Mês: maio 2013



O governo Richa e a tendência pela mentira, por Enio Verri

Publico o artigo do Deputado Estadual e Presidente do PT Paraná, Enio Verri, que é economista, e ajuda o leitor a entender a real situação do Estado do Paraná. 

A população que acompanha o noticiário político do Paraná tem sido vítima de uma avalanche de informações falsas divulgadas pelo líder do governo Beto Richa na Assembleia Legislativa (Alep), deputado Ademar Traiano, contra os ministros paranaenses e o governo federal. Não é difícil entender a razão da verborragia semanal do líder: ele tem a missão de defender um governo que caminha a passos largos, lamentavelmente, em direção ao fracasso, enquanto se consolida como péssimo gestor.

Se nas pistas de corrida o governador se orgulha da sua suposta habilidade de piloto, o oposto ocorre no comando do Paraná. Com Beto Richa, temos um Estado trôpego, completamente sem rumo e próximo da falência financeira.

A crise nas contas públicas do Paraná, aliás, é tema recorrente do discurso raso e sempre equivocado do representante do governo na Alep. O deputado descaradamente atribui a culpa pela falência financeira do Estado à falta de apoio do governo federal e dos ministros paranaeneses.

Uma das críticas prediletas de Traiano é que o governo Dilma, ao desonerar impostos para incentivar o desenvolvimento do País, tira do Paraná uma grande capacidade de arrecadação. De acordo com o líder, o governo federal adota mecanismos sórdidos contra o Estado com o mero objetivo de frear a arrecadação, lesando os cofres públicos e prejudicando o crescimento. Um grande embuste.

É um discurso essencialmente fundamentado em interesses políticos e eleitorais e não encontra ressonância em análises técnicas do desempenho financeiro do Paraná. Esta política, de disseminar a mentira em detrimento da verdade, é despojada pela própria Secretaria da Fazenda (Sefa).

A desfaçatez se escancara quando comparamos a Receita Arrecadada da Administração Direta nos quatro primeiros meses de 2013 com 2012. A receita total do primeiro quadrimestre desde ano foi de R$ 9,82 bilhões, enquanto em 2012 foi de R$ 8,55 bi, ou seja, um incremento expressivo de 14,93%.

Este cenário otimista também se reflete nos repasses da União relativos às Transferências Correntes, conta que engloba o IPI, entre 2012 e 2013. De acordo com os números divulgados pela Sefa, no primeiro quadrimestre do ano passado o governo estadual recebeu R$ 2,28 bilhões, enquanto em 2013 o índice cresceu para R$ 2,38 bilhões.

Já a Receita Tributária, que inclui os recursos advindos do ICMS, cresceu 12,52% no primeiro quadrimestre deste ano em relação a 2012. O valor, que era de R$ 7,01 bilhões, passou para R$ 7,89 bi. É importante destacar que, analisando os convênios entre o governo federal e os três estados do Sul em 2012, o Paraná, com R$ 3,805 bilhões, foi a unidade mais beneficiada, deixando para trás o Rio Grande do Sul (R$ 3,469 bilhões) e Santa Catarina (R$ 1,984 bilhão).

É necessário estabelecer a verdade, palavra que falta no dicionário do governo tucano.
A razão da crise financeira do Paraná, que ficou evidente na proposta indecente de parcelamento do reajuste de 6,49% do funcionalismo estadual em duas vezes, e na criação do Sigerfi (Sistema de Gestão Integrada dos Recursos Financeiros), que vai unificar em apenas uma conta bancária todos os recursos do governo, reside unicamente na inabilidade do governo Richa em administrar os recursos públicos.

Enquanto os paranaenses continuam esperando o início da gestão tucana  para além da entrega de veículos, o governo Richa lança mão de uma agenda da mentira, fundamentada na lógica perversa da vilanização do governo federal com a finalidade de maquiar sua própria incompetência.

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Depois do desgaste, governador sancionou rápido o projeto de reposição salarial dos servidores

Depois do desgaste, o governador Beto Richa tratou de sancionar rapidamente o projeto de reposição salarial de 6,49% aos servidores estaduais, em parcela única, a ser pago nos vencimentos do mês de junho. Aprovado na terça-feira pela Assembléia Legislativa, Beto sancionou no dia seguinte, quarta-feira, antes do feriadão. (http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=74859&tit=Richa-sanciona-reajuste-de-649-para-servidores-do-Estado)

De acordo com a Gazeta do Povo, Beto aceitou o pagamento da parcela única contrariando a orientação da Secretaria de Fazenda, comandada pelo londrinense Luiz Carlos Hauly, que pregava o pagamento em duas parcelas. 

O fato é que o governador recuou da proposta inicial do pagamento em duas parcelas, em virtude da mobilização dos servidores que acamparam na frente do Palácio Iguaçu, ocuparam as galerias da Assembléia e pressionaram os deputados a rejeitar a proposta inicial do governo.  A luta dos servidores deu resultado. 

O governador poderia passar sem esta. Deputados avaliaram que 6,49% de reposição salarial era tão pouco, que o governo não precisava transformar este índice numa batalha contra os servidores. 

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Aconteceu em 31 de maio

1887: Surgiu em Belém o 1º clube republicano do PA, com manifesto de inspiração positivista e revolucionária.

1902: No sul da África, o Tratado de Vereeniging assinalou a capitulação dos bôers face ao colonialismo inglês.

1956: Dia da revolta do bonde – rebelião estudantil-popular chefiada pela UNE contra o aumento da passagem de bonde. Quebra-quebra, ocupação do Rio pelo Exército, 1 morto. Após 7 dias JK chamou ao Catete Marcos Heusi, futuro presidente da UNE, para negociar uma solução.

1961: Executados a tiros o ditador dominicano Rafael Leônidas Trujillo, no poder desde 1930.

1973: Volta Redonda (RJ), Guadalupe (PI) e S. João dos Patos (MA) viram “áreas de segurança nacional”, com prefeitos nomeados.

1974: Acordo Síria-Israel encerra guerra do Yon Kipur.

1978: 18 grandes empresas do ABC-SP, sob o impacto de 20 dias de onda grevista, dão a seus empregados aumentos de 5 a 15%.

1978: O MDB apóia a candidatura presidencial oposicionista de Euler Bentes.

1978: Preso em S. Paulo Ricardo Zarattini (banido em 69).

1983: Greve na saúde pública de SP; paralisação total em 29 cidades e parcial em 50.

1987: O Patrimônio Histórico tomba a Casa Branca, mais antigo terreiro de candomblé do país (150 anos), em Salvador, BA.

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Fim do pedágio no Rio Grande do Sul

Leiam esta notícia. O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, cumpre nesta sexta-feira (31) a promessa feita na campanha de acabar com a exploração privada do pedágio. Em protesto ao “grand finale”, as concessionárias gaúchas levantaram nesta madrugada, às 4h45, as cancelas nas praças de cobrança antes do ato político e simbólico que seria feito na manhã de hoje pelo petista.

Com ou sem choro, o pedágio acabou naquelas plagas. Mais precisamente no município de Farroupilha. A tarifa foi extinta naquela localidade. Lá, objetivamente, o pedágio acabou na ERS-122.

Quem quiser ler mais acesse, http://www.esmaelmorais.com.br/2013/05/o-dia-em-que-o-pedagio-acabou/

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Falta saco verde para os recicladores

Os recicladores de Londrina, principalmente a Concepeve, cooperativa que recolhe o lixo reciclado na Vila Brasil, está recolhendo adequadamente os resíduos, porém não estão deixando o saco verde. Isto vem ocorrendo há mais de 3 semanas. O saco verde é fundamental para as famílias separarem o seu lixo. A CMTU precisa regularizar isto.

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Aconteceu em 30 de maio

1778: Morreu aos 84 anos, chorado pelo povo, o escritor francês François Arouet, dito Voltaire. Polemista de ironia fina e corrosiva, pôs a nu o regime feudal-absolutista, ajudando a preparar a Revolução de 1789.

1834: Revolta mata-marinheiro, contra a elite mercantil portuguesa em Cuiabá.

1886: Fala do Trono: d. Pedro II pretendeu que o fim da escravidão fosse gradual e que “tranquilizasse nossa lavoura”.

1901: O escritor russo Máximo Gorki saiu da prisão graças ao empenho de Leon Tolstoi. Fora preso por ter publicado um poema, Canção do tempestuoso Petrel.

1925: começou na china o movimento 30 de maio, após o Massacre de Changai, perpetrado por tropas japonesas. 

1962: Jango criou Comissão de Nacionalização das Concessionárias de Serviços Públicos.

1963: Portuários, ferroviários, marítimos, aeroviários, entraram em greve nacional por salário e bandeiras políticas.

1988: A favela da Rocinha, Rio, viveu 2 horas de conflitos com a PM, que tentou desalojar os ocupantes de um terreno baldio.

1995: A Suprema Corte chilena condenou a 7 anos de prisão o general Manuel Contreras, ex-chefe da polícia secreta de Pinochet, pela morte do ex-chanceler Orlando Letelier, em 76.

1996: A comissão dos desaparecidos políticos aprovou indenização à família de Fiel Filho.

2000: Golpe militar nas Ilhas Fiji.

2006: Radicalizou-se no Chile a Revolução dos Pingüins, com 1 milhão de secundaristas chilenos em greve por uma “reforma educacional profunda”. Ocupação de escolas. O chefe dos carabineiros fez 700 prisões; caiu no dia seguinte.

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Aconteceu em 29 de maio

1807: Data prevista para insurreição dos escravos haussá de Salvador e do Recôncavo, no dia de Corpus Christi. Delatada, sufocada e punida com penas de morte e açoite.

1913: O 1º balé moderno, de Stravinsky-Nijinsky, causou escândalo e vaias em Paris.

1930: Prestes divulgou manifesto de adesão ao comunismo e repúdio à Aliança Liberal, que qualificou de “simples luta entre as oligarquias dominantes”.

1969: Cordobazo, rebelião antiditadura em Córdoba, Argentina, resistiu por 3 dias a forte repressão.

1979: 31º Congresso da UNE, em Salvador. Foi o 1º desde a prisão de Ibiúna (1968), 10 mil presentes e a tarefa de reconstruir a entidade. Uma cadeira ficou vazia: foi a de Honestino Guimarães, último presidente da entidade, preso pela ditadura em 10/10/1973 e desaparecido. José Serra abriu o Congresso e Rui César Costa Silva, militante da Viração (ligada ao PCdoB) foi eleito presidente da UNE em eleição direta.

1980: Assassinado por grileiros Raimundo Ferreira, o Gringo, líder dos posseiros de Conceição do Araguaia, sul do PA. Multidão de 4 mil fez ato de protesto no enterro.

1986: O ministro da Justiça e o diretor da PF visitaram o Bico do papagaio, foco de conflitos fundiários.

1990: Ieltsin elegeu-se presidente da Federação Russa, sob o estandarte do anticomunismo.

2005: Os franceses rejeitaram em referendo o projeto da Constituição Européia, acusado de institucionalizar o neoloiberalismo. O voto operário, jovem e de esquerda teve peso decisivo no resultado: 55% a favor do “Não”.

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