Mês: janeiro 2011



Os bodes da maçonaria invadem o asfalto

 

Encontro dos Bodes do Asfalto Regional de 2010 reuniu cerca de 500 pessoas; na foto, o presidente do clube, Joel Oliveira, recebe o prefeito Silvio Barros no encontro

Não se assuste caso veja uma chibarrada de bodes pilotando motocicletas potentes pela malha asfáltica da região. Certamente serão alguns dos aproximadamente 50 membros do Bodes do Asfalto Moto Clube de Maringá, que, assim como em mais de 800 cidades brasileiras e em sete países espalhados pelo mundo, reúne pessoas que têm pelo menos duas características em comum: ser maçom e apaixonado pela pilotagem sobre duas rodas.

Quando cheguei ao escritório do contador e advogado Joel Azevedo de Oliveira, atual presidente do Bodes do Asfalto de Maringá, logo percebi que não tinha errado de endereço. Na recepção, pelo menos quatro tipos diferentes de publicações especializadas em motocicletas evidenciavam o gosto do advogado e fazia às vezes das habituais revistas semanais encontradas em salas de espera.

Prontamente, Oliveira fez o convite para que eu entrasse em sua sala. Antes de iniciar a entrevista para conhecer um pouco mais sobre o moto clube já tão popular da Maçonaria, não havia, porém, como não perguntar sobre a tão evidenciada paixão que o advogado sente por motos.

Os inúmeros porta-retratos com praticamente todas as motos que já teve, um quadro talhado em madeira com o desenho de sua Harley-Davidson 1.600 cilindradas e ainda uma infinidade de charmosas réplicas de motos espalhadas sobre uma mesa praticamente me obrigaram a perguntar, além da história do Bodes do Asfalto, a trajetória de um homem que começou a pilotar pelas estradas com uma humilde Honda CG 82 e que hoje possui uma mitológica HD – moto mais desejada e conhecida em todo o mundo.

É com brilho nos olhos que Oliveira descreve a sua paixão pelas motos. Quem ama o motociclismo tem como uma das metas na vida a busca pela motocicleta perfeita ou o grande sonho sobre duas rodas – cada im tem o seu.

“Meu primeiro veículo foi uma moto. Depois, não parei mais. Moto grande mesmo tenho há dez anos. Comprei uma Virago, depois uma Hornet, logo troquei por uma Shadow e finalmente comprei a Harley. A Harley é pra vida inteira, não penso em vender. Vai ficar para os filhos, para os netos”, conta o presidente do Bodes do Asfalto.

Irmandade

Andar sozinho de moto não é preferência para a maioria dos motociclistas. O advogado Oliveira diz também não gostar da solidão sobre duas rodas e que, por isso, considera importante participar de motoclubes.

Uma grande família. É assim que Oliveira denomina o Bodes do Asfalto. “Temos um objetivo só: reunir o pessoal para fazer amizade. Para nós, o motociclismo funciona como um modo de viver, para curtir a vida e a natureza. O motociclismo promove amizades e desestressa”.

Maçons sobre duas rodas

Segundo o presidente do Bodes do Asfalto, a maçonaria é uma associação de homens que têm bons costumes na sociedade.

É com esse pensamento que os bodes pegam semanalmente a estrada para realizar passeios pela região e também quando participam de encontros anuais, seja no Paraná ou em outros Estados.

“Na maçonaria, prezamos pela fraternidade, igualdade e liberdade. E é isso o que acontece quando estamos andando de moto. Somos solidários uns com os outros. Se, por exemplo, durante o trajeto um motociclista tem o pneu da moto furado, todos param, ele não fica sozinho. No clube, independentemente da moto ou da condição financeira, todos temos o mesmo direito”, afirma Oliveira.

Bodes maringaenses

A facção de Maringá do Bodes do Asfalto, fundada em 2008, agrega também motociclistas maçons de Mandaguari e Marialva, totalizando 50 membros. Oliveira calcula que 90% dos integrantes possuem moto custom, sendo em média 40% de Harley-Davidson.

No Encontro de Bodes do Asfalto Regional (Ebar) de 2010, ocorrido em Maringá, motociclistas de seis Estados brasileiros participaram, reunindo aproximadamente 500 pessoas e 280 motocicletas.

Sonho sobre duas rodas: Rota 66

Imortalizada pelo cinema norte-americano, a U.S. Route 66, a famosa Rota 66, é palco de sonhos realizados para inúmeros motociclistas de todo o mundo que conseguiram pilotar sobre duas rodas naquela infinita highwhay.

Construída em 1926 e tendo quase 4 mil quilômetros de extensão, a Rota 66 era iniciada em Chicago, passava por seis estados norte-americanos e se findava na Califórnia.

Desde 1985, porém, a rota deixou de fazer parte da US Highway System e atualmente é denominada como “Histórica Rota 66”, sendo reconhecida pelo governo daquele país por sua importância cultural, histórica e turística. A rota foi cenário para filmes famosos, como Easy Rider e Bagdad Café.

O presidente do Bodes do Asfalto, Joel Azevedo de Oliveira, é um dos que não conseguem tirar da cabeça a Rota 66. Ele conta que alguns bodes maringaenses já tiveram a oportunidade de participar de um pacote turístico que os levou até a estrada famosa dos EUA e que não veem a hora de pilotar novamente por aquelas bandas.

“O sonho de viajar nunca acaba. E a grande viagem dos meus sonhos é para a Rota 66, pilotando uma Harley- Davidson. Estou vendo a possibilidade de formar um grupo de motociclistas de Maringá para fazer um passeio por lá”, anuncia o presidente.

Diversas agências de turismo organizam pacotes especiais para que os aficionados por motos possam pilotar na Rota 66. Oliveira diz que, chegando lá, os motociclistas podem locar diferentes modelos de motos para percorrer a velha estrada e aproveitar, ainda, para conhecer a famosa Milwaukee – cidade onde fica a sede das mitológicas HDs.

Incluindo estadia em hotéis, aluguel de motocicletas e passagens aéreas, ele calcula que o pacote deve custar algo em torno de R$15 mil.

Bodes em 2011

– O Encontro dos Bodes do Asfalto Regional (Ebar) de 2011 ocorre em Umuarama entre os dias 17 e 19 de abril.

– O Encontro dos Bodes do Asfalto Nacional (Eban) ocorre no mês de novembro, em Brasília.

*Confira essa e outras reportagens no caderno Automotor, veiculado em O Diário do Norte do Paraná.

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Particularidades do transporte público

Até mesmo crianças aparentam estar tristes e enrugadas. Pessoas feias, solitárias, cansadas e fedidas. Outras, desesperadas, sem educação e deprimidas. Algumas são dignas e estão inseridas no protótipo de normal, ou seja, assistem novela das oito, compram cd pirata da novela das oito e comem, de vez em nunca, no Mc´ Donald´s.

A briga por assentos é acentuada por muita rivalidade e dores nas varizes. Não obtendo êxito na dança das cadeiras, as chances são grandes de passar uma hora em pé, segurando em algum apoio, que te provoca asco, por lembrar que inúmeras pessoas já colocaram as mãos ali, não se importando se nelas continham coliformes fecais, restos orgânicos, ou respingos de uma masturbação mau sucedida no banheiro público.

Tem gente que faz questão de deixar o celular na maior capacidade sonora e ainda com aquela linda canção que retrata uma festa em um ap. Sem falar nos que passam o trajeto inteiro conversando pelo mesmo aparelho, muitas vezes futilidades, como a compra de pães para o jantar, ou coisas mais fúteis ainda, como o fechamento de negócios ligados à sua medíocre empresa.

Não me lembro bem do nome de quem inventou o IPod, mesmo assim o agradeço pela invenção. Embora quase ninguém use o IPod propriamente dito, e sim o pen drive que toca música, importado da China, ele tem contribuído pela paz nos transportes públicos, pois o sujeito que está ouvindo mp3 fica quieto em um canto e não atrapalha ninguém, exceto quando perde o limite de decibéis produzidos pelo aparelho e acaba compartilhando com vários ao seu redor a sua música, que nem sempre é de qualidade.

Há também várias pessoas que, assim como eu, preferem ler revista, livro ou jornal, sempre se debatendo, metade do caminho, para virar as páginas, a ponto de desistir da idéia de ler. O espaço é curto e, em pé, o ato de ler é crucificante. O engraçado é que muita gente não dá um real para comprar jornal, mas quando senta ao lado de alguém que comprou um exemplar, não tira os olhos das notícias. Elas passam pelas bancas e ficam minutos lendo manchetes das capas. Mesmo assim, não adquirem o mísero pedaço de papel sujo.

Não se contentando com fétido cheiro de suas axilas, cujo desodorante foi passado, pela última vez, ontem, depois do banho, para assistir, limpinho, a novela, o cidadão ainda tem a coragem de trazer consigo um pacotão de chips, sabor isopor e aroma chulé. O adesivo do transporte público diz não fume, mas era melhor alguém fumando ali dentro do que comendo um chips desse ao seu lado.

Nada contra a terceira idade, mas chego a conclusão de que a maioria não tem nada para fazer a não ser ficar andando de ônibus para lá e para cá. A senhora sai de seu município, de circular intermunicipal, para comprar duas latas de massa de tomate, que estão na promoção na cidade ao lado. Eles podiam, pelo menos, deixar para zoar em horários que não sejam de picos, pois, embora a classe trabalhadora, como um todo, seja jovem e cheia de energia, ficar um dia inteiro costurando em uma fábrica ou atendendo clientes na loja de roupas do shopping, cansa em demasiado.

Quando você entra no ônibus, sobram uns lugares pingados para sentar, mas assim que você se senta, chega uma senhora de 70 anos, com um monte de sacolas e com aquela cara de: “o que tá esperando para deixar eu sentar moleque?”. Geralmente, nem um ‘obrigado’ você recebe.

Esse é o cenário de, pelo menos, três horas do meu dia. Quando desço da circular, um frio de fim de tarde arrepia os pelos de meu braço. A noite está enluarada e um cheiro de bife acebolado exala de muitos lares. Amanhã é outro dia, mas a rotina prossegue e os infortúnios do transporte público me esperam. Nem que for financiado, mas dia desses farei posse de um carro.

Crônica publicada em 2008 no blog A Poltrona.

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Jogada ensaiada e gol de Maikon Leite no Prudentão

Em jogada ensaiada na cobrança de falta, Maikon Leite foi lançado livre e, aos 16 minutos do segundo tempo da partida entre Santos e Grêmio Prudente, realizada no dia 23 de janeiro de 2011, estufou as redes do goleiro, ampliando o placar para o Peixe, que venceu a partida por 4 a 2. Os cerca de 6 mil santistas presentes no estádio vibraram mais uma vez pelo gol e se angustiaram, ao mesmo tempo, pelo fato de saber que muito provavelmente se despedirão do atleta goleador, que tem pré-contrato com o Palmeiras.

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Outro sortudo em Munhoz de Mello ganha na Lotofácil

Veja só: acabo de conferir os números da Lotofácil (meu jogo de loteria preferido) e descubro que nove pessoas acertaram todos os 15 números da cartela, o que rendeu para cada um R$173.128,62.

O detalhe que me chamou atenção foi que um desses nove ganhadores fez sua aposta em Munhoz de Mello (a 35 quilômetros de Maringá), cidade que já teve dentre os seus menos de 5 mil habitantes um ganhador do maior prêmio que a loteria pagava na época, algo parecido com a Mega-Sena, só que muitos anos atrás, segundo relato de tios meus que cultivam em terras arrendadas por lá.

Meus tios contam que o homem que ganhou muito dinheiro naquela época por conta de um bilhete premiado não soube administrar muito bem aquilo tudo de riqueza em suas mãos.

Podem ser lendas, mas são fascinantes as histórias sobre as suas proezas com a gastança, fechando casas noturnas, pagando rodadas de bebidas para os um milhão de amigos que surgiam a todo minuto e a distribuição de dinheiros por empréstimos para os parentes. Dizem mesmo que os bons não sabem lidar com o dinheiro, enfim.

De todo modo, dia desses, quando estiver andando tranquilamente pela única avenida daquela pacata cidadezinha lotada de botecos, certamente farei uma fezinha na que talvez seja a única e muito sortuda lotérica de Munhoz de Mello.

Além de Munhoz, o concurso 603 da Lotofácil premiou acertadores dos 15 números em MG, RJ e SP. Os 1.056 acertadores das 14 dezenas levarão para a casa R$ 903. Terão R$ 12,50 a mais no bolso os 25.773 acertadores de 13 números, R$ 5 os 261.450 acertadores de 12 números e R$ 2 os 1.219.712 sortudos que acertaram 11 números.

Eu, que acertei apenas nove dos números sorteados (02 – 04 -05 – 06 – 08 – 10 – 12 – 13 – 15 – 16 – 19 – 20 – 21 – 22 – 23), perdi mais R$ 1,25 com a minha aposta única. Para quinta-feira, o valor a ser pago pela Lotofácil está estimado em R$ 1.300.000,00. Preciso urgentemente dar um pulo em Munhoz!

Crônicas, Fatos
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Dentista ensina a curar dor de cabeça

Técnica desenvolvida pela cirurgião dentista Lincoln Zucato promete o alívio da dor de cabeça tensional sem a necessidade de remédios. Com as próprias mãos, a pessoa pode aliviar a dor, seguindo as técnicas do dentista. Veja o vídeo e depois me conte se realmente foi eficaz contra a sua dor de cabeça, já que ainda não tive dores para testar em mim. VÊ!

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Homens devem autoexaminar testículos*

Pouca gente sabe, mas, assim como as mulheres que realizam regularmente o autoexame das mamas para detectar possíveis tumores, os homens também podem e devem conferir com frequência como está o órgão reprodutivo masculino.

O autoexame dos testículos é uma prática recomendada pelos oncologistas e urologistas principalmente porque pode detectar, em seu estágio inicial, o surgimento de tumores. Se diagnosticado no início, por meio do autoexame, as chances de cura do câncer de testículos chegam a ser de 95%, conforme explica José Francisco da Silveira, médico urologista e professor da Universidade Estadual de Maringá.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) recomenda que o autoexame dos testículos deve ser feito, no mínimo, uma vez por mês. Silveira concorda e diz que os homens devem se autoexaminar sempre, atentando-se a qualquer alteração, tanto dos testículos quanto do pênis.

Caso algo de estranho seja percebido pelo homem, durante o autoexame, um médico urologista deve ser procurado imediatamente. “Se surgir algum caroço, independentemente do tamanho, mesmo que não doa, é obrigatório que a pessoa procure um urologista. O câncer de testículo geralmente não dói”, ressalta o médico especialista.

Câncer de testículo pode atingir jovens

O urologista Silveira informa que o câncer de testículo é mais comum em homens entre 25 e 45 anos. “Atinge uma população jovem e produtiva.

Já que existe a possibilidade de cura, quando diagnosticado e tratado em estágio inicial, é muito importante que o homem se autoexamine sempre e verifique se há qualquer alteração em seu órgão reprodutivo”, reforça o urologista.

Quando comparado a outros cânceres que podem ocorrer nos homens, a incidência de câncer de testículo não é muito alta. Dos tumores malignos que acometem os homem, 5% ocorrem nos testículos, segundo o Inca.

Fatores de risco

Silveira explica que, principalmente na infância, os pais devem consultar o urologista para que seja feita uma avaliação e ver se realmente os dois testículos desceram para a bolsa testicular. “Um dos fatores que é preocupante para o surgimento de câncer nos testículos é quando algum deles [testículos] fica retido na região do abdome ou na região da virilha. Com o testículo nesta localização atípica, a infertilidade também é causada”, explica o especialista.

Além de eventuais caroços nos testículos, o urologista enumera outros sintomas percebidos que podem ser motivos de alerta e justificar uma visita ao médico. “Secreção no canal, independentemente da cor ou da quantidade, que gera coceira ou dor, pode ser indício de alguma doença sexualmente transmissível. Se o homem também encontrar em seu pênis alguma verruga, úlcera e, claro, os caroços nos testículos, devem contatar obrigatoriamente um urologista”, receita o médico Silveira.

Atenção

Segundo o Inca, os principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de testículo são o histórico familiar deste tumor, lesões e traumas na bolsa escrotal e a criptorquia (quando não há a descida correta dos testículos até a bolsa testicular).

Raro

A incidência do câncer de testículo é de três a cinco casos para cada grupo de 100 mil pessoas. Ainda que baixa, não vacile.

*Confira essa e outras reportagens, que foram publicadas no caderno Saúde, de O Diário.

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‘O vermelho e o negro’, de Stendhal

Le Rouge et le Noir (O Vermelho e o Negro, em francês), com o subtítulo Chronique du XIX siécle (“Crónica do século 19”), é um romance histórico psicológico em dois volumes do escritor francês Stendhal, publicado em 1830. É frequentemente citado como o primeiro romance realista. Ele é definido no período entre o final de setembro de 1826 até o final de julho de 1831, e trata-se das tentativas de um jovem de subir na vida, apesar do seu nascimento plebeu, através de uma combinação de talento, trabalho duro, engano e hipocrisia, apenas para encontrar-se traído por suas próprias paixões. (Leia mais sobre o livro no Wikipédia ou compre um exemplar da coleção Clássicos Abril).

Divagações
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Dani Alves e Piqué quase vão as vias de fato

 

http://www.youtube.com/watch?v=gyJVD-cavpg

O futebol é assim, não é mesmo Daniel Alves e Piqué? Quando se fica nervoso, não se respeita nem mesmo o companheiro que veste a mesma camisa. Cenas como essas me fazem lembrar do ignorante Romário dando um soco no pacífico e molenga Andrey, que não fez absolutamente nada após a agressão. Naquele jogo, o Fluminense perdeu por 6 a 0 do São Paulo.

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