Mês: abril 2015



Entrevista montada de Beto Richa cai na internet e complica governador

Fonte: Pragmatismo Político

O dia que ficou para a história do Paraná pelas agressões covardes da PM contra professores também foi marcado por uma gafe. Vídeo sem cortes revelou que entrevista do governador Beto Richa (PSDB-PR) à TV e-Paraná foi montada

beto richa entrevista armada
Durante entrevista concedida à TV e-Paraná nesta terça-feira, o governador Beto Richa (PSDB) falou em pouco mais de 10 minutos sobre a greve dos professores e servidores públicos deflagrada no início desta semana. Para Richa, a greve dos educadores tem ‘motivação política’. Ao comentar a respeito do número excessivo de policiais militares em frente ao Centro Cívico de Curitiba, o governador destacou que “é preciso garantir a segurança e integridade física de deputados e funcionários”.

Satisfeito com o andamento e o produto final da entrevista, Richa divulgou o conteúdo em sua página oficial do Facebook. “Em entrevista que concedi hoje ao jornalista Denian Couto, falei a respeito da manifestação dos professores e da causa principal da paralisação: o projeto que altera o sistema previdenciário do Paraná”, escreveu o governador.

O que Beto Richa não esperava, porém, é que a versão do vídeo da entrevista sem cortes fosse acidentalmente publicada na internet. Em poucas horas, dezenas de internautas salvaram o material e o republicaram nas redes.

Sem saber que ainda estava sendo gravado, Denian Couto, ao fim da entrevista, deu a entender que tudo aquilo não passava de um circo montado:

“- Cara, foi excelente!”, comemorou o jornalista.

“- Foi?”, questionou Richa.

Assista:

De acordo com o advogado e professor Tarso Violin, a farsa da entrevista de Beto Richa à TV Educativa do Paraná “demonstra o quanto é necessária uma democratização da mídia no Brasil, com mais TVs realmente públicas, e não chapa-brancas […] Como pode alguém que se diz jornalista se prestar a esse papel?”, questiona.

Democracia sitiada

Eric Gil, economista, mestre em Ciência Política pela UFPR e colunista de Pragmatismo Políticoconsiderada que o Paraná, atualmente, vive em estado de democracia sitiada. De acordo com Gil, o governador Beto Richa não medirá esforços para amenizar a crise financeira que ele próprio ajudou a criar.

“[Beto Richa] vê no dinheiro da Paranaprevidência, sua redenção – a verba que ele precisa para amenizar a crise que ele mesmo ajudou a formar no Paraná”, afirma. “O tucano não quer arriscar novamente, e nesta semana o projeto deve ser aprovado, pois com um aparato de guerra posto pelo Governo do Estado para esta proposta ser votada, apenas um crescimento considerável da resistência dos professores pode parar a sede pelo dinheiro da previdência estadual”, conclui.

Greve geral

Nesta quarta-feira (28), a greve dos professores do estado do Paraná entrou em seu terceiro dia com adesão praticamente total da categoria, apesar de logo depois de sua deflagração a Justiça do Estado ter, a pedido do governador Beto Richa, declarado a greve “ilegal”.

A segunda greve dos professores paranaenses em menos de dois meses foi decidida em assembleia, realizada no último sábado em Londrina, em protesto contra as alterações propostas pelo governo Richa, que afetarão os servidores estaduais aposentados e pensionistas com mais de 73 anos de idade. Cálculos indicam que as mudanças reduzirão praticamente pela metade – de 57 para 29 anos – o tempo de solvência dos fundos de previdência do funcionalismo público.

Massacre

Ontem (28) a polícia usou balas revestidas de borracha, canhões d’água, bombas de gás e spray de pimenta para deter uma marcha dos servidores. Num determinado momento, até a chave do caminhão de som do sindicato dos professores sumiu. Deputados da oposição temem que haja um massacre nesta quarta-feira (28) contra servidores e professores que estão na frente da Assembleia Legislativa.

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Polícia Militar do Paraná usa spray de pimenta contra professores (divulgação)

 

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Má notícia para Beto: auditor piloto se entregou para a Polícia

Análise do jornalista Fábio Silveira

Embora comemorada por assessores palacianos, a carnificina do Centro Cívico é uma má notícia para o governador Beto Richa (PSDB), pois contribui para derreter ainda mais o seu já reduzido capital político. Mas as más notícias não ficam por aí. A prisão do co-piloto Márcio de Albuquerque Lima, que se entregou ontem para a polícia, depois de 40 dias foragido, podem complicar um pouco mais a situação para o governo. Lima é amigo e companheiro de Richa em provas de automobilismo. Em julho do ano passado ele ascendeu ao cargo mais importante na fiscalização da Receita Estadual.

Para o Gaeco, Lima é também o líder da “organização criminosa” que funcionava na Delegacia da Receita Estadual de Londrina e a sua ascensão profissional turbinou a ação do grupo. A partir da prisão dele pode ser possível avançar nas investigações no que diz respeito ao “lastro político” que garantia a impunidade dos auditores. O que pode ser mais motivo para dor de cabeça.

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O BRASIL PRECISA DAR UM BASTA A BETO RICHA

Jean Wyllys
JEAN WYLLYS, deputado Federal pelo PSOL do Rio de Janeiro
Um dado chocante: dezessete policiais estão presos, por ordem do governador, porque se recusaram a participar da repressão brutal contra os trabalhadores

 O que está acontecendo no Paraná é estarrecedor e deveria ser, agora mesmo, o foco de atenção de todos aqueles e aquelas que defendemos a democracia como forma de vida. O governador Beto Richa (PSDB) transformou hoje a cidade de Curitiba num verdadeiro cenário de guerra!

Os professores e professoras da rede pública e outras categorias tinham se mobilizado para protestar contra a votação de um projeto de lei do governo estadual que pode desfinanciar o fundo estadual da previdência dos servidores públicos (porque o governador quer usar esses recursos dos trabalhadores para cobrir o rombo das contas públicas que sua má gestão provocou) e o protesto, legítimo, foi reprimido de forma brutal pela Polícia Militar sob as ordens do tucano, deixando mais de 150 feridos, dos quais alguns em estado grave.

Os e as policiais — foram mobilizados mais de 4 mil agentes — estão usando balas de borracha, bombas de gás lacrimogênio, spray de pimenta, cassetete, jatos de água e até cachorros que são lançados sobre manifestantes e jornalistas, que acabam sendo mordidos. Parecem cenas da época da ditadura militar!

Acabei de conversar por telefone com nosso companheiro Cesar Fernandes, do diretório municipal do PSOL de Curitiba. Ele me contou que os manifestantes foram atacados durante mais de uma hora e meia com bombas de gás lacrimogênio e existem, nos prédios que rodeiam a manifestações, franco-atiradores (!!) colocados pela polícia, que atiram com balas de borracha e acertam, em muitos casos, na cara dos manifestantes.

Bombas de efeito moral foram jogadas de helicópteros e também foi usada uma nova forma de repressão que consiste em atordoar as pessoas com um aparelho que produz um tipo de som insuportável para o ser humano. A prefeitura da Capital (não alinhada com Richa), em estado de emergência, mobilizou o sistema de saúde para atender os feridos e a OAB está colaborando com os sindicatos e movimentos sociais, porque há muitos manifestantes presos.

Um dado chocante: dezessete policiais estão presos, por ordem do governador, porque se recusaram a participar da repressão brutal contra os trabalhadores.

Parte da grande mídia, como sempre, fala em “confronto entre professores e policiais”, o que resulta em ridículo: é como falar em confronto entre o peito e a bala, entre as costas e a paulada. Como bem explica Bernardo Pilotto, ex-candidato a governador do PSOL do Paraná, de um lado há trabalhadores e do outro tem até helicópteros.

E a categoria que mais se mobilizou foi a dos professores, composta majoritariamente por mulheres e “envelhecida” pela falta de concursos públicos. Aliás, quem já participou de greves e mobilizações sabe que a violência sempre parte do lado da polícia (e, quando parece que partiu do lado dos manifestantes, geralmente trata-se de pessoas infiltradas pela própria polícia para provocá-la e depois dizer que foram “vândalos”).

Acabamos achando natural que uma manifestação de estudantes ou trabalhadores só pode terminar com cenas de violência, mas não é assim. Existem experiências em outros países (onde antes acontecia o mesmo) que provam que quando os governos mudam a política de repressão violenta dos conflitos sociais pela negociação, com o diálogo e a contenção não violenta das manifestações, com a polícia se limitando apenas a cuidar do patrimônio e a segurança das pessoas (também dos próprios manifestantes), um protesto pode sim começar e terminar em paz.

O Paraná é um bom exemplo do extremo contrário. O jeito tucano de fazer as coisas (o governo não aceitou negociar ou ceder em nada e, enquanto a polícia instalava a barbárie fora da Assembleia Legislativa, dentro votavam tudo o que ele queria) se mistura com as pretensões autoritárias do governador, que age como um ditadorzinho arrogante e violento. O resultado disso são dezenas de pessoas feridas e hospitalizadas e gás lacrimogênio até nas creches próximas ao local da repressão.

O Brasil precisa dar um basta a Beto Richa.

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O Massacre no Centro Cívico e o desespero de um governador nas cordas!

O título é do artigo do jornalista José Maschio, o “Ganchão” feito para #JornalistasLivres

O massacre de servidores públicos do Paraná, nesta quarta-feira no Centro Cívico de Curitiba, em uma tentativa desesperada de o governador Beto Richa (PSDB) aprovar mudanças nos fundo de previdência do funcionalismo estadual, mostra muito mais que as cenas de barbárie.

Depois de um primeiro governo sem oposição e com a mídia estadual “adestrada” com grandes verbas publicitárias, Richa não teve dificuldades em se reeleger, em primeiro turno, para um segundo mandato. Mas, mesmo antes de ser empossado em sua segunda gestão, as contas públicas vazaram e o governo iniciou 2015 sem caixa. Nem mesmo aquela para manter a mídia como sua aliada.

E, na falta de oposição, foram homens de seu próprio staff que colocaram Richa nas cordas, qual um pugilista à beira do nocaute. Uma sucessão de escândalos, desde abuso sexual de meninas e adolescentes a corrupção na Receita Estadual, que balançaram as estruturas do palácio Iguaçu. E todos os escândalos levam a Richa.

Vale recordar esses escândalos: o assessor direto de Beto Richa, Marcelo Caramori, é preso em flagrante por abuso sexual de meninas em Londrina. Chello Caramori, que se intitulava fotógrafo oficial e amigo pessoal de Beto é exonerado. E isso só agrava o problema, pois Caramori vira “delator premiado”.

Logo caem novos envolvidos no esquema de prostituição de meninas e adolescentes. Entre eles, auditores da Receita Estadual. O esquema, investigado pelo Gaeco, é gigantesco e tem como líder Márcio Albuquerque de Lima e sua mulher. Ele, além de chefe geral de fiscalização da Receita Estadual tem um laço esportivo com Richa: são colegas de equipe em corridas de automobilismo.

As investigações do Gaeco de Londrina chegam ao primo de Richa, Luiz Abe Antoun, compadre e “mentor político” do governador. Para se ter uma ideia da importância de Luiz Abe, Avelino Vieira Neto, cunhado de Richa _é irmão de Fernanda Richa_ postou, nas redes sociais, em dezembro passado, que quem mandava “mesmo” no governo era o primo, não Richa.

As investigações do Gaeco mostram mais. Luiz Abe, o primo-forte como é conhecido no Paraná, comandaria um esquema maior de corrupção, em vários órgãos do governo, além da Receita Estadual.

Com as investigações a chegar perigosamente perto do Palácio Iguaçu, até mesmo a morte do repórter James Alberti, produtor da RPC (afiliada da Globo no PR) é tramada. Alberti está hoje fora do Estado. De novo, investigações mostram que a tentativa de atentado foi planejada dentro do governo.

Com um rombo nas contas públicas, obras paradas e a começar a sofrer críticas da mídia paranaense, antes tão cordial a ele, Richa só tem um caminho. Mandar uma pacotaço à Assembléia Legislativa para retirar R$ 8 bilhões do Paraná Previdência, dinheiro do fundo de previdência do funcionalismo estadual.

Contava o governador, para isso, com a base aliada sempre fiel ao seu governo. Só não esperava a reação do funcionalismo, especialmente professores da Rede Estadual de Ensino e professores das universidades estaduais.

Soma-se a esse quadro de desespero de Richa, a presença do delegado Fernando Francischini (PSDB) na Secretaria de Segurança Pública. Francischini, um aprendiz de Mussolini, conhecido por suas bravatas e destemperos, convocou PMs de todo o Estado, em um aparato repressivo-militar só visto na Ditadura Militar, para confrontar os manifestantes.

O resultado está aí. Um massacre do governo tucano-paranaense contra os servidores públicos. Ato semelhante só ocorrera no Paraná, em 1988, quando o então governador Álvaro Dias, também tucano, colocou a cavalaria contra professores em greve. A diferença é que hoje, Richa se esmerou em suplantar seu colega de partido e optou pelo massacre puro e simples dos seus oponentes, diga-se, desarmados.

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“Beto Richa não tem mais condições de governar”

FONTE: Brasil 247

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Protesto nesta quinta-feira (dia 30) contra o PL da terceirização

Hoje, dia 30, tem protesto contra o Projeto de Lei (PL) da Terceirização já considerado o mais duro golpe contra a classe trabalhadora brasileira no período pós-ditadura e que foi aprovado na última quarta-feira (22) pela Câmara dos Deputados por 230 votos a favor e 203 contrários.

O protesto será no calçadão em frente ao Banco do Brasil a partir das 9h e estarão os professores do ensino médio capitaneados pela APP, os professores, técnicos e estudantes da UEL, além de outras categorias de trabalhadores.

Conforme o ativista social Pedro José Maria, o 30 de abril será um dia de luta e vigília pelos direitos dos trabalhadores. “Durante todo o dia ato público no calçadão com os movimentos sindicais e sociais. As 18 h sairemos em vigília com luzes em direção a concha acústica, sob a coordenação de lideranças religiosas. Vamos nos organizar para participar e mobilizar o mais número de pessoas”, afirmou.

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Imagens da violência de Beto Richa contra os servidores

As manifestações que precederam a votação final do projeto de reforma da Paranaprevidência foram fortementes reprimidas pela Polícia do governador Beto Richa.  O resultado: 213 manifestantes feridos, segundo a prefeitura de Curitiba, e 20 policiais, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Também houve três profissionais da imprensa na lista de feridos, vítimas de balas de borracha, estilhaços de bombas, spray de pimenta e gás lacrimogênio. Vejam imagens da violência captadas pelos repórteres fotográficos Giuliano Gomes do PR Press; Ivonaldo Alexandre, Jonathan Campos e Daniel Castelano da Gazeta do Povo:

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Veja quem sacaneou com os professores e servidores do Paraná

Daniel Castellano/Gazeta do PovoBatalhão de choque entra em confronto com manifestantes no Centro Cívico. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Batalhão de choque entra em confronto com manifestantes no Centro Cívico.

 

Painel de votação da Paranaprevidência

A FAVOR – 31

Alexandre Curi (PMDB), Alexandre Guimarães (PSC), André Bueno (PDT), Artagão Jr. (PMDB), Bernardo Ribas Carli (PSDB), Claudia Pereira (PSC), Cobra Repórter (PSC), Cristina Silvestri (PPS), Dr. Batista (PMN), Elio Rusch (DEM), Evandro Jr. (PSDB), Felipe Francischini (SD), Fernando Scanavaca (PDT), Francisco Bührer (PSDB), Guto Silva (PSC), Hussein Bakri (PSC), Jonas Guimarães (PMDB), Luiz Carlos Martins (PSD), Luiz Claudio Romanelli (PMDB), Marcio Nunes (PSC), Maria Victoria (PP), Mauro Moraes (PSDB), Missionário Ricardo Arruda (PSC), Nelson Justus (DEM), Paulo Litro (PSDB), Pedro Lupion (DEM), Plauto Miró (DEM), Schiavinato (PP), Tiago Amaral (PSB), Tião Medeiros (PTB) e Wilmar Reichembach (PSC).

CONTRA – 20

Adelino Ribeiro (PSL), Ademir Bier (PMDB), Anibelli Neto (PMDB), Chico Brasileiro (PSD), Evandro Araújo (PSC), Gilberto Ribeiro (PSB), Gilson de Souza (PSC), Marcio Pacheco (PPL), Marcio Pauliki (PDT), Nelson Luersen (PDT), Nereu Moura (PMDB), Ney Leprevost (PSD), Palozi (PSC), Pastor Edson Praczyk (PRB), Péricles de Mello (PT), Professor Lemos (PT), Rasca Rodrigues (PV), Requião Filho (PMDB), Tadeu Veneri (PT) e Tercílio Turini (PPS).

NÃO VOTARAM – 2

Cantora Mara Lima (PSDB) e Paranhos (PSC).

*Como presidente, Ademar Traiano (PSDB) só vota em caso de empate

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Após 200 feridos, Assembleia aprova por 31 votos a 20 confisco da poupança previdenciária dos servidores

Texto produzido a partir de informações do portal Brasil 247; a montagem das fotos é do Blog do Esmael Morais

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Curitiba viveu hoje palco de confronto entre servidores e policiais no Centro Cívico. Foi o segundo dia. Como ontem, o Batalhão de Choque joga bombas de efeito moral e gás lacrimogênio, além de balas de borracha, contra os manifestantes. Sob o comando do secretário de Segurança do Estado, Fernando Francischini (SDD), a Polícia Militar utilizou até mesmo helicópteros para atacar os servidores. Professores feridos procuraram refúgio na Prefeitura. Mais de 200 feridos. “Parece uma praça de guerra”, publicou no Twitter o prefeito Gustavo Fruet (PDT).

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), promove uma ação “truculenta”, “absurda” e “ultrapassada” ao enviar policiais militares para cercar a Assembleia Legislativa a fim de impedir que servidores públicos estaduais acompanhem a votação de um conjunto de medidas que tem como objetivo resolver problemas financeiros do Estado e põe em risco benefícios do funcionalismo. Esta foi a opinião manifestada pelo presidente do PT do Paraná, deputado federal Enio Verri, em entrevista ao 247 no início desta tarde.

“É uma atitude truculenta e absurda, ultrapassada, parece o Brasil do século 19”, declarou Enio Verri. “Na verdade são trabalhadores organizados fazendo uma mobilização não para conquistar direitos, mas para não perdê-los. Eles (governo) não têm diálogo nenhum com o setor público e ainda por cima mandam colocar a polícia”, acrescentou o deputado federal. Os professores estão em greve desde sábado 25 contra as medidas, que alteram principalmente a fonte de pagamento para o Fundo Previdenciário ParanaPrevidência.

A votação em segundo turno do chamado ‘pacotaço’ de Richa começou no início da tarde desta quarta-feira. Os deputados chegaram a interrompê-la em decorrência do conflito fora da Casa, mas durou pouco. O líder do governo, deputado Romanelli, sugeriu que parlamentares tentassem conversar com os manifestantes. No entanto, o presidente da Assembleia, Ademar Traiano (PSDB), afirmou que a sessão continuaria. “Nós estamos aqui em uma sessão normal. Fora da Assembleia é questão da Secretaria de Segurança Pública”, disse.

Para Enio Verri, este “sem dúvida” é o momento “mais grave” da gestão de Richa, que conforme lembrou o petista, já provocou diversos outros problemas, como a falência do Estado. “Como ele tem maioria na Assembleia, ele manda para lá [o projeto] e os deputados se submetem a uma coisa tão prejudicial para o Estado”, comentou. A votação é acompanhada hoje por uma comissão de senadores, mas de acordo com Verri, a maior confiança está na “pressão do movimento” dos servidores.

Dos 54 deputados estaduais, 31 se manifestaram favoráveis à proposta do Executivo.

O episódio lembra a gestão do hoje senador Álvaro Dias (PSDB), que soltou a cavalaria contra os professores em 1988 quando era governador do Paraná.

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Ex-vereador teria mantido relações sexuais com menina de 11 anos em Londrina

FONTE: portal BONDE

O ex-vereador Zaqueu Berbel foi preso pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) durante a tarde desta quarta-feira (29) em Londrina. Ele é acusado de manter relações sexuais com uma menina de 11 anos em 2013. O crime de estupro de vulnerável, supostamente cometido por Berbel, foi descoberto durante as investigações de um mega esquema de exploração sexual de adolescentes que veio à tona na cidade no dia 13 de janeiro, quando o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza foi preso em um conhecido motel de Londrina na companhia de uma adolescente de 15 anos. 

Zaqueu Berbel foi vereador em Londrina entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010.

De acordo com as investigações, a adolescente que manteve relações com o ex-vereador, hoje com 13 anos, indicou o nome dele em depoimento ao Gaeco na última semana. 

Ainda conforme o Ministério Público (MP), integram o esquema de exploração sexual em Londrina auditores fiscais, empresários e ex-agentes públicos. Eles teriam mantido relações sexuais com mais de 50 adolescentes no decorrer dos últimos 13 anos.   

Divulgação/CML
Divulgação/CML

 

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