Mês: julho 2012



O meu amigo Oswaldo

Quando cheguei ao Teatro Marista, sexta-feira passada, o meu amigo Oswaldo estava comendo bolacha de água e sal e vestia roupas claras, com predominância de cor parecida com a cor do seu cabelo e da sua barba. Comprei o CD “Canções de Amor”, saquei a caneta do bolso da camisa e, quase como um pedido de assalto, abordei o meu amigo Oswaldo, que terminava de mastigar sua bolacha, solicitando sua assinatura no encarte e dedicar tal feita à mulher que estava ao meu lado e que tanto gosta dele e das suas canções suaves.

Assim que o meu amigo Oswaldo terminou seu rabisco subentendido no encarte do CD, ele não sorriu muito para mim não. Continuou sua impaciente caminhada para algum lugar, parecia agitado, mas, na verdade, creio ser só o jeito de ele eliminar um pouco a adrenalina pré-show. Só porque o Oswaldo é meu amigo, ele achou que estaria no direito de levar consigo minha caneta, que tem detalhes em dourado, que tem meu nome escrito Wilame com i no final e, acima de tudo, um valor sentimental muito grande, já que a ganhei de presente da minha madrinha no dia em que colei grau.

Não deixei por menos essa suposta tática do meu amigo Oswaldo, a de querer surrupiar minha humilde caneta minutos antes do seu show começar. Permaneci ao seu lado com a mão estirada, esperando o eterno retorno da minha caneta e finalmente poder vesti-la novamente com o bolso da minha camisa nova. Mas uma fã, vendo minha angústia provocada pela espera, suplicou-me com olhinhos que só as mulheres conseguem ter quando estão diante de um grande músico esperando um sugestivo rabisco no encarte do mais novo CD adquirido na barraquinha montada no interior do teatro pela bagatela de R$ 25. Deixei o Oswaldo, mas só porque ele é meu amigo, fazer o bendito rabisco no CD da senhora com a minha caneta, e só.

Praticamente tomei minha caneta de suas mãos, mas sem ressentimentos de ambas as partes. Finalmente nos adentramos ao teatro, indo em direção das primeiras e confortáveis poltronas; assim poderíamos ficar bem pertinho dos dedilhados que o Oswaldo gosta de fazer em seu violão. Ainda não era 21 horas, e o meu amigo, já no palco, espantou-se de ver um teatro, até certo ponto, cheio. Ele disse que os maringaenses são pontuais.

O meu amigo quis começar o show pontualmente às 21 horas para terminá-lo 22h30. Por isso, como sempre faz em seus shows, até dar o horário exato de o espetáculo começar, desandou a conversar com o público, abrindo espaço para perguntas relacionadas às suas músicas. Descobrimos que o chato de uma música realmente existe, realmente é chato e mora no Rio de Janeiro. Oswaldo também contou que foi bom perder no festival de música de 1985, pois acha que o brasileiro gosta daqueles que perdem e, justamente por isso, fez bastante sucesso com a música “Condor”.

Antes de começar o show, perguntaram para Oswaldo se ele já tinha feito algumas músicas para sua ex, a atriz Paloma Duarte. Ele disse que sim e aproveitou para pronunciar um aforismo interessante: “a ex é a única coisa eterna da vida”. O meu amigo Oswaldo gosta de se arriscar nas águas turvas da filosofia vez ou outra.

Depois de mais uma retumbante apresentação musical, dividindo palco com a divina flautista Madalena Salles, o meu amigo Oswaldo reapareceu e fez um bis cantando “Metade”. Ao final do show, ele prometeu assinar o CD do pessoal na saída, bastando aos fãs fazerem uma fila decente. Talvez por isso ele quisesse minha caneta, vai saber.

Quase chegando ao carro, percebi o quanto ficamos à flor da pele quando ouvimos o meu amigo Oswaldo Montenegro cantar. Aliás, todos que saem do seu show, automaticamente se tornam seus amigos. O cara é simpático mesmo. Percebi também que maior e mais bonito sorriso no mundo não havia igual ao da mulher que estava ao meu lado, feliz e emocionada por ouvir “Cigana”, “A lista” e tantos outros sucessos dele. E pensei comigo mesmo: “amigo é pra essas coisas”.

*Crônica publicada dia 17 de agosto de 2010 na coluna Crônico, no caderno D+, do jornal O Diário do Norte do Paraná.

**Republico a crônica esta semana, na seção “Memória Crônica”, por saber que Oswaldo Montenegro está voltando a Maringá com seu novo show, também lá no Teatro Marista, no dia 4 de agosto, sábado.

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Jorge Ben homenageia Jorge Luis Borges

Na ótima música “Duas Mulheres”, Jorge Ben Jor homenageia Jorge Luis Borges, um dos maiores escritores já vistos por essas bandas do Planeta Terra. Leia a letra abaixo. E se quiser ouvir a música, tem no álbum “Recuerdos de Asunción 443”, de 2007.

Duas Mulheres – Jorge Ben Jor

Me chegou às mãos um livro diferente

Que me foi dado de presente

Por duas mulheres sorridentes

Me chegou às mãos.

 Eram duas mulheres

Uma inocente, outra madura

Cheias de sabedorias e de ternuras

Apareceram na hora do meu lazer

E me presentearam com este livro dos seres imaginários

Escrito pelo poeta “Hermano” Jorge Luis Borges

Esse livro é um universo de contos diversos

Casos, histórias, fábulas e lendas.

 O real, o irreal, o surreal está tudo lá

Ali e aqui.

 Começa a ciência e acaba a ficção

Aqui começa a ficção e acaba a ciência.

Ooooh esse livro é exceção

Ooooh esse livro é cabeção.

 Bela luz avisa Joana

Eu vim

A Miguel Cabiziel

A Miguel, a Miguel.

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Sergipano quer o Nobel de Literatura

Ainda não entendi se é piada ou desconhecimento da repórter que escreveu a matéria informando que o sergipano Edson Valadares pode ser o primeiro brasileiro a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Com 88 anos, Valadares iniciou suas jornadas literárias aos 62 anos, quando finalmente se aposentou.

“Memória do Sertão” é um dos onze livros escritos por Valadares, contendo lembranças dos seus dez primeiros anos de vida no interior sergipano. A obra dele totaliza três mil páginas. Isso sem falar nos mais de mil relatórios que produziu como contador, todos muito elogiados pelos colegas de trabalho, segundo ele.

Foi no início deste ano que o sergipano resolveu enviar uma carta-proposta para a Academia Sueca de Letras objetivando concorrer ao Prêmio Nobel de Literatura. Até outubro, quando o resultado será divulgado, Valadares (e pelo jeito a repórter também) ficará na expectativa, torcendo para que seu nome seja anunciado e, assim como Gabriel García Márquez e José Saramago, seja também um Nobel de Literatura. Vai vendo!

Leia a matéria completa no Infonet.

Um pouco da literatura de Valadares:

Simão Dias! Joia incrustada no sertão

do pequenino estado de Sergipe.

Simão Dias! Querido berço onde nasci.

Muitos anos se passaram, mas

jamais de ti me esqueci.

Do Rio de Janeiro, onde muitos anos vivi,

de ti a saudade me entristecia,

pois no teu seio minha doce

infância alegre e feliz acontecia…

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O lado leste da cidade grande

Bem que eu queria rumar para o lado leste da cidade grande. Lá, tenho de tudo, sou amigo dos melhores amigos, irmão dos irmãos, mano de todos os manos. É, mano. No lado leste, todo mundo é mano, todo mundo me chama de mano.

Eu posso sentir que, no lado leste daquela metrópole, estou mais próximo da minha raiz, daquele hospital que um dia, há algumas décadas, recebeu uma moça no auge dos seus 26 anos, a idade que hoje tenho, com cesariana marcada para o meio-dia daquele dia de todos os santos, inclusive o anjo torto aqui.

Alguns quilômetros precisam ser superados para que o sol que nasce só lá no leste bata em minhas costas. Até de moto vou, se deixarem. Mas pode ser de ônibus, mesmo, para que, com um mundo todo a ser conquistado ainda, um dia me lembre daquele início de manhã fria, naquela rodoviária que tanto já serviu como palco de emoções fraternas envolvendo pais e filhos, amigos e irmãos. Motor desligado do ônibus; descida sonolenta para fora do veículo; vento gelado na cara; abraços que esquentam, assim como um bom café preto. A Barra Funda velha de guerra e todos seus milhões de habitantes segurando malas, com mochilas dependuradas nos ombros, em meio a plataformas enumeradas, escadas rolantes e destinos distintos.

E aí, mano, é só olhar para frente, ter o passo firme e entender que Deus ajuda sim quem cedo madruga. Pelo menos lá no lado leste daquela cidade, a madrugada, assim como as manhãs, tardes e noites, é habitada por muita gente, que chega, que vai, que entra, que sai.

Os homens, por lá, não são cavaleiros, mas, em meio à guerra do concreto, vidro, asfalto e metal, inebriados pela neblina, pelo ar cor de cinza e pela intermitente garoa, trocaram os cavalos pelos carros e as bicicletas pelas motocicletas buzinadoras e quebradoras de retrovisor. Trocaram as armaduras por camiseta, calça jeans e moletom, jeito largado e moleque de ser. E alguns usam até terno, mas não porque se importam com o que os outros vão falar sobre a sua vestimenta. No leste, meu querido, ninguém nem olha para você direito e pouco se importam se estão com um tênis de cada cor nos pés.

Sem pisar no calo de ninguém, sem precisar cuidar da vida de ninguém, quero andar em um caminho reto e honesto lá no lado leste daquela grande cidade. Quero que o texto escrito meu entre pela porta da frente das casas para ser lido pelos manos, pelas minas. Quero tentar traduzir para eles que, em meio a tanto asfalto, um dia eu vi, juro, flores nascendo e plantas crescendo a olho nu. Quero que acreditem nas minhas mentiras realistas, em minhas verdades ficcionais.

Lá no lado leste, posso ter muita coisa. Uma visão de um horizonte gigantesco intermediado por prédios, antenas e, veja só, uma ou outra árvore, uma ou outra mancha verde de uma mata destoante do estilo sombreado da paisagem. Posso ter a companhia de milhões de pessoas, cada um no seu quadrado, cada qual com sua solidão, todos em seu devido lugar, claro. Posso ter ainda a companhia dos aviões que transmitem barulhos a cada punhado de minutos, atrapalhando, de maneira engraçada, as pessoas que querem dar mais atenção à novela da TV.

Posso, enfim, lá no leste, saber que tudo está tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe de mim, a ponto de animar em deixar o carro financiado na garagem e, por que não, pegar um metrô, uma lotação, um bonde dos tempos de agora para ir no estádio-café-teatro-cinema-museu-livraria-sebo-espetinho-ópera-samba-rock-templo-cátedra-vinte e cinco de março-etc. Posso tudo, cara. Sei que só no leste vencerei, mano. É a terra prometida. Das oportunidades, dos negócios, local hospitaleiro com quem tem inteligência para os trampos e quase medo nenhum da correria do dia a dia.

Por mim, neste momento já estaria vivendo lá no leste, acreditando em um amanhã ‘da hora’ e promissor. Mas ainda não posso, mano. Lá no lado leste daquela grande cidade, tenho tudo e, ao mesmo tempo, nada. Afinal, ainda que embora municiado de chances para vencer e ladeado pelo sossego aconchegante do barulho da cidade grande, não tenho meu amor ao lado. A minha mina é do interior, mano! E, após breve visita no lar de alguns iguais nativos lá do leste, chegou a hora de voltar para os braços dela e continuar com a ladainha de sempre: insistindo para ela me acompanhar em uma viagem sem volta para o lado lesta lá da cidade grande.

*Crônica publicada domingo (22 de julho de 2012) no caderno D+, do Diário de Maringá.

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Vila Belmiro é o único estádio brasileiro no PES 2013

A Konami anunciou nesta terça-feira (24) que o Estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro, em Santos, será um dos estádios que comporão o jogo Pro Evolution Soccer (PES) 2013. Em vídeo contendo cenas de jogos, Ganso e Neymar aparecem no estádio comemorando um gol dançando o hit brasileiro que alcançou o mundo “Ai Se Eu Te Pego”, de Michel Teló. No mesmo vídeo um golaço feito por Neymar dá a entender que o brasileiro será um dos melhores do PES 2013, ao lado de Messi e Cristiano Ronaldo. VÊ!

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Em ‘Cão senso’, biólogo explica como pensa um cão

Em Cão senso, John Bradshaw reúne de forma simples e objetiva as pesquisas mais recentes sobre os cães, desmistificando conceitos do adestramento clássico e esclarecendo minuciosamente cada fato importante descoberto pela ciência moderna.

“Ao descortinar a vida interior dos cães, a nova escola da ciência do comportamento canino tem o potencial de proporcionar aos donos de cachorros novas maneiras de pensar sobre seus animais de estimação e de relacionar-se com eles”, afirma Bradshaw.

O fundador e diretor do renomado Anthrozoology Institute revisita as origens do cão e desconstrói a prática da zoologia comparada em que o comportamento do lobo é a referência para a interpretação das atitudes dos cães. Ele mostra que o primeiro é motivado pela vontade de dominar e o segundo pela ansiedade. John Bradshaw explora o que pode ser chamado de “força cerebral” dos cães e explica que “a nova ciência revela que eles são mais espertos e mais tontos do que sempre pensamos”

John Bradshaw é biólogo, fundador e diretor do renomado Anthrozoology Institute, baseado na Universidade de Bristol. Ele estuda o comportamento dos cães domésticos e seus donos há mais de 25 anos e é autor de vários artigos científicos, pesquisas e resenhas, que não apenas lançaram nova luz sobre as habilidades e necessidades caninas, mas mudaram a maneira pela qual os cachorros são compreendidos e cuidados no mundo todo. (Da assessoria da Editora Record)

Cão senso (Dog sense)

John Bradshaw

Tradução: José Gradel

Editora Record

406 páginas

Formato: 16 x 23 cm

Preço: R$ 49,90

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Em encontro, músico e professor falam sobre MPB

A música produzida no Brasil, na linha da chamada MPB, e uma suposta crise da canção, rememorada após declaração de Chico Buarque, em 2004, sobre um possível fim da canção no País, são discutidas em debate com participação do músico Romulo Fróes e do professor de Música da USP Walter Garcia. Organizado pela revista Serrote, na Livraria Cultura, foi o quinto encontro da seção “Desentendimento”, mediado por Paulo da Costa e Silva, coordenador da Rádio Batuta, a webradio do IMS. Veja o primeiro bloco do bate-papo:

*Veja os demais blocos do bate-papo no site da revista Serrote.

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Crônica de uma viagem via SMS

Tem TV e tudo aqui dentro do ônibus. O troço parece ser chique. O cara do meu lado quer puxar conversa, disse que faz tempo que não anda de “jardineira” e disse também que já tomou uma. Vou abrir logo meu livro. Mas, pensando bem, não seria nada ruim se o busão fosse open bar. As viagens seriam mais agradáveis.
Primeira parada. Dormi o caminho todo até agora, umas três horas da madruga. Acabo de comer um pedaço de pizza e de tomar uma lata de coca-cola. As férias, finalmente, estão começando! Bjos, boa noite!
A pizza é boa. R$ 5,50 o pedaço. Margherita. Pau a pau com as pizzas de Maringá. Perde pra pizza do Casarão. Mas destrói aquela pizinha que pedimos esses dias na, na… como se chama a pizzaria? Donk Kong? Pizza Tudo?
Entramos no busão. Faltou um doce pra completar a refeição madrugadeira. Tenho bis chocolate branco, mas deu preguiça de pegar na mochila e medo de sentir sede depois. Olhei para trás mas não achei o compartimento contendo copinhos de água mineral.
Tudo volta a ficar escuro. O vidro do busão fica sempre embaçado. O tio do meu lado as vezes mete a mão no vidro na tentativa de desembaçar, e assim também desrespeita o meu espaço. A janela é minha, porra! Mas isso foi só no começo da viagem, antes de começar a roncar, e alto!
Todos estávamos com medo desse frio que chegou! Mas, pela primeira vez viajando de busão, o motorista ajustou bem o ar-condicionado. Minha jaqueta grossa começa a incomodar.
Após essa primeira parada, perco o sono. Olho pra fora. Só vejo a cor preta de uma noite escura. Bem lá no fundo, acabo flagrando a lua minguante.
A melhor compra feita nos últimos anos foi um Ipod da Apple lá no Shopping China, no Salto Del Guairá (Paraguai). Paguei 350 pila e tá durando bem. A bateria também é guerreira e me acompanha a viagem toda. Antes disso, já comprei uns sete aparelhos tocadores de mp3 falsos. Todos não duraram mais do que seis meses. Baixei uns sons novos, agradáveis, ótima companhia.
Só perde pro mini game do japa que está no banco da minha frente. Duas telas e resolução perfeita! Ele joga Sonic, empolgado, e eu aqui, no meu celular capenga, destruindo sua noite de sono.
Você não responde porque são quatro da manhã e não ouve o toque das mensagens em sono profundo ou aconteceu alguma coisa? Dá só um sinal de vida.
Agora, com insônia, sinto vontade de me embrenhar novamente nas aventuras de Espártaco pai e Lamartine filho naquele ótimo livro emprestado por meu editor (“Que Pensam Vocês Que Eles Fez”, Carlos Sussekind, 1994, Companhia das Letras). Mas tá tão escuro dentro do busão, e a ótima luz branca oferecida em meu assento poderia atrapalhar o sono dos justos em plena quatro da matina. Se bem que hoje é sábado!
Ao som de Romulo Fróes, vou tentar tirar um cochilo. Mas a pizza tá me dando uma queimação no estômago! Não sou mais o mesmo. No auge dos meus quase trinta, já não tenho mais aquele invejável estômago de avestruz de outrora. Paciência.
Daqui poucas horas vou pegar um metrô no terminal rodoviário da Barra Funda, em SP, sentido Zona Leste. Descerei na Vila Matilde. Minha irmã me esperará lá. E rapidamente o rio da memória me faz lembrar de episódios de minha infância mais ou menos feliz…
Quase todas as noites dos dias de semana íamos, eu e meu pai, esperar minha mãe chegar do seu serviço no metrô da Vila Matilde. Ela dava aulas de corte e costura em uma escola técnica na Vila Mariana. Entrava três da tarde e só saía dez da noite. Toda noite havia expectativa para vê-la descendo a escada rolante. Na época, não conseguia perceber, mas hoje sei: minha mãe era sempre a mulher mais bonita que descia aquelas escadas, mesmo cansada, sempre linda. Talvez por isso meu pai tenha sido sempre doentemente ciumento.
Vixe. Muitas lembranças. Pouco espaço na caixa de texto da mensagem do celular. Vou parar por aqui. Preciso da bateria do celular pra me comunicar quando chegar na cidade grande. Além do que, com Bach que invadiu meu Ipod, acho que agora fica mais fácil relaxar, pegar no sono. Boa noite. Espero que, pela manhã, quando finalmente ler minhas mensagens, possa conseguir até sorrir, mesmo estando sozinha enquanto passeio um pouco nas férias. Dorme com Deus.
Por entre prédios e pontes, um sol enorme e laranja dá bom dia a todos. São Paulo-SP, sábado, 14 de junho de 2012, 7h da manhã.

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