Mês: setembro 2015



Aécio no lado errado da História. De novo!

Artigo de PAULO MOREIRA LEITE, jornalista,  escritor e diretor do 247 em Brasília

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Aécio Neves e demais lideranças conservadoras do Congresso perderam uma ótima oportunidade para tomar uma decisão que interessa ao país, faz bem ao povo e até poderia contribuir para melhorar biografias marcadas por demonstrações frequentes de falta de compromisso com as regras da democracia, como se vê no esforço permanente para encaminhar um projeto de impeachment de Dilma Rousseff sem apoio em fatos ou provas. 

Estou falando da decisão de  questionar a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o financiamento de campanha. Não estamos tratando de matéria secundária, diga-se. Mas da principal porta de entrada da corrupção em nosso sistema político, onde o dinheiro das empresas permite alugar o poder de Estado às costas da vontade do eleitorado. Por uma conjunção astral que ocorre poucas vezes no céu político de um país, os brasileiros conseguiram livrar-se, quem sabe de uma vez por todas, de uma praga que tantos males causou ao regime democrático, tantos desvios trouxe ao uso racional do dinheiro público. Aécio anunciou, ontem, a disposição de tentar revogar a mudança.

O resultado mais visível que essa atitude pode produzir é confirmar um comportamento hipócrita, de quem adora cobrar respeito a lei – quando se trata de acusar adversários – mas se recusa a aceitar uma deliberação legítima da mais alta corte da justiça brasileira, quando o resultado final não  lhe convém. Para um partido que transformou as denúncias da  Lava Jato – todas baseadas em dinheiro de empreiteiras com interesses na Petrobras – em troféu eleitoral, essa atitude é mais do que risível. Mostra uma preocupante, quem sabe incurável, dependência dos partidos de oposição diante das verbas do setor privado.

“Estamos na hora da verdade,” afirmou Gilberto Carvalho, em  entrevista ao programa Espaço Público, ontem a noite. Ministro do governo Lula-Dilma entre 2003 e 2015, hoje presidente do Conselho Nacional do SESI, Gilberto Carvalho é um desses fundadores do PT com autoridade para falar do assunto. Nunca deixou de cobrar autocrítica do partido quando seus dirigentes se envolveram em práticas condenáveis. Para Gilberto Carvalho, “esse debate vai mostrar quem quer enfrentar a corrupção e quem faz demagogia para tirar proveito político.”

Como você há de recordar, há duas semanas o STF definiu, por 8 votos a 3, que as contribuições de empresas privadas são inconstitucionais. Embora houvesse uma maioria nítida a favor da proibição, desde o início, não foi uma decisão fácil. O debate ficou paralisado um ano e cinco meses,  graças a um escandaloso pedido de vistas de Gilmar Mendes. Enquanto isso ocorria no STF, Eduardo Cunha fazia sua parte na Câmara, mobilizando uma maioria formada com volumosas contribuições de empresas para restaurar aquilo que o Supremo pretendia – já tinha votos para isso — eliminar. Se a ideia era criar um impasse, como é fácil supor, deu errado. Após longa espera, o STF seguiu a votação, definiu a proibição por larga margem e Dilma anunciou o veto.

A decisão do STF poderia ser questionável caso os ministros tivessem exorbitado de seu papel. Isso teria acontecido se, por exemplo, eles tivessem formulado leis específicas para campanhas eleitorais – tarefa que escapa ao Judiciário, pois é uma atribuição específica do Legislativo.

Debatendo uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que chegou ao STF em 2011, os ministros limitaram-se a examinar se as leis ordinárias que até hoje autorizavam as contribuições de empresas privadas são compatíveis com a Constituição de 1988. A partir de uma discussão que produziu votos de alta qualidade, capazes de ir a essência de questões sobre a distinção ontológica entre empresas e cidadãos, e também entre o princípio essencial que define o princípio democrático de  1 homem  = 1 voto, como ressaltou o presidente Ricardo Lewandowski, a conclusão é que elas são incompatíveis com princípios constitucionais que punem o abuso de poder econômico.

Os ministros definiram um princípio, sem atravessar uma fronteira, sempre perigosa, de se transformar em legisladores. Agiram com o mesmo método exibido em outros momentos, como em  deliberações sobre células tronco embrionárias e sobre cotas raciais. Imagina-se que irão agir da mesma forma quando chegarem a uma conclusão sobre a liberação ou proibição de drogas.

Seu horizonte consiste em definir o que é direito constitucional, o que não é. No caso das contribuições de campanha, concluiu-se que auxiliar candidatos, inclusive com dinheiro, é uma prerrogativa de quem exerce o direito de votar — coisa que faz parte das atividades de seres humanos, mas não faz parte das atribuições de uma empresa, que sequer são dotados de consciência humana para tanto.

Apoiada na deliberação da mais alta corte do país, o veto de Dilma Rousseff não foi uma decisão isolada. O mesmo projeto que Câmara aprovou tinha sido examinado e reprovado, uma semana antes, pelo Senado, a partir de uma emenda de Vanessa Grazziottin (PC do B-AM).

Apoiada por 70% da população brasileira, conforme o Datafolha, a proibição das contribuições de pessoas jurídicas se apoia na convicção de que  elas não passam de uma rasteira compra de favores.

Esse apoio massivo a decisão que o STF tomou reflete a consciência da maioria dos brasileiros sobre o poder nefasto do dinheiro na definição de uma eleição. A grande lição dos sucessivos escândalos de corrupção — que atingem todos os partidos, em todos as esferas do Estado – mostra que não vivemos um sistema no qual o dinheiro está a serviço do voto, ajudando a pagar despesas e custos de campanhas eleitorais de toda ordem. Isso até seria normal. Criou-se um sistema onde o voto pode ser colocado a serviço do dinheiro, o que é inaceitável.

Este é o debate – e cada um tem a chance de escolher o lado em que pretende ficar.

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Suíça investiga Cunha por corrupção e lavagem

FONTE: BRASIL 247

Aberta em abril na Suíça, a investigação apura o suposto envolvimento do presidente da Câmara em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no esquema da Petrobras investigado pela Operação Lava Jato; segundo o delator João Augusto Rezende Henriques, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebeu propina por vazamento de informação privilegiada na venda de um campo de petróleo no Benin, na África, para a Petrobras; possível conta bancária do deputado, onde teria sido depositado o dinheiro, foi bloqueada por autoridades suíças e as informações repassadas ao Brasil; o valor da propina não foi revelado

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247 – O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está cada vez mais encurralado diante de denúncias que o acusam de ter recebido propina no esquema de corrupção da Petrobras investigado na Operação Lava Jato.

O deputado, que já é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), passa a ser investigado na Suíça por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. Uma conta bancária atribuída a ele, onde teria sido depositado dinheiro do esquema, foi bloqueada e as informações repassadas ao Brasil pelos pesquisadores suíços.

Na última sexta-feira, o lobista João Augusto Rezende Henriques, delator da Lava Jato, revelou à Polícia Federal ter feito um depósito em uma conta na Suíça que depois descobriu ser de Cunha. O valor nem a data foram revelados. O depoimento confirmou as suspeitas dos investigadores suíços.

Segundo João Henriques, Cunha recebeu propina em retribuição à venda de um campo de petróleo no Benin, na África, para a Petrobras. O negócio foi concretizado graças a uma informação privilegiada concedida pelo peemedebista.

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Londrina e interior ficam com menos de 10% dos recursos do Paraná Competitivo

ESTA MATÉRIA MOSTRA COMO O INTERIOR É DISCRIMINADO PELO GOVERNO DO ESTADO, QUE TEM PREFERÊNCIA PELA REGIÃO DE CURITIBA E PONTA GROSSA.

AS INFORMAÇÕES SÃO DO JORNAL DE LONDRINA:

Desde 2011, o governo do Paraná atraiu para Londrina o interesse de apenas quatro dos 203 projetos de construção e ampliação de fábricas dentro do Programa Paraná Competitivo. O projeto do governo estadual viabiliza incentivos fiscais e empréstimos para a iniciativa privada.

A maior parte dos investimentos do programa ficou mesmo para a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e para a região dos Campos Gerais. Ambas “abocanharam” quase 90% dos recursos (R$ 22,1 bilhões), embora sejam responsáveis por 51,3% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

Ao mesmo tempo, as outras oito regiões do Paraná – responsáveis por gerar 48,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado – ficarão com somente 8,3% dos investimentos totais do Paraná Competitivo (R$ 2,1 bilhões).

Outras empresas, responsáveis por 2,3% do desembolso, ainda não têm definição de onde vão se instalar, se na capital ou no interior. Os números foram calculados pela Gazeta do Povo com base em uma lista de 203 projetos incluídos no regime de incentivos fiscais desde 2011, quando lançado pelo governo estadual.

Empreendimentos que aderem ao Paraná Competitivo conseguem adiar, por dois a oito anos, o pagamento de 10% a 90% do ICMS gerado pela ampliação das atividades. No bolo, também entram empréstimos do Banco Regional de Desenvolvimento (BRDE) para viabilizar as ampliações.

Na prática, o Estado abre mão de arrecadar agora parte do ICMS para recebê-lo futuramente. A Secretaria da Fazenda, no entanto, não revela o tamanho da renúncia fiscal temporária. O cálculo seria impossível: “Sem os incentivos não é possível afirmar que o investimento seria feito no estado, por causa da guerra fiscal”, afirmou a secretaria, em nota.

Os quatro de Londrina

Os quatro projetos de ampliação de indústrias em Londrina injetam R$ 27 milhõesem recursos privados e incentivos públicos. O pacote deve gerar cerca de 700 empregos. Todo o Norte do Paraná, responsável por 17,3% do PIB fica com só 1,7% dos investimentos do Paraná Competitivo.

Professor e pesquisador de Desenvolvimento Regional da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Jandir Ferreira de Lima, explica que a ida de empresas para Ponta Grossa e arredores tem a ver com uma saturação na região de Curitiba. “E quem olha para o entorno da capital em busca de alternativas nota que Ponta Grossa está relativamente próxima do Porto de Paranaguá e tem rodovia duplicada, um grande entroncamento ferroviário e mão de obra qualificada”.

Polarização dos investimentos

A fatia da Grande Curitiba, com 45% dos recursos, é semelhante à sua parcela na geração de riquezas do estado (45,5%). A concentração desproporcional de investimentos em apenas duas regiões do estado se deve, portanto, ao sucesso dos Campos Gerais.

A região, responsável por 5,9% do PIB paranaense, atraiu 44,3% dos investimentos anunciados desde 2011. De seus 14 municípios, nove têm projetos no Paraná Competitivo, dos ramos mais diversos. Estão na lista cooperativas, madeireiras, fábricas de embalagens, de tubos de PVC, indústrias químicas, do setor automotivo e outras.

Há companhias ampliando a produção, como a cervejaria Heineken, e também recém-chegadas, caso de sua concorrente Ambev. Também está no rol a construção da fábrica de celulose da Klabin em Ortigueira, ao custo de R$ 7 bilhões, o maior projeto em andamento no estado, e a ampliação da papeleira da empresa em Telêmaco Borba, estimada em R$ 230 milhões.

Partilha

Consultor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), o economista Marcos Rambalducci defende que o Paraná Competitivo – bem como qualquer outro programa de geração de empregos com incentivos públicos – deveria ser “melhor partilhado” com o interior.

“Precisamos de novos critérios para concessão de benefícios a empresas e isso poderia ser feito por meio do próprio PIB ou da quantidade de empresas existentes em cada região. A maneira correta de garantir incentivos é carimbá-los para o interior”, aponta.

Segundo ele, apesar de todas as informações sobre o Paraná Competitivo e demais programas estarem disponíveis na internet – o que, em tese, permitiria a adesão de qualquer empresa cumpridora dos requisitos – o acesso de quem está “perto do poder” é, naturalmente, facilitado.

“Quando as empresas estão geograficamente mais próximas de quem dá acesso aos recursos, acaba existindo essa concentração. O interior sempre tem mais dificuldades de conquistar benefícios”, aponta.

As empresas do Paraná Competitivo na região:

Londrina:

1 – Gloriamed do Brasil – R$ 9 milhões, 10 empregos gerados

2 – Laboratório Vencofarma do Brasil – R$ 5 milhões, 141 empregos

3 – Officer – R$ 10 milhões, 50 empregos

4 – Sonhart – R$ 2 milhões, 500 empregos

Cambé:

Cooperativa Integrada – 10 empregos, R$ 6 milhões em investimentos

Apucarana:

KPS Industrial – 340 empregos, R$ 1 milhão em investimentos

Arapongas:

Frango DM. Ind. E Comércio de Alimentos – 44 empregos, R$ 2 milhões em investimentos

Ibiporã:
Saint-Gobain 20 empregos, R$ 20 milhões em investimentos

Rolândia:

1 – Agrícola Jandele – 3974 empregos, R$ 17 milhões em investimentos

2 – Granjeiro Alimentos – 0 emprego, R$ 9 milhões em investimentos

Tamarana:
Papelão Apucaraninha – 93 empregos, R$ 2 milhões em investimentos

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Adolescentes do União da Vitória são ouvidos pelos vereadores

Informa o jornalista Fábio Silveira, que os adolescentes do União Vitória estiveram hoje a tarde na sessão da Câmara, com o objetivo de convidar os vereadores a ir ao bairro e discutir os problemas do União com in loco. Saíram da Câmara com duas promessas do presidente da Casa, Fábio Testa (PPS). A primeira é de que os vereadores marcarão uma data para a visita. A segunda é abrir uma agenda com o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) para que os adolescentes sejam ouvidos.

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PCdoB divulga nota sobre desfiliação de João Derly e Aliel Machado

FONTE: PORTAL VERMELHO

A direção nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) divulga nota, nesta terça-feira (29), sobre o desligamento de Aliel Machado (PR) e João Derly (RS), eleitos deputados federais no pleito de outubro do ano passado.

Segue a íntegra da nota abaixo:

Nota da direção nacional do PCdoB sobre a desfiliação dos parlamentares Aliel Machado e João Derly.

O Partido Comunista do Brasil, ao longo de seus 93 anos de trajetória, se caracteriza pelo compromisso com a independência nacional, a democracia, o desenvolvimento, os interesses dos trabalhadores e a justiça social, e a luta por construir um Brasil socialista.

Neste momento difícil da nação, onde forças conservadoras e oportunistas operam para desestabilizar o país e defendem abertamente o golpe, o PCdoB não titubeia de que lado está. A defesa da democracia e do mandato da presidenta Dilma é um divisor no cenário político brasileiro.

Concebemos a atividade política como ação coletiva em busca de transformações sociais. Nossa militância – principal patrimônio do partido – atua nas batalhas eleitorais com garra e brio para eleger nossos representantes, convictos de que são mandatos que representam um instrumento coletivo da luta política.

Estes princípios fazem do PCdoB um partido respeitado e admirado por todas as forças políticas do país. Não somos um partido de conveniências, que navega ao sabor dos ventos. Estas convicções têm atraído inúmeras lideranças para o partido, na busca de contribuir para um país soberano e para a emancipação de nosso povo.

A saída de dois parlamentares eleitos com a decisiva participação de nossa militância – João Derly (Rio Grande do Sul), e Aliel Machado (Paraná) – não combina com as ideias de uma política diferente e renovadora, mas sim com práticas de uma velha política. A atitude foi agravada pela forma, pois a direção foi informada na última hora. Além do que, os pretextos apresentados não se justificam, dado que, as posições da bancada são reflexos da linha partidária. Na verdade, a atitude dos dois parlamentares coloca interesses personalistas acima do projeto coletivo partidário.

Nosso partido é como um trem, tem seu destino, sua missão histórica de superar o capitalismo. Em algumas estações alguns entram, outros saem, mas seguimos nosso rumo. Firmes com coragem e convicção de que fazer política não pode ser resultado de conveniências momentâneas, ou projetos individuais. O PCdoB continuará lutando contra os retrocessos e a agenda conservadora, e pelo aprofundamento das mudanças que o Brasil precisa.

São Paulo, 29 de setembro de 2015

Dep. federal Luciana Santos
Presidenta do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

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Deputados aprovam pacotaço anticrise de Beto Richa

Fonte: Jornal de Londrina

Por 34 votos contra 16, a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou nesta terça-feira (29), em segunda e terceira discussão, o pacotaço anticrise proposto pelo governador Beto Richa (PSDB). O texto, que recebeu 44 emendas, foi aprovado pelos parlamentares com 18 emendas.

Lançado no dia 3 de setembro com propostas para driblar a crise econômica, o pacote foi construído basicamente para engordar os cofres do estado, que, até agosto, já registravam um superávit de R$ 2 bilhões. No total, a proposta engloba quase duas dezenas de medidas que vão de mudanças na cobrança de ICMS, IPVA e ITCMD – o imposto sobre heranças e doações − até alterações na Paranaprevidência.

Veja as alterações apresentadas ao “pacote anticrise” do governo que foram aceitas – ou rejeitadas – ao texto final da proposta:

APROVADAS

– Retira do texto a regra de alíquotas progressivas do ITCMD, que passa a tramitar em um projeto separado.

– Mantém isenção do pagamento de herança − seja qual for o valor envolvido – a herdeiros que morem no imóvel da pessoa que morreu e que não tenham outros imóveis.

– Isenta do pagamento de ITCMD negociações até R$ 25 mil.

– Garante isenção de imposto por herança para propriedade rural até 25 hectares, desde que seja o único imóvel do herdeiro e que a produção agrícola do local represente o sustento da família.

– Suprime do texto a regra de que o valor venal do bem para cálculo do ITCMD é o total do bem negociado em condições normais de mercado para compra e venda à vista.

– Elimina do texto a previsão de que a ocorrência do fato gerador do imposto sobre herança seja a data do fato jurídico ou da formalização do ato jurídico, nos casos que não envolvem abertura de sucessão legítima ou testamentária e substituição de fideicomissário.

– Determina que a base de cálculo para o imposto sobre doações com reserva do usufruto ou na instituição gratuita em favor de terceiros seja de metade do valor do bem – e não o valor venal.

– Mantém a obrigação de o governo pagar o mesmo porcentual que os aposentados recolhem à Paranaprevidência.

– Mantém a exigência de que o Executivo precisa da autorização da Assembleia para vender ações de empresas públicas e de economia mista, como Copel e Sanepar.

– Mantém a obrigação de que escolas públicas e privadas do estado tenham ao menos um nutricionista entre seus funcionários, para controlar a qualidade dos alimentos servidos aos estudantes.

– Inclui na lei orçamentária as rubricas das despesas correspondentes ao Fundo de Combate à Pobreza.

– Determina que o adicional de 2% do ICMS destinado ao Fundo de Combate à Pobreza pode ser apropriado por contribuinte do imposto.

– Determina que o Fundo de Combate à Pobreza também se destine a programas de acessibilidade urbana.

– Veda que recursos não usados ao longo do ano pelo Fundo de Combate à Pobreza sejam incorporados ao caixa geral do estado.

– Determina que o Conselho Consultivo e de Acompanhamento do Fundo de Combate à Pobreza deve encaminhar à Comissão de Fiscalização da Assembleia relatório mensal de atividades, bem como prestação de contas do fundo.

– Determina que apenas valores monetários – e não as alíquotas – envolvendo o ICMS poderão ser atualizados anualmente pelo IPCA.

Estipula alíquota de 1% de IPVA para veículos com propulsão elétrica e mantém esse índice para aqueles que utilizam gás natural como combustível.

– Mantém a exigência de o Executivo e suas autarquias, a Defensoria Pública e o Ministério Público pagarem custas e taxas judiciárias.

– Elimina a previsão de que o consumidor final e as transportadoras deverão recolher a diferença de ICMS interestadual caso a empresa responsável não o faça à Receita do Paraná.

REJEITADAS

– Retirava do projeto todos os artigos que tratam do ITCMD, e não apenas o que altera o porcentual das alíquotas.

– Mantinha a exigência de o Executivo e suas autarquias, a Defensoria Pública e o Ministério Público pagarem custas e taxas judiciárias.

– Mantinha nas mãos da Paranaprevidência – e não no caixa geral do Executivo − o dinheiro obtido com a venda aos bancos da gestão da folha dos inativos e pensionistas.

– Previa que o Fundo de Combate à Pobreza também se destinasse ao incentivo de programas de adoção de menores e à recuperação de toxicômanos e alcoólatras.

– Vedava que recursos não usados ao longo do ano pelo Fundo Paraná – destinado à ciência e tecnologia – fossem incorporados ao caixa geral do estado.

– Tentava garantir que os 2% do ICMS reservados para o Fundo de Combate à Pobreza se mantivessem vinculados à destinação obrigatória aos municípios e à saúde e educação.

– Impedia o Executivo de remanejar até 0,5% dos recursos destinados ao Fundo Paraná e ao financiamento de pesquisas nas instituições de ensino superior.

– Mantinha a dispensa de créditos tributários do ITCMD até 31 de dezembro de 2007 e iguais ou inferiores a R$ 1,5 mil.

– Previa a realização de plebiscito para vender ações de empresas públicas e de economia mista, como Copel e Sanepar, quando envolver o controle societário das mesmas.

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“Pedalada” de Beto Richa pode PSDB?

Em meio às acusações do PSDB nacional de crime de responsabilidade fiscal contra a presidente Dilma Rousseff pelas chamadas “pedaladas fiscais”, o governador Beto Richa lançou mão da sua própria pedalada. Conforme publicação em Diário Oficial da última sexta-feira (25), o tucano revisou o déficit de quase R$ 1 bilhão das contas estaduais em 2014 para um rombo menor, de cerca de R$ 180 milhões. Além disso, reduziu em R$ 3,5 bilhões a meta do resultado primário – receitas menos despesas – para o ano passado, que passou a prever déficit em vez de superávit. A mudança evita uma possível reprovação dos números por parte do Tribunal de Contas do Paraná (TC).

A pedalada foi a fórmula encontrada para adequar contabilmente a legislação ao rombo das contas estaduais em 2014, apesar de o orçamento em questão já estar encerrado há quatro meses na data de aprovação e sanção da lei. Na prática, Richa ganhou aval para descumprir a meta fiscal que ele próprio havia previsto para o ano passado.

Além de alterar a previsão do resultado primário, a retificação do Executivo reduziu o déficit consolidado de 2014. O rombo de R$ 934,2 milhões apurado no fim do ano passado transformou-se em um furo de caixa de R$ 177,9 milhões nove meses depois.

Em dezembro do ano passado, o Congresso Nacional aprovou medida idêntica do governo federal em meio a duras críticas da oposição, sobretudo do PSDB – mesmo partido de Richa. Falando em golpe do Palácio do Planalto e em impeachment de Dilma, os tucanos ressaltaram que o artigo 85 da Constituição estabelece como crime de responsabilidade do presidente da República atentar contra a Lei Orçamentária. Citaram também a Lei 1.079/1950, que enquadra nos crimes de responsabilidade contra o orçamento “infringir, patentemente, e de qualquer modo, dispositivo da lei orçamentária”.

Informações do Jornal de Londrina

Qual a moral do PSDB de pedir o impechment da presidente Dilma com base nas “pedaladas” do governo Federal se a mesma prática é adotada pelos governos tucanos? Pimenta nos olhos dos outros é refresco!

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Deputado federal Aliel Machado troca PCdoB pela REDE

O deputado federal paranaense, Aliel Machado, confirmou na tarde de hoje(28) sua mudança de partido político quando deixou o PCdoB para filiar-se ao Rede Sustentabilidade, recentemente oficializado. Salientou que a mudança foi necessária em função das divergências de condução no Estado e de decisões em Brasília estavam expondo tanto o PCdoB quanto o seu mandato. 

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Aliel considera que na Rede consegue mais apoio político na disputa da prefeitura de Ponta Grossa. Na cidade, Aliel Machado pode enfrentar Marcelo Rangel (PPS), atual prefeito, e os deputados Plauto Miró (DEM), Marcio Pauliki (PDT) e Péricles de Melo (PT).  

Em mensagem pela rede social, o político frisou aos camaradas que trocou de partido, mas não mudou suas convicções. “Não mudei de lado, não mudei de convicções, infelizmente o momento atual, para quem está no congresso nacional exige uma mudança, estou indo para um partido em construção, que começará a traçar sua trajetória, que traz em suas fileiras lideranças progressistas e de esquerda….Nunca trai os meus princípios e estávamos em um momento onde as divergências de condução no estado e de decisões em Brasília estavam expondo tanto o PCdoB quanto o mandato.

Muitas coisas aconteceram, porém com equívocos de pessoas, portanto não vou publicizar para não acharem que isso é o PCdoB porque não é. Todo rompimento é dolorido e desgastante porém quero que fique claro para todos que ajudaram a construir a história do PCdoB em nossa cidade que saio com o a cabeça erguida e reconheço que sem vocês não teríamos feito muita coisa que fizemos nas nossas batalhas por uma cidade mais justa e menos preconceituosa…

Aceitei um novo desafio, acredito nele e vou defendê-lo, não precisam concordar, mas espero que respeitem minha decisão e continuem contando comigo para que dentro do nosso campo possamos continuar a combater as desigualdades e a defender as minorias, a participação popular e a democracia.Aceito as críticas e me coloco a disposição para dialogar com quem achar necessário.

O PCdoB-PR perde seu único parlamentar na Câmara dos Deputados.

Aliás, a REDE fisgou outro deputado comunista.  O ex-judoca gaúcho  João Derly trocou o PC do B pelo novo partido de Marina Silva. É o primeiro deputado federal da Rede Sustentabilidade no Rio Grande do Sul. 

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Prefeita ostentação se entrega à Polícia Federal

FONTE: PRAGMATISMO POLÍTICO

Após 39 dias foragida, “prefeita ostentação” se entrega à Polícia Federal. Lidiane Leite, 25, é suspeita de desviar milhões em verbas da educação. A jovem, que levava uma vida humilde antes de entrar na política, ganhou o apelido por publicar fotos de viagens para o exterior, festas, carros e roupas de luxo

Prefeita ostentação Lidiane Leite
A ex-prefeita de Bom Jardim (MA), Lidiane Leite da Silva(sem partido), se apresentou na superintendência da Polícia Federal em São Luís, no início da tarde desta segunda-feira (28). Ela chegou ao local acompanhada de advogados e entrou pelos fundos do prédio. A prefeita estava foragida havia 39 dias.

Lidiane deve prestar depoimento e passar por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) de São Luís. Ela ficará detida na sede do Corpo de Bombeiros.

Ela é acusada de desviar recursos destinados à merenda escolar, reforma e construção de escolas no município.

Lidiane foi cassada do cargo no começo do mês, quando os vereadores realizaram sessão e entenderam que a perda o cargo ocorreria porque a Lei Orgânica do município diz que o prefeito não pode se afastar por mais de dez dias sem comunicar a Casa.

Vida humilde

Antes de se tornar prefeita por acaso e passar a ostentar uma vida de luxo nas redes sociais, a jovem vendia leite na porta da casa da mãe para sobreviver e viu a vida mudar após iniciar namoro com o fazendeiro Beto Rocha, que possui patrimônio em torno de R$ 14 milhões.

Em 2012, o empresário foi candidato a prefeito, mas teve a candidatura impugnada e lançou a namorada pelo PRB. Lidiane acabou eleita com 50,2% dos votos válidos (9.575) frente ao principal adversário, o médico Dr. Francisco (PMDB), que obteve 48,7% (9.289).

Ostentação

Após a eleição, a rotina de ostentação, marcada por viagens, festas, roupas caras, veículos e passeios de luxo passou a ser divulgada pela prefeita nas redes sociais. “Eu compro é que eu quiser. Gasto sim com o que eu quero. Tô nem aí pra o que achem. Beijinho no ombro pros recalcados”, comentou na internet.

Em outro post, ela disse: “Devia era comprar um carro mais luxuoso pq graças a Deus o dinheiro ta sobrando (sic)”.

Antes da repercussão das denúncias de desvios de verbas da educação, a prefeita já havia sido afastada do cargo três vezes. Com as investigações e a prisão decretada, a prefeita ficou sem partido.

Tanto o Partido Republicano Brasileiro (PRB), pelo qual ela se candidatou e se elegeu prefeita em 2012, quanto o Partido Progressista (PP), ao qual anunciou filiação em julho deste ano, negaram que gestora municipal esteja filiada a eles.

Bom Jardim

A cidade tem população estimada em 40.405, segundo o site do IBGE, e fica no Vale do Pindaré, na região oeste do Maranhão. Com índice de 0,538, ocupa a 175ª posição no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), da Organização das Nações Unidas (ONU), que analisa o acesso à educação, renda e expectativa de vida.

É considerada a segunda pior cidade para se viver no Vale do Pindaré, composto por 22 outros municípios. Após os escândalos envolvendo a prefeita da cidade, parte da população foi às ruas protestar pelo fim da corrupção.

com informações de AE, UOL e Folhapress

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Adolescentes do União da Vitória participam da sessão da Câmara de Londrina

Os adolescentes do Instituto União para Vitória, que fica no conjunto União da Vitória, na região sul de Londrina, participam amanhã (dia 29), às 14h, da sessão da Câmara. O objetivo é convidar os vereadores a visitarem e participar de um bate papo na Instituição e conhecer a realidade do bairro.

O Instituto União para Vitória desenvolve oficina de política, para conscientização individual e coletiva dos educandos.

Eles foram retratados recentemente pelo jornalista Fabio Silveira, do Jornal de Londrina, que organizou uma pesquisa com 50 adolescentes. O resultado não foi satisfatório para Dilma, Richa e Kireeff. Os jovem reprovaram os governos federal, estadual e municipal. Eles ainda destacaram que o União da Vitória está abandonado pelo poder público.

Os adolescentes querem que as autoridades ouçam suas demandas.

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