Mês: novembro 2012



Ana Luiza Verzola é premiada em concurso de fotografia da SRM

Pelo concurso de fotografia organizado pela Sociedade Rural de Maringá (SRM), a amiga de caderno aqui do Diário Ana Luiza Verzola faturou mais um troféu pra sua coleção: ficou em segundo lugar na categoria Amador. Um salve aqui também para o colega de redação João Cláudio Fragoso, que, no mesmo concurso, faturou a terceira colocação na categoria Profissional!

Veja, abaixo, a foto e uma entrevista exclusiva com a garotinha:

Em dia de sol forte, cortador de cana trabalha em lavoura no município de Tamboara (Foto de Ana Luiza Verzola)

Como surgiu o seu interesse por fotografia?

Ana Luiza Verzola – Quando vi que uma das disciplinas do curso de jornalismo era fotografia, tive certeza que era esse o caminho que eu precisava trilhar. Não fazia ideia da parte teórica disso tudo, questões como iluminação, enquadramento, regra dos terços, tudo isso contribuiu para que eu gostasse ainda mais e aprendesse cada vez mais. Meu eterno agradecimento ao professor e fotógrafo Fábio Dias de Souza, que me ensinou o essencial para que eu me aproximasse mais da fotografia e quisesse ampliar isso. Meu conhecimento era meramente pautado na curiosidade de pegar uma câmera e registrar o que tivesse ao meu redor. Fotografia tem sido uma crescente redescoberta, a cada clique. Meu desejo é realmente me profissionalizar – sempre me perguntavam durante a faculdade se eu me dedicaria somente à fotografia ou somente ao impresso, área igualmente fascinante. Decidi que posso, e devo, me dedicar aos dois. Cada um tem uma magia singular, capaz de encantar cada qual à seu modo.

Sua foto é de um cortador de cana. Como essa imagem foi feita?

No terceiro ano de faculdade nós, alunos, produzimos uma revista-laboratório chamada “Eu Tenho Profissão”, premiada no 17º Sangue Novo deste ano e orientada pela professora Rosane Barros. Uma das pautas que a aluna Camila Munhoz tinha de cobrir era a profissão de cortador de cana. Eu, que quase não gostava de foto, conversei com ela para acertarmos os detalhes. Partimos em um sábado de madrugada para Tamboara, a 82 km distantes de Maringá, para acompanhar o dia-a-dia da profissão (obrigada ao tio, pai da Camila, que nos levou até lá!). Seguimos com o ônibus que levavam os trabalhadores ao canavial, fazendo o ritual diário daquelas pessoas, e por lá permanecemos até o meio da tarde. Foi nesse contexto que a imagem foi produzida: mostrando um dia claro, com o sol excessivo, o que cerca esses trabalhadores, que é a cana, e o que destoa da paisagem: uma tentativa de sobrevivência em meio a tudo isso.

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Valter Hugo Mãe vence Portugal Telecom de Literatura

O Prêmio Portugal Telecom de Literatura divulgou os vencedores deste ano em evento apresentado pela atriz Maria Fernanda e com cantoria de Arnaldo Antunes na noite desta segunda-feira (26), em São Paulo. O vencedor de cada categoria fatura R$ 50 mil.

O livro do ano, o grande vencedor do Portugal Telecom de Literatura, é o romance “A Máquina de Fazer Espanhóis” (Cosac Naify, 256 páginas), do escritor que nasceu em Angola e que mora em Portugal Valter Hugo Mãe.

Dalton Trevisan conquistou mais um prêmio este ano. Com seu livro “O Anão e a Ninfeta”, o vampiro de Curitiba conquista o primeiro lugar na categoria Contos.

Valter Hugo Mãe, com “A Máquina de Fazer Espanhóis” (um livro que conta com um belo projeto gráfico e com capa quase artesanal assinada por Lourenço Mutarelli), vence na categoria Romance.

E Nuno Ramos, com “Junco”, conquista o prêmio de melhor livro na categoria Poesia.

Bernardo Kucinski ganha menção honrosa do Portugal Telecom por “K.”, pela pertinência do tema. O romance se passa na ditadura militar.

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Nota 8,0 para um belo dog de bacon na Zona 7

Maringá é a terra do cachorro quente prensado. Dizem que chegou por essas plagas uma nova proposta de dog, sem as artimanhas da prensa – sempre tão generosa com as questões envolvendo a temperatura do alimento e o ato de deixar a refeição mais crocante, mais certinha para não se lambuzar nem deixar cair metade no chão. Papo pra outro pitaco.

O Pitaco Gastronômico de hoje é sobre o cachorro quente de bacon do Pert´Kasa, ali na Paranaguá, embaixo da Marcellos Pizzaria, na boa terra da Zona 7. Lanche pra quem tem estômago. Minha mulher não aguenta. Em terras universitárias, grande parte dos fazedores de lanche de plantão entendeu que estudante, mesmo sem ter trampo em alguns casos, sente fome pra caramba por ficar um tempão vendo professor falar em sala de aula, em estágios, trabalhos chatíssimos e deveres diversos.

O Pert´Kasa também entendeu essa questão de tamanho. Não tem economia de ingredientes e de tamanho do pão. A molecada enche o pandego bonito.

Sobre o custo-benefício, nota máxima. Pela bagatela de R$ 7,50 o cidadão janta um dog de bacon e nem precisa tomar leitinho e biscoito pra dormir. Dorme bem a noite inteira de barriga cheia.

Nada a reclamar, também, do tempo de espera de preparo do lanche. Em menos de dez minutos, lanches da moçada, molhos e temperos estavam servidos à mesa.

Bom dizer também que o local aceita cartões.

Já comentando sobre os ingredientes, após reunião da cúpula, chegamos à conclusão que há um certo exagero de batata palha, o que acaba deixando meio seco o lanche. Sobre a lida correta com a fritura do bacon, o Pert´Kasa não chega a ser um expert, mas não faz feio não. Comparado ao bacon gorduroso e cortado exageradamente em tamanhos grandes em um lanche brutal lá da Avenida Colombo, posso elogiar o sabor e a textura do bacon do lanche do pitaco de hoje.

Para finalizar querendo justificar a nota 8,0 do cachorro quente de Bacon do Pert´Kasa, devo elogiar talvez a maior qualidade daquele boteco servidor de comida: oferecer aos nobres clientes duas excelentes opções de maionese temperada, uma verde (cheiro verde?) e outra rosa (beterraba?). A secura do lanche é pouco percebida ao esguicharmos as saborosas maioneses e, no final, dá tudo certo.

Pelo menos para meu estômago, também devo informar que não houve contratempos nem desconfortos intestinais nas posteriores 24 horas. Voltarei no boteco pra comer outros lanches.

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O porquê não devemos abandonar os cães, em ‘Barba Ensopada de Sangue’

“O ruído de uma moto passando na estrada é acompanhado pelos latidos do Bagre, roucos como berros de um fumante inveterado. O pai franze a testa. Não atura esse vira‑lata insolente e barulhento e o mantém somente por senso de responsabilidade. Tu pode deixar pra trás um filho, um irmão, um pai, com certeza uma mulher, há circunstâncias em que tudo isso é justificável, mas não tem o direito de deixar pra trás um cachorro depois de cuidar dele por um certo tempo, disse‑lhe uma vez quando ainda era criança e a família completa vivia numa casa em Ipanema pela qual passaram meia dúzia de cães. Os cachorros abdicam pra sempre de parte do instinto pra viver com as pessoas e nunca mais podem recuperá‑lo por completo. Um cachorro fiel é um animal aleijado. É um pacto que não pode ser desfeito por nós. O cachorro pode desfazê‑lo, embora seja raro. Mas o homem não tem esse direito, dizia o pai. A tosse seca do Bagre devia ser aturada, portanto. É o que fazem agora os dois, o pai e Beta, a velha pastora australiana deitada a seu lado, uma cadela de fato admirável, inteligente e circunspecta, forte e parruda como um javali.” – trecho do romance “Barba Ensopada de Sangue”, de Daniel Galera.

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MC Angus Barbecue nem é tão ignorante assim

Hoje quero falar sobre o lanche Angus Bourbon Barbecue, oferecido recentemente nos botecos do Mc´Donalds maringaenses.

Como todo ser mortal, obviamente cacei o lanchão após ser enganado por uma propaganda bem feita na televisão. O narrador do comercial dizendo que o lanche era ignorante me chamou a atenção e me fez crer que, sim, comeria, talvez pela primeira vez no MC, um lanche ignorante!

Para não ser malvado, começo aqui relatando as experiências boas que tive com o Angus Barbecue. Ninguém há de renegar dois consideráveis hambúrgueres suculentos de carne de Angus. O sabor é diferenciado. A textura da carne é macia. E posso dizer que, as duas carnes aliadas ao pão, às cebolas azeitadas, ao molho barbecue e ao queijo tornam o lanche uma espécie de MC mais caseirão e saboroso sim. Nota 6,5.

Recomendo o lanche para quem realmente aprecia o molho barbecue. Vem muito! Saí com as mãos lambuzadas. Mas, talvez investindo num molho ignorante, o MC esqueceu de outros ingredientes. Como o bacon, insubstituível, por exemplo.

Ao comer um lanchão que só vem dois hambúrgueres, uma fatia de queijo que se derreteu e virou óleo no fundo do embrulho, cebolas e molho, senti, mesmo acompanhado de batatas grandes e um suco bom de maracujá, fome e vontade de comer outro lanche. Pelo investimento de R$ 22 (R$ 24 com batata grande), creio que merecia mais alimento. O Big Tasty, do mesmo boteco, por exemplo, enche bem mais a barriga.

Antes de sair por aí dizendo que fez um lanche ignorante, o MC deveria experimentar o Bacon com Frango do Toninhos Lanches ou qualquer pedida no HM Lanches, só para ficar em exemplos ignorantes oferecidos na Avenida Colombo.

*Inauguro hoje a categoria “Pitacos Gastronômicos” aqui no blog. Coisa simples. Amadora mesmo. Apenas com o intuito de registrar, em poucos parágrafos, as sensações palatáveis ao experimentar lanches e outros quitutes mais oferecidos em botecos, lanchonetes e dogões da vida.

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Rolou o melão no DFC!

Por meio deste comunicado registrado em Diário Oficial, anunciamos a inauguração do clube Dobradinha Futebol Clube (DFC) na cidade de Maringá-PR, ainda sem sede própria, apenas com um escudo já definido (para nos defender e estampar triunfante em nossas flâmulas).

Em assembleia extraordinária, declaram-se presidentes fundadores do clube, bem como atletas, comissão técnica e demais funcionários, os senhores Fábio Castaldelli e Wilame Prado, que, humildemente, encherão esta imensa folha em branca ou blog (como preferirem) com fatos, bochichos, divagações, ficções e principalmente crônicas, tudo isso sempre relacionado ao esporte mais amado do mundo: o futebol.

Em campo, defenderemos as cores do escudo do DFC: verde porque, como todos sabem, Maringá é verde e cheia de árvores; e alvinegro porque, como todos sabem, todo time bom que se preze, assim como já foi um dia o Grêmio Maringá, deve vestir o manto alvinegro sagrado!

Para os curiosos, informamos que o nome “Dobradinha” diz respeito mais ao fato de o clube-blog contar com dois colaboradores e menos em razão de uma possível apreciação por parte da dupla pelo prato gastronômico que se apropria dos sabores do bucho de animais cozido.

Com esforços para não deixar a crônica esportiva jamais morrer, o objetivo do time, para esta e para as próximas rodadas que vierem, é manter atualização diária com textos que estimulem a crítica esportiva contando sempre com a participação da torcida por meio dos comentários em cada texto postado. Assim, jogadores, comissão técnica, diretoria e torcerdores-leitores prestam homenagens eternas ao patrono do DFC e maior cronista esportivo que já pisou em gramados tupiniquins, o sempre atual Nelson Falcão Rodrigues (1912-1980).

E deixemos de lenga-lenga porque o que interessa mesmo é bola rolando e caneta ou teclado (como preferirem) funcionando. Comprem seus ingressos, garantam seus lugares no estádio, direcione xingamentos apenas ao juiz e não deixe de participar da resenha dos boleiros no blog do DFC. E que role o melão!

Acesse aqui!

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O medo que rodeia o Parque do Ingá continua

Alguns se limitam à discussão da terminologia. Terceirização, privatização, concessão…

Mas não podem negar que, sim, grande parte da população teme qualquer tentativa de o interesse privado sobrepor interesses públicos no Parque do Ingá.

Na sessão desta terça-feira (13) da Câmara dos Vereadores de Maringá, foi aprovada, em sessão extraordinária, a terceirização de alguns serviços no Parque do Ingá. Com duas emendas rejeitadas: uma que proíbe a cobrança para o uso dos banheiros do parque e outra que obrigava a empresa vencedora da licitação a fazer campanhas de conscientização ambiental.

Vamos ficar na torcida para que o medo de grande parte da população se transforme em tranquilidade e paz, com um Parque do Ingá oferecendo, a preços justos, mais opções de entretenimento e lazer.

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A temida terceirização no Parque do Ingá

Fazia tempo que não nos víamos. No primeiro andar de um prédio dentro da Universidade Estadual de Londrina, antes de fazermos uma prova qualquer da vida, tivemos pouco mais do que dez minutos para por o papo em dia.

Minha amiga e eu temos histórias parecidas e trocadas: ela é daqui da região de Maringá e está morando na capital de São Paulo; eu nasci em SP capital e moro aqui no interior do Paraná.

Quase sempre nossos assuntos se limitam ao meu interesse de voltar à cidade natal e a indecisão dela se volta ou não para perto do seu noivo, que está aqui em Maringá. Para isso, precisa abandonar as tentações trabalhistas que só uma cidade grande oferece para quem é da área do jornalismo. Não deve ser fácil tomar a decisão de sair do grupo Abril; ela é repórter do Guia Quatro Rodas.

Se antes me mostrava ávido, repetitivo com o argumento de que os jornalistas têm muito mais chances de fazerem uma boa carreira na área morando em SP, faz algum tempo que, estranhamente, tenho tentado mudar o discurso, trocar o disco.

Procuro argumentos para legitimar minha permanência em Maringá. Atualmente morando na Vila Bosque e com expectativa de, ano que vem, morar na Zona 3, tenho e continuarei tendo como vizinho o Parque do Ingá. E o parque, percebi após raciocinar sobre o meu discurso nos dez minutos de conversa com minha amiga, vem sendo extremamente citado como ponto positivo nessa disputa entre cidade grande e interior.

Na quinta-feira da semana passada, foi aprovado em sessão na Câmara dos Vereadores de Maringá o projeto de lei que permite a prefeitura abrir licitação para a terceirização dos serviços oferecidos no Parque do Ingá.

A permissão proposta pela Prefeitura de Maringá inclui a lanchonete, loja de souvenir, sanitários, tirolesa, arvorismo, locação de bicicletas, redário, guerra d´água, quiosque para massagens, estacionamento, locação de carrinhos elétricos e de pedalinhos.

Sinto que a população perde quando as chamadas privatizações acontecem. Mas tento evitar a generalização. No caso do Parque do Ingá, estão se referindo como “terceirização de serviços” (dizem que a gratuidade pela entrada continuará sendo mantida) e não privatização. De um jeito ou de outro, obviamente empresa alguma vai querer perder dinheiro entrando no negócio.

Prefeitura não é obrigada a oferecer, “de graça”, passeio de pedalinho para ninguém. Mas será revoltante ter de pagar caro para usar o banheiro do lugar ou perceber que, de um dia para o outro, a chamada terceirização extrapolar as grades do parque.

Já imaginou vendedores de garapa, água de coco e pipoca sendo convidados a se retirarem do local para obrigar frequentadores a apenas consumir o fast food da lanchonete autorizada? Os piqueniques na grama seriam lembrados pelos mais nostálgicos como uma época que já se foi e que era tão boa. Já pensou se, um dia, chegarem a cobrar, não apenas a entrada no parque, mas por volta de caminhada, corrida ou de bike ao redor?

Sei que parece exagero, mas quando o assunto é lucratividade tudo pode acontecer. E tem razão Izaura da Silva, que chorou acompanhando a sessão de votação na Câmara de Vereadores. É realmente temível pensar que, pela ótica do lucro, talvez vão nos tirar até mesmo o cheiro de terra e de mato que só quem passa ou entra no Parque do Ingá pode sentir.

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Obama, espelhe-se no Carlinhos

 *Crônica publicada dia 11 de novembro de 2008 na coluna Crônico, do jornal O Diário do Norte do Paraná

Ultimamente, o assunto principal da rodinha diz respeito a um homem negro que se tornou presidente dos Estados Unidos, chamado Barack Obama. Legal estar vivendo este momento. Gostoso ligar a tevê e ver o Jô Soares dando um gritinho de vitória quando do resultado nas eleições daquele país. Até o nosso querido cronista Antônio Roberto de Paula relatou, em sua última crônica, no domingo, sobre um amigo que chora de emoção pelo ocorrido.

Este fato marcante foi o pontapé inicial para a abertura de debates acalorados sobre racismo e outras questões de pele. Muitos dizem que Obama não ganhou as eleições só por ser negro. Outros temem que, com a chegada de um negro a um dos cargos mais importantes do mundo, a premissa de que a cor não impende ninguém de alcançar seus anseios profissionais (querer é poder) seja utilizada em discursos de racistas camuflados, que escondem sua doença mental com papo furado de meritocracia progressista.

Nas imagens transmitidas diretamente dos Estados Unidos para nós, brasileiros, Obama parece ser uma pessoa legal. Mas não vai ser a semiótica da tevê, construtora de uma imagem carismática de um político, que vai me fazer acreditar num mundo melhor só porque um negro assumiu pela primeira vez a direção de um país imperialista, consumista, poluidor ao extremo e encrenqueiro.

E já que não posso dizer mais nada sobre o “Obaminha”, gostaria de lembrar de outra pessoa negra, pela qual sinto um enorme carinho. Esta sim, eu sei, pode e já está construindo um mundo melhor, com sua honestidade e trabalho. É o Carlinhos, meu primo, morador da pequena Santa Fé. Na escola, só tirava notas boas. Meio tímido, é aquele tipo de pessoa que espera você conversar para abrir a boca.

O tempo passou, ele continua indo à missa aos domingos, casou-se e faz pouco tempo que se mudou para sua casa própria. Trabalha desde pequeno com meu tio e padrinho, o Zé Preto, na roça. Aprendeu a dirigir também ainda moleque, mas, correto que só, não conduzia a Pampa (alguém se lembra deste carro?) na cidade, mesmo com a insistência do pai, apenas no trabalho, na área rural.

Desconheço algum inimigo seu, assim como não conheço alguém que tenha raiva dele. Carlinhos não fala mal de ninguém, não tem vícios e é adorado pelos primos menores e pela minha avó. Um exemplo de vida. Se a maioria das pessoas fosse igual ao meu primo Carlinhos, aí sim acreditaria que poderia haver um mundo melhor.

Sei que não existe desvio de caráter, para mais ou para menos, pelo fato de a pessoa ser negra, branca, amarela ou verde. Mas, posso afirmar, sem medo de errar, que todos os negros que eu conheço são honestos, trabalhadores e íntegros. Portanto, fico feliz pela vitória de Obama. Se ele for pelo menos parecido com o Carlinhos, pode ser que haja esperança.

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