Mês: agosto 2014



Requião diz que votar em Marina é entregar o país para o Itaú

Segundo o notícias Brasil de Fato, o senador Roberto Requião (PMDB), que se considera amigo próximo de Marina Silva (PSB), criticou duramente a candidata nesta terça-feira durante gravação de entrevista à ÓTV. Disse que vota em Dilma Rousseff (PT) porque Marina, embora sua amiga, defende a autonomia do Banco Central.

Para o senador, isso equivale a deixar de eleger o presidente da República. Quem manda no Banco Central, argumenta ele, manda no país. Requião sempre foi contra a autonomia do BC, e diz que a instituição deve ser comandada pela Presidência para que dê à economia os rumos ditados por quem foi eleito.

Marina Silva tem dito que dará autonomia ao BC. E Requião, nos bastidores, disse que isso em a ver com o fato de a candidata estar ligada à família Setúbal, dona do Itaú. “Para que votar na Marina? Para entregar tudo ao Itaú?”, perguntou.

A entrevista vai ao ar no canal 21 da Net nesta terça, às 21h10.

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Gomyde 1 x 0 Álvaro

30 de agosto é uma data no Paraná, em que os professores da rede estadual vão sempre lembrar de 1988, quando Álvaro Dias, então governador do Estado, ordenou que a Polícia Militar montada em seus cavalos atacasse os professores que protestavam em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, contra a demissão de professores grevistas.

Este ano não foi diferente, e novamente a APP Sindicato organizou um ato para lembrar o célebre 30 de agosto de 1988.

É lógico que sendo ano eleitoral, muitos se aproveitam de aglomerações, e nest caso em especial, principalmente os candidatos que postulam ao cargo de senador, que hoje é ocupado por Álvaro Dias. E um destes que se aproveitaram, foi o candidato Ricardo Gomyde, historicamente ligado ao setor da educação, que participou do protesto e levou as informações ao seu programa eleitoral, exibido hoje.

“Jogar cavalo em cima de professor, comigo nunca”, disse Ricardo Gomyde, sugerindo a aposentadoria do tucano. O vídeo exibido no horário eleitoral fechou com o texto “30 de agosto. Jamais esqueceremos o dia que a educação do Paraná foi pisoteada”, mostrando imagens da manifestação de educadores no dia de luto e de luta pela educação do Paraná

Alvaro Dias não gostou e pediu para a Justiça Eleitoral o direito de responder ao fato no programa de Gomyde, porém o juiz Leonardo Castanho Mendes, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), negou ao pedido do senador.

“O protesto existiu, o enfrentamento com policiais da cavalaria existiu e o representante era, à época, Governador do Estado”, registrou o magistrado ao julgar improcedente o pedido do tucano.

“O mais são interpretações de quem viveu aqueles fatos, de quem se disse agredido por ordem do titular do Governo, que repercutiram ao longo dos anos, tanto que a cada aniversário do protesto novamente se revivem as acusações”, continuou o juiz.

Na disputa para o senado em 2014, ponto para Gomyde.

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Vem aí novo IBOPE no Paraná. Requião vai conseguir segurar?

Informa o jornalista Esmael Morais, que a RPC TV (Globo) torceu o nariz para as severas acusações de fraude eleitoral contra Ibope ao contratar nova rodada com 1.008 entrevistas, que serão realizadas entre hoje e quinta-feira (4) ao custo de R$ 60.480,00, sobre a corrida pelo Palácio Iguaçu.

As campanhas dos senadores Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), nesta semana, colocaram sob suspeição as sondagens do instituto, que tem contratos milionários com o governo do Paraná e a RPC TV (Globo).

Requião foi mais taxativo ao denunciar que, no Paraná, o governador Beto Richa (PSDB) é o patrão do Ibope. O candidato do PMDB pediu providências ao Ministério Público e ao Tribunal Regional Eleitoral. Se vão se coçar, aí é outra coisa…

O Ibope mantém contratos com o governo do PSDB que chegam a quase R$ 5 milhões. “Que isenção tem esse instituto para pesquisar a intenção de votos ao governo do Paraná?”, protesta Luiz Fernando Delazari, da coordenação jurídica de Requião.

Agora a pergunta: por que a “impoluta” RPC TV insiste no Ibope sendo que há empresas de pesquisas no Paraná que despontam nacionalmente? Por quê? Que motivos fazem a emissora se associar à arranhada imagem do instituto de Carlos Augusto Montenegro?

Requião já avisou que vai “gongar” mais essa “tentativa de fraude na disputa eleitoral” no Paraná.

O peemedebista conseguirá segurar mais essa suposta fraude no TRE ou os juízes vão afrouxar o sutiã? A conferir.

 

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Dilma mira Marina: “visão obscurantista” do pré-sal

Informações portal Brasil 247

Presidente deixa claro que de agora para frente campanha será feita na base do ‘bateu, levou’ e, em Salvador, fez duras críticas à adversária Marina Silva (PSB) por conta de suas promessas para o setor elétrico; “Quem acha que o pré-sal tem que reduzir, não tem uma visão grande do Brasil, e sim uma visão obscurantista”; de acordo com o programa do PSB, Marina pretende diminuir a importância da exploração do pré-sal e voltar a impulsionar o etanol; Dilma destacou que o país deve arrecadar nos próximos 35 anos cerca de R$ 350 bilhões por ano, dos quais 75% irão para a educação, e criticou proposta de sistema “multimodal” de Marina, com priorização de energia eólica e solar: “fantasia”

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Romulo Faro, do Bahia 247 – A presidente Dilma Rousseff voltou a deixar claro que de agora em diante a campanha será feita no ‘bateu, levou’. Em entrevista coletiva após visitar o Senai Cimatec em Salvador, na tarde desta sexta-feira (29), a petista fez duras críticas á adversária Marina Silva (PSB) acerca de sua promessas para o setor elétrico do País, caso ela seja eleita.

“Quem acha que o pré-sal tem que reduzir, não tem uma visão grande do Brasil, e sim uma visão obscurantista”, disparou a candidata petista à reeleição. De acordo com o programa do PSB, Marina pretende reduzir a importância da exploração do pré-sal e voltar a impulsionar o etanol.

Para a presidente Dilma, o país deve arrecadar, nos próximos 35 anos, cerca de R$ 350 bilhões por ano, dos quais 75% irão para a educação. A petista ainda alfinetou Marina ao dizer que sua proposta de um sistema “multimodal”, com priorização de energia eólica e solar, seria uma “fantasia”.

“Nem o etanol nem o biodiesel são alternativas concretas para o petróleo. Algumas fontes que o Brasil precisa adotar, como eólica e solar, seriam complementares, mas não são capazes de substituir hidrelétricas. O Brasil que precisa de 70 mil megawatts, em hipótese nenhuma, pode viver de fontes alternativas. Isso é uma fantasia”.

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Data Vox: Richa 40,7%; Requião 27,1%; e Gleisi 15,1%

Informações do Bem Paraná

A quarta pesquisa ampla no Paraná durante o período eleitoral foi divulgada nesta sexta-feira (29) e mostra o governador Beto Richa (PSDB), candidato à reeleição, na frente com 40,7 % das intenções de voto. A sondagem estimulada do Instituto Data Vox Brasil coloca o candidato ao governo pelo PMDB, senador Roberto Requião, com 27,1% em segundo lugar A candidata do PT, senadora Gleisi Hoffmann, aparece em seguida, com a preferência de 15,1% dos eleitores.

Brancos e nulos somam 6,4% e os indecisos 7,5%. O candidato do PTC, Tulio Bandeira, aparece com 1%. Os demais candidatos: Bernardo Pilotto (PSOL), Ogier Buchi (PRP), Geonísio Marinho (PRTB) e Rodrigo Tomazini (PSTU) tiveram menos de 1%.

Segundo turno

O candidato à reeleição Beto Richa venceria no segundo turno em qualquer cenário eventual, segundo o Data Vox. Na simulação entre Richa e Roberto Requião, o Data Vox aponta vitória do tucano, com 49,3% dos votos, contra 41,8% de Requião. Brancos e nulos somariam 3,9%, e 5,0% entrevistados não sabem/não responderam. Contra Gleisi, Richa teria 55,7%, contra 32,9% da petista (Brancos e nulos 5,4%; não sabe / não respondeu 6,0%).

Requião venceria, por 43,1% a 38,4%, se disputasse o segundo turno contra Gleisi. Brancos e nulos somam 5,9% e não sabem ou não responderam 12,6%, segundo Data Vox.

A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 27 de agosto. Foram entrevistados 1536 eleitores em 36 municípios do Estado. O nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) PR PR-00026/2014. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto ao custo de R$ 49.500,00.

Foram entrevistas eleitores de Apucarana, Assai, Cambé, Campo Mourão, Capanema, Cascavel, Cianorte, Cornélio Procópio, Curitiba, Faxinal, Floraí, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Goierê, Guarapuara, Ibaiti, Irati, Ivaiporã, Jacarezinho, Jaguariaíva, Londrina, Maringá, Palmas, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Pitanga, Ponta Grossa, Prudentópolis, São Mateu do Sul, Telêmaco Borba, Toledo, Umuarama, União da Vitória, Wenceslau Braz e São José dos Pinhais.

PESQUISA AAAAAAAAAA

 

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Ou o PT desconstrói Marina, ou ela varre o PT

Informações do portal Brasil 247

Pesquisa Datafolha mostra que tese da “desidratação” natural de candidata Marina Silva é furada; cravada num empate de 34% com a presidente Dilma Rousseff, depois de ascender 13 pontos percentuais em apenas 11 dias, candidata do PSB já está mais para furacão em plena passagem do que para fenômeno eleitoral furtivo; ou Dilma, o ex-presidente Lula e o marqueteiro João Santana posicionam o PT para apontar todas as suas baterias sobre as fragilidades e contradições da ex-ministra, ou o que está sendo escrito pelo partido é uma história de alternância, e não de manutenção do poder; essa é a ideia?

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247 – Com 50 por cento de intenções de voto na pesquisa Datafolha sobre as eleições para governador de São Paulo, o candidato à reeleição Geraldo Alckmin, do PSDB, não tem dúvidas em continuar dedicando largos espaços em seu programa no horário político à desconstrução do adversário Paulo Skaf, do PMDB. E isso mesmo com Skaf estando 30 pontos atrás de Alckmin. O sentido dos ataques pela tevê é claro: antes que o ex-presidente da Fiesp cresça mais, a ponto de insinuar a realização de um segundo turno, o governador já trata de fazer a desconstrução do adversário como estratégia de antecipação para evitar uma surpresa.

No plano nacional, nesta sexta-feira 29 o mesmo Datafolha apontou para novo crescimento vertiginoso de Marina Silva, do PSB. Depois de despontar, no levantamento divulgado em 18 de agosto, com 21%, a sucessora de Eduardo Campos deu um estirão de 13 pontos, cravou agora um empate em 34% com a presidente Dilma Rousseff na simulação de primeiro turno, e fez sobre ela uma ultrapassagem por dez pontos na projeção para a segunda rodada. Para esta fase, Marina já exibe 50% de preferências, contra 40% para a presidente. Hoje, portanto,  Marina é a virtual presidente da República a partir de 2015.

É de se perguntar, diante dessa constatação de derrota do governo que vai ganhando ares de consenso entre os especialistas e observadores da cena eleitoral: o que leva o PT de Dilma, do ex-presidente Lula e do marqueteiro João Santana a ser tão complacente, até aqui, com o discurso e o crescimento de Marina?

Por que o PT que Lula lidera, que elegeu Dilma em 2010 e que tem Santana no comando das ilhas de edição não segue a fórmula clássica executada por Alckmin contra Skaf, que receita para quem quer se reeleger falar bem de si mesmo e das próprias realizações de governo, mas também guarda espaço para explorar rudemente os pontos considerados vulneráveis no principal adversário?

DE FENÕMENO A FURACÃO – Com o botão do ataque desligado, o que a campanha do PT vai conseguindo até aqui é transformar Marina de fenômeno a verdadeiro furacão que ganha mais força à medida em que avança para o dia do voto, em 5 de outubro. O presidenciável Aécio Neves, do PSDB, nesse contexto, vai sendo, literalmente, dizimado pelo furacão Marina.

Ao mesmo tempo em que precisou de apenas onze dias para tornar pó o favoritismo que, a duras penas, Dilma exibia antes da morte de Campos, Marina está reduzindo Aécio à condição de náufrago da eleição. Com queda livre do patamar de 21 pontos na metade do mês para a faixa de 15% das intenções de voto agora, o senador mineiro já vê os principais nomes do partido que preside guardarem distância respeitável de qualquer crítica à Marina.

Toda a ala paulista tucana está marinando, a começar pelo ex-presidente Fernando Henrique, o candidato a senador José Serra e o governador Geraldo Alckmin, que tem no parceiro de chapa Marcio França um legítimo representante do PSB.

Não será de um PSDB outra vez dividido que sairá alguma ordem unida para combater o crescimento de Marina. Se essa ordem não vier a ser dada pelo triunvirato que dá o rumo à campanha do PT, a mensagem será a de que a ex-ministra do Meio Ambiente já pode, como se diz, encomendar o vestido da posse. Não há sinal tanto no Datafolha desta sexta 29, assim como nas pesquisas anteriores e em todos os radares voltados para a cena, que Marina venha a perder seu favoritismo no caso de não ser incomodada. Relatórios de bancos internacionais já estabelecem em mais de 60% as chances de ela vencer a disputa.

IMBRÓGLIO DE JATO NEM ARRANHOU – Sobre ela, protegida pela áurea de viúva política de Campos, a crítica ética ou moral não parece colar. Mesmo com a discussão sobre o imbróglio do jato do PSB ter se alongado desde a data da queda, no dia 13 deste mês, Marina não sofreu um arranhão sequer nas aferições de preferências. Ao contrário, decolou para novos céus, onde reluzem estrelas como os seus atuais 34% em primeiro turno e os 50% que pode chamar de seus para a segunda volta.

No PT, até que o Datafolha demarcasse o que já se esperava, vigorou uma tese, com ares de fantasia, de que Marina iria se “desitratar” sozinha. Na prática, o que está ocorrendo é o contrário, com uma hidratação de votos se mostrando cada vez maior e mais eficaz. Registre-se: em 11 dias entre a divulgação de duas rodadas de pesquisas Datafolha, a candidata do PSB subiu 13 pontos.

Com um quadro que já não admite análises condescendentes, às portas da entrada do mês final de campanha eleitoral, o certo é que a estratégia política adotada pelo PT está errada. Do contrário, Dilma não estaria em apuros. Com a economia entrando em “recessão técnica”, discutir questões ligadas ao desenvolvimento será cada vez menos confortável para a presidente. Isso não impede, porém, que a mesma Dilma chacoalhe a sua campanha, de preferência com a força de Lula ao seu lado, para indicar ao marqueteiro Santana um novo caminho de abordagem no mais poderoso instrumento eleitoral: o programa de tevê no horário político.

Enquanto Marina não for combatida de frente em suas fragilidades e contradições, o que está sendo escrito pelo PT até agora é uma história de alternância, e não de preservação de poder. Essa é a ideia?

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Datafolha: Aécio fora do 2º turno; Dilma e Marina empatadas no 1º turno

Texto do blog do Esmael Morais

Pesquisa Datafolha divulgada esta noite pelo Jornal Nacional, da TV Globo, mostrou que a presidenta Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva estão empatadas com 34% na corrida eleitoral.

O senador Aécio Neves (PSDB) ficou com terceiro lugar com 15% das intenções de voto.

Marina Silva ganhou 13 pontos e o tucano perdeu cinco em relação ao levantamento de 18 de agosto.

Dilma tinha 36% das intenções de voto, Marina 21% e Aécio 20%.

A candidata do PSB ganharia de Dilma no segundo turno com diferença de 10 pontos. Marina atingiria 50% e a candidata do PT faria 40%.

Dilma derrotaria Aécio no segundo turno por 48% a 40%.

A sondagem Datafolha foi encomendada pelo TV Globo e o jornal Folha de S. Paulo. O instituto entrevistou entre ontem e hoje 2.874 eleitores em 178 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

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Ao ataque

Com base na matéria do jornalista José Marcos Lopes, do Jornal de Londrina, faço um registro do primeiro debate entre os candidatos ao governo do Paraná, realizado ontem, pela TV Band:

Os três principais candidatos ao governo do Paraná partiram para o ataque na noite desta quinta-feira (28) no debate da Band, primeiro encontro entre os concorrentes transmitido pela televisão na campanha deste ano. Em um programa com poucas propostas, Beto Richa (PSDB),Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) trocaram acusações, apontaram fragilidades mútuas e falaram sobre temas como pedágio, saúde, educação e empréstimos para o Paraná.

Ao responder sobre os números de seu governo, o tucano acusou Requião de “tentar dissimular e confundir a opinião pública”. “Já está de cabelo branco, é hora de começar a falar a verdade”, criticou. Requião disse que o candidato à reeleição usou de “truculência e exibicionismos” em sua resposta e questionou a política de substituição tributária do atual governo, que segundo ele “derrubou 40 mil empregos”. Richa mandou o adversário “manter o equilíbrio”.

Empréstimos

Gleisi Hoffmann foi questionada pelo candidato à reeleição sobre a demora por parte do governo federal, do qual ela fez parte, para liberar empréstimos para o Paraná. “O Paraná é o quinto maior contribuinte [do país] e o último a receber empréstimos do governo federal”, criticou.

A petista classificou a argumentação de Richa como uma “tentativa de justificar a incompetência de administração e de gestão do Paraná”. “São R$ 817 milhões, [Richa] administrou mais de R$ 100 bilhões em três anos e meio. Gostaria de saber o que fez com os R$ 100 bilhões.”

Corrupção e Kinder Ovo

Richa atacou o governo federal e disse que há “obras superfaturadas, corrupção e líderes [do PT] na penitenciária da Papuda”. Gleisi rebateu com o caso da “sogra fantasma” (sogra de Ezequias Moreira, ex-assessor de Richa e secretário estadual, que era funcionária fantasma da Assembleia Legislativa do Paraná). “Em nenhum momento criamos [o governo federal] uma secretaria especial para colocar genro de sogra fantasma.”

A candidata do PT criticou ainda o fato de Richa sempre se dizer “surpreso” com os problemas enfrentados pelo governo. “É um governante de surpresas, parece um governante Kinder Ovo”, ironizou.

Turismo e bronzeado

Principal alvo, Richa entrou em novo bate-boca com Requião. O peemedebista aproveitou uma pergunta do candidato do PRTB, Geonisio Marinho, para dizer que o governador “não trabalha”. “[Richa] não gosta de trabalhar, acorda tarde, está muito preocupado com o bronzeado e com o cabelo”, atacou o senador.

O tucano obteve direito de resposta e chamou Requião de “senador turista”. “É o que mais viaja ao exterior com dinheiro público”, criticou. “Na Granja Canguiri [residência oficial do governo do estado], cavalgava todas as manhãs. Eram R$ 8 milhões para ele [Requião] poder se divertir todas as manhãs.” Recentemente, o Ministério Público do Paraná abriu uma investigação sobre o tratamento dos cavalos do Canguiri na época em que Requião governou o estado.

Prisões e aposentadoria

Requião foi questionado por Gleisi Hoffmann por receber aposentadoria de ex-governador e acumular com o salário de senador. O candidato do PMDB disse que abriu mão do benefício por 16 anos, deixando de receber R$ 5,5 milhões. Ele teria aceitado os recursos para pagar indenizações decorrentes de decisões judiciais, após ter denunciado “ladrões”. “Precisamos ter coerência. Você já fez campanha batendo em candidato que recebia aposentadoria especial”, cobrou Gleisi. “Fazer o povo do Paraná pagar por aquilo que o senhor fala?”, questionou a petista.

Gleisi enfrentou então uma pergunta de Tulio Bandeira sobre a prisão de Eduardo Gaievski, ex-assessor da petista na Casa Civil do governo federal. Gaievski foi preso sob suspeita de pedofilia. Os casos teriam ocorrido quando ele foi prefeito de Realeza, no Sudoeste do estado. Bandeira sugeriu ainda que Gleisi e o marido dela, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, formam uma espécie de oligarquia no estado.

A candidata do PT, que sempre disse desconhecer a investigação contra Gaievski, respondeu que Bandeira “tem 30 inquéritos policiais nas costas” e chegou a ser preso sob suspeita de estelionato. “Não tem moral para chegar aqui e cobrar posicionamento. Nunca respondemos por formação de quadrilha, nem fomos presos por isso”, respondeu Gleisi, que disse ter entendido de onde partiam acusações e insinuações sobre o caso do ex-assessor. Bandeira confirmou que foi preso e disse que provaria sua inocência.

Baixa ou acaba

Tema recorrente nas campanhas para o governo do estado, o pedágio foi a principal arma dos adversários contra Requião, que se elegeu em 2002 prometendo reduzir as tarifas. Richa afirmou que o governo do adversário eliminou obras de responsabilidade das concessionárias e que a tarifa dobrou nos oito anos da administração Requião.

 

Ogier Buchi também acusou Requião de suprimir obras que seriam responsabilidade das concessionárias de pedágio. Recentemente, o candidato do PMDB abandonou uma entrevista à rádio CBN Cascavel, no Oeste do estado, quando perguntado sobre o tema. “Absolutamente não”, negou Requião.

Acusado por Requião de retirar as ações judiciais movidas por seu governo contra as concessionárias, Richa chamou o adversário de “mitômano”. “Concordo que o pedágio é muito caro no Paraná, e um dos donos de um dos pedágios mais caros do Brasil é candidato a senador na chapa do Requião” afirmou o tucano em referência ao candidato Marcelo Almeida (PMDB).

No último bloco, os candidatos tiveram dois minutos para fazer suas considerações finais. Beto Richa, o primeiro a falar, disse que seu governo é “vencedor”, apesar das “dificuldades enfrentadas”. “Somos os maiores geradores de empregos”, afirmou o tucano, que prometeu “um novo ciclo de crescimento”.

Geonísio Marinho disse que vai aproveitar o que chamou de “onda da mudança”. “Subirei nessa onda e desembarcarei no Palácio Iguaçu”, previu. “Você que quis gritar gol, que teve essa decepção com a seleção brasileira, chegou a hora de num único clique derrotar 300 prefeitos e 17 partidos.”

Gleisi Hoffmann voltou a alfinetar Richa, dando a entender que o governador age pouco. “Vocês já imaginaram se no nosso estado tivéssemos um governo que acorda cedo, dorme tarde, que trabalha, que vai à luta e não fica reclamando nem esperando as coisas acontecerem?”, questionou a petista, que prometeu criar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Paraná.

Rodrigo Tomazini destacou que Gleisi e Richa pertencem a partidos que estão no poder e disse que as acusações levantadas no debate serviriam para todos os demais. “São acusações que serviriam para qualquer um deles. Eles trabalham para aqueles que financiam suas campanhas.”

Para Bernardo Pilotto, “sobraram baixarias” no debate. “É uma pena que a política do Paraná se resuma a discutir quem acorda mais cedo, quem anda de Porsche e de cavalo. São três candidatos da mesmice e três combinados com a mesmice”, acusou. O candidato do PSol disse ainda que o governo de Beto Richa é o “pior dos últimos 30 anos no Paraná.”

Requião garantiu ter reduzido a dívida do Paraná de R$ 30 bilhões para R$ 24 bilhões quando governou o estado e afirmou que a atual administração aumentará o endividamento em R$ 9 bilhões. “Estamos vivendo um apagão de administração pública. Estamos vivendo uma mentira”.

Túlio Bandeira apostou no discurso da gestão eficiente. “Vou fazer um enxugamento da máquina pública e uma diminuição dos cargos de confiança”. Ele afirmou ainda que em seu eventual governo a carreira de policial militar será incentivada.

Para Ogier Buchi, o último a falar, os demais candidatos prestaram um “desserviço” ao não destacarem a “pujança” do estado durante o encontro. “Somos a quinta economia deste país e todos contribuímos para ela”, afirmou Buchi, que criticou os constantes ataques durante o debate

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Debate da BAND fracassou em audiência

Segundo informações do portal Brasil 247, o primeiro debate entre presidenciáveis de 2014, mediado pelo jornalista Ricardo Boechat, da Band, teve a pior audiência em relação às edições anteriores; registrou 1,7 ponto na Grande São Paulo; em 2010, chegou a 2,4 pontos; emissora chegou a amargar o sexto lugar, atrás de Cultura e RedeTV!

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Bonner alivia, mas Marina se enrola com jato

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