lá fora. Ao contrário de São Paulo, não cai garoa neste exato instante aqui em Maringá. Às 9h da manhã, faz um calor com a mesma intensidade de quentura que fazia na rua 25 de março lotada, em pleno meio dia. Nostalgia é a palavra que melhor traduz o que eu sinto em todos os finais de ano. Um simples barulho de um motor, cheiros, garoas ou um sol de rachar me fazem viajar para trás.

Mais um Natal está aí. Em outras épocas, passei os dias de final de ano em outros lugares. Ouvi os sons do terminal rodoviário, senti a sola do tênis esquentar andando pelas galerias das ruas do centro da cidade, não comi Donuts porque não iria me cair bem às 6h da manhã, tive medo de andar de metrô sozinho e também senti o cheiro de vida que ainda restava naquele cara que me buscou um dia na rodoviária, com o intuito de passar uma virada de Natal com o filho.

Lembro-me de tanta coisa. Detalhes. Futilidades. Até da fisionomia das milhares de pessoas que aguardavam seus ônibus em uma rodoviária pouco simpática. Lembro-me das bugigangas que comprei, dos muros pichados, do cinza do céu e até do barulho do motor do ônibus ligado e pronto para seguir viagem logo depois que os passageiros acoplassem suas malas no bagageiro.

Lembro-me o quanto era doloroso o silêncio que se fazia protagonista nas tentativas de diálogo entre eu e o velho. Lembro do seu sofá-cama desconfortável e da sua mini geladeira, só com água e talvez com um pedaço de goiabada.

Recordo-me bem de tudo isso, mas simplesmente não me lembro mais da noite de Natal. Teria passado com ele? Provavelmente não. Sempre fui egoísta e a companhia de amigos, sem silêncios gritantes no diálogo, era o que eu mais queria. Mesmo assim, o Natal daquele ano se apagou da minha memória. O que será que o meu pai fez naquele dia? Dormiu antes da meia noite, assim como em anos anteriores?

O barulho do caminhão lá fora continua. E eu continuarei me recordando dos pequenos detalhes daquele final de ano, principalmente do momento em que meu pai chegou, engravatado e perfumado, naquela rodoviária velha. E continuarei não me lembrando da noite de Natal, que acabou ficando em segundo plano em minha memória seletiva.

Aliás, já nem me lembro mais do Natal do ano passado. No Natal deste ano, tentarei dormir antes da meia noite. Pode ser que eu sonhe com o velho. Pode ser que eu sonhe com o barulho do motor do ônibus ligado na rodoviária, enquanto esperava eternos vinte minutos passar.

*Crônica publicada dia 21 de dezembro de 2010 na coluna Crônico, do jornal O Diário do Norte do Paraná.

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Chamadas não atendidas do telefone da casa de meu avô*

No meio de uma entrevista, vibração ritmada na mesa e luz piscando em compasso: é o celular dando sinal de vida e querendo chamar atenção. Disfarço, dizendo ao entrevistado para olhar o avião que está passando pela janela, desligo o aparelho vaidoso e, quando ele pergunta “cadê o avião?”, digo: “voou”.

Nem sei como consegui terminar o árduo trabalho de questionar o entrevistado com perguntas que eu já sabia a resposta depois de ver na telinha externa do celular as três chamadas não atendidas do telefone da casa de meu avô. Com câncer no rim incurável, já que seus 80 anos de idade e seus problemas cardíacos o impossibilitavam de fazer cirurgia, só restava a família esperar o dia fatal, o dia em que o velhinho cearense careca, cheio de prosa e piada, viesse a nos deixar e ir para um lugar além.

Minha razão dizia para retornar a chamada e ver de uma vez por todas o motivo da ligação. Mas, perguntava-me como iria conseguir escrever matéria e fazer as entrevistas agendadas se, por acaso, a notícia que ouvisse no celular fosse trágica, funérea.

Escrever? Que nada. Retornar a ligação? Muito menos. Andei de um lado para o outro, tentando fazer mil e uma teorias de que o mais provável – uma morte anunciada – não fosse a única opção para terem me ligado, às 15h40 de uma quinta-feira chuvosa. Como se fosse calmante, construía possibilidades imaginárias para tentar me convencer de que o motivo da ligação não fosse mais do que um simples convite para um almoço de domingo.

Olhando a chuva que não queria parar, vendo pessoas absortas em seus afazeres proletários, a pressão do pensamento lógico não me deixava ter esperanças. Cinco minutos de um cigarro, seriam como chuva em terra seca do Nordeste. O pior é que não fumava em expediente e o café não ficava pronto nunca.

Por mais um segundo de abstração, lembrei de meu finado pai, primogênito desse meu avô que estava em estado terminal. As pessoas da família dizem que o câncer fora desenvolvido por causa da morte prematura do filho, que sofreu derrame com apenas 49 anos de idade. E eu, louco para desligar meu cérebro, não queria acreditar que, em menos de um ano, perderia pai e avô.

Já com um terço da garrafa de café no estômago, e depois de a supervisora notar meu desastroso atraso com as matérias, resolvi retornar a ligação para não ser demitido e acabar de vez com o peso de uma tonelada depositado em minha cabeça.

Quando ouço ao telefone a voz de minha tia que mora quase um dia de viagem da casa de meu avô, as borboletas douradas da esperança morreram com a vertigem da emoção – o pior só podia ter acontecido para ela estar na casa do velhinho atendendo ao telefone, pensei. Meu cérebro logo transformou a sensação de ouvir aquela voz em pernas bambas, batimentos cardíacos apressados e gelo no estômago.

Ao ouvir o motivo da ligação, pela primeira vez na vida senti alívio em receber uma notícia calamitosa. Pois, ao pensar insistentemente na morte de meu avô, ouvir ao telefone que ele havia sofrido um derrame e que estava em coma no hospital universitário foi como achar nota de R$ 50 no bolso da blusa, esquecida há anos no guarda-roupa.

Com esperanças renovadas, e borboletas ressuscitadas, finalmente consegui terminar as entrevistas, matérias e outros afazeres do trabalho. Cheguei em casa e ainda consegui sorrir para a noiva, que esquentava o jantar para mim. Dois dias se passaram e finalmente seria minha vez de visitar o velhinho cearense no hospital.

O horário da visita estava marcado para às 15h45. Mas, infelizmente, a vontade de se encontrar com o filho em algum lugar mais tranquilo foi maior do que rever o neto e permanecer em um sombrio e gelado hospital branco, cheio de tubos de oxigênio espalhados pelo corpo. Aproximadamente às 11h da manhã daquele dia, ele morreu.

*Texto publicado em fevereiro de 2008 no blog A Poltrona.

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Cartas a Malwee*

Sabe, Malwee. Sempre fico muito feliz quando termino de ler um livro. Por mais triste que seja a história. Pode ser até um livro ruim, não me importo. Fico feliz com o ciclo terminado, com o fim de um projeto que te consumiu durante horas, dias ou até meses. Ler é um trabalho, para mim. Penso que, quando lendo, estou aprimorando o texto. É como se fosse um workshop, um seminário ou uma palestra motivacional, o ato de ler para mim. É um mini-curso, um treinamento na empresa, uma aula de faculdade. As páginas vão sendo viradas e vou percebendo o quanto aquele texto consumido me ajuda na hora de escrever. Ler sempre para escrever melhor.

Portanto, caro amigo: não sinta minha falta neste nobre espaço onde produzo singelos textos. Sei que tenho feito quase nada no campo da literatura, do conto, da crônica, das divagações. Tenho produzido pouco, mas tenho dado preferência aos cursos literários os quais participo a cada livro devorado, tenho me dedicado ao aperfeiçoamento textual que acredito estar tendo por meio da leitura para um dia, talvez, conseguir oferecer um pouco mais de qualidade em forma de texto, crônicas, contos, artigos, romances, tratados.

Revi conceitos, camarada. Sinto-me emburricando com os passar dos dias e com o piloto automático que muitas vezes os jornalistas precisam ligar. Mas, não se preocupe. Não sumirei assim de uma hora para outra, assim como quando se morre, vai-se ao enterro e pimba: sumiu! Vou desaparecer devagar, assim como um astro pop em decadência, entregue aos seus vícios. Vou cair no esquecimento igual aos ex-bbbs desse Brasil. Devagar. Aparecendo ora sim ora não. Desaparecendo quando menos esperam e aparecendo de novo quando muitos já haviam se acostumado sem a minha presença.

Por isso, amigo leitor: não vai haver despedidas, pois elas chamam a atenção e provocam reações pouco calculadas. Eu vou existir, mas você não vai me ver. Um dia volto, mais forte, crescido, experiente. A morte das aparências vai me fortalecer. O dia após o outro no anonimato vai calejar. Sentirei saudades, mas pelo menos vou deixar de me expor. Não preciso disso. Da exposição. Não preciso pegar câncer, não preciso ficar doente da cabeça por causa daquilo o que pensam de mim. Ninguém precisa pensar em mim. Ninguém precisa ver a minha evolução, ainda que tênue. Mas também ninguém precisa cavar minha fossa antes do meu dia chegar.

Sabe, Malwee. Meu sonho é um dia conseguir me fazer por entendido pura e simplesmente pelas palavras escritas. Você sabe: eu não gosto muito de conversar, tenho medo das minhas manifestações comunicacionais advindas da fala. Mas, um dia, o meu coração vai ganhar voz por meio de textos. Um dia vão entender que as pontas dos meus dedos apertam, antes do teclado, o meu coração. Vão entender que a minha tentativa irônica de ser irônico não é sarcasmo. Entenderão que o meu maior esforço diário é para que eu me torne uma pessoa cada vez mais humilde, ainda que sei que a humildade é um adjetivo que somente os outros podem te dar.

Um dia eu aprendo a escrever. Um dia as pessoas aprendem a ler o que eu escrevo. Adeus, Malwee! Pelo menos por hoje, adeus.

*Crônica publicada dia 14 de dezembro na coluna Crônico, do jornal O Diário do Norte do Paraná.

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Africanos dançando ou italianos desdenhando?

Com pouco mais de 30 minutos de jogo, o Internazionale de Milão garantiu sua vaga na final do Mundial de Clubes Fifa 2010. Logo no começo, o time italiano percebeu a fragilidade do adversário sul coreano Seongnam Ilhwa ao conseguir estufar as redes aos 3 minutos de partida, com Stankovic.

Aos 32 minutos, tudo o que os gringos do Internacional de Porto Alegre não fizeram na partida de ontem foi bem representado pela dupla argentina Zanetti e Diego Milito. Em bela jogada, Zanetti tocou para Milito, que, de calcanhar, devolveu em uma tabelinha envolvente, ficando fácil para o lateral incansável de 37 anos ampliar o placar para a Inter de Milão.

Mesmo com todas as facilidades desta partida, que teve o caixão fechado aos 28 minutos do segundo tempo com mais um gol da Inter, de Milito, foi bom rever o craque colombiano Molina representar as cores do Seongnam.

Ele teve uma passagem boa pelo glorioso Santos Futebol Clube, disputando 78 partidas entre 2008 e 2009 e marcando 17 gols. Mas, ao contrário do que ocorria com o alvinegro praiano, o time sul coreano dependeu demais dele e das suas cobranças para qualquer investida ao ataque. Aliás, Molina continua batendo muito bem as faltas e, em pelo menos duas ou três oportunidades, causou perigo ao gol do marido da Suzana Werner, Júlio Cézar.

Fato a destacar é que o adversário de hoje do Inter de Milão é muito mais fraco do que os africanos que destruíram o time brasileiro na partida de ontem. Portanto, no sábado, às 15h (horário de verão brasileiro), poderemos assistir a uma bela partida entre o descompromissado campeão europeu (eles parecem desdenhar do mundial de clubes e parecem endeusar demais a Champions League) contra o raçudo Mazembe, do goleiro endiabrado Kidiaba e cia.

Resta saber se a República Democrática do Congo vai ter motivos para dançar e rebolar por pelo menos um ano inteiro caso tenha um time campeão do mundo ou se o Inter vai manter o script e assim aumentar o faturamento europeu neste campeonato. Se isto ocorrer, a história do Mundial de Clubes estará exatamente repartida, com 25 títulos sul-americanos e 25 títulos europeus.

Será o Santos o time a desempatar esta briga vencendo o mundial do ano que vem, com Ganso, Neymar, Elano, Arouca e tantos outros craques que a diretoria vem prometendo contratar? Resta esperar e torcer!

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