Mês: agosto 2015



Rodrigo Janot e Joaquim Barbosa dizem que não vai ter impeachment

Artigo de Eduardo Guimarães, responsável pelo Blog da Cidadania

Na terça-feira da semana passada repercutiu como uma bomba a notícia de que quatro dos sete ministros do TSE haviam aceitado a reabertura de ação do PSDB que quer simplesmente transformar em vencedor o candidato derrotado em segundo turno na eleição presidencial do ano passado. Naquele momento, ondas de euforia e desânimo espalharam-se pela internet.

De um lado, simpatizantes do governo desesperaram-se ao ver a reabertura da ação do PSDB como sinal de que o TSE simplesmente inverteria o resultado da eleição presidencial de 2014, como queria o perdedor daquela eleição. De outro, os que querem jogar 54 milhões de votos no lixo já deram a derrubada da presidente constitucional da República como favas contadas.

No dia seguinte, este Blog ofereceu ao distinto público uma visão menos maniqueísta da realidade; o jurista e constitucionalista de renome internacional Dalmo de Abreu Dallari, em entrevista exclusiva a esta página,desdenhou do potencial da ação tucana no TSE:

Dalmo Dallari – Eu acho que não há o mínimo risco [de derrubada do governo] porque [a ação do PSDB]não tem consistência jurídica. Antes de mais nada, essa decisão [do TSE] foi só para reabertura [do processo], não é decisão do Tribunal condenando, reconhecendo falhas, erros, ilegalidades. É só reabertura da discussão. Isso tudo vai muito longe e a presidente Dilma tem o direito de ser ouvida, inclusive de exigir a verificação de documentos, a busca de provas e, eventualmente, até oitiva de testemunhas. Derrubada da presidente pelo TSE é apenas uma fantasia política. Do ponto de vista jurídico está muito distante a possibilidade de que, a partir daí [da decisão do TSE de reabrir o processo], se afaste a presidente Dilma Rousseff. Se isso chegasse a acontecer, seria muito grave porque causaria perturbação política séria. Uma mudança total de governo – e uma mudança em condições excepcionais – teria consequências sobre o sistema de reparação de poderes, formação de maioria dos parlamentos. Seria realmente uma espécie de revolução política, um transtorno político muito grande. Mas por isso tudo eu acho que não há a mínima possibilidade de que tenha seguimento sério essa pretensão.

Não se deve desprezar uma voz como a do constitucionalista Dalmo Dallari, conhecedor como poucos de processos legais como os que se desenrolam no TSE. Desse modo, não foi com muita surpresa que este Blog viu a notícia veiculada na noite do último sábado, de que procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, entendeu que não há indícios de irregularidades na contratação de uma gráfica – a VTPB Serviços Gráficos – pela campanha da presidente Dilma Rousseff no ano passado e, assim, determinou o arquivamento do pedido de apuração feito pelo ministro Gilmar Mendes.

O que surpreendeu foi o tom de Janot, quem tem sido duro com o PT na condução que tem feito da Operação Lava Jato ao lado do juiz Sergio Moro.

O Procurador Geral da República considerou que as contas de campanha de Dilma Rousseff já foram examinadas e aprovadas em dezembro do ano passado e o prazo para recursos se encerrou, o que, segundo ele, impede QUALQUER questionamento.  E também avaliou que “Não há indícios mínimos da prática de crimes que justifiquem a abertura de uma apuração”.

Ufa! Não é pouco.

Janot, de quebra, passou uma carraspana em Gilmar Mendes ao dizer que a Justiça Eleitoral e o Ministério Público não podem ser “inconvenientes”. E ainda fez uma ironia:

É em homenagem a Sua Excelência [Gilmar Mendes], portanto, que aduzimos outro fundamento para o arquivamento ora promovido: a inconveniência de serem, Justiça Eleitoral e Ministério Público Eleitoral, protagonistas – exagerados – do espetáculo da democracia, para os quais a Constituição trouxe, como atores principais, os candidatos e os eleitores.

Após algumas consultas rápidas a juristas, o Blog obteve uma interpretação dos resultados práticos da decisão do procurador-geral da República. A decisão dele fragiliza sobremaneira o processo contra Dilma no TSE e abre caminho para uma contestação de êxito mais do que provável no STF, caso a Corte eleitoral teime em dar prosseguimento a uma ação sem pé nem cabeça como a do PSDB.

Trocando em miúdos: não será por esse meio que os tucanos voltarão ao poder.

A reação da mídia tucana foi imediata, no sentido de insinuar que a decisão de Janot se deve à sua recondução à Procuradoria Geral da República pela presidente Dilma. Em uníssono, os grandes órgãos de imprensa fizeram tal insinuação. A Folha de São Paulo, por exemplo, escreveu isso em reportagem sobre a decisão de Janot quanto à investigação da campanha da presidente:

As críticas [de Janot a Gilmar Mendes] foram feitas na semana seguinte à indicação da presidente para sua recondução [de Janot] como procurador-geral e num momento em que a Justiça Eleitoral discute a abertura de ações que pedem a cassação dos mandatos de Dilma e seu vice, Michel Temer

Para essa insinuação absurda – afinal, Janot, ao lado de Sergio Moro, tem sido implacável com o PT – nada melhor do que buscarmos uma opinião acima de qualquer suspeita como a do carrasco-mor do PT no julgamento do mensalão, o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa.

No último sábado, durante congresso da BM&FBovespa que acontece em Campos do Jordão (SP), Barbosa, assim como Dallari, desdenhou da possibilidade de Dilma sofrer impeachment tanto via TSE quanto via Tribunal de Contas da União (TCU). Para o carrasco do PT, o TCU seria um “playground de políticos fracassados” que não teria “envergadura” para levar adiante um processo sério contra Dilma pelas “pedaladas fiscais”.

Quanto ao TSE, o ex-ministro do Supremo avalia que seria composto por diversos membros com “conflito de interesses” e que, por isso, tampouco teria “condições de levar a cabo um processo de cassação de Dilma por irregularidades no financiamento de campanha”.

Barbosa ainda fez uma avaliação que constitui uma ducha de água fria nos que almejam derrubar o governo. Para ele, para Dilma cair restaria apenas a possibilidade de a Operação Lava Jato encontrar provas “cabais” do envolvimento da presidente da República no “petrolão”.

Porém, para que essas provas sejam consideradas “cabais”, Barbosa lembra que o único que pode denunciar presidentes é o Procurador Geral da República, de modo que não basta que a Lava Jato diga que existe essa tal “prova cabal”; seria preciso que Janot também a considerasse assim e, como se sabe, ele já demonstrou que não vai embarcar em qualquer artimanha para tentar derrubar a presidente como a recentemente encetada por Gilmar Mendes.

Mas a parte mais surpreendente da fala de Barbosa vem agora:

Impeachment é uma coisa muito séria que, se levado a cabo, a gente pode saber como começa, mas não sabe como termina. É um abalo sísmico nas instituições

O que poderia restar de esperança ao golpismo seria o Congresso – liderado por Eduardo Cunha e sua tropa de peemedebistas revoltosos – unir-se ao PSDB e a outras legendas de oposição e montar alguma farsa para cassar Dilma, mas o posicionamento firme do capital (bancos, grandes empresários) contra o golpe – por motivos próprios, pois teme derrocada imprevisível da economia – torna praticamente inviável as pretensões golpistas.

Tudo somado, pode-se dizer que o golpe nunca esteve mais distante, desde o início do ano. O que, obviamente, não significa que os golpistas irão desistir. Isso porque eles sabem muito bem que dizer que já venceram a eleição de 2018 é uma temeridade, pois o segundo mandato de Dilma mal começou e, assim, muita água ainda vai passar por debaixo dessa ponte.

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Prefeito Kireeff terá dificuldades em 2016

Informa o Jornal de Londrina, que o orçamento da Prefeitura de Londrina para o ano que vem, projetado em R$ 1,73 bilhão, será 11% maior com relação ao de 2015 (R$ 1,55 bilhão), mas a fatia destinada ao investimento sofrerá uma redução de 9,23% – dos R$ 241 milhões atuais para R$ 219 milhões.

De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Daniel Pelisson, uma dos motivos para essa redução é a crise econômica brasileira. Cerca de 90% dos recursos previstos para investimentos vêm dos governos federal e estadual ou do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Dos R$ 219 milhões previstos para 2016, apenas R$ 20,8 milhões são da Prefeitura.

Ou seja, no ano da reeleição, o prefeito Alexandre Kireeff terá muitas dificuldades em administrar a cidade de Londrina.

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Tristes capítulos da história do Paraná

No dia 30 de agosto de 1988, durante a gestão do então governador Alvaro Dias, hoje senador pelo PSDB, a Polícia Militar (PM) avançou com cavalos, cães e bombas de efeito moral contra uma multidão de educadores, que se aglomeravam em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual.

Vinte e sete anos depois, em 29 de abril de 2015, já no segundo mandato de Beto Richa (PSDB), a história se repetiu, em proporções ainda maiores. Foram mais de 200 feridos. Os manifestantes reprimidos pela PM eram contrários à reforma na Paranaprevidência, aprovada pelos deputados estaduais e sancionada por Beto.

Ontem, as testemunhas dos massacres escreveram seus nomes em um cartaz com os dizeres “a violência usada pelos que são contra o ensino público é infinitamente menor do que o sonho e a garra de quem dedica a vida às escolas”.

img_1_12_9037FONTE: PORTAL BONDE

 

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Youssef diz que lavou R$ 19 milhões do caso Copel/Olvepar

FONTE: JORNAL DE LONDRINA

Em um depoimento prestado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), o doleiro Alberto Youssef, delator da Operação Lava Jato, deu detalhes de três operações de lavagem de dinheiro que teria realizado envolvendo o caso Copel/Olvepar no Paraná, que totalizaram cerca de R$ 19 milhões. Segundo Youssef, ele teria realizado operações de câmbio para trocar reais por dólares a pedido de Maurício Silva, dono da Embracom, uma empresa de consultoria.

Segundo reportagem exibida nessa sexta-feira (28) no Paraná TV 2ª Edição, da RPC, no depoimento Youssef afirma que Silva pediu para que ele fizesse a operação para Heinz, que atuava como conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Paraná. Segundo a RPC, Heinz seria Heinz Herwig, que, além de conselheiro do TC, foi secretário do governo Jaime Lerner.

Na primeira operação realizada, Youssef contou aos promotores que foi pessoalmente até a sede da Copel em Curitiba buscar dinheiro em espécie. O doleiro contou ainda que, na última operação realizada, se sentiu pressionado por Maurício Silva e disse que chegou a receber ligações dos ex-secretários do governo Lerner Cid Campelo e Guaraci Andrade.

Youssef relatou que precisou explicar a Campelo a demora em realizar a operação. O doleiro também contou que entregou US$ 400 mil a Guaraci Andrade.

O doleiro afirmou, ainda, que entregou valores pessoalmente ao ex-presidente da Copel Ingo Hübert, na casa dele. Youssef não deu detalhes do valor recebido por Hübert.

Segundo o depoimento exibido pela RPC, Youssef teria dito que “tudo dava a entender” que as operações eram para campanha eleitoral, mas não detalhou qual seria a campanha. Na época, o governador Jaime Lerner estava no final do segundo mandato e não concorreu a nenhum cargo.

Entenda o caso

Em 2002, a empresa de transportes Rodosafra tinha um crédito de R$ 15 milhões para receber da Olvepar (Óleos e Vegetais Paraná S/A). Como a Olvepar passava por dificuldades, ofereceu como pagamento um crédito de ICMS que tinha com o governo do estado. Os créditos, porém, foram considerados irregulares pelo Tribunal de Justiça (TJ) em 2000.

Em novembro de 2002, final do governo Jaime Lerner, o governo paranaense autorizou o reconhecimento de créditos de ICMS no valor de R$ 67 milhões. A Copel comprou, “com desconto”, um total de R$ 45 milhões em créditos de ICMS da Olvepar, pelo valor de R$ 39,6 milhões.

Segundo as investigações, o valor total do prejuízo foi de R$ 84,6 milhões: R$ 39,6 milhões desembolsados pela Copel e R$ 45 milhões referentes ao ICMS que a Olvepar deixou de pagar ao estado.

Outro lado

Ao Paraná TV 2ª Edição, o advogado Cid Campelo Filho, que também responde pelo ex-governador Jaime Lerner afirmou que a denúncia contra Lerner já foi enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e não foi aceita na época. Ele afirmou ainda que Youssef mentiu no depoimento e que a delação teria sido “requentada” com fatos já investigados.

Guaraci Andrade disse ao Paraná TV 2ª Edição que só conhece Youssef pela imprensa e que nunca falou com o doleiro.

O advogado Roberto Brezinski, que defende Heinz Herwig e Ingo Hubert, não quis comentar o caso. Maurício Silva não foi localizado pela reportagem do Paraná TV 2ª Edição.

A assessoria de imprensa da Copel informou que a atual diretoria não comentará o caso ocorrido em 2002.

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Cartorário exalta vida luxuosa a bordo de iate

Fonte: Brasil 247

“Tem vida mais barata, mas não presta, não!”, constata em vídeo, às gargalhadas, o notário José Augusto D´Alcântara, titular de cartório em Trindade, município goiano de 115 mil habitantes situado na região metropolitana de Goiânia; episódio acontece no auge da polêmica sobre a PEC dos Cartórios, aprovada em primeiro turno na Câmara após manobra do presidente Eduardo Cunha; matéria regulariza a situação de 4.576 tabeliães que comandam serventias no Brasil sem que tenham passado por concurso público; PEC é de autoria do goiano João Campos (PSDB), cujo escritório político na capital goiana já funcionou em imóvel pertencente a um dono de cartório; embarcação pertenceria ao bilionário goiano Marcelo Limírio; assista ao vídeo

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Goiás 247 – No auge da polêmica sobre a apreciação da PEC dos Cartórios pelo Congresso Nacional, um vídeo em que um notário se gaba de sua vida luxuosa coloca gasolina na fogueira para constrangimento dos 4.576 colegas que ainda comandam no País serventias sem que tenham passado por concurso público, conforme determina a Constituição.

A estrela do vídeo é o empresário José Augusto D´Alcântara, titular do 1º Tabelionato de Notas e Registro de Imóveis da Comarca de Trindade, município goiano de 115mil habitantes situado na região metropolitana de Goiânia.

A filmagem, de 21 segundos, foi publicada em primeira mão pela Coluna Esplanada, do jornalista Leandro Mazzini (a coluna é veiculada em 20 jornais e 28 sites de notícia de 23 capitais, incluído o jornal O Hoje, de Goiânia). Nela, José Augusto aparece a bordo de um iate de 40 pés na costa de Saint Tropez, na Riviera Francesa, um dos endereços mais finos e caros do mundo.

Relaxando em uma banheira de hidromassagem, garrafa de cerveja na mão, o notário dirige o vídeo, ordenando que a cena mostre “devagar” as belezas naturais da Côte D’Azur e a imponência da nau que o hospeda (aparentemente de um amigo). Ao fim, jacta-se: “Tem vida mais barata, mas não presta, não!’. E dispara uma sonora gargalhada.

O iate, segundo uma fonte do 247, pertence ao empresário Marcelo Limírio, sócio da companhia Hypermarcas, do Burguer King e da holding MCLG, que, entre outros, atua no ramo imobiliário. A MCLG é proprietária do Hotel Nacional, obra de Oscar Niemeyer e ícone da arquitetura modernista brasileira. Situado em São Conrado, Zona Sul do Rio de Janeiro, a reforma do hotel começou em maio deste ano após o prédio permanecer fechado por 20 anos. Limírio está na lista dos 150 bilionários brasileiros de 2014 da revista Forbes. 

Leia a notícia da Coluna Esplanada:

Cartorário sofre!

A Coluna está de posse de um vídeo de matar de inveja cartorários de todo o Brasil. Enquanto a Câmara analisa a PEC dos Cartórios – que oficializa, sem concurso, quem já mantém um – o goiano José Augusto Alcântara, dono de cartório herdado em Trindade (GO), aparece numa hidromassagem num iate de 40 pés, em Saint Tropez (França).

Gozando o pobre

Um amigo filma o mar e Alcântara ordena: ‘devagar.’, para mostrar a paisagem. A câmera para no empresário, ele ergue a cerveja e ironiza: ‘Tem vida mais barata, mas não presta, não!’. E gargalha. Alcântara não foi localizado; o filho não quis comentar.

E assista ao vídeo:

PEC dos Cartórios

No último dia 26, em uma manobra do presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno a Proposta de Emenda Constitucional 471/2005, a PEC dos Cartórios. A matéria legaliza a situação dos notários que atualmente comandam cartórios sem ter passado por concurso público.

Se aprovada em segunda votação e passar também no Senado, a PEC vai beneficiar, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os titulares de 4.576 dos 13.785 cartórios existentes no país que estão ocupados por interinos não concursados.

A PEC é de autoria do deputado goiano João Campos (PSDB-GO), cujo escritório político em Goiânia ao longo de seu primeiro mandato (2003-2006) funcionou em um imóvel pertencente ao tabelião Maurício Sampaio. Sampaio está afastado do 1º Tabelionato de Notas, Títulos, Documentos e Protestos de Goiânia por decisão do CNJ depois de uma fiscalização constatar cobrança excessiva de taxas em mais de 46 mil contratos de alienação de veículos.

Sampaio chegou a ser reconduzido por decisão do juiz Ari Ferreira de Queiroz, da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual da de Goiânia. Ato contínuo, o CNJ determinou a aposentadoria compulsória do magistrado.

Interesse público

Ao Goiás247, o jornalista Leandro Mazzini afirma que o vídeo de José Augusto tem interesse público e jornalístico por conta da PEC dos Cartórios no Congresso. “A sociedade está pedindo por concursos enquanto um herdeiro aparece num iate”, questiona.

O notário José Augusto e o empresário Marcelo Limírio não foram localizados pelo 247 para comentar o episódio. O espaço está franqueado para que eles se pronunciem.

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“Prefeita ostentação”, Lidiane Leite continua foragida

Fonte: Pragmatismo Político

Festas, carros de luxo e até cirurgia plástica. Com ensino fundamental completo e ocupação declarada ‘estudante bolsista’, Lidiane Leite foi embora e deixou sua cidade sem dinheiro para a educação. O chá de sumiço da “prefeita ostentação” surgiu após investigações da Polícia Federal

Lidiane Leite prefeita ostentação
A Polícia Federal no Maranhão procura a prefeita Lidiane Rocha (PP-MA), da cidade de Bom Jardim, a 275 quilômetros da capital São Luís. Ela é suspeita de fraudes em licitação e desvio em recursos de merenda escolar e está sendo procurada. A Justiça expediu mandado de prisão preventiva contra Lidiane.

Vaidosa, 25 anos, Lidiane exibe nas redes sociais imagens de uma vida de alto padrão para uma cidade de 40 mil habitantes à beira da miséria, com um dos menores IDHs do Brasil.

Ela foi eleita quase que por acaso, já que substituiu a candidatura inicial do seu partido: o seu namorado à época, Beto Rocha, foi impedido de concorrer por ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

arros de luxo, festas e preocupação com a beleza, o que inclui até cirurgia plástica, marcam o dia a dia da moça que, conforme seu registro na Justiça eleitoral, candidatou-se pela coligação ‘A esperança do povo’, com ensino fundamental completo e ocupação declarada ‘estudante, bolsista, estagiário e assemelhados’.

Seu nome verdadeiro é Lidiane Leite da Silva. Na Justiça Eleitoral, ela é Lidiane Rocha.

Nesta quinta-feira, 20, foram presos dois ex-secretários de Lidiane – Antônio Gomes da Silva (Agricultura) e Humberto Dantas dos Santos (Coordenação Política), ex-namorado da prefeita.

Segundo o delegado da PF Ronildo da Silveira, responsável pelo inquérito que investiga a prefeita, os agentes federais no Aeroporto de São Luís estão de sobreaviso para evitar que a prefeita tente fugir do Estado. “Policiais federais estão atrás dela, empenhados no recebimento das informações (sobre a prefeita). Hoje é considerada foragida”, afirma o delegado federal.

Ronildo da Silveira suspeita que toda a licitação de merenda escolar tenha sido fraudada em torno de R$ 900 mil a R$ 1 milhão. O delegado diz ter certeza de que R$ 300 mil, parceladamente, foram desviados no contrato. O valor corresponderia ao que seria pago da licitação a agricultores locais.

“Na hora de pagar os agricultores, o ex-namorado ia ao banco e sacava o dinheiro em conjunto com agricultores. Em seguida, pegava o dinheiro e deixava migalha com eles, muito pouco, para mantê-los calados”, explica o delegado.

O federal conta que as investigações começaram após agricultores afirmarem que recebiam dinheiro, mas não forneciam nenhum alimento para a escola. Chamou a atenção da PF, ainda, a vida que a prefeita ostentava em uma rede social.

“Muitas viagens, (Lidiane) colocava na internet que estava na hora de comprar um carro melhor, veículo de luxo, vivia em festa, fazendo cirurgia plástica”, relata o delegado.

Ostentação e discussões nas redes sociais

Em uma postagem no Instagram, a prefeita diz a uma seguidora: “Antes de ser prefeita, eu era pobre, tinha uma Land Rover. Agora estou numa SW4 [automóvel cujo modelo mais simples custa a partir de R$ 130 mil]. Devia era comprar um carro mais luxuoso porque graças a Deus o dinheiro está sobrando”.

Para a mesma seguidora, ainda disse: “Eu compro o que eu quiser, gasto sim como eu quero. Não estão nem aí para o que acham. Beijinho no ombro para os recalcados”.

No discurso de posse, em 2013, Lidiane prometeu fazer uma “mudança em Bom Jardim” porque, durante a campanha, havia conhecido a “triste realidade” da população carente. Ela também destacou que iria oferecer melhor educação para as crianças.

“Iremos trabalhar junto a este povo tão carente e tão sofrido. Deus sabe o coração que eu tenho, que nesses quatro anos quanto irá dar certo, que Bom Jardim irá para frente, que Bom Jardim irá para um futuro melhor. Que nós teremos mais educação para as nossas crianças. Faremos valer a vontade do povo, foi o povo que me elegeu e é para o povo que eu vou trabalhar”, disse na ocasião, emocionada.

Desigualdade

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Bom Jardim é um dos mais baixos do Brasil. O cálculo do IBGE, que avalia a qualidade de vida de uma comunidade variando de 0 a 1, contemplou Bom Jardim com 0,538, sendo que a média nacional atualmente é 0,730.

Segundo o IBGE, o valor do rendimento nominal médio em Bom Jardim — algo como a renda familiar mensal — é, em média, de R$ 1.096,09.

A cidade de 40 mil habitantes possui uma frota de 625 carros, mas, para dirigir no nível da prefeita, os moradores teriam que economizar sua receita integral por mais de oito anos.

com informações de Agência Estado, Folhapress e Brasil Post

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Grupo de 35 deputados pede afastamento de Cunha

FONTE: BRASIL 247

Manifesto é assinado por integrantes de oito partidos – PT, PPS, PR, PSB, Pros, PSC, PTB, além do PSOL – e tem como base a denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República contra o presidente da Câmara por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato; “A diferença de condição de investigado em um inquérito para a de um denunciado é notória. Neste caso, Cunha é formalmente acusado de ter praticado crimes. Com a denúncia do MP, a situação torna-se insustentável para o deputado, que já demonstrou utilizar o poder derivado do cargo em sua própria defesa”, diz trecho do documento; Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se recusou a comentar a reação dos parlamentares; “Não comento sobre isso, cada um tem direito de fazer o que quer”, disse

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247 – Um manifesto pedindo o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi assinado por 35 deputados federais e divulgado na tarde desta quinta-feira 27. O documento tem como base a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Cunha por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo Janot, o peemedebista recebeu ao menos US$ 5 milhões em propina no esquema de corrupção da Petrobras.

“A diferença de condição de investigado em um inquérito para a de um denunciado é notória. Neste caso, Cunha é formalmente acusado de ter praticado crimes. Com a denúncia do MP, a situação torna-se insustentável para o deputado, que já demonstrou utilizar o poder derivado do cargo em sua própria defesa”, diz trecho do documento”, que tem a adesão de parlamentares de oito partidos. O único correligionário de Cunha que defende seu afastamento é Jarbas Vasconcelos (PE).

O manifesto foi formulado no gabinete do PSOL da Bahia, com a presença de ao menos dez deputados. De acordo com os parlamentares que defendem a saída de Cunha do comando da Casa, a denúncia contra ele é “gravíssima”. Cunha não quis comentar a reação dos colegas contra ele. “Não comento sobre isso, cada um tem direito de fazer o que quer”, disse a jornalistas, quando questionado sobre o assunto.

Assinaram o pedido: Adelmo Carneiro Leão (PT/MG); Alessandro Molon (PT/RJ); Arnaldo Jordy (PPS/PA); Chico Alencar (PSOL/RJ); Chico D”Angelo (PT/RJ); Clarissa Garotinho (PR/RJ); Edmilson Rodrigues (PSOL/PA); Eliziane Gama (PPS/MA); Erika Kokay (PT/DF); Givaldo Vieira (PT/ES); Glauber Braga (PSB/RJ); Heitor Schuch (PSB/RS); Helder Salomão (PT/ES); Henrique Fontana (PT/RS); Ivan Valente (PSOL/SP); Jarbas Vasconcellos (PMDB/PE); Jean Wyllys (PSOL/RJ); João Daniel (PT/SE); Jorge Solla (PT/BA); José Stedile (PSB/RS); Julio Delgado (PSB/MG); Leonardo Monteiro (PT/MG); Leônidas Cristino (PROS/CE); Leopoldo Meyer (PSB/PR); Luiz Couto (PT/PB); Luiza Erundina (PSB/SP); Marcon (PT/RS); Margarida Salomão (PT/MG); Moema Gramacho (PT/BA); Padre João (PT/MG); Pedro Uczai (PT/SC); Sergio Moraes (PTB/RS); Silvio Costa (PSC/PE); Valmir Assunção (PT/BA); Waldenor Pereira (PT/BA).

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Joanna Maranhão cobra panelaço contra Aécio

FONTE: BRASIL 247

Nadadora pernambucana, que em julho fez críticas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, desta vez se posicionou contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), acusado pelo doleiro Alberto Youssef de receber propina no esquema da Lava Jato; “Denúncia de propina de seu laércio e ninguém bateu tramontina na varanda. Se ele sair, quem assume é ele mermo?”, questiona a atleta, irônica, em sua página no Facebook

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Pernambuco 247 – A nadadora Joanna Maranhão voltou a se posicionar politicamente, desta vez criticando o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi acusado na terça-feira pelo doleiro Alberto Youssef, durante a CPI da Petrobras, de ter recebido propina de Furnas no esquema de corrupção investigado na Lava Jato.

“Denúncia de propina de seu laércio e ninguém bateu tramontina na varanda. Se ele sair, quem assume é ele mermo?”, questionou, irônica, a atleta, em uma referência aos panelaços feitos contra o PT e a presidente Dilma Rousseff.

Em julho, Joanna já havia se manifestou contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quando o deputado realizou uma manobra no plenário para conseguir aprovar a redução da maioridade penal para 16 anos.

Ela publicou um vídeo em que dizia que iria competir no Pan-Americano de Toronto para representar os brasileiros, mas não aqueles que apoiavam Cunha. “Já é a segunda vez que amanheço e tomo conhecimento dessas manobras criminosas que Eduardo Cunha tem feito no Congresso, e sinto um desgosto muito grande”, disse na ocasião.

Por estar próximo à competição no Canadá, o superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Ricardo de Moura, disse que pediria aos atletas para que não fizessem manifestações políticas nas redes sociais.

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Protesto no HU de Londrina cobrou nomeação de funcionários para UEL

IMG_7452 IMG_7454“Beto Richa nos traiu. Prometeu e não cumpriu!”. Foi o título do panfleto distribuídos aos motoristas e transeuntes e de faixas empunhadas pelos  servidores técnico-administrativos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e do Hospital Universitário (HU) que protestaram hoje, em frente ao HU, na avenida Robert Koch, para cobrar a nomeação de mais de 200 profissionais aprovados em concurso e que deveriam ser contratados até 31 de julho, conforme promessa do governador Beto Richa. 

O governo para tentar evitar protestos, liberou ontem a noite a nomeação de professores para todas as universidades estaduais. Porém, não autorizou a nomeação dos técnicos-administrativos. Por isso, foi importante o protesto organizado pela ASSUEL na hora do almoço.  

Conforme o diretor da ASSUEL, Adão Brasilino, a contratação dos técnicos serve para diminuir a falta de pessoal na instituição. Do total, 90 profissionais são para o Hospital Universitário (HU).  “A falta de pessoal na UEL e no HU reflete diretamente na qualidade dos serviços prestados para a comunidade”, alerta o diretor da ASSUEL, Adão Brasilino.  

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Jornalista Osmani Costa lança livro “Televisão e Política” em Londrina

A Editora da UEL (Eduel) faz nesta quinta-feira (27), a partir das 18h30, o lançamento de seis livros. A noite de autógrafos será no Museu Histórico de Londrina . O evento comemora também os 20 anos de criação da Eduel que nessas duas décadas já publicou cerca 600 obras.

Entre as obras a serem lançadas, está o livro “Televisão e Política” do jornalista e professor da UEL,  Osmani Ferreira da Costa.

A obra reconstitui, analisa e interpreta as relações políticas e ideológicas estabelecidas entre empresários de comunicação e o Executivo nacional – na maioria intermediada pelo Palácio Iguaçu – que resultaram em concessões para a implantação e funcionamento de 12 emissoras e de três redes regionais de TV no Paraná, de 1954 a 1985.

O texto do livro foi adaptado da tese de doutoramento em História defendida por Costa na Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Assis, em 2012. A pesquisa utilizou como importantes fontes para a captação de dados, análises e confrontações os principais diários paranaenses daquele período: Folha de Londrina, Gazeta do Povo e O Estado do Paraná.

Vale a pena conferir o lançamento, comprar e ler a obra do jornalista Osmani Costa. 

 

 

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