Mês: julho 2011



Habilitado para ‘pilotar’carroça

Cópia da carteira de habilitação do carroceiro João da Silva Ramos

Na década de 40, há mais de 70 anos, onde hoje é o município de José Bonifácio (SP), que na época se chamava Serradão, morava o produtor rural João da Silva Ramos. Plantar, colher, criar animais e tirar o leite da vaca eram alguns dos seus afazeres diários. Vícios ele não tinha.

Vez ou outra, ia até a cidade para fazer compras no mercado, vender leite e entregar carne de porco. Só então tirava o seu meio de transporte da garagem: a carroça. Já naquela época, ao contrário de muitos que saem a dirigir pelas ruas com pouca ou nenhuma habilidade, seo João conduzia a sua carroça com cautela, segurança e, acreditem, devidamente habilitado!

A Diretoria do Serviço de Trânsito do Estado de São Paulo, da então República Dos Estados Unidos do Brasil, habilitou o produtor como carroceiro rural no dia 27 de julho de 1940. Sua carteira de habilitação, de nº 115.545, contém foto, além da assinatura de um escrivão e também de um delegado de polícia.

A cópia da carteira de habilitação para conduzir a carroça do seo João chegou à reportagem por intermédio do maringaense aposentado Arnaldo Vilhena Coelho, que é casado com Eníder de Lurdes Guapo Coelho – uma das netas do motorista habilitado de carroças.

Por sorte, no dia em que a reportagem visitou a casa de Arnaldo, outros dois netos do seo João estavam em Maringá, a passeio. Albertina da Silva Ramos, na época uma criança, recorda-se do avô ‘pilotando’ a carroça.

“Não havia carros na redondeza. Passava um caminhão ou outro, mas muito raramente. A maioria das pessoas andava de carrocinha”, diz ela. A neta também se lembra que, além de usar o meio de transporte para carregar os produtos que vendia ou comprava, seo João fazia frete para vizinhos e ‘amigos mais chegados’.

Lindolfo da Silva Ramos, também neto de seo João, diz que a carroça tinha até placa, com números de identificação. “A licença valia como a atual carteira de habilitação de veículos. Quem conduzia carro de boi não precisava do documento, porque o percurso era mais moroso e lento”, diz Lindolfo.

“Meu avô e meu pai iam pescar no Rio Tietê, só que nem precisavam da carroça. Iam montados no cavalo porque não tinha tralha de pesca. Naquela época, a água do rio era tão limpa que conseguiam acertar com um tiro o peixe embaixo d´água”, conta.

A neta Albertina acredita que o seu zeloso avô era um dos poucos motoristas habilitados. “Meu pai mesmo não tinha essa carteira”, lembra-se. O carroceiro rural João da Silva Ramos nasceu em Jaú (SP), teve dez filhos e morreu em 1945. Se estivesse vivo, certamente, teria licença para dirigir e respeitaria as leis.

Adolescentes conduzem carroças no centro de Maringá

Maringá desfruta de todas as vantagens dos grandes centros, sem perder algumas características interioranas. Engana-se quem pensa que as carroças ficaram no passado. Na cidade, inclusive na área central, é possível ver carros, caminhões e motocicletas disputando espaço com as carroças.

Se antigamente muitos utilizavam o meio de transporte movido a tração animal para transportar cargas (leite, adubo, sementes, entre outros itens), o que se vê, hoje, nas áreas urbanas são pessoas conduzindo carroças lotadas de resíduos e lixo reciclável.

Não raro também é presenciar adolescentes e até crianças segurando as rédeas e controlando a direção da carroça – sem nenhuma segurança, diga-se de passagem. O aposentado Arnaldo Vilhena Coelho diz ficar preocupado com tantos jovens conduzindo carroças no centro de Maringá. Dia desses, enquanto esperava no ponto de ônibus, conversou com um adolescente, de nome Reginaldo Ferreira da Silva, de apenas 15 anos, que há quatro meses recolhe papel a bordo de um desses veículos de tração animal.

“O trânsito de Maringá já é complicado, com as carroças fica mais ainda. Fico me perguntando se esses jovens têm responsabilidade ou preparo suficiente para conduzir as carroças no trânsito”, questiona o aposentado.

Lei estipula regras para as carroças no centro

Em 2001, a Lei 5.369, de autoria do vereador Mário Hossokawa, foi aprovada e passou a estipular algumas regras quanto ao trânsito de carroças e carrinhos de mão na área central de Maringá.

Entende-se como área central o quadrilátero definido pelas avenidas Tamandaré, Tiradentes, Paraná e São Paulo. A lei impõe a proibição do trânsito de carroças na área central de segunda à sexta-feira, das 10h às 18h30, e aos sábados, das 7h30 às 13h.

A infração para a desobediência varia de multa (entre R$ 15 e R$ 30), retenção da carroça por até três dias a apreensão do veículo.

As regras são as mesmas para carroças e para carros

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), um carroceiro conduzindo uma carroça (transporte de cargas) ou charrete (pessoas) deve obedecer as mesmas regras dos motoristas de veículos automotores, como sentido de circulação, sinalização, entre outros.

No caso de colisão e outros crimes eventualmente cometidos na condução, as infrações serão as mesmas aplicáveis a qualquer condutor de veículo automotor (considerada a excepcionalidade do registro e autorização para conduzir).

O código prevê que o órgão e a entidade executiva de trânsito dos municípios registrem, na forma da legislação, ciclomotores, veículos de tração e propulsão humana e de tração animal, fiscalizando, autuando, aplicando penalidades e arrecadando multas decorrentes de infrações.

O animal que é deixado em local impróprio ou que é utilizado em ato de infração pode ser recolhido, e o proprietário ou responsável terá que pagar uma taxa para recuperá-lo. Em casos de maus tratos, um boletim de ocorrência poderá ser lavrado. Neste caso, a apreensão do animal também é uma opção.

A recomendação para os carroceiros que circulam pelas ruas e avenidas é que respeitam as leis e colaborem com os demais motoristas e pedestres. Para isso, devem utilizar as mãos, indicando a direção que vai tomar. Isso evita fechadas e possíveis acidentes. Faixas reflexivas colocadas nas laterais e traseiras das carroças auxiliam na visualização.

Hipomóveis circulam sem fiscalização

– Também chamadas de hipomóveis, as carroças circulam livres de fiscalizações pelas ruas de Maringá;

– A lei municipal 4.842/98 prevê o emplacamento dos veículos de tração animal e determina que “somente poderão utilizar as vias públicas urbanas do município de Maringá quando regularmente cadastrados perante a municipalidade”;

– O último cadastramento foi feito há sete anos pela Setran, totalizando 534 carroceiros de Maringá, Paiçandu, Marialva e Sarandi;

– É comum ocorrer pequenos acidentes envolvendo carroças, algumas vezes conduzidas por menores de idade, em Maringá. Mas, por não serem identificadas, muitas vezes esses acidentes nem são registrados.

*Reportagem publicada no caderno Automotor do Diário.

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Só os fortes vencem a guerra contra eles próprios

a maior briga do homem sempre será contra ele próprio

o dia em que conseguirmos nos derrotar, seremos vencedores

um filho-arte quer nascer, mas somos nós quem sempre o abortamos

é guerra meu irmão, é guerra

e o mundo consumista nos abre as pernas com cheiros de lavanda, chantilly e gozos de prazeres

é guerra meu irmão. é guerra

a TV é mais legal

o cachorro é mais fiel

a mulher é mais carinho

o videogame é mais real

o futebol e a beer é anestesia geral

é guerra meu irmão

os mais fracos, quase todos, vivem bem, felizes na ignorância

os mais fortes, cheios de cascas, são muitas vezes considerados loucos, autistas e estúpidos

esses conseguem vencer a guerra contra a própria vida

e aí sim conseguem escrever os livros, pintar os quadros, fazer os filmes

esses conseguem transmitir beleza e arte

restam aos fracos, em meio a fastfoods e novelas, consumir, de vez em quando,

a arte dos fortes que venceram a guerra corporal e da alma

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Mulher também pega no pesado em obras*

Fotos: Douglas Marçal - Mulheres no canteiro de obra: da limpeza ao posto de pedreira

Que as mulheres já ocupam cargos nos mais diferentes setores do mercado profissional, inclusive na construção civil, isso não é novidade. A diferença é que muitas já não se contentam em assumir serviços ‘mais leves’.

Em busca de melhores salários e perspectiva de promoção, os canteiros de obras, que carecem de profissionais, aos poucos, contam cada vez mais com a mão de obra feminina.

A novidade é que as mulheres não estão só nos setores de limpeza e azulejista, elas estão colocando a ‘mão na massa’ e assumindo funções como de pedreiros, operadores de máquinas e serventes.

Daniela Fernandes, 31 anos, Rafaela Rocha, 23, e Maria Ribeiro Santos, 41, foram contratadas recentemente para trabalhar no canteiro de obras de um residencial que está sendo construído no Novo Centro.

É verdade que, na primeira semana de trabalho, elas executaram serviços relacionados à limpeza e organização, mas, segundo o engenheiro civil Omar Malouf Ibrahin, coordenador de obras responsável pelo residencial, a próxima etapa é designar funções mais específicas para elas na obra.

Nos próximos dias, por exemplo, as contratadas deverão atuar como serventes. “É claro que não vamos pedir para as mulheres carregarem sacos de cimento, mas, pela experiência que temos em Londrina, podemos dizer que elas fazem praticamente de tudo na obra”, diz o engenheiro civil.

Produtividade

“Se der bobeira, quando vê o homem já parou um pouco o serviço para fumar um cigarrinho ou conversar. As mulheres, não. Elas são mais focadas no trabalho”, revela Ibrahin. O engenheiro diz que as expectativas com relação ao trabalho delas foram superadas. Prova disso é a contratação de mais uma mulher e a abertura de outras duas vagas ao público feminino.

E sobre produtividade, Rafaela faz questão de dizer que acha as mulheres bem mais produtivas do que eles na obra. Ex-lavadora de ônibus, optou pela construção civil em busca de um salário melhor. “Pretendo crescer e fazer cursos na área”.

Já Daniela trocou o setor de embalagens em uma indústria alimentícia pelo serviço na construção civil. Ela admite que, nesta primeira semana de trabalho no canteiro, tem chegado todos os dias em casa mais cansada, o que, segundo ela, não é motivo de desânimo.

Cansaço, aliás, é uma palavra que elas precisam ignorar, já que o trabalho não acaba com o fim do expediente no canteiro de obra. Maria, ex-auxiliar de cozinha, lembra que em casa tem mais serviço. “A gente precisa fazer comida, cuidar dos filhos e lavar a roupa quando chega em casa. É cansativo, mas normal. Não vou desistir do trabalho na obra. Sinto prazer em trabalhar aqui, é uma coisa que eu quero aprender. Um dia vou até assentar lajota!”.

Menos retrabalho

Para o engenheiro civil Leonardo Ramos Fabian, gerente regional da Plaenge, o capricho, o cuidado e o zelo com a limpeza são pontos positivos das mulheres e que contribuem até mesmo para a redução de custos na obra.

“Os serviços executados por mulheres dão bem menos retrabalho e geram menos sujeira. Por serem mais caprichosas, são extremamente indicadas para os serviços de acabamentos”.

Contratadas – 5% das vagas de empregos nos canteiros de obras da Plaenge em Londrina são preenchidas por mulheres. Nas duas obras da construtora em Maringá já são cinco contratações e pelo menos três vagas em aberto.

*Reportagem publicada domingo (24) no Diário.

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Sem meias, ingresso da Copa pode custar até R$ 1.500

Segundo estimativa do Congresso em Foco, o ingresso para as partidas da Copa do Mundo Fifa 2014, que deverá ocorrer no Brasil, custará entre R$ 150 e R$ 1.500. Para chegar a esse resultado, levou-se em conta a cotação do dólar na semana passada e o preço das entradas cobradas na África do Sul no ano passado, desconsiderando a inflação e as flutuações futuras do câmbio.

Outra notícia envolvendo o preço dos ingressos deve não agradar os estudantes e demais públicos que conseguem pagar meia entrada em diferentes eventos culturais e esportivos. Isso porque, o Ministério do Esporte fechou acordo com a Fifa para que a entidade negocie o fim das gratuidades ou meias-entradas na copa. O assunto, no entanto, ainda está sendo discutido na Casa Civil da Presidência da República.

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Evite manchas provocadas por fezes de aves

A arborização de Maringá é de causar inveja para qualquer cidade. Ruas e avenidas ficam mais arejadas e as sombras refrescam pedestres e motoristas. Mas, como nem tudo são flores, a maioria dos motoristas já se viu diante do dilema: deixar o carro estacionado sob o sol, o que irá, inevitavelmente, transformá-lo em uma sauna, ou deixar seu carro lavado na bela sombra de uma árvore e correr o risco de encontrá-lo todo bombardeado por fezes de passarinho?

Se bombardeado na cabeça, a reação imediata é tentar limpar as fezes de passarinho. Pois é essa a atitude correta que os motoristas deveriam ter quando percebem que seus veículos receberam esses presentinhos indesejáveis que caem do céu: limpar imediatamente as fezes na lataria, caso queiram conservar a pintura.

É a única solução encontrada por Wagner de Oliveira, proprietário de uma empresa especializada em polimentos e pinturas automotivas. “É complicado e é difícil porque, geralmente, quando a pessoa vê, já afetou. O que dá para fazer é sempre andar com papel higiênico e garrafinha de água ou lenço umedecido e, o quanto antes, tentar tirar o cocô da lataria, na tentativa de que não ultrapasse a base do verniz”, ensina Oliveira.

Ele informa que as fezes são muito ácidas e rapidamente afetam a pintura. Em muitos casos, diz que a única solução é fazer uma repintura da parte da lataria atingida, o que pode custar entre R$ 250 e R$ 300, em se tratando de um carro nacional e de uma peça pequena, como para-lama, porta lateral ou tampa. “A repintura de peças grandes, como teto e capô, chegam a custar entre R$ 350 e R$ 650”.

Polimento pode ajudar

Se você não é o tipo de motorista cauteloso, que trata logo de pegar o papel e a água para retirar as fezes, existem algumas medidas que podem ajudar a retirar manchas provocadas pelas fezes. Isso, no entanto, vai depender muito da cor do carro.

Segundo Oliveira, é quase impossível tirar manchas de fezes de passarinhos, mas uma boa prática é polir semanalmente o carro, de preferência por profissionais que utilizem cera de primeira linha.

Para os desleixados

Agora se você é daqueles que não tem tempo ou disposição para cuidar do carro, que não o lava com a frequência desejada, que não anda com lenço umedecido no porta-luvas e que nunca colocou a mão na cera, o empresário informa que existem outros tipos de polimentos que podem amenizar as manchas de fezes de aves. Essa seria a última alternativa antes de apelar para a repintura, explica Oliveira.

“Se tiver muita sorte e o carro tiver uma pintura sólida, pode tentar o espelhamento. Mas se o veículo for metálico e em cor de média para escura é muito mais difícil retirar a mancha. Algumas pessoas têm apelado para o envelopamento do carro, encobrindo toda a lataria com adesivo fosco. Isso até protege, mas, na minha opinião, fica feio”, considera ele.

O espelhamento, indicado para modelos mais escuros, custa entre R$ 200 e R$ 300, depenpendo do tamanho do carro. Para os veículos de cores mais claras recomenda-se a cristalização, que custa entre R$ 170 e R$ 250.

Segundo Oliveira, o trabalho demanda um dia de serviço para ser concluído em carros pequenos e até dois dias, os maiores.

O cloro mancha também

Além das fezes das aves, o empresário elenca as manchas causadas pelo cloro da água como sendo outro grande vilão da lataria. As manchinhas meio esbranquiçadas e difíceis de serem removidas são causadas, de acordo com Oliveira, quando lava-se o carro com água e depois seca-se sob o sol. “Isso arrebenta o carro. Há casos em que nem o lixamento e o polimento dão conta do problema, ainda mais em veículos metálicos e escuros”.

Pozinho da árvore

A seiva da árvore, espécie de pó que cai e gruda igual açúcar, é mais fácil de ser removido. Um polimento simples é suficiente.

Corrosivas por causa do ácido úrico

De acordo com o biólogo Murilo Citelli Dutra, as aves não possuem bexiga para facilitar o voo. Por esta razão, elas não excretam urina e sim apenas uma espécie de pasta semissólida, carregada de ácido úrico, e que mancha cruelmente a lataria dos carros.

“Elas excretam seus resíduos nitrogenados, principalmente sob a forma de ácido úrico. Esse composto, menos tóxico que a ureia, é praticamente insolúvel em água, por isso forma uma pasta semissólida que é eliminada juntamente com as fezes”, explica Dutra.

O biólogo explica que o ácido úrico eliminado pelas aves é corrosivo e pode acabar com o verniz protetor das latarias. Ele compara o poder de estrago com as corrosões no esmalte dos dentes, provocados pela ingestão de alimentos ácidos, como refrigerantes.

Dutra chama atenção para os perigos que o contato com determinadas aves e suas fezes podem causar ao ser humano. Na hora de remover as fezes de pombos, ele recomenda que se jogue água antes, para que não haja a inalação da poeira do excremento, que pode ser prejudicial à saúde.

“Os pombos domésticos constituem-se em verdadeiras pragas urbanas. Suas fezes podem abrigar inúmeros micro-organismos causadores de diversas enfermidades, que variam desde simples alergias à doenças mais graves, como a Criptococose, tipo de micose que compromete o pulmão e pode afetar o sistema nervoso central, causando até meningite. A situaçao pode se agravar em tempo seco, já que as fezes ficam secas e se misturam com a poeira do ar, dispersando e facilitando a inalação dos patógenos”, explica.

*Reportagem publicada no caderno Automotor do Diário.

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Confraria do Bem: elas gostam é do gasto

A mulherada gosta mesmo é do gasto. Comprar. Isso é o que elas querem. Não precisa ser bolsa ou sapato pra elas. Pode ser uma camisa pro maridão, um brinquedo pro filho ou até uma lembrancinha pra filha da prima da cunhada da diarista da vizinha.

A forma de pagamento também não é relevante. No cartão, no cheque, em notas promissórias, dinheiro vivo, manchado de rosa ou não, pode ser até dinheirinho do Banco Imobiliário. O importante é gastar.

Se nem caiu ainda o dinheiro do vale, não tem problema. Parcelas mínimas sem juros também são bem vindas às consumidoras.

Elas querem gastar! Quer dizer que vão ficar doente se não adquirirem aquela bolsa que combina com o sapato cor de burro quando foge. Querem dizer que se acham a pessoa mais horrível do mundo com um cabelo que parece de puta (com todo respeito às profissionais do sexo) porque não foram àquele salão caríssimo ou então porque não compraram aquele xampu de R$ 150 pila.

Ao mesmo tempo, logo depois, como se fosse um criminoso arrependido dos atos crueis, resolvem se arrepender. A consciência pesa, o medo de ficar sem grana atormenta. E, mais do que isso, ressabiadas pelas broncas futuras de possíveis maridos, pais, irmãos, mães, tias, filhos, filhas e até vizinhas as julgando por causa de tanta gastança.

O melhor seria não gastar, conseguir superar essa fraqueza, esse desvio de caráter, essa chaga que contamina peito, alma, bolso e coração. Já que não tem jeito, já que a maioria daria um dedo do pé por aquela bolsa Luis Vitton (é assim que escreve?), o pessoal do Shopping Maringá Park arrumou um jeito de desanuviar pensamentos turvos pró-consumo bolando a campanha Confraria do Bem.

Carolla Pizza, Cantão, Wall Street, Enjoy, Star Point, Hope, Salinas, Levis, Mahogany, French B, além do Estapar, que administra o estacionamento do shopping, participam da campanha. Veja só a sacada: a gastona vai lá, faz suas comprinhas e depois se justifica dizendo que é por uma boa causa. É que os lojistas participantes da Confraria do Bem, iniciativa do shopping com a Acim, vão reverter parte do lucro das vendas para projetos sociais de entidades cadastradas na Fundacim.

Para não errar, mulher, atente-se às lojas identificadas com um selo. Vai lá no site pra ter mais informações e ser uma “Confrade do bem”: www.maringapark.com.br

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Falta de profissionais estimula abertura de cursos

O mercado profissional é dinâmico e necessita de profissionais capacitados para as mais diversas áreas de trabalho que surgem constantemente. Em função disso, as instituições de ensino superior e técnico de Maringá, por meio de pesquisas de mercado e de olho às necessidades do meio empresarial, oferecem opções para que as pessoas se capacitem e assim possam ocupar as vagas em aberto.

No Senac Maringá, a técnica de relação com o mercado Beatriz Amaral Furlaneto informa que, até agosto, estão abertas as inscrições para o curso de técnico de enfermagem. Com três turmas já completas, a expectativa é que a quarta também seja fechada rapidamente.

Um leque grande de cursos de capacitação estão com vagas abertas também no Senai Maringá. Para atender as necessidades do mercado, há opções na área de automação industrial, confecção industrial, metalmecânica, tecnologia da informação, plásticos e polímeros, gestão industrial, entre outros.

O coordenador de educação profissional do Senai Maringá, Cláudio Alves Batista, alega que falta no mercado profissionais qualificados para os mais variados setores. Até o próprio Senai acaba sofrendo com isso, segundo ele, que sente dificuldades para encontrar pessoas até mesmo para dar aulas nos cursos de capacitação.

Faculdades visam o mercado

Também entendendo essa ausência de gente preparada para atuar no mercado de trabalho, algumas faculdades de Maringá têm investido em cursos superiores de ensino de duração mais curta e mais direcionados. A Faculdade Cidade Verde (FCV) foi criada justamente com esse propósito no ano de 2005 em Maringá.

O diretor geral da FCV, José Carlos Barbieri, informa que, além dos tradicionais cursos de Administração, Ciências Contábeis e Economia, foram abertos os cursos de Gestão Comercial, Gestão da Produção Industrial e Análise e Desenvolvimento de Sistemas. “Os cursos apresentam em comum o foco em alinhar a prática do dia a dia empresarial com estágios, projetos integradores e o foco específico, tão necessário ao tecnólogo que o mercado empresarial necessita”.

O vice-reitor do Centro Universitário de Maringá (Cesumar), Wilson Filho, diz que nos últimos anos, os investimentos na ampliação da oferta de novos cursos se concentrou na área da Exatas e na área de Gestão, oferecendo cursos na modalidade presencial e a distância.

Filho adianta que, para o vestibular de 2012, que ocorre em novembro deste ano, nove cursos novos serão oferecidos. A maioria deles são cursos de tecnologia, com duração menor, com destaque para o curso de Construção de Edifícios e o de Pilotagem Profissional de Aeronaves.

“A falta de profissionais qualificados no ramo da construção civil tem sido um problema para o setor. Outros dois cursos que se destacam são os de Pilotagem Profissional de Aeronaves e o de Transporte aéreo. O crescimento do transporte aéreo de passageiros no país traz à tona mais um desafio ao setor: a falta de profissionais”, afirma o vice-reitor do Cesumar.

Capacitação

Ligue nas instituições que oferecem cursos de capacitação:

Senai: 3218-5600

Senac: 3262-6765

FCV: 3220-6868

Cesumar: 3027-6360

*Reportagem publicada no caderno de Empregos do Diário.

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Doe sangue e tome banho aos sábados

Uma manhã de sábado pode servir para muitas coisas. Ir ao supermercado para recuperar o estoque da geladeira de bebidas. Providenciar no açougue da esquina aquele pão de alho, dois quilos de carne, um de linguiça e um de asinha de frango para churrasquear mais tarde.

Levar o carro, a moto e o dog para lavar. Alguns também resolvem se lavar melhor só no sábado, diga-se, inclusive cortando a unha, lavando o cabelo e fazendo a barba. Quantos também não vão ao cabeleireiro passar a maquininha dos lados e fazer o pezinho?

Uns fanáticos da bola aproveitam o sábado para dar os últimos retoques em seus times no Cartola Futebol Clube. Os mais atolados de trampo botam a caixa de entrada em dia. E os que pensaram que o mundo iria acabar na noite de sexta-feira aproveitam a calmaria do sábado para não abrir as janelas do quarto de dormir tão cedo.

Mas pouca gente, no sábado, pelo que pude reparar na manhã ensolarada e agradável deste último, foi ao Hemocentro do Hospital Universitário de Maringá (HUM) retirar menos de meio litro de sangue e assim colaborar sobremaneira para a manutenção deste líquido sagrado a pacientes que infelizmente o perderam, seja em cirurgias, acidentes etc.

O sangue doado não faz falta para quem doa. O sangue não doado faz muita falta para quem precisa dele. Dificilmente há filas grandiosas em bancos de sangue. Tem cafezinho, revista na recepção, funcionários simpáticos e um caprichado café da manhã oferecido após a doação para que ninguém corra o risco de fraquejar, bambear as pernas. É de grátis, como dizem por aí.

Devorando um bauru, um copo de suco e um Sonho de Valsa, ouço a cozinheira se desculpar pelos barulhos da reforma do local. Ela disse que tem gente que, por causa do barulho, acaba ficando mais apreensiva na hora da doação, e isso não é bom. Eu fiquei de boa, ainda que, confesso, tenha sentido um certo turvamento na visão logo no começo da doação, quando a bolsinha com capacidade para 450 ml de sangue começou a ser preenchida graças ao líquido que saía da minha veia.

Já no cafezinho para concluir minha refeição matinal de sábado lá no Hemocentro do HUM, o que me deixou encucado é um fato alarmante contado pela cozinheira. Segundo ela, faz mais de um mês que o movimento de doadores caiu pela metade. Da média de 25 doadores ao dia, em seus cálculos a média diária não está ultrapassando os doze bravos heróis que compartilham do seu sangue.

Pergunto se é o frio que espanta o povo. E ela, sabiamente, recorda-me que faz mais de uma semana que voltou a esquentar e que, mesmo assim, nada de sangue de doadores. Digo a ela que trabalho no jornal e que prometerei divulgar esse fato triste aqui neste blog. E ela nem entendeu direito o que eu disse. Também: mastigando bolachinhas sabor chocolate e engolindo café, ninguém me entenderia direito.

De todo modo, peço ao caro leitor que doe sangue! Seja no sábado ou no dia da semana. Lembre-se que todos têm direito de um dia de folga por ano do trampo para tomar uma picadinha no braço e esperar alguém retirar seu sangue. Em Maringá, se não me engano, fora os vampiros, são três os locais que receberão de braços abertos teu sangue: o Hemocentro do HUM, o Hospital do Câncer e o Banco de Sangue Dom Bosco.

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5 mil dólares no mínimo para ver o Santos no Japão

Pacotes turísticos para assistir ao Santos Futebol Clube participar do Mundial Interclubes no Japão já começam a ser comercializados.

Com datas de ida a Tóquio entre 8 e 12 de dezembro, e de volta à São Paulo entre 19 e 21 de dezembro, os preços dos pacotes variam de US$ 4.490 a US$ 12.540, sem direito a ingressos, já que os valores ainda não foram divulgados pela Fifa. Os pacotes também não incluem traslados até o Aeroporto de Guarulhos, despesas pessoais e alimentação.

Mais detalhes no Santos FC Tour.

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Gabi-Gol, 15 anos, pode ser o novo Neymar

O Santos Futebol Clube já prepara sucessores de Neymar, Ganso & Cia. Quem revela é Wagner Ribeiro, empresário que hoje tem o maior sucesso no ramo do futebol, negociando craques como Kaká, Robinho, Neymar e Lucas.

Segundo entrevista concedida para Sonia Racy, o empresário diz que o jovem Gabriel, 15 anos, apelidado de Gabi-Gol, atleta do Santos, é um canhoto que mescla características de Neymar, Ganso e Lucas em campo.

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