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‘Que Mal Eu Fiz a Deus?’ é para rir

Elenco completo do francês "Que Mal Eu Fiz a Deus?"

Elenco completo do francês “Que Mal Eu Fiz a Deus?”

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Wilame Prado

Não tem sido fácil rir no cinema. A penúltima vez, ainda me lembro, foi no ano passado, no ácido e irônico argentino “Relatos Selvagens”, que concorreu – mas não levou, injustamente – ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. As últimas e raras risadas aconteceram no último sábado, quando finalmente assisti ao francês duplamente estreado em Maringá (a primeira, no Festival Varilux de Cinema Francês) “Que Mal Eu Fiz a Deus?”, ainda em cartaz no Cineflix Cinemas, no Maringá Park Shopping.

A proposta do roteiro era arriscada: fazer as quatro filhas de um casal tradicional francês se casarem com homens de diferentes nacionalidades e religiões; mais especificamente falando, elas – quatro verdadeiras beldades caucasianas – se casam com um judeu, um árabe, um chinês e, finalmente, um africano. Poderia ter resultado num filme extremamente de mau gosto, xenofóbico, racista ou machista. Mas não. Deu muito certo.

O longa, dirigido por Philippe de Chauveron, prova – especialmente aos cineastas e dramaturgos brasileiros – que é possível tratar com humor o preconceito eminente que há no Ocidente, sem que com isso seja preciso apelar para o insuportável argumento do politicamente correto.

Mesmo sendo recordista absoluto de bilheteria nos cinemas franceses – e conquistando também bom público aqui no Brasil -, a crítica especializada brasileira não tem visto com bons olhos “Que Mal Eu Fiz a Deus?”. Entre, por exemplo, no site Adoro Cinema e tire sua prova: nas críticas reunidas em uma das páginas mais acessadas de cinema do País, descobrimos apenas uma estrelinha dada pela Folha de S. Paulo e também uma estrelinha do jornal O Globo, além de críticas negativas publicadas em sites especializados. O motivo? Acabou o bom humor e muitos acusaram o divertido longa como previsível e preconceituoso.

Discordo. Eu e a sala inteira do cinema rimos do absurdo, dos extremos, das situações impossíveis, da velha e boa comédia no cinema. Luiz Carlos Merten (ufa), do Estadão, também discorda. Para ele, “…deu a louca nos críticos. Não sintonizaram com o humor incorreto de Chauveron. Mas nem na cena hilária da missa?”

*Comentário publicado nesta quarta-feira (19), no caderno Cultura, do jornal O Diário do Norte do Paraná

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Geração Kichute no País do Futebol

Crianças brincam de ferrorama em “Meninos de Kichute”

Crianças brincam de ferrorama em “Meninos de Kichute”

Por Wilame Prado

A espera valeu a pena. Em ano de Copa no Brasil, “Meninos de Kichute” – longa-metragem dirigido por Luca Amberg, baseado no romance homônimo do londrinense Márcio Américo – estreou semana passada em algumas salas de cinema do País, incluindo uma aqui em Maringá, que exibe até semana que vem o longa nacional.

Filme tocante, sensível e que certamente vem emocionando principalmente aqueles que passaram a infância nos anos 70 e ainda aqueles que amam futebol, “Meninos de Kichute” retrata fielmente uma época em que as principais diversões da molecada eram jogar bola no campinho de terra, jogar bafo e trocar figurinhas, ver mulher pelada na revista, ir à matinê do cinema e infernizar os pais com as mais variadas travessuras. No longa, Beto (Lucas Alexandre) sonha em ser goleiro da Seleção Brasileira, mas é atrapalhado pelo rigoroso pai, o pintor evangélico Lázaro (Werner Schünemann), que, no final, acaba sendo o “vilão” da história por ter se encarregado de representar a hipocrisia e o machismo corriqueiras da época.

No filme preferido do público na 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, é aquela velha história, conhecida pelos meninos brasileiros que hoje são homens barbados: uma partida de futebol é uma batalha, e os inimigos são os moleques da rua de baixo. Na rua Ivaí, Beto e seus amigos têm um time competente e com uma característica marcante: todos usam Kichute. Cria-se, então, o clubinho Meninos de Kichute, e a nostalgia sentida pela melhor época da vida rende comparações a clássicos do tipo como “Os Batutinhas” (Penelope Spheeris, 1994) e “Conta Comigo” (Rob Reiner, 1986).

Na cativante e divertida história que não se limita a contar as coisas que acontecem dentro das quatro linhas do campo – as alegrias e as tristezas vividas por uma família humilde de um bairro do interior do Brasil são brilhantemente interpretadas por Beto, pelo pai, irmãos e pela mãe (Vivianne Pasmanter) – o destaque fica para as crianças em pleno trabalho de atuar. Lucas Alexandre e uma pancada de crianças (a maioria, meninos) dão o toque ingênuo e incrivelmente real às tramas de um tempo em que era normal cantar o Hino Nacional antes das aulas de Educação Moral e Cívica começarem, colecionar figurinhas do álbum Brasil Pátria Amada, ver as “reportagens” ufanistas do programa do Amaral Netto e ter de encarar as gracinhas dos colegas de classe por ter um tio bicha ou um pai alcoólatra, tempos em que ninguém usava palavras como gay ou bullying.

O trabalho de pesquisa para compor a cenografia, figurinos e trilha sonora também é digno de nota. Soou muito natural, em “Meninos de Kichute”, a casa velha de madeira – com fogãozinho vermelho na cozinha, local onde a família precisava improvisar também a beliche para dois irmãos dormirem –, o colégio, o campinho, as roupas simples e curtas e os próprios Kichutes nos pés da meninada. É uma delícia assistir ao filme ao som embalado também daquela época, iniciado por “Fio Maravilha”, de Jorge Ben, e que conta ainda com “Que Fim Levaram Todas as Flores”, dos Secos e Molhados, “Giramundo”, d´Os Incríveis, “Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua”, do gênio Sérgio Sampaio, “Eu Vou Rifar Meu Coração”, de Lindomar Castilho, e “Marcas do Que Se Foi”, dos The Fevers.

Por fim, a história de Beto sonhando em ser apenas um goleiro acaba sendo a história de uma geração brasileira, de garotos que, ainda que pobres, ainda que de família humilde, viveram extremamente felizes a sua infância. Entre os ligeiros cem minutos de duração de “Meninos de Kichute”, ainda cabe pontuar a atuação competente de Arlete Salles no papel de Leonor (vizinha que toca sanfona, toma cachaça e dá dinheiro para Beto comprar figurinhas), as pontas hilárias de Mário Bortolotto, Paulo César Pereio e do próprio Márcio Américo, e ainda uma cena inesquecível, a de quando Beto está internado no hospital após quebrar a perna num atropelamento, momento em que divide quarto com o Velho Goleiro, ex arqueiro do Londrina, Juventus, Vitória e outros times, que tece ensinamentos para o menino do kichute.

“Se você quiser ser goleiro, não pode ter medo e ser diferente. Se quiser ser igual, vai pra linha, tem mais nove feito você. Goleiro tem a sua própria área, uniforme único, número um. E só o goleiro pode voar”, diz o Velho Goleiro, interpretado pelo ator e professor de teatro Luthero de Almeida. Simplesmente um brinde para os amantes do futebol em plena Copa do Mundo.

MENINOS DE KICHUTE
O filme fica em cartaz na cidade até quarta-feira da semana que vem, sempre às 13h45, no Cineflix Cinemas, no Maringá Park Shopping

*Texto publicada quarta-feira (11) no caderno Cultura, do jornal O Diário do Norte do Paraná

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Suzanne e seus delitos imperdoáveis, ou nem tanto

FRANÇA. As irmãs Suzanne (Sara Forestier) e Maria (Adèle Haenel): cumplicidade. —FOTO: DIVULGAÇÃO

FRANÇA. As irmãs Suzanne (Sara Forestier) e Maria (Adèle Haenel): cumplicidade. —FOTO: DIVULGAÇÃO

Por Wilame Prado

Desvios de conduta praticados por amor tendem a ser abrandados por quem critica ou se vê prejudicado pelos atos tortos. “Suzanne” (Katell Quillévéré, 2012), em cartaz pelo Festival Varilux de Cinema Francês, mostra a trajetória errante da garota Suzanne (Sara Forestier), que erra, e feio, na vida porque vai em busca do amor. Mesmo com a desculpa passional, o preço que ela paga por isso é bem alto.

Suzanne se apaixona por Julien, assaltante e traficante disfarçado de galã. Por esse amor, ela se distancia da família e desampara o filho pequeno (fruto de “aventuras passadas”, ninguém sabe quem é o pai da criança). Anos na cadeia e o profundo desgosto causado para o pai – caminhoneiro viúvo que cuida das duas filhas sozinho a vida toda, brilhantemente interpretado pelo ator François Damiens – parecem ser os principais castigos subsequentes pelos crimes que cometeu. Mas não o são: a dramaticidade do filme parece não cessar, e as cenas finais reservam ainda mais sofrimentos envolvendo a pobre Suzanne.

Destaca-se no filme a relação de Suzanne com a irmã Maria (Adèle Haenel). A cumplicidade das duas é algo fortalecido por uma vida toda sem a presença de uma mãe dentro de casa. Mesmo sendo caçula, Maria, com sua força e maturidade surpreendentes, vê-se obrigada a cuidar da irmã mais velha e do sobrinho. Como uma predestinada para carregar o fardo, ela nunca reclama, mas é visível que acaba também pagando um alto preço por causa dos erros da irmã.

Katell Quillévéré, a diretora que também assina o roteiro ao lado de Mariette Désert, lança um olhar frio e contundente sobre os dramas envolvendo a chamada ovelha negra da família e todas as consequências que tendem a prejudicar a todos por perto e não apenas quem opta pelos caminhos considerados inaceitáveis pelos bons costumes da sociedade.

Ao final de “Suzanne”, parece haver – ainda bem – uma luz no fim do túnel até para os mais desesperadores dos casos. Contudo, fica muito claro que, a depender das decisões, os danos são irreparáveis e intermitentemente sofríveis. Algo a ser elogiado no filme francês é a sutileza da mise en scène, que pode ser observada em gestos sutis dos personagens.

Se há mesmo perdão para os erros de Suzanne – e isso a diretora demonstra na primeira cena, com a lágrima da protagonista, ainda criança, vendo que, numa apresentação escolar de dança, a mãe não está na plateia –, percebe-se que, mais até do que as cabeçadas do destino sofridas pela busca do amor, uma vida cheia de escolhas erradas pode ser consequência de sofrimentos intrínsecos às sempre tristes ausências sentimentais que rodeiam a vida toda de uma pessoa.

PARA VER
SUZANNE
Gênero: drama
Ano: 2012
Duração: 1h34min
Classificação: 14 anos
Exibição: hoje, às 17h45, no Cineflix
*Termina hoje o Festival Varilux de Cinema Francês, com filmes sendo exibidos em cinco horários: 13h30, 15h15, 17h45, 19h40 e 21h25

*Texto publicado nesta quarta-feira (16) no caderno Cultura, do jornal O Diário do Norte do Paraná

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Varilux de Cinema Francês começa hoje em Maringá

SÍMBOLO. Isabelle Huppert em cena de “Um Amor em Paris”: musa do festival deste ano, ela está em dois filmes da programação. —FOTO: DIVULGAÇÃO

SÍMBOLO. Isabelle Huppert em cena de “Um Amor em Paris”: musa do festival deste ano, ela está em dois filmes da programação. —FOTO: DIVULGAÇÃO

Por Wilame Prado

l No Cineflix, 15 filmes franceses serão exibidos durante uma semana, em cinco horários por dia

A França é famosa pelos vinhos, luzes e filmes. Grandes obras que hoje estão contidas em listas dos melhores filmes da história do cinema – “Jules e Jim” (Truffaut), “Acossado” (Godard), “A Regra do Jogo” (Renoir), entre outros – foram dirigidas por franceses.

De um tempo para cá, mais precisamente há cinco anos, o Festival Varilux de Cinema Francês é oportunidade para os brasileiros, de diferentes Estados e cidades (este ano o festival abrange 70 salas de cinema, espalhada por 45 cidades, incluindo Maringá), conferirem o que de bom os contemporâneos do cinema francês vem produzindo.

Maringá recebe o festival pela terceira vez, a partir de hoje. Com filmes sempre exibidos pelo Cineflix Cinemas, que fica no Maringá Park Shopping, o festival coloca em cartaz este ano a 15 filmes, a serem projetados em cinco horários diários até 16 de abril (quarta-feira da semana que vem). Os preços dos ingressos para ver os filmes em cartaz pelo festival são os mesmos normalmente praticados pelo Cineflix em suas sessões cotidianas.

Na programação que chega a Maringá, e divulgada pela assessoria de imprensa do festival por aqui, ponto para a exibição do filmaço “Os Incompreendidos”, feito em 1959 por François Truffaut. O filme será exibido em sessão única, às 15h35 do próximo domingo. A inclusão do clássico na grade do Varilux é uma homenagem à história do cinema francês e à Nouvelle Vague, movimento que teve em Truffaut um de seus precursores.

Ainda sobre a programação local, a única baixa é a ausência de “Yves Saint Laurent”, cinebiografia do célebre estilista que morreu em 2008, aos 71 anos. O longa, assinado por Jalil Lespert, fará a abertura oficial do Varilux esta noite, no Rio de Janeiro (RJ). Segundo o diretor de programação do Cineflix Carlos Mauricio Sabbag, o filme não chega a Maringá por causa de um impedimento técnico. “O filme tem um formato chamado DCP (Digital Cinema Package), que não é rodado em nossas salas de exibição, infelizmente.”

Maringá-França
Sabbag explica que, ao viabilizar a realização do Festival Varilux de Cinema Francês em Maringá, o objetivo é atender à demanda de um público diferenciado, apreciador de filme europeu em geral e que nem sempre se vê representado na grade comercial das estreias semanais.

O diretor de programação explica que, ainda que não compita financeiramente falando com a grade comercial dos blockbusters, o festival costuma atrair muita gente, tendo, inclusive, propiciado salas lotadas nos festivais de 2012 e 2013. “Na cidade, há muita gente que gosta de filme francês e que tem predileção pelo idioma”, diz.

“Acredito que a presença do festival na cidade ajuda muito na compreensão do ‘ser francês’, embora existam os riscos de se cair em alguns clichês”, considera o professor de francês Luigi Ricciardi. “Dá uma ótima oportunidade para os alunos terem a língua francesa mais presente no dia a dia deles.”

Ricciardi conta que, nos festivais passados, transferiu as suas aulas da escola para o cinema. Após todos terem assistido aos filmes, voltam para a sala para discutirem a obra. “Gosto da variedade de gêneros que o festival propõe e também a preferência de passar filmes do ano, pois sempre que se pensa em França, vamos à Belle Époque ou aos anos 1960 com os filmes de Godard e de Truffaut. Eu gosto dos dois, sobretudo do primeiro, mas precisamos conhecer mais. O cinema francês não é só isso.”

Indicações
Como em anos anteriores, o jornalista e crítico de cinema maringaense Elton Telles está ansioso para “consumir” o Varilux de Cinema Francês. Para este ano, opina ele, alguns filmes merecem atenção especial.

“Da programação deste ano, destacaria três filmes. O primeiro deles é a comédia ‘Eu, Mamãe e os Meninos’, grande vencedor do César (o Oscar francês) e que tem sido comparado aos primeiros trabalhos de Woody Allen. Para quem gosta de dramas, ‘O Passado’, de Asghar Farhadi, é uma boa recomendação. É do mesmo diretor de ‘A Separação’, aquele iraniano que ganhou o Oscar de Filme Estrangeiro. Outro bacana é ‘Uma Relação Delicada’, nova parceria da diretora Catherine Breillat com a atriz Isabelle Huppert – musa do festival nesta edição e que vem para o Brasil promover o evento.”

PROGRAMAÇÃO
No site: http://variluxcinefrances.com/

Reportagem publicada nesta quinta-feira (11) no caderno Cultura, do jornal O Diário do Norte do Paraná

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NINFOMANÍACA CHEGOU

“Ninfomaníaca” narra epopeia sexual de Joe, da perda da virgindade à vida adulta

“Ninfomaníaca” narra epopeia sexual de Joe, da perda da virgindade à vida adulta

Por Wilame Prado

Dois fatores tornam “Ninfomaníaca” um dos filmes mais aguardados deste ano que nem bem começou: sexo e Lars von Trier.

O fator “sexo” é fundamental para atrair a curiosidade não só de quem curte cinema. Um dos temas mais procurados nos sites de busca no mundo todo, questões sobre sexo ainda são cercadas por tabus. As pessoas – a maior parte delas – gostam de sexo e a indústria cultural sabe se aproveitar muito bem disso.

O fator “Lars von Trier” diz mais para quem acompanha aquilo que de importante vem sendo produzido no cinema mundial contemporâneo. O cineasta dinamarquês há anos é cultuado principalmente após trabalhos insuperáveis no cinema como “Dançando no Escuro”, “Dogville”, “Manderlay”, “Anticristo” e “Melancolia”.

A soma dos fatores – sexo e Lars von Trier – portanto, tende a ser explosiva. E todos – desde os cinéfilos aos que nem ligam muito para ver filme no cinema – querem saber dos resultados cataclísmicos dessa junção, que pode ser conferida desde ontem em Maringá. “Ninfomaníaca” estreia em dois horários (19h55 e 22h15), com classificação de 18 anos e legendado no Cineflix Cinemas, no Maringá Park Shopping.

Nesta primeira parte do filme, a ninfomaníaca Joe (Stacy Martin quando novinha, e Charlotte Gainsbourg na maturidade) é encontrada, machucada, em um beco por um estranho (Stellan Skarsgård). Após receber ajuda, vai para casa desse homem mais velho, descansa, recupera-se e finalmente começa a narrar, com detalhes, a sua história de vida e de seu autodiagnosticado vício em sexo, motivo que faz com ela se martirize e a autoavalie como uma pessoa extremamente má.

O longa-metragem, que, por ser tão longo, foi dividido em duas partes (o volume II estreia em março; a versão sem cortes e com 5h30min de duração deve ser lançada no Festival de Berlim, em fevereiro) vem recebendo classificações generosas como filme erótico cult. Nada de pornografia, embora haja cenas de sexo explícito. Tudo pela arte.

Lars von Trier gosta e costuma chocar as pessoas com cenas profundas e descarnadas de qualquer pudor. Em “Anticristo”, por exemplo, temos cenas de mutilações que espantam qualquer fã de carteirinha dos filmes de terror.

O diretor de cinema só não tem o perdão quando escorrega na língua: em entrevista coletiva de “Melancolia”, no Festival de Cannes de 2011, perdeu fãs e prestígio ao dizer que “compreendia Hitler”.

PARA VER
NINFOMANÍACA
Título original: Nymphomaniac : Volume 1
Direção: Lars von Trier
Gênero: Drama
Duração: 1h58min.
(2013/Din/Ale/Fr/Bel.)
Classificação: 18 anos
Estreia do Cineflix Cinemas, no Maringá Park Shopping

*Texto publicado na sexta-feira (24), no Caderno Cultura, do Diário do Norte do Paraná

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