A Poltrona



Malvada e correta consciência*

Por Wilame Prado

Quem deve, tem vontade de correr, sem parar, sem nem olhar para trás. Tem desejo de se esconder, eternamente, embaixo de uma coberta, bem grossa. Mas não estou falando sobre dever uma pinguinha no bar, ou alguns pães na padaria. Não é dever uma grana para o colega, assim como eu devo R$ 200 para o Vinícius (um dia eu pago). A dívida que estou falando é muito além de qualquer aspecto material, não envolve dinheiro e nem troca de favores. Estou me referindo à dívida que se tem para com a consciência – uma malvada, porém quase sempre muito correta.

Acho que a conheci, a malvada, muito pequeno, talvez quando me toquei de que fazer necessidades fisiológicas na calça era incorreto. Desde então, ela, a consciência, a que não mede as palavras, a que diz sem medo a verdade para o seu eu, vem atuando ativamente, fazendo com que, muitas vezes, eu não tenha coragem de fazer algo. O arrependimento (irmão da consciência) pode, a qualquer momento, chutar as bolas da dignidade.

Um dia, eu pratiquei um roubo. Devia ter uns onze anos, morava em São Paulo (capital) e estava, gradualmente, sob influência de amizades suspeitas, prestes a me tornar um moleque travesso, do tipo que gosta de caçar briga com a turma da rua de baixo, que fuma escondido em casarão abandonado e que taca camisinha cheia de urina no carro do delegado vizinho.

Chega de detalhes e voltemos ao maldito roubo. Era uma noite quente de verão. Devia estar quase na hora de começar a novela das oito, mas eu e um monte de amigos ainda estávamos na rua, de pés sujos e fazendo alguma traquinagem. De repente, e isso era normal naquela época, faltou energia elétrica em todo o bairro. Então, no auge da minha insanidade, pensei que, naquele breu, se pegasse uns picolés no freezer da Kibon, na padaria da esquina, o dono português e bigodudo não perceberia. Realmente, o português não percebeu. Mas o cearense, que estava no balcão, sim.

Saí correndo feito louco para casa, com medo de apanhar. O magricela e testudo do balcão gritava “devolve o sorvete moleque”, mas já era tarde. A vergonha de assumir o crime não me permitiu voltar atrás. Na correria sem fim, meus calcanhares encardidos batiam em minhas nádegas. Por fim, e para não ficar com a prova do crime em mãos, joguei os picolés para as únicas duas meninas que brincavam com a gente na rua.

Cheguei em casa branco. Minha mãe estava na calçada, conversando com a vizinha, já que, sem energia elétrica, era impossível assistir a novela. O calor era insuportável e ainda não tinha tomado banho. Mesmo assim, suado e sujo, fui buscar abrigo debaixo das cobertas. Que sufoco.

Como a padaria ficava na rua de casa, o funcionário me reconheceu. Então, ainda na mesma semana, em pleno almoço, na frente de toda a família, minha mãe me obrigou a pedir desculpas e a pagar o valor dos picolés surrupiados na noite escura. Ao entregar a grana ao cearense na padaria, a vergonha (irmã da consciência e do arrependimento) veio vestida de vermelho nas maçãs do rosto.

Naquele dia, ao roubar os picolés, não liguei para as advertências da consciência. Só que tinha me esquecido de um detalhe: ela, a malvada, nunca morre e, depois do ato consumado, vem bruta e pesada. Tivesse lido “Crime e Castigo” antes disso, teria consciência (no sentido de conhecimento) do quanto a consciência (no sentido de moralidade) pesou na vida de Rodion Românovitch Raskólnikov.

*Crônica publicada dia 25 de novembro de 2008 na coluna Crônico, do jornal O Diário do Norte do Paraná, e também no blog A Poltrona

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Obama, espelhe-se no Carlinhos

 *Crônica publicada dia 11 de novembro de 2008 na coluna Crônico, do jornal O Diário do Norte do Paraná

Ultimamente, o assunto principal da rodinha diz respeito a um homem negro que se tornou presidente dos Estados Unidos, chamado Barack Obama. Legal estar vivendo este momento. Gostoso ligar a tevê e ver o Jô Soares dando um gritinho de vitória quando do resultado nas eleições daquele país. Até o nosso querido cronista Antônio Roberto de Paula relatou, em sua última crônica, no domingo, sobre um amigo que chora de emoção pelo ocorrido.

Este fato marcante foi o pontapé inicial para a abertura de debates acalorados sobre racismo e outras questões de pele. Muitos dizem que Obama não ganhou as eleições só por ser negro. Outros temem que, com a chegada de um negro a um dos cargos mais importantes do mundo, a premissa de que a cor não impende ninguém de alcançar seus anseios profissionais (querer é poder) seja utilizada em discursos de racistas camuflados, que escondem sua doença mental com papo furado de meritocracia progressista.

Nas imagens transmitidas diretamente dos Estados Unidos para nós, brasileiros, Obama parece ser uma pessoa legal. Mas não vai ser a semiótica da tevê, construtora de uma imagem carismática de um político, que vai me fazer acreditar num mundo melhor só porque um negro assumiu pela primeira vez a direção de um país imperialista, consumista, poluidor ao extremo e encrenqueiro.

E já que não posso dizer mais nada sobre o “Obaminha”, gostaria de lembrar de outra pessoa negra, pela qual sinto um enorme carinho. Esta sim, eu sei, pode e já está construindo um mundo melhor, com sua honestidade e trabalho. É o Carlinhos, meu primo, morador da pequena Santa Fé. Na escola, só tirava notas boas. Meio tímido, é aquele tipo de pessoa que espera você conversar para abrir a boca.

O tempo passou, ele continua indo à missa aos domingos, casou-se e faz pouco tempo que se mudou para sua casa própria. Trabalha desde pequeno com meu tio e padrinho, o Zé Preto, na roça. Aprendeu a dirigir também ainda moleque, mas, correto que só, não conduzia a Pampa (alguém se lembra deste carro?) na cidade, mesmo com a insistência do pai, apenas no trabalho, na área rural.

Desconheço algum inimigo seu, assim como não conheço alguém que tenha raiva dele. Carlinhos não fala mal de ninguém, não tem vícios e é adorado pelos primos menores e pela minha avó. Um exemplo de vida. Se a maioria das pessoas fosse igual ao meu primo Carlinhos, aí sim acreditaria que poderia haver um mundo melhor.

Sei que não existe desvio de caráter, para mais ou para menos, pelo fato de a pessoa ser negra, branca, amarela ou verde. Mas, posso afirmar, sem medo de errar, que todos os negros que eu conheço são honestos, trabalhadores e íntegros. Portanto, fico feliz pela vitória de Obama. Se ele for pelo menos parecido com o Carlinhos, pode ser que haja esperança.

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Cigarros

Hoje, às 11h25, estava na Praça Raposo Tavares, ao lado da Rodoviária Velha. Um senhor de meia-idade fumava seu Dallas tranquilamente. Um morador de rua, que já vi várias vezes naquela praça, em outros lugares pedindo dinheiro e até como flanelinha, pediu um cigarro ao senhor de meia-idade. A resposta foi não.

Segundos depois, passou um jovem com um Marlboro vermelho novinho, no plástico. Acho que estava vindo do tradicional estabelecimento Rei do Fumo. Não deu outra. O morador de rua abordou o jovem e conseguiu tranquilamente um cigarro, e de marca melhor do que a do senhor de meia-idade.

Não satisfeito com as tragadas, o morador de rua começou a difamar publicamente o senhor, o chamando de miserável, lazarento, idiota e outros palavrões que prefiro não mencionar. O senhor de meia-idade sentiu-se acuado. Disfarçou, entrou na circular amarelinha, voltou, mas não aguentou os impropérios e disse: “o cigarro é meu, eu que comprei e não quero dar para você”.

O senhor de meia-idade entrou na amarelinha e foi em direção a Mandaguari, em pé. O morador de rua continuou em sua casa, ou seja, na rua, fumando vagarosamente seu Marlboro. Parecia, naquele momento, nem estar ligando para o fato ocorrido há pouco, o de ter xingado um homem em praça pública.

*Texto escrito no blog A Poltrona em 21 de janeiro de 2008.

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o último dia

é, é

um dia olhei pro sol

e cego não fiquei

apenas enxerguei

de repente, toda cegueira se curou

a miopia não voltou

eu pude ver tudo, todos

os segundos, o tempo, a eternidade

pude ver o mundo, e o além-mundo

senti que algo estava errado

quando passei a ver

concluí que algo precisava ser feito…

termine de ler n´A Poltrona

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Domingo. Ela. Eu

Ela não entende porque eu preciso comemorar o gol que os outros times da capital levam. Eu não entendo como ela não gosta de torcer contra o Corinthians. Ela não entende porque eu sempre quero mais uma latinha. Eu não entendo como ela consegue beber leite de soja. Ela entende nada sobre eu estar cansado mesmo sem ter feito nada. E eu desconheço o entendimento para tanta força dessa mulher. Meus beliscões e “carinhos” fortes são vistos como estranhos. Acho estranho da parte dela também ficar me chamando carinhosamente com vozinha de criança. O prazer de relar em sua pele a garrafa gelada de água é desprazer imenso pra ela. Não consigo controlar a raiva quando ela puxa minha unha pra cima. Na TV, ela não quer ouvir e nem ver nada sobre futebol. Então eu quero zapear só em jogos e comentários esportivos. Eu não quero ver sangue, heróis que sabem tudo vestidos de branco e outros heróis que sabem tudo também só que vestidos de preto. Então ela quer seriados médicos e de investigação. Ela quer sair, dar uma volta, espairecer a cabeça. Só que eu não quero passear no shopping, uma das únicas opções naquele momento. Ela quer Banzé Lanches porque não é gorduroso e a salsicha é de primeira. Então eu quero Bolotas Lanches, com gordura pingando e refrigerante grátis. Ela quer dormir…e eu quero mais. Eu não quero dormir, mas ronco demais – pelo menos é o que ela diz. Eu prefiro móveis conservados e menos pelos brancos em minhas roupas pretas, e ela quer companhia felina, carinho e risadas só de olhar pro gato que parece porcelana chinesa quando está com sono. Eu quero camisa velha do Juventus de Turim pra sair em uma noite fresca de domingo pelas ruas calmas e com chão molhado, após mais uma chuva de Primavera, de Maringá. Ela simplesmente não deixa eu me vestir do jeito que quero, e sugere-impõe a camiseta nova estampada. Quero luz, visão da janela e emoção regada a nuvens, estrelas, sol, quase um mar. Ela quer persiana fechada, escuro, edredon e que eu ainda busque seu travesseiro no quarto. Ela quer jogar fora o resto da pizza. Eu quero ver se cabe mais um pedaço de pizza em meu estômago, mesmo com as formigas e com a eminente diarreia. Ela só pode com os de picolés de fruta, uva, morango, acerola, essa intolerância à lactose acaba com ela. E eu me acabo nos de leite, milho verde, mamão papaia, creme, leite condensado, coco. Ela quer ler os encartes promocionais da Pernambucanas. Eu quero que ela leia agora a matéria que escrevi, mas não digo nada pra não parecer um desesperado por sua leitura. De novo na TV, ela quer o Pânico pra simplesmente dar risada do Jô Suado, do Melhor do Melhor do Mundo e do japonesinho que imita a Sabrina Sato. Eu finjo querer café filosófico e concerto no Theatro Municipal de São Paulo, mas também dou risada demais e deixo no programa tosco e suave. Ela não quer que acabe logo o domingo porque no outro dia é segunda-feira e tem que trabalhar. Eu também não. E vamos dormir concordando com pelo menos alguma coisa. (crônica publicada dia 6 de novembro no jornal O Diário do Norte do Paraná; também está em A Poltrona).

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A memória do 11 de setembro

Era uma terça-feira comum. Logo pela manhã, um sol agradável batia nas janelas da sala de aula, no colégio Gastão Vidigal. Eu e meus amigos estávamos divididos entre assistir uma aula chata de Química, com uma professora esquisita, ou, como era de costume, matar aula e ir andando até uma padaria próxima ao Colégio Nobel, só para comer as famosas baguetes de frango que vendiam por lá, acompanhadas de cocas-cola daquelas com embalagens de vidro, bem geladas.

A fome falou mais alto do que os alcalóides e os grupos de carbono. De barriga cheia, nos dirigimos ao ônibus fretado, que mais tarde nos levaria de volta para Santa Fé, cidade próxima de Maringá. Ainda demoraria pelo menos mais uma hora para dar o horário da saída, por isso, e como também era de costume, estávamos já arrumando o baralho para jogar truco com o Cidão, motorista do ônibus.

Mas, as imagens transmitidas pela televisãozinha do ônibus fizeram com que as deliciosas baguetes de frango se transformassem em indisposição intestinal. Parecia filme, mas era, na verdade, o plantão de notícias da Globo mostrando um prédio altíssimo, lá nos Estados Unidos, desabando. Tinha um menino dentro do ônibus, desesperado, dizendo que, com certeza, aquilo seria o início da 3ª Guerra Mundial. Mais tarde, descobri que estava assistindo, ao vivo, ao ataque nas torres gêmeas, o famoso Desastre de 11 de setembro.

E hoje, nesta crônica, lembrando que na quinta-feira passada completaram-se sete anos (a crônica foi escrita em 2008) desse dia terrível, em que mais de 3.000 pessoas morreram, venho a refletir sobre nossa posição neste mundo como agentes sociais, transformadores e gerentes dos fatos históricos. O desastre de 11 de setembro será matéria da prova de História para muita gente, durante sabe-se lá quantos anos. Talvez, até no dia em que os arquivos audiovisuais das tevês serem queimados e novos historiadores dizerem que tudo não passou de uma lenda.

O fato é que presenciamos e fazemos parte deste desastre marcante, ocorrido nos Estados Unidos, pois, invariavelmente, o mundo todo sofreu as conseqüências com a ira de Bush e seus comparsas, na suposta luta imbecil contra o terrorismo. Talvez, na época, por ser ainda um adolescente meio voado, minha maior preocupação era simplesmente com a partida de truco adiada. E, junto da incrível imagem daquelas torres infinitas indo ao chão, em minha mente, a azia daquela baguete de frango e o garoto desesperado anunciando a 3ª Guerra Mundial são lembranças que não irão se apagar tão cedo.

Mas, e você? Já parou para pensar o que estava fazendo justamente no momento em que a soberania norte-americana foi abalada com o desabamento das torres?

*Crônica publicada dia 16 de setembro de 2008 na coluna Crônico, do jornal O Diário do Norte do Paraná

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Peço desculpas pela perda de identidade

Parei e refleti. O que tenho feito com este blog em nada tem a ver comigo e nem com a proposta do meu blog anterior, o agonizante A Poltrona. Sinto falta dos comentários inteligentes e até das críticas verdadeiras e válidas. Sinto falta de um público que parece ter sumido, talvez assustado com a mediocridade das postagens dos últimos meses.

Explico. Atarefado por demais com o trabalho no jornal e com projetos paralelos, preferi, ao invés do sempre valioso e inteligente silêncio, alimentar o blog com notícias facilmente encontradas em qualquer boteco de esquina da internet. Futebol reinou nos assuntos optados nas postagens. Nada contra o esporte, que é uma das minhas grandes paixões, mas é que eu gosto mesmo é de torcer e de ler ou escrever uma verdadeira crônica esportiva e não apenas alimentar fofocas, como, infelizmente, mantém-se a maioria dos blogueiros desta área espalhados pelo Brasil afora.

Não estou aqui para criticar ninguém, exceto à minha postura como blogueiro nos últimos tempos. Mas devo dizer, caro leitor das antigas, que me corrigi a tempo e, a partir de hoje, vou selecionar melhor as postagens. O que é dispensável, não precisa ser escrito por mim. Milhares de pessoas já escrevem futilidades na rede.

Parei pra pensar.

Ouvindo o novo CD do Vanguart, assistindo um documentário de Araguari e da vida de Jair Naves, em uma conversa de corredor com o amigo Alexandre Gaioto que estranhou a ausência de crônicas por aqui, lembrando de um comentário do grande amigo poeta e advogado José Balestra que sente falta dos textos bons e me emocionando ao ver como ficou a capa do meu primeiro livro “Charlene Flanders, que voava em seu guarda-chuva roxo, mudou minha vida”, parei pra pensar.

E não ficarei parado apenas pensando. Vou agir. A começar por este relato. Depois, quero fazer algumas mudanças no layout do blog. Deixar com que o texto (o que realmente importa aqui) não sofra tanta concorrência. Já não bastam os anúncios pelos quais ganho em média R$ 1, 75 por mês.

E se meu silêncio durar muito, não pense que parei de respirar. É que estarei seguindo o velho dizer: mudez é adorno, silêncio é segurança. Peço desculpas pela perda de identidade. Tentarei renascer, mesmo agora sem as crônicas semanais do Crônico, tentarei caprichar mais por aqui.

Espero que os bons e velhos leitores de outrora retomem o hábito da leitura do meu texto, que é o que importa para mim. E que os novos leitores entendam qual é a minha proposta e que, se não gostarem daquilo que encontrarem por aqui, sempre serão bem-vindos em outras oportunidades.

Ainda que raramente, tentarei estar de volta.

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Um dia de tédio*

Se você está como eu, vivendo um dia de tédio, por motivos mil – férias idem, vadiagem, fidelidade ao msn ou um simples atestado médico falso – tenho algumas dicas para o destédio. Sente-se cá na Poltrona. Leia, divirta-se e até reflita. Adquira revistões por menos de deizão nas bancas. Dura um mês. Revista piaui, uma das melhores publicações dos últimos anos. Para os esquerdistas, graças a Deus, Caros Amigos. Mas se seu tédio ainda é daqueles grandes para mais de metro, tente uns filmes. Para quem é de Maringá, o acervo do Petrini vale ouro: Poderoso Chefão, Casablanca, Spike Lee a rodo, Almodovar. A locadora Focus Vídeo, perto da BR13, também vai ajudar. Eita tédio forte! A última saída, porém a mais proveitosa, é observar o mundo (cidade) ao seu redor. Da minha janela, por exemplo, em um terreno que já teve plantação de milho, vejo anus brincando, pneu velho jogado, cachorro sarnento vagabundeando. Se não mora no 5º andar, assim como eu, aproveite o quintal de sua casa. Com certeza deve ter uma planta, criança ou velhinho perto de você. Observe e dê valor aos móveis que ainda está pagando nas Casas Bahia. Ande na rua. Vá ao Parque do Ingá e observe como é engraçado o rosto das pessoas que estão se esforçando para manter o ritmo. Viva Maringá. Uma pequena cidade do interior disfarçada de metrópole, onde bolas de capim giram no meio da rua, com direito, inclusive, à blogosfera atuante. Um abraço a todos que estão me apoiando nesse primeiro dia de A Poltrona.

*Texto publicado dia 8 de janeiro de 2008 no blog A Poltrona.

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A acidez da Abiose Maringaense – Eu recomendo

Abrir um blog é igual abrir um boteco no bairro. O pessoal da comunidade vai chegando de mansinho, vai se acomodando, pegando os trejeitos da mesa de sinuca, vendo o melhor lugar para sentar quando passa jogo na TV, descobrindo qual cerveja é a mais gelada e, quando menos se vê, automaticamente se sente em casa, mesmo estando no bar, ou no blog.

Quando resolvi erguer as portas do bar, ou melhor, deste blog aqui no odiario.com, tive de deixar meu povo, minha comunidade, meus queridos amigos blogueiros da época de A Poltrona (um tanto quanto velha, mas que, a qualquer momento, pode voltar a ter servidão).

Para homenagear esse pessoal que sempre ajudou na divulgação e propagação dos meus textos por aí afora na rede, vou fazer, pelo menos uma vez por semana, indicações dos blogs que eu, durante os quase dois anos e meio de A Poltrona, linkei na seção “Boas Leituras”. A categoria com essas indicações se chama “Eu recomendo”.

Não perca essas dicas de leituras, pois, mesmo com toda sua imensidão virtual, merda é o que não falta boiando no mar da internet.

A Abiose Maringaense

Inauguro as indicações seguindo a ordem alfabética dos meus links preferidos. E o primeiro blog a ser comentado é o roxo e já tradicional “A Abiose Maringaense”, que, segundo o criador e mantenedor Vander Marques, vai se transformar em site em pouco tempo.

Perdendo em quantidade de acessos apenas para o escasso Blog do Rigon, que hoje é site, e para o blog do Edson Lima, A Abiose Maringaense vem, há quase três anos na atividade, mantendo seus leitores informados com assuntos relacionados à cultura, sociedade, política e economia. O diferencial da Abiose está na forma como o seu blogueiro interpreta os acontecimentos postados, sempre com muito humor e ousadia.

Não raro, é preciso tomar um sal de frutas para visitar A Abiose Maringaense e assim conviver com a constante acidez que Vander Marques injeta em seus posts. Sabendo que sua carga é pesada de verdade, o blogueiro, para aliviar e também para deixar sua mulher mais ciumenta ainda, presenteia seus leitores, diariamente, com fotografias belíssimas, encontradas na internet, de mulheres, digamos assim, no mínimo, sensuais.

Mais de mil pessoas por dia visitam A Abiose Maringaense. Não fique fora dessa e seja você também um leitor deste explosivo blog.

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