Mês: novembro 2015



Pronto-socorro do HU em Londrina está superlotado há pelo menos três anos, aponta MP

Informações de Guilherme Batista, repórter do portal BONDE

Levantamento feito pela Promotoria de Defesa da Saúde Pública em Londrina aponta que o pronto-socorro do Hospital Universitário (HU) não ficou um mês sequer sem superlotação desde janeiro de 2013. Pela pesquisa, a unidade, com capacidade máxima para 48 pacientes, abrigou, no mínimo, 67 pessoas internadas por mês nos últimos três anos.

O número mínimo foi registrado, justamente, em janeiro de 2013. De lá para cá, a superlotação não parou de aumentar, conforme o levantamento do Ministério Público (MP).

Em 2013, o pico de internamentos no pronto-socorro aconteceu no mês de maio, quando a unidade abrigou 84 pessoas. Já no ano passado, o número de pessoas internadas no hospital, ao mesmo tempo, variou entre 70 (agosto) e 85 (abril). E a superlotação continuou neste ano, segundo o relatório do MP.

Os meses de 2015 com menos pacientes no pronto-socorro do HU foram janeiro e março (68). Já o mês mais ‘superlotado’ foi abril, quando a unidade deu abrigo para 86 pacientes.

No relatório, o MP concluiu que o “referido hospital operou nos anos de 2013, 2014 e 2015 com uma média de superlotação de 55% acima de sua capacidade”.

Ampliação

O levantamento serviu de base para um ofício enviado ao HU na última sexta-feira (27). Na recomendação, o promotor Paulo Tavares pede para que o hospital informe quando o pronto-socorro vai receber as já anunciadas obras de ampliação. O governo chegou a divulgar que havia liberado o dinheiro necessário (R$ 3,6 milhões) para a reforma em julho deste ano, mas, até agora, os serviços não foram iniciados.

No ofício, o promotor solicita, ainda, que o hospital esclareça se já tem dinheiro para comprar os equipamentos necessários para a unidade após a reforma, e se o número atual de funcionários é suficiente para atender a futura demanda.

O documento foi enviado à diretora clínica do HU, Susana Lilian Wiechmann. O Bonde tentou contato com a assessoria de imprensa do hospital, para saber quando o ofício do MP será respondido, e recebeu a informação de que a instituição deve se pronunciar ainda nesta segunda-feira (30) sobre o caso, o que não aconteceu.

A assessoria comunicou, apenas, que o dinheiro anunciado pelo governo em julho ainda não foi enviado para o hospital. O encaminhamento da verba depende de uma autorização da Secretaria Estadual de Saúde, segundo o HU.

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Justiça Eleitoral: “não mexam no meu, dane-se a lei”

POR FERNANDO BRITO, do blog TIJOLAÇO

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A esdrúxula portaria da Justiça Eleitoral dizendo que não pode realizar as eleições municipais de 2016 se no contingenciamento  a que está sendo obrigado o Governo eleitoral – obrigado, sim, porque há dinheiro, mas não Orçamento e a Presidenta se expõe a ser enquadrada na Lei de Responsabilidade Fiscal – se o Executivo não lhe der, já e já, os R$ 200 milhões para comprar urnas eletrônicas é uma das maiores demonstrações de cinismo que já assisti na vida.

“A demora ou a não conclusão do procedimento licitatório causará dano irreversível e irreparável à Justiça Eleitoral. As urnas que estão sendo licitadas tem prazo certo e improrrogável para que estejam em produção nos cartórios eleitorais. Na espécie, não há dúvida que o interesse público envolvido há que prevalecer, ante a iminente ameaça de grave lesão à ordem, por comprometer as Eleições Eletrônicas Municipais de 2016”, diz o texto.

Mas porque as eleições não podem ser feitas com as mesmas urnas que usamos no ano passado?

Ah, porque precisam ser colocadas novas urnas que aceitem a identificação biométrica, complicada e, pior, inócua.

Não se tem notícia de fraude fazendo uma pessoa votar em lugar de várias outras. Montar uma fraude assim é antes de tudo, burro: para obter 300 votos, seria necessário mobilizar 30 pessoas, cada uma delas votando 11 vezes (as 10 falsas e a sua, verdadeira), com 300 identidades ou títulos eleitorais falsos e acesso aos arquivos do TSE, pois não daria certo se o eleitor “clonado” já tivesse aparecido para votar. O “esperto” se arriscava a ser detido num piscar de olhes e a fraude na identidade verificada.

E isso para conseguir uma quantidade de sufrágios que só é garantia de eleição em municípios muito pequenos.

No municipio onde moro, a introdução das urnas eletrônicas causou uma confusão, com atrasos e filas fenomenais e mereceu um comentário deliciosamente mortal do presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Bernardo Garcez, que definiu: “as urnas biométricas foram uma solução para um problema inexistente”.

Em dúzias de países, onde se acha necessário cuidar que um eleitor não vote mais de uma vez, faz-se um tracinho com tinta que não sai por 24 horas e ninguém acha absurdo. As jovens da Índia, aí na foto, não parecem nada aborrecidas com a marquinha na ponta do dedo, assinalando que já votaram. A Índia, como se sabe, tem tecnologia para fazer foguetes orbitais e até uma bomba atômica, será que não saberia fazer um “bota-dedão” biométrico?

Mas no Brasil o dinheiro está sobrando, não é?

Nunca vi ou imaginei que um tribunal pudesse dizer a um governante: “descumpra a lei, mas não mexa no meu dinheiro”.

Ou será que já vi, não com o dinheiro, mas com a reputação, nas prisões da semana passada?

Só faltou suas excelências mandarem cortar nos remédios, na merenda, no Bolsa-Família, mas não, nunca, jamais, em tempo algum, na sua compra de “urninhas pra dedão”.

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Zelotes: Ministério Público pede a condenação de mais 16 envolvidos

Dezesseis pessoas foram denunciadas hoje (30) pelo Ministério Público Federal (MPF) por suposto envolvimento em negociações irregulares para a aprovação de medidas provisórias, emendas, sanções e vetos em projetos de lei. De acordo com os investigadores, foram identificadas práticas de crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e extorsão.

A nova frente de investigações da Operação Zelotes tem como origem materiais recolhidos durante as apurações de irregularidades cometidas no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

De acordo com o procurador regional da República José Alfredo de Paula Silva, uma das organizações criminosas investigadas agiu “para viabilizar a aprovação de legislação que concedeu benefícios fiscais a empresas do setor automobilístico”, o que resultou na abertura de um inquérito específico para o caso. “Para nossa surpresa, as investigações revelaram que uma organização criminosa tinha como atividade a compra de medidas provisórias no país, e atuavam em todas as frentes: na edição, na fase de emendas e na fase de sanção e veto”

Em meio às diligências feitas contra as empresas SGR Consultoria Empresarial (fundada pelo ex-auditor fiscal da Receita Federal Eivany Antônio da Silva) e a Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia Corporativa (M&M), foram identificadas ações para atender a interesses da montadora MMC junto ao Carf, última instância administrativa na esfera tributária, e obter decisões favoráveis a ela.

CONTINUAR LENDO: http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2015-11/zelotes-ministerio-publico-pede-condenacao-de-mais-16-envolvidos

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DATAFOLHA: 81% querem afastamento de Cunha

FONTE: BRASIL 247

Índice de insatisfação com o presidente da Câmara dos Deputados cresce entre o público feminino, os mais ricos e os de maior nível de escolaridade; pelo levantamento, apenas 7% são contra a cassação do deputado, enquanto 4% são indiferentes e 9% não souberam responder; alvo de crescentes protestos, especialmente das mulheres contra a pauta conservadora, Cunha responde a processo no Conselho de Ética por mentir sobre existência de uma conta na Suíça com US$ 5 milhões, supostamente produto de propina em contratos da Petrobras; pesquisa mostra ainda que a agonia do parlamentar fluminense impacta negativamente a imagem do Congresso Nacional, que atingiu seu menor nível desde 1993

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247 – Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha nos dias 25 e 26 de novembro revela que 81% dos brasileiros acham que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deveria ter o mandato cassado. O parlamentar é investigado pela Operação Lava Jato, acusado de ter recebido US$ 5 milhões de propina. Cunha mentiu ao Congresso, em depoimento da CPI da Petrobras, alegando que não tinha dinheiro no exterior, razão pela qual é processado no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar. Ele nega que tenha cometido irregularidades.

No levantamento, 7% são contra a cassação do deputado, enquanto 4% são indiferentes e 9% não souberam responder. Na estratificação, 90% dos eleitores com nível superior de escolaridade querem a cassação de Cunha, percentual idêntico ao apurado entre o segmento dos mais ricos, aqueles com renda familiar mensal acima de dez salários mínimos.

A taxa de eleitores favoráveis à cassação do peemedebista é alta mesmo entre os simpatizantes do PMDB identificados pela pesquisa: 81% deles defendem este caminho.

Cunha foi motivo de vários protestos nas últimas semanas, convocados principalmente por organizações femininas, em repúdio à pauta conservadora do parlamentar, como o projeto que cria normas que dificultariam o aborto nos casos previstos em lei.

A imagem do Congresso Nacional também está muito deteriorada. A taxa dos que avaliam o desempenho de deputados e senadores como ruim ou péssima deu um salto para 53%. Ela vinha caindo desde o início do ano, de 50% para 42%.

Esse patamar de desaprovação ao Congresso é o segundo pior desde abril de 1993, quando o Datafolha fez a pergunta pela primeira vez. Em setembro daquele ano, 56% anotaram ruim ou péssimo.

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Toffoli: STF viu tentativa de intimidação da Justiça

FONTE: BRASIL 247

Ministro do Supremo Tribunal Federal, que votou pela prisão de um senador e de um banqueiro, diz em entrevista que a corte ficou impressionada com o fato de André Esteves portar um rascunho das anotações pessoais da delação de Nestor Cerveró; “Isso é uma intimidação para a Justiça”, afirmou; disse ainda que “é grave você se intrometer e atrapalhar uma investigação”, referindo-se a Delcídio do Amaral; o ministro confirma que recebeu o então líder do governo em seu gabinete no STF, mas que a Operação Lava Jato não esteve entre os temas da conversa: “Todos nós estamos sujeitos a isso. Eu, por exemplo, recebo advogados, recebo partes, recebo parlamentares. Faz parte da convivência”

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247 – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que o banqueiro André Esteves e o senador Delcídio Amaral (PT-MS) tentaram intimidar a Justiça. Os dois estão presos por obstrução da Justiça após um áudio de uma conversa comprovar que ambos articulavam impedir o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró de fazer a delação premiada. Em troca, seria organizada uma fuga para o delator, além do pagamento de mesada mensal de R$ 50 mil.

Ao ser questionado pelo jornal O Globo, Toffoli afirmou que o que mais impactou os colegas no episódio que resultou no decreto histórico de prisão de um senador no exercício do mandato foi o fato de que o banqueiro André Esteves tinha um rascunho com as anotações pessoais de Cerveró sobre o que ele falaria na delação premiada. “Ou seja, ele teve acesso à cela onde está o Cerveró. Isso é uma intimidação para a Justiça. Como ressaltou o procurador-geral da República, esse tipo de vazamento tem que ser apurado”, defende.

Ao ser questionado sobre o fato de ter recebido Delcídio em seu gabinete, Toffoli afirmou que esse é o ônus do cargo. “É triste ver isso. É isso que choca. O ministro Teori, o ministro Gilmar e eu não conversamos com a pessoa sobre esse tema. Nunca o senador Delcídio abordou eventual habeas corpus comigo. Mas nas gravações ele falava: ‘olha, possivelmente vamos conseguir’”.

Tofolli diz ainda ser muito grave a tentativa de obstrução de uma investigação. “É uma situação inimaginável, de uma desfaçatez inimaginável. Não quero aqui fazer nenhum prejulgamento, mas é grave você se intrometer a atrapalhar uma investigação, e foi o que ocorreu.” O ministro afirmou que a reação dele e dos colegas Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cármen Lúcia foi “de choque, de tristeza” ao serem confrontados por Teori Zavaskci com o pedido de prisão, aprovado naquele momento.

“O ministro Zavascki me ligou na terça-feira, na hora no almoço, um pouco antes da sessão, que começa às 14h, e disse que queria conversar comigo sobre um assunto sério. Ele disse que tinha uma decisão a ser tomada e gostaria de saber a opinião dos colegas da turma e, eventualmente, até levar isso para o colegiado, para decidir na forma de uma questão de ordem. Eu disse que chegaria ao Supremo um pouco antes da sessão e iria direto ao gabinete dele. Ele disse desde logo, diante da gravidade, que era o caso de prisão, que era o caso de flagrância.”

Questionado se não acharia estranho que Delcídio mantenha o mandato estando preso, Toffoli respondeu que , como a prisão é cautelar, que o senador não perde os direitos políticos. “É uma situação muito constrangedora. Mas o Judiciário não age por conta própria. Tem que haver um pedido para examinarmos o caso.”

E defendeu a corte dizendo que não é de agora que o STF vem demonstrando maior vontade de punir altas autoridades públicas: “Criou-se uma lenda urbana de que, no passado, não se julgava nem políticos, nem pessoas poderosas no Brasil. Isso é uma falácia. É que, antes, os parlamentares tinham uma imunidade formal. Para serem processados, era preciso ter a autorização da Câmara ou do Senado. Foi a Emenda Constitucional 35, de dezembro de 2001, que autorizou o andamento desses processos. Então, de lá para cá é que o Supremo pode investigar e julgar esses casos. Isso tem que ficar muito claro. Quero fazer uma defesa da história do Supremo. Não existe um Supremo do passado, que não julgava, e um do presente, que é melhor. Era um bloqueio constitucional que impedia essas investigações.”

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População vê corrupção como maior problema

FONTE: BRASIL 247

Considerado um dos maiores escândalos da história do Brasil, o esquema de desvio de dinheiro por meio de propina desvendado pela Operação Lava Jato é peça-chave no momento de desconfiança, e faz a população eleger a corrupção como o maior problema do País hoje; pesquisa Datafolha divulgada neste sábado traz pela primeira vez desde que o levantamento começou a ser feito, em 1996, o tema como campeão das preocupações dos brasileiros; desde 2008, a saúde era apontada como principal problema; nos governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula, a corrupção era o maior problema para apenas 9% dos entrevistados

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247 – Considerado um dos maiores escândalos da história do Brasil, o esquema de desvio de dinheiro por meio de propina desvendado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, é peça-chave no momento de desconfiança, e faz a população eleger a corrupção como o maior problema do País hoje.

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado traz pela primeira vez desde que o levantamento começou a ser feito, em 1996, o tema como campeão das preocupações dos brasileiros. Desde 2008, a saúde era apontada como principal problema.

Segundo a pesquisa, realizada nos dias 25 e 26 últimos, 34% dos 3.541 entrevistados elegeram a corrupção como maior problema. Em segundo lugar, ficou a saúde (16%), seguida pelo desemprego (10%) e educação e violência (empatados com 8%). A economia foi mencionada por apenas 6%.

A pesquisa foi feita na semana das prisões do senador Delcídio do Amaral (PT) e do pecuarista José Carlos Bumlai, pela Operação Lava-Jato. Nos governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula, a corrpução era o maior problema para apenas 9% dos entrevistados.

Ainda no âmbito da Lava Jato, antes de Delcídio, outro caso histórico é o de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O presidente da Câmara dos Deputados corre risco de ter seu mandato cassado em pleno comando da Mesa Diretora de uma das casas do Congresso. Cunha é acusado de omitir dinheiro que pode ser fruto de propina em contas bancárias na Suíça.

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Beto Richa disputa as 500 milhas de Londrina

Mantendo a tradição, o governador Beto Richa (PSDB) está na pista disputando a prova das 500 Milhas de Londrina. Seu companheiro de prova, conforme a RPC TV, é o advogado Sérgio Botto de Lacerda, ex-procurador do Estado.

O tucano que está na cidade desde quinta-feira (26), fez testes e treinos “secretos” no autódromo Ayrton Senna amparado por forte esquema de segurança. Aliás, em entrevista, disse que treinou com Botto de Lacerda no kartódromo de Londrina.

O governador escondeu o tempo todo que iria disputar a prova no Autódromo, para fugir da população e dos questionamentos. Porém todos sabem, que o governador não perde a oportunidade de correr as 500 milhas de Londrina. 

Mesmo com toda a crise do Estado do Paraná, e com um governo sem comando, Beto Richa curte a sua principal paixão que é a velocidade.  Enquanto isso, o povo, amarga mais uma aumento do pedágio. Isto sem falar nos reajustes da Sanepar e Copel. 

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Inscrições abertas para os curso da Escola Técnica de Assaí

Está aí uma oportunidade de formação para os jovens de Assaí e região. Estão abertas as inscrições para os cursos técnicos na modalidade integrado no Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) de Assaí – Escola Técnica para Assaí e toda região.

A modalidade integrado, é direcionado para estudantes que estão concluindo o ensino fundamental (9º ano) e vão iniciar o ensino médio. O curso tem duração de 04 anos e o aluno já sai com certificado de técnico. O CEEP oferece os cursos de Técnico em Edificações, Técnico em Mecânica, Técnico em Agronegócio e Técnico em Eletroeletrônica.

As inscrições vão até o dia 11 de dezembro e pode ser feitas na sede do CEEP Assaí, no horário das 8h às 12h, das 13h30 às 17h30 e das 19h30 às 22h. Mais informações no telefone (43) 3262-0925.

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Cunha amarra impeachment à sua cassação

Artigo de Tereza Cruvinel, uma das mais respeitadas jornalistas políticas do País

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, declarou ontem, quinta-feira, 26, que pode decidir na segunda-feira sobre todos os sete pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff ainda pendentes de decisão. O jogo com o tempo é claro: na terça-feira o Conselho de Ética decidirá pelo prosseguimento ou não do processo de sua cassação e, para escapar, Cunha depende do voto dos três deputados do PT que integram o Conselho.

“Quem sabe segunda-feira. Não estou ainda inadimplente. Vocês podem cobrar a partir de segunda. É possível… pois todos nesta altura já têm parecer da área técnica”, disse Cunha ontem.

Entre os sete pedidos está o que foi apresentado pelo ex-petista Hélio Bicudo e foi também subscrito pelo jurista tucano Reale Júnior, sob o patrocínio dos partidos de oposição.

Segundo parlamentares do PT, a troca de mensagens tem sido discreta e sutil entre Cunha e o partido, mas está claro o condicionamento da rejeição dos pedidos ao apoio dos petistas no Conselho de Ética. Ali, Cunha teria hoje nove votos garantidos, precisando do apoio de pelo menos dois dos três petistas para rejeitar o parecer do parecer Fausto Pinato a favor da abertura do processo. Um vice-líder da bancada, que dialoga com Cunha, disse ter ouvido dele: “se existem razões para eu ser cassado, existem razões para ela também ser”.

Os petistas do Conselho são os deputados Léo de Brito (PT-AC), Valmir Prascidelli (PT-SP) e Zé Geraldo (PT-PA). Os três já manifestaram a intenção de votar pela continuidade do processo. O Palácio do Planalto negou com veemência estar pressionando os parlamentares a votar a favor de Cunha. A cúpula do partido diz que a decisão no conselho é de foro íntimo, não cabendo uma orientação partidária. Entretanto, à boca pequena comenta-se que eles vêm sendo fortemente pressionados a votar a favor de Cunha.

A ala do partido contrária a este gesto de pragmatismo para preservar Dilma avalia que depois da prisão do senador Delcídio Amaral ficou ainda mais difícil para o partido adotar esta posição que lhe desgastaria imensamente junto à opinião pública. Os pragmáticos, entretanto, alegam que já tendo o PT sangrado tanto, preservar o mandato de Dilma e o governo tornou-se agora mais relevante para a sobrevivência política. Removido do governo pelo impeachment, o partido seria triturado pelos adversários e já nas eleições municipais do ano que vem sofreria uma síncope eleitoral.

O jogo está posto por Cunha e daqui até segunda-feira o PT se debaterá com mais este dilema.

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Pedágio sobe até 10,28% no Paraná a partir de terça-feira

Mais um aumento para o povo pagar. O pedágio sobre mais 10,28%. E as estradas do Paraná continuam o caos. As informações são do Jornal de Londrina:

Quem trafega pelas rodovias do sistema paranaense de pedágio, também conhecido como Anel de Integração, passará a pagar tarifas mais caras a partir de 1.º de dezembro. O pedido de reajuste foi apresentado pelas seis concessionárias, analisado pelo Departamento de Estadas de Rodagem (DER) e aprovado pela Agência Reguladora do Paraná (Agepar). A autorização será publicada em diário oficial.

Segundo a nota da Agepar, o reajuste varia de 6,69% a 7,05% nas 27 praças de pedágio no Paraná. No entanto, o mesmo índice também deve ser acrescido de outro porcentual – o “degrau tarifário” que, de acordo com a Agepar, serviria para “cobrir custos por obras não previstas em contrato, como viadutos e duplicações, ou obras cujo cronograma foi antecipado”. Na prática, o reajuste total será , em média, de 10,28%.

  • A tabela com os novos valores: reajuste médio de mais de 10% (Crédito: Reprodução)

    A tabela com os novos valores: reajuste médio de mais de 10% (Crédito: Reprodução)

O reajuste anual está previsto sempre para o primeiro dia de dezembro e é calculado a partir de uma fórmula própria, que leva em consideração as variações de preços de produtos e serviços do setor de obras rodoviárias. Em 2015, o porcentual –sem o degrau tarifário – ficou acima do aplicado no ano passado, que foi de 4,88%, mas ficou abaixo da inflação acumulada no período, que está em 9,93%.

Preços

O pedágio de Jataizinho é o mais caro do Paraná, com o valor saltando de R$ 14,90 para R$ 18,60 (carros de passeio). A tarifa supera até mesmo o valor cobrado na BR-277 entre Curitiba e o Litoral do Paraná, que passará de R$ 16,80 para R$ 18.

Já no pedágio de Arapongas, o taxa cobrada dos veículos comuns sobe de R$ 6,80 para R$ 7,50.

A tabela completa pode ser consultada no comunicado da Agepar, clicando aqui.

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