Mês: outubro 2016



Coluna Estante – Sobre Tezza

Por Wilame Prado

EM ALTA Cristovão Tezza, que mora em Curitiba, está com agenda cheia. Ele tem lançado pelo País o seu mais novo romance, “A Tradutora”.PONTE AÉREA O autor do premiadíssimo “O Filho Eterno” estava ontem em SP, mas retornaria hoje a Curitiba.

E MARINGÁ? A última vez que Tezza esteve em Maringá foi em 2010, pela Semana Literária do Sesc, atração que infelizmente não foi realizada este ano na cidade.

BEATRIZ DE VOLTA Em “A Tradutora”, a personagem Beatriz está de volta. Ela é a mulher pelo qual o escritor Paulo Donetti admite que cometeu um chamado erro emocional, o de se apaixonar por ela, no romance “Um Erro Emocional”, de 2010. A personagem também já foi usada em um conto antigo do catarinense e ex-professor da Universidade Federal do Paraná.

IMAGINE NA COPA A nova história de Tezza é passada em Curitiba, onde a tradutora Beatriz topa ser intérprete de um dirigente da Fifa que chega à cidade para a Copa do Mundo de 2014. Ela também está em meio a uma tradução de um livro catalão e, claro, em contato com o persistente Donetti, que, agora, solta uma dessas: “Não me deixe, preciso da minha leitora pela última vez”.

CRÍTICA GOSTOU Ainda não li “A Tradutora”. Preciso, antes, ler “O Professor”, romance de Tezza lançado em 2014. Mas li algumas críticas, como a de Vanessa Ferrari, da Folha, que avaliou “A Tradutora” como “Bom”.

MODERNIDADE LÍQUIDA Este trecho da crítica da Vanessa me instigou ainda mais a ler “A Tradutora”: “Há no romance a modernidade líquida de que fala Zygmunt Bauman, em que tudo evapora, está fragmentado e perde o sentido muito antes de se consolidar.”

NOITE EM CURITIBA Para fechar o papo sobre Tezza, lembro até hoje da expectativa que tinha em ler a obra mais comentada entre as catalogadas para o vestibular da UEM, o tocante “Uma Noite em Curitiba”, romance que estimulou muita gente a se interessar pelo universo literário. Valeu, Tezza!

*Coluna Estante sai às quintas-feiras no caderno Cultura, do jornal O Diário do Norte do Paraná

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Coluna Estante – Cunha escritor e Temer poeta

ÓCIO CRIATIVO Na cadeia, o político Eduardo Cunha (PMDB-RJ) terá bastante tempo para finalizar o livro que disse estar escrevendo.NOVO IMORTAL? Após ter o mandato cassado por 450 votos, Cunha fez o importante comunicado ao universo literário: está escrevendo um livro sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

LETRAS DE TEMER Poucos sabem, mas o presidente Michel Temer (PMDB) tem vários livros publicados, principalmente na área do Direito. Alunos do curso da UEM, inclusive, já estudaram obras dele.

POESIA ESTÁ NO AR Temer também já se permitiu alguns versos. “Anônima Intimidade”, com poemas do presidente, saiu pela TopBooks em 2012.

IMPEDIDO Quem leu “Anônima Intimidade”, garante: apenas um dos poemas de Temer já seria motivo para o impeachment do paladino das letras.

TÔ PASSADO Tire suas próprias conclusões lendo o poema “Passou”, de Temer:
Quando parei
Para pensar
Todos os pensamentos
Já haviam acontecido.

MOMENTO DE REFLEXÃO Ou, então, o poema “Pensamento”:

Um homem sem causa
Nada causa.

O ÚLTIMO, PROMETO O poema “Saber”, do Temer, foi premonitório se relacionarmos ao episódio do impeachment da Dilma. Leia:

Eu não sabia.
Eu juro que não sabia!

SEJA UM BEST-SELLER Saiu uma pesquisa, a “The Bestseller Code”, com vários passos para escrever um livro de sucesso. Eis alguns: 1-Uma heroína jovem, forte e levemente desajustada; 2-Intimidade sim, sexo não; 3-Evite pontos de exclamação!; 4-Cachorros são melhores do que gatos; 5-Finais tristes estão liberados e são ótimas deixas para uma série. Partiu escrever?

*Coluna Estante sai às quintas no caderno Cultura, do jornal O Diário do Norte do Paraná

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