Coletivo de Teatro Alfenim



Paraíba faz a vontade de Brecht

Por Wilame Prado

O dramaturgo alemão Bertolt Brecht argumentou em seus diários de trabalho que tinha interesse em escrever uma peça sobre Zhao Gongming, o Deus da Fortuna da mitologia chinesa. Fato mais que suficiente para que o Coletivo de Teatro Alfenim (João Pessoa-PB) resolvesse criar uma parábola cômica utilizando os anseios de Brecht como ponto de partida para “O Deus da Fortuna”, espetáculo deste domingo (10 da 3ª Mostra de Teatro Contemporâneo – Maringá que será apresentado na Oficina de Teatro da UEM, às 20h30.

A peça, que tem texto de Márcio Marciano criado em processo colaborativo com os atores do grupo, mostra alegoricamente o Deus da Fortuna, entidade totalmente identificada ao capital especulativo e que surge na propriedade de um capitalista à moda antiga, o Senhor Wang.

Afundado em dívidas, Senhor Wang ergue um altar em honra ao Deus da Fortuna, mas, para evitar a falência, vê-se obrigado a ofertar a própria filha para amortizar dívidas. “O Deus da Fortuna” ironiza o capital especulativo e as relações humanas completamente dependentes – inclusive metafisicamente – com as coisas do dinheiro.

No elenco estão Adriano Cabral, Daniel Araújo, Lara Torrezan, Paula Coelho, Vitor Blam e Wilame AC. Ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). A classificação é para 10 anos.

SAIBA+
Programação completa da 3ª Mostra de Teatro Contemporâneo – Maringá no site: mtcontemporaneo.art.br

*Reportagem publicada neste domingo (10) no caderno Cultura, do Diário de Maringá

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