Kireeff diz, novamente, que não é candidato a reeleição

Ia deixar passar batido este assunto. Mas não resisti. Em mais uma daquelas entrevistas de final de ano, o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, disse ao Jornal de Londrina, que não será candidato a reeleição em 2016.

Vamos conferir. Se esta promessa, foi igual a propalada frase de que não aumentaria impostos em sua administração na Prefeitura ou que não apoiaria ninguém na eleição de 2014,  teremos novamente Kireeff em 2016.

Por enquanto, ficamos com a entrevista feita aos jornalista Fábio Silveira:

Chegando à metade do mandato, o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), acredita que conseguirá atender às expectativas daqueles que o elegeram em 2012. “Acho que estou bem dentro do cronograma estabelecido, contemplando as expectativas”, afirma. Apesar de negar que tentará a reeleição daqui a dois anos, ele admite correr “o risco de ser candidato”. “Mas não trabalho com esse encaminhamento.”

Entre as metas para a gestão no próximo ano estão a continuidade das mudanças no “marco regulatório”, que são as normas para a instalação de empresas na cidade, e uma primeira experiência de integração do transporte coletivo intermunicipal, com os ônibus que vêm de Cambé. Neste último caso, Kireeff diz que os estudos estão avançados, mas não estipulou prazo para que a experiência entre em prática.

  • Em 2015, prefeito quer fazer integração do transporte coletivo com Cambé (Crédito: Gilberto Abelha/Arquivo JL)

    Em 2015, prefeito quer fazer integração do transporte coletivo com Cambé (Crédito: Gilberto Abelha/Arquivo JL)

Confira abaixo a entrevista que ele concedeu ao JL, na qual faz um balanço dos dois primeiros anos à frente da Prefeitura.

“A maior expectativa da população é uma gestão honesta”

JL – Chegando à metade do mandato, o senhor avalia que está cumprindo as metas de governo?

Alexandre Kireeff – Sim. Acho que estou bem dentro do cronograma estabelecido, contemplando as expectativas [dos eleitores]. A maior expectativa da população é uma gestão honesta.

O que elencaria como o mais importante?

Primeiro, o equilíbrio das contas públicas, que é fundamental. Sem equilíbrio não dá para fazer nada. Elencaria também o avanço nas vagas nas creches. Temos quase 2 mil [vagas] criadas na nossa gestão, a meta é 4 mil. Lançamos o plano de desenvolvimento econômico e industrial; o “Pra frente Londrina” está em andamento; a modernização do marco regulatório avançou barbaridade. No setor da Saúde, avançamos muito, tanto na infraestrutura quanto em recursos humanos. Acabamos com a terceirização, que era um dos compromissos que tínhamos. Na educação, acabamos com o déficit de 79 salas de aula. Acabamos com os contratos emergenciais na Prefeitura.

O senhor chegou com um discurso técnico, em detrimento da política. Mas desde o começo do ano está fazendo mais política. Acha que chegou ao equilíbrio?

Não sei, não analiso sob essa ótica. Agora esse contraponto da técnica e da política, esse antagonismo que costuma ser colocado, é importante deixar claro que o oposto da gestão técnica é a gestão corrupta. O exercício da política é natural. O que combatemos é a política corrupta, que usa cargos como moeda de troca, que usa cargos para abrigar aliados políticos independentemente da qualificação.

Nas últimas eleições, o senhor se posicionou, liberou secretários para fazer campanha, ampliou o leque de alianças…

Sim, isso é verdade. O relacionamento político foi fortalecido ao longo desses dois anos. Até porque fui eleito absolutamente isolado. E o relacionamento gerou um vínculo maior com as pessoas que têm ajudado a cidade.

O senhor é candidato à reeleição?

Não.

É categórico, não tem volta?

Sempre falo que sei que corro o risco de ser candidato, mas não trabalho com esse encaminhamento.

Se for o senhor ou qualquer que seja o candidato para defender o seu governo, ele poderá ter uma aliança mais ampla. Como pretende costurar essa aliança?

Não faço ideia. Estou buscando ajuda para construir soluções para administrar e melhorar a cidade. Ao longo dos dois primeiros anos, identifiquei muita gente comprometida com o sucesso da cidade. E nesse sentido temos trabalhado.

Há dois projetos de lei que gostaria de contrastar. Primeiro o 270/2014, que abre uma via que sai ao lado da UEL, alternativa de acesso dos condomínios fechados ao centro. São R$ 7 milhões do PAC…

Retirei o projeto.

Foi retirado de pauta por tempo indeterminado e pode voltar.

A chance é baixa. Primeiro que, numa escala de prioridades dos projetos estruturais, ele não está na frente. Estava dentro de um contexto. Como ele exige contrapartida, fica [parado] até que seja possível. Deixou de ser prioridade.

Mesmo vereadores governistas diziam que priorizar essa obra seria elitista.

Não. Ele tem uma solução bacana de trânsito para resolver a avenida na lateral da UEL. A turma que mora ali reclama e esperava poder pavimentar e duplicar com esse projeto. Mas ele não é mais prioritário, vamos ter de encontrar outra solução para a lateral da UEL.

Por outro lado, sobre o projeto de lei do passe livre para estudantes até do Ensino Médio, alguns estão taxando de populismo.

Não é. Defendo o passe livre desde a época da campanha. E estou caminhando nessa linha. Acredito nessa proposta e conforme encontro espaço orçamentário vou encaminhando. Nesse caso, com o reforço do caixa através de um imposto estadual que taxa o transporte individual [IPVA], estou pegando esse recurso para investir no transporte público, em especial para o público estudantil. Para mim, é um projeto dos sonhos. Se fosse num país europeu, a gente ia aplaudir. Porque é uma modelagem muito moderna da solução. Educação e transporte coletivo financiados pela taxação do transporte individual.

E a integração do transporte. Como está isso?

Acho que em 2015 a gente consegue fazer a primeira experiência com Cambé através do terminal da zona oeste. Está bem avançado. Primeira experiência de integração.

Como seria?

Com cartão digital. Algumas linhas saem de Cambé e entram ali e, com o cartão, ele tem acesso ao sistema.

O governo do Estado diz que subsídio para a tarifa, como em Curitiba, só com integração. Tem discussão com Ibiporã e Rolândia?

Por enquanto é essa de Cambé, que tem um terminal apropriado, está no eixo, porque o passageiro não precisa vir ao centro. Já temos condições de fazer a primeira integração.

Um comentário sobre “Kireeff diz, novamente, que não é candidato a reeleição

  1. Londrinense Atento 26 de dezembro de 2014 11:07

    Se confirmar essa postura do Prefeito, pelo menos uma coisa sensata da parte dele, até porque pelo governo que está fazendo ia passar vergonha nas urnas…

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