Aprender a aprender com da Vinci e Nailor

O professor de literatura Nailor Marques Jr., conhecido por grande parte dos maringaenses e agora ainda mais requisitado após brilhante entrevista concedida ao Jô Soares recentemente, continua sendo porreta.

Ontem, lotou uma sala daquelas gigantescas de cursinho, lá no Colégio Nobel. Assunto: “Aprender a Aprender com Leonardo da Vinci”. A moçada que tenta vestibular se fez maioria. E deve ter mesmo aprendido a aprender com os aprendizados do gênio da Vinci e com o perspicaz Nailor.

O que me chama a atenção nos textos sempre muito bem falados por Nailor é a sua capacidade de convencimento, utilizando-se de um humor válido e, acima de tudo, de muito conhecimento. O professor parece ter nascido com o dom da oratória, consegue passar a mensagem. Mas, como todos sabem, de nada adianta o meio ou a forma se não há conteúdo. Nailor tem. E, como um experiente cronista, tece sua fala misturando conteúdo, humor e cotidiano. Até o chato do Jô não conseguiu interrompê-lo em meio às coisas legais que parece sempre ter a dizer.

Quem, há mais de décadas, acompanha as palestras do professor (e conheço muita gente que até já decorou as falas dele), declara-se sempre muito agradecido pelos ensinamentos obtidos. Eu, que fui pela primeira vez em sua palestra e pude trocar emails e perguntas em entrevistas para o jornal, hoje posso dizer também que é muito válido assistir sua performance ou trocar ideias com ele.

Nailor joga no meu time e de muitos leitores daqui. Bate palmas para o conhecimento, declara-se apaixonado pelos estudos, pelo conhecimento, e nem por isso se diz um nerd. O “jeitinho brasileiro”, o “deixa a vida me levar”, o “que pensa que é bonito ser feio” são abominados pelo professor.

Chega mesmo a parecer algo arrogante quando ele defende aqueles que buscam sempre o aperfeiçoamento, o constante aprendizado, a constante busca pelo melhor, e isso sem se tornar um ‘chatonildo’ viciado em pensamento positivo, em livro de autoajuda. Mas não é arrogância não. É afirmação. É uma voz solitária, mas que vem sendo cada vez mais ouvida por essas bandas, que afirma o quanto é bacana ler, estudar, saber e se tornar melhor dentro de casa, dentro do trabalho, em qualquer lugar.

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