Camila Taari



Carmen Miranda é revisitada no Luzamor

Camila Taari se veste de pequena notável para o show "Carmen Miranda - Na Batucada"

Camila Taari se veste de pequena notável para o show “Carmen Miranda – Na Batucada”

Por Wilame Prado

Com entrada franca, hoje, 20h30, no Auditório Luzamor (Rua Neo Alves Martins, 1.704, Zona 1), tem aula sobre um importante capítulo da música do século 20 dedicado ao legado de Carmen Miranda, a portuguesa mais brasileira que se tem notícia.

Pelo Convite à Música, o show “Carmen Miranda – Na Batucada”, dos londrinenses Camila Taari (voz), Osório Perez Moreira (violão de sete cordas), Guilherme Araujo Vilella (bandolim), Júlio Erthal (flauta) e Carlos Pereira (pandeiro), revisita a obra da pequena notável com mais de vinte músicas que passeiam por diferentes fases dela, além das considerações que o grupo faz sobre fatos envolvendo a história da artista.

A vocalista e idealizadora do projeto promete cantar, entre outras, “Tico-Tico no Fubá”, “Ao Voltar do Samba”, “South American Way”, e, como não poderia faltar, “O que é que a baiana tem?”

“O grande objetivo é resgatar a imagem da Carmen, homenageá-la e trazê-la de volta para a vida do público. É mais que uma cópia das músicas interpretadas por ela, é um convite para conhecê-la, para apreciá-la”, diz Camila, 32.

Como experiência, ela coleciona dois anos de entrosamento com o grupo e inúmeras apresentações em Londrina, especialmente em colégios. “Levamos às crianças uma perspectiva musical diferente do que elas estão acostumadas, visto que a grande massa desconhece o ícone que é Carmen Miranda.”

E se hoje Maringá tem a oportunidade de conferir o show “Carmen Miranda – Na Batucada”, deve isso à avó da cantora Camila Taari, que apresentou a obra da artista e insistiu para que a neta cantasse as músicas que encantaram o mundo em meados do século 20 e que deixaram homens apaixonados, como o atleta Mário Cunha, o músico Aloysio de Oliveira e David Sebastian – que conseguiu a proeza de se casar com a bela artista.

“Minha avó sempre me pedia pra gravar CDs da Carmen para ela, sempre escutava as músicas em casa e assim eu também comecei a apreciar sua arte. Um dia ela sugeriu que a gente fizesse o show. Foi quando começamos a ler e reler diversas biografias, assistimos a documentários, ouvimos diversas músicas, até modelar o show como ele é hoje, escolhendo em conjunto as canções que integram o repertório, figurinos etc”, relembra Camila.

*Reportagem publicada nesta quinta-feira (2), no caderno Cultura

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