Mês: junho 2014



PSDB lança Beto Richa como candidato à reeleição

Informações do Brasil 247

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), foi homologado neste domingo (29), como candidato à reeleição. O senador Álvaro Dias foi também confirmado como postulante à reeleição ao Senado durante a convenção da legenda; De acordo com informações do site do partido tucano, o presidenciável Aécio Neves teve um encontro reservado com o governador; “É uma aliança entre a continuidade daquilo que no Paraná vem dando certo com a mudança daquilo que no Brasil vem dando errado”, disse Aécio

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247 – O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), foi homologado neste domingo (29), como candidato à reeleição. O senador Álvaro Dias foi também confirmado como postulante à reeleição ao Senado durante a convenção da legenda.

De acordo com informações do site do partido tucano, o presidenciável Aécio Neves teve um encontro reservado com o governador. “É uma aliança entre a continuidade daquilo que no Paraná vem dando certo com a mudança daquilo que no Brasil vem dando errado”, observou Aécio.

A candidatura pela reeleição de Beto Richa conta com o apoio do PSB do também presidenciável Eduardo Campos. Para Aécio, “quanto mais forte estiver o governador Beto Richa, mais forte o seu candidato estará. Beto Richa tem o candidato que é do seu partido e outras forças políticas que apoiam outros candidatos terão absoluta liberdade para fazê-lo”, ressaltou o presidenciável tucano.

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Chefão da Abril: “Imprensa pecou feio. É a vida”

Informações do portal Brasil 247

Jornalista José Roberto Guzzo, membro do conselho editorial da Editora Abril e um dos responsáveis pela linha editorial de Veja, que previu estádios prontos apenas em 2038, reconhece a pisada de bola; “É bobagem tentar esconder ou inventar desculpas: muito melhor dizer logo de cara que a imprensa de alcance nacional pecou de novo, e pecou feio, ao prever durante meses seguidos que a Copa de 2014 ia ser um desastre sem limites. O Brasil, coitado, iria se envergonhar até o fim dos tempos com a exibição mundial da inépcia do governo”, diz ele; “deu justamente o contrário”, lamenta, antes de um conformado “é a vida”; de fato, a Abril perdeu de goleada ao apostar no mau humor

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247 – A revista Veja deste fim de semana traz um mea culpa de um dos homens fortes da Editora Abril, o jornalista José Roberto Guzzo, que já dirigiu Veja e Exame, pertence ao conselho editorial da casa e é um dos responsáveis pelas políticas editoriais do grupo. O texto, chamado “Errando à luz do sul”, confirma a tese da presidente Dilma Rousseff, que na sexta-feira, falou que a imprensa nacional errou bastante ao prever um desastre na Copa (leia mais aqui).

Sem rodeios, Guzzo vai direto ao ponto. “É bobagem tentar esconder ou inventar desculpas: muito melhor dizer logo de cara que a imprensa de alcance nacional pecou de novo, e pecou feito, ao prever durante meses seguidos que a Copa de 2014 ia ser um desastre sem limites. O Brasil, coitado, iria se envergonhar até o fim dos tempos com a exibição mundial da inépcia do governo para executar qualquer projeto desse porte, mesmo tendo sete anos para entregar o serviço”, diz ele.

“Deu justamente o contrário. A Copa de 2014, até agora, foi acima de tudo o triunfo do futebol”, diz ele. “Para efeitos práticos, além disso, tudo funcionou: os desatinos da organização não impediram o espetáculo, os 600 000 visitantes estrangeiros acharam o Brasil o máximo e 24 horas depois de encerrado o primeiro jogo ninguém mais se lembrava dos horrores anunciados durante os últimos meses. É a vida”, lamenta.

Guzzo reconhece ainda o risco das apostas erradas, como fez Veja ao prever que os estádios só ficariam prontos em 2038. “A Copa de 2014 é uma boa oportunidade para repetir que a imprensa erra, sim – mas erra em público, à luz do sol, e se errar muito acabará morrendo por falta de leitores, ouvintes e telespectadores. Ao contrário do governo, que jamais reconhece a mínima falha em nada que faça, a imprensa não pode esconder suas responsabilidades”.

Na última linha, porém, ele faz um alerta. “Esperemos, agora, a Olimpíada do Rio de Janeiro”. Será que Veja vai liderar o movimento #naovaiterolimpiada?

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COPA encerra 1ª fase com ganhos incontáveis ao país

Informações do portal Brasil 247

Das 32 delegações que chegaram arrastando 600 mil torcedores, 19 mil profissionais de mídia e uma audiência global de 3,6 bilhões de espectadores, em 186 países, 16 vão embora agora; valeu!; comercial e politicamente, o final da primeira fase tem como grande vitorioso o Brasil; recepção popular aos estrangeiros abre correntes de turismo, eleva patamar da hotelaria e dá lucros à indústria, comércio e serviços; em imagem positiva, pagamento dos estimados 1 milhão e 500 mil minutos de exposição nas tevês do mundo custaria trilhões de dólares; no que se pode contar, de Pelé à Adidas, passando pela brasileira Tramontina e os anônimos antenistas do bombado setor eletro-eletrônico, a Copa no Brasil dá lucro para todos; a começar pela Fifa, é claro; no campo político, 22 chefes de Estado confirmaram presença na grande final ao lado da presidente Dilma Rousseff; até David Beckham, um dos garotos propaganda mais caros do planeta, fez publicidade gratuita da Amazônia; é pouco?

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Pra Frente Londrina

É importante registrar o “Pra frente Londrina”, lançado pelo prefeito Kireeff, ontem.

Veja as principais medidas, conforme o texto do jornalista Alexandres Sanches, editor do portal O DIÁRIO:

O prefeito de Londrina, Alexandre Lopes Kireeff (PSD), anunciou no início da tarde desta quinta-feira (26), um pacote de medidas voltados à otimização da administração e melhoria das finanças do Município. Batizada de “Pra Frente Londrina”, entre as medidas estão as vinculadas à simplificação de alvarás para pequenos empreendedores, além daquelas que passam pela planta de valores e previsões orçamentárias.

Uma das medidas adotadas por Kireeff passa pelo enxugamento da máquina pública, o que deve alterar o primeiro escalão. A proposta é reduzir de 30 para 20 os órgãos municipais como secretarias, autarquias e empresas públicas, fazendo com que das 19 secretarias atuais fiquem em funcionamento apenas 15.

Ele também garantiu que em 30 dias deve apresentar o Plano de Desenvolvimento Industrial de Londrina. Especialmente porque há uma demanda reprimida de mais de 130 empresas que querem ampliar ou se instalar no município e que estão com os processos emperrados por conta da demora provocada pelo excesso de burocracia.

Sobre a série de aprimoramentos, Kireeff não abre mão da correção da Planta de Valores, que servirá de base para o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que está defasado há mais de uma década. Para ele, esta demora provocou uma injustiça fiscal no município. E citou o fato de regiões como a Gleba Palhano, na zona sul, estarem muito mais valorizadas enquanto que outras não acompanham o mesmo ritmo de valorização.

A expectativa é que, com esta correção na Planta de Valores, a prefeitura tenha uma arrecadação com o IPTU de aproximadamente R$ 66 milhões a mais. Este dinheiro seria destinado para diversos projetos e programas municipais, entre eles, a educação e a saúde. “Podemos ampliar a nossa rede, com mais vagas e mais profissionais, investir na limpeza e manutenção da cidade”, afirmou em entrevista à Rádio Paiquerê AM.

Além da educação, Kireeff também pretende utilizar estes recursos a mais na ampliação dos postos de saúde e construção de uma nova Unidade de Pronto Atendimento, além do setor de limpeza e manutenção da cidade.

O prazo para que estas medidas entrem em vigor, segundo Kireeff, vai depender da Cãmara Municipal, que terá que discutir e votar os projetos de lei para que possam ser efetivamente implantadas. “Vamos encaminhar, provavelmente após o recesso do legislativo, para que os vereadores possam analisar com calma estes processos”, enfatizou.

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Belinati e o filho Antonio Carlos são condenados

Informa o portal o DIÁRIO,  que o ex-prefeito de Londrina, Antonio Belinati, seu filho Antonio Carlos Salles Belinati e outras dez pessoas, além de uma empresa, foram condenados nessa terça-feira (24) por improbidade administrativa pelo juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, Marcos José Vieira. Os réus são acusados do desvio de R$ 212.479 – R$ 570.248 nos valores atualizados – através de compras públicas fraudulentas.

A ação do Ministério Público mostra que a Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) simulou a contratação das empresas Londriareia Ltda., Serralheria Art Nova Ltda. e Mecânica Três Marcos Ltda. para desviar R$ 212.479, com o objetivo de usar o dinheiro para cobrir as despesas de campanha eleitoral do filho do ex-prefeito e de seu aliado político já falecido, José Janene.

Continue lendo: http://londrina.odiario.com/londrina/noticia/843528/belinati-e-filho-sao-condenados-por-compra-fraudulenta-de-lixeira/

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Desenvolvimento Econômico e Social e o Papel do Estado

Artigo de Jacqueline Marçal Micali, Assistente Social, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora de Projetos Sociais no Instituto Eurobase

A compreensão histórica da implantação de tributos e retorno a população e o papel do Estado no direcionamento dos mesmosé essencial, para analise da conjuntura atual e discussão em torno do desenvolvimento econômico e social.Apesar dos tributos e incentivos por parte do Estado, estarem presentes desde a Mesopotânia e Egito, foi no Estado Romano, que foi implantado o princípio tributário de forma tão forte que muitos estão vigentes até os dias atuais. A partir desse momento, a forma que o Estado começou a agir, esta diretamente ligada aoformato que seus governantes vislumbram a sociedade e quem quer privilegiar na utilização do seu poder de direcionamento de recursos. 

Igualmente os juristas Romanos, impuseram doutrinas que prevalecia os direitos individuais, embasados na propriedade privada e instituíram o direito as obrigações, essesprincípiostransportaram como pilar ao liberalismo séculos depois.  A ideologia do Estado liberal foi fundamentada que o bem estar comum, somente poderia ser atingido em todos os campos, quando o Estado agisse o mínimo possível. Seus fundamentos esta alicerçado na expressão francesa: “Deixa fazer, deixai passar, o mundo caminha por si mesmo.” Todavia esses fundamentos, não foram capazes de suprir as contradições econômicas e sociais. Esse contexto agravado pelo advento da Revolução Industrial, que culminou  na Revolução Russa, de 1917,o que proporcionou a organização dos trabalhadores contra a exploração, resultando no Estado Socialista. Esseestava fundamentado na propriedade coletiva dos meios de produção, buscando garantir os mínimos necessários, para tanto foi proposto a intervenção do Estado na áreaeconômica, assim como na parte social.

O mundo vivenciou vários modelos de Estados liberais, neoliberais e sociais, e apesar do Brasil, não ter vivenciado nenhuma revolução, ou implantado modelos ortodoxos do Estado social, sua Constituição de 1988,apresenta premissas da Social Democracia. Porém na pratica, a partir da década de 90,os governos começaram a instituir a minimização das responsabilidades do Estado. Trazendo para o Brasil o neoliberalismo, na sua forma mais cruel, pois nunca houve implantação de um sistema de garantia de direitos e retorno real da alta carga tributaria, imposta a população. Ao contrario dos Países que saíram de uma condição de formalização de direitos, para minimização do Estado, garantindo direitos sociais já adquiridos.   

Diante desse contexto o Brasil,começou a minimizar o que ainda não existia, mas por outro lado, continuou a favorecer o grande capital e seus representantes. Empresas, capitais estrangeiros,bancos,contam com incentivos e isenções e ate mesmo ajuda do Estado. As classes menos favorecidas, não receberam estímulos no mesmo patamar, em politicas publicas de qualidadepor exemplo na educação, que é o único ou o melhor meio de diminuir a marginalização sócial.A diferença social no Brasil, ainda é uma das maiores do mundo, por outro lado, as classes subalternas pagam proporcionalmente mais tributos ao Estado, tendo o direito de receber os mesmos em qualidade dos serviços prestados, cabendo ao Estado essa tarefa.

Investimento social, não significa somente transferência de renda, isso é somente uma pequena parte, e todo investimento econômico deve ter seu fim, na igualdade social, caso contrario continuaremos no imenso abismo social, financiado por umEstado que usa dos princípios liberais para continuar privilegiando determinadas classes, mesmo que em seu discurso esteja a igualdade.  

  

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Quem vai pagar por prejuízos causados pelo terrorismo midiático?

Faz duas semanas, deixei um país em guerra, afundado nas mais apocalípticas previsões, e desembarquei agora noutro, na volta, bem diferente, sem ter saído do Brasil. Durante meses, fomos submetidos a um massacre midiático sem precedentes, anunciando o caos na Copa do Fim do Mundo.

Ricardo Kotscho*, em seu blog

Reprodução

"Certamente, muitos torcedores-turistas que para cá viriam ficaram com medo e desistiram. Quem vai pagar por este prejuízo provocado pelo terrorismo midiático?" “Certamente, muitos torcedores-turistas que para cá viriam ficaram com medo e desistiram. Quem vai pagar por este prejuízo provocado pelo terrorismo midiático?”

Fomos retratados como um povo de vagabundos, incompetentes, imprestáveis, corruptos, incapazes de organizar um evento deste porte. Sim, eu sei, não devemos confundir governo com Nação. Eles também sabem, mas, no afã de desgastar o governo da presidenta Dilma Rousseff, acabaram esculhambando a nossa imagem no mundo todo, confundindo Jesus com Genésio, jogando sempre no popular quanto pior, melhor.

Estádios e aeroportos não ficariam prontos ou desabariam, o acesso aos jogos seria inviável, ninguém se sentiria seguro nas cidades-sede ocupadas por vândalos e marginais. Apenas três dias após o início da Copa, o New York Times, aquele jornalão americano que não pode ser chamado de petista chapa-branca, tirou um sarro da nossa mídia ao reproduzir as previsões negativas que ela fazia nas manchetes até a véspera. Certamente, muitos torcedores-turistas que para cá viriam ficaram com medo e desistiram. Quem vai pagar por este prejuízo provocado pelo terrorismo midiático?

Agora, que tudo é festa, e o mundo celebra a mais bela Copa do Mundo das últimas décadas, com tudo funcionando e nenhuma desgraça até o momento em que escrevo, só querem faturar com o sucesso alheio e nos ameaçam com o tal do “legado”. Depois de jogar contra o tempo todo, querem dizer que, após a última partida, nada restará de bom para os brasileiros aproveitarem o investimento feito. Como assim? Vai ser tudo implodido?

A canalhice não tem limites, como se fossemos todos idiotas sem memória e já tenhamos esquecido tudo o que eles falaram e escreveram desde que o Brasil foi escolhido, em 2007, para sediar o Mundial da Fifa. Pois aconteceu tudo ao contrário do que previam e ninguém veio a público até agora para pedir desculpas.

Como vivem em outro mundo, distantes da vida real do dia a dia do brasileiro, jornalistas donos da verdade e do saber não contaram com a incrível capacidade deste povo de superar dificuldades, dar a volta por cima, na raça e no improviso, para cumprir a palavra empenhada.
Para alcançar seus mal disfarçados objetivos políticos e eleitorais, após três derrotas seguidas, os antigos “formadores de opinião” abrigados no Instituto Millenium resolveram partir para o vale tudo, e quebraram a cara.

Qualquer que seja o resultado final dentro do campo, esta gente sombria e triste já perdeu, e a força do povo brasileiro ganhou mais uma vez. Este é maior legado da Copa, a grande confraternização mundial que tomou conta das ruas, resgatando a nossa autoestima, a alegria e a cordialidade, em lugar das “manifestações pacíficas” esperadas pelos black blocs da mídia para alimentar o baixo astral e melar a festa. Pois tem muito gringo por aí que já não quer mais nem voltar para seu país. Poderiam trocar com os nativos que não gostam daqui.

*é Ricardo Kotscho é jornalista

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PP e PSD vão com Dilma

O Partido Progressista (PP) e o Partido Social Democratico (PSD) decidiram hoje cerrar fileiras para a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), em outubro próximo.

A decisão  do PP foi tomada pela Executiva Nacional do partido, presidido por Ciro Nogueira, em rápida reunião nesta quarta-feira. Legenda liberou os diretórios estaduais a fazerem coligações diferentes. Deputado Paulo Maluf ressaltou que o apoio a Dilma se deve ao fato de ela ser “a melhor”.

Já a Convenção nacional do PSD, também hoje pela manhã, aprovou apoio à candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição.  PSD vinha sendo assediado para compor coligação chefiada pelo PSDB, com direito a ter ex-presidente do BC Henrique Meirelles como vice de Aécio Neves.

Presidente da legenda, ex-prefeito Gilberto Kassab garantia que não romperia compromisso com Dilma; cumpriu a palavra; Kassab declarou que ouvirá o partido sobre ter o ex-presidente Henrique Meirelles como candidato a governador de São Paulo; no horário político, PSD leva 1min40s para o moinho do PT.

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Carga horária diferenciada na UEL

Diretores da ASSUEL Sindicato acompanham hoje (dia 25), em Curitiba, a votação na Assembleia Legislativa, do projeto que regulamenta a jornada diferenciada para 1.200 profissionais  do  Hospital Universitário (HU), Ambulatório Hospital de Clínicas (AHC), Centro Odontológico e campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

São servidores de 12 categorias diferentes que praticam outras jornadas semanais como 36 horas, 30 horas, 24 horas, 20 horas. Entre estas categorias, estão profissionais da área enfermagem, odontologia, radiologia, fisioterapeutas, jornalistas, assistente social, telefonistas entre outros.

O governo queria que os servidores praticassem jornada de 40 horas, porém a mobilização dos servidores garantiu este projeto. A expectativa do Sindicato é que desta vez, resolva a situação destas categorias.

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Sarney deixa marca da ambivalência na política

Da agência Brasil 247

Senador que anunciou aposentadoria da disputa de eleições já teve o País inteiro ao seu lado como ‘fiscal do Sarney’, nos tempos do Plano Cruzado, em 1985, e foi perseguido nacionalmente pela hashtag #forasarney, em 2009; chefe de clã político conservador no Maranhão, ele foi o fiador civil na transição da ditadura militar para a democracia; mesmo com a imagem chamuscada no plano nacional, ainda é um dos políticos mais articulados, à direita e à esquerda, nos bastidores de Brasília; aos 84 anos de idade e quase 60 de atividade política, José Sarney começa a encerrar a carreira política mais longa já vivida no Brasil nas mesmas bases de sua trajetória: ame-o ou deixe-o

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247 – Nenhum brasileiro, ou brasileira, teve uma carreira política tão longa quanto a que o senador José Sarney começa a encerrar agora. E não houve outro ou outra que tenha experimentado, tanto quanto ele, o gosto da glória e da indignação populares. Em 1985, o apoio da população ao congelamento de preços imposto pelo Plano Cruzado tornou praticamente a todos em ‘fiscal do Sarney’. Era o apogeu do então presidente que assumira o cargo com a morte do eleito, pelo Colégio Eleitoral, Tancredo Neves. Mas em 2009, no exercício da presidência do Senado, a hashtag ‘fora, Sarney’ chegou ao topo da difusão global pelo twitter, em razão de denúncias sobre nepotismo e corrupção em sua gestão no cargo.

A ambivalência impressa pela idolatria passageira e a oposição cerrada é, sem dúvida, uma característica de toda a carreira de Sarney. Dos sete partidos políticos aos quais foi filiado, começou nos anos de 1950 pelo PSD que reunia a oposição mais moderna da época, mas rumou para a UDN de forte pregação moral para fazer parte da chamada ‘banda de música’ do partido.

Integrante da oposição parlamentar ao regime militar que se instalaria no País em abril de 1964, também foi um dos primeiros a se filiar à Arena, o partido do regime, pelo qual governou o Maranhão e do qual seria presidente. Eleito com a promessa de modernizar o Estado, não conseguiu, durante seu mandato, inverter os principais indicadores de pobreza e miséria. No entanto, consolidou um clã político do qual continuará sendo o grande chefe mesmo ao cumprir sua decisão de não mais concorrer a eleições.

Ao final de seu mandato de senador, em dezembro deste ano, Sarney, aos 84 anos, deixará a política. Pretende se dividir entre a família e as reuniões de ‘imortais’ da Academia Brasileira de Letras, mas é provável que ainda venha a ser um conselheiro político para horas difíceis. Afinal, ninguém tem a bagagem política que ele carrega.

Em Brasília, Sarney tem sido visto desde a transição da ditadura militar para o regime democrático, em 1985, como um fiador da estabilidade política. Mesmo em meio a uma grave crise econômica, que não conseguiu superar em sua gestão, Sarney manteve o compromisso de garantir eleições diretas para presidente, governadores e prefeitos. Ele não rompeu com os militares, mas tirou deles o espaço em decisões institucionais.

Isolado politicamente no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Sarney viu seus filhos Fernando e Roseana serem alvos, em 2006, já na gestão de Lula no Palácio do Planalto, da operação da Polícia Federal chamada Boi Barrica. A ação procurou provas de lavagem dinheiro na campanha de Roseana ao governo do Maranhão, mas as investigações foram consideradas ilegais pela Justiça, em 2011.

Apesar do desgaste político sofrido pela ação da PF, Sarney tornou-se, durante o segundo mandato de Lula, um dos principais aliados do presidente no Congresso. A aproximação com Lula foi duradoura e prevaleceu em relação à presidente Dilma Rousseff.

No final de semana, em Macapá, Dilma estava ao lado de Sarney em uma cerimônia de entregas do programa Minha Casa, Minha Vida. O ex-presidente foi vaiado, emitiu nota dizendo que já esperava a reação da plateia que, segundo ele, fora arregimentada para apupá-lo, e tornou pública sua decisão de não mais disputar campanhas eleitorais. “É hora de parar”, resumiu.

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