Plano Diretor de Londrina e a colcha de retalhos

Após seis anos, a Câmara de Vereadores de Londrina finalizou a votação da revisão do Plano Diretor de Londrina.

Em uma sessão que durou 15 horas, os vereadores concluíram as leis de Uso e Ocupação do Solo e do Sistema Viário.

Para mim, a melhor definição do processo foi a da vereadora Elza Correia (PMDB), que classificou a votação de ontem, como uma colcha de retalhos. Ela se referiu as 111 emendas à lei de Uso e Ocupação do Solo.

Elza fez uma declaração ao portal Bonde, que revelou o assédio em torno das propostas. “Algumas emendas atendem interesses pessoais, atendem essa ou aquela pessoa, essa ou aquela empresa. ‘Pipocou’ pessoas nos gabinetes e corredores defendendo mudanças no projeto”, disparou a vereadora.

Outra situação no mínimo constrangedora e que revelou a falta de transparência nas decisões de quais emendas seriam aceitas, foi as “sessões secretas”.

Conforme o jornalista Fábio Silveira, quando a sessão extraordinária que votava as leis de Uso e Ocupação do Solo e do Sistema Viário durava 12 horas, destas  mais de 10 horas foram somente de suspensão.

“Ocorre que foi nessas 10 horas de suspensão que, em “sessão secreta”, a portas fechadas e sem a presença da imprensa, os vereadores decidiram como votariam as 111 emendas à lei de Uso e Ocupação do Solo”, escreveu o jornalista. “Logo, todo o processo de deliberação foi secreto, já que os vereadores foram ao plenário apenas para votar oficialmente”, concluiu.

E depois tem vereador que não sabe porque  55,87% dos entrevistados londrinenses  desaprovam o trabalho do legislativo, conforme a pesquisa feita pela Paraná Pesquisas para o Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM), publicada hoje.

Deixe um Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.