Mês: janeiro 2017



Prefeito anuncia Péricles Deliberador como seu líder na Câmara

Informa o NCOM, que na manhã desta terça-feira (31) o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, anunciou o nome de seu líder na Câmara Municipal. A partir de agora, o vereador Péricles Deliberador assume o cargo.

De acordo com Marcelo, a escolha por Deliberador deu-se pela seriedade com a qual o vereador executa suas funções como homem público. “’Peca’ é um vereador que está no segundo mandato. Ele tem experiência, é uma pessoa extremamente séria, correta, trabalhadora, é de uma família tradicional de Londrina. E é reconhecido pelo trabalho como advogado e como homem público. Entendo que ele terá condições de colaborar muito com a cidade e continuará dando sua parcela de contribuição ao município”, acredita o prefeito.

O vereador disse que não esperava ser nomeado líder do prefeito na Câmara e que se sente honrado com o convite. “É uma missão que a gente tem que traçar nesse momento. Temos que trabalhar pela cidade e os projetos importantes que vierem, temos que defender e abraçar a ideia, para que Londrina consiga superar essa crise, que é nacional. Eu com certeza vou desenvolver meu trabalho com muita seriedade e vontade”, afirmou Deliberador.

O líder do prefeito na Câmara está em seu segundo mandato, o qual foi reeleito com 2.305 votos. O primeiro exerceu no período de 2013 a 2016. Ele é londrinense, nascido em setembro de 1962, no Distrito de São Luiz (região Sul de Londrina). É neto do pioneiro e fundador desse distrito, capitão Euzébio Barbosa de Menezes, que também foi vereador em Londrina durante a legislatura de 1947 a 1951. Deliberador é filho do desembargador aposentado Edson de Jesus Deliberador e de Guida Menezes Deliberador. É formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e exerce a profissão de advogado desde 1988. 

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Com projeção de déficit de R$ 120 milhões, Prefeito Marcelo aperta o cinto

O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, anunciou na manhã desta segunda-feira (30) as medidas de contenção de despesas necessárias para o reequilíbrio financeiro das contas do município.

Segundo as projeções orçamentárias, a diferença entre a receita e a despesa é de R$ 120.746.904,02. Esse número advém da diferença entre a despesa fixada em R$ 897.190.000 e a reprojetada em R$ 935.154.550,90.

Para tentar equacionar o déficit, o prefeito incumbiu um comitê para estudar as finanças e propor medidas de reequilíbrio, composto por representantes da Prefeitura, da Câmara Municipal, da CAAPSML, da sociedade civil organizada e do Sindserv.

coletiva.V3“São medidas iniciais para tentar corrigir o déficit que chega a R$ 120 milhões. Esse equilíbrio é importantíssimo em razão da prestação dos serviços públicos, pois se faltam recursos, essa falta é sentida em toda cidade na qualidade dos serviços da saúde, educação, na coleta de lixo, no corte do mato. Vamos passar por esse momento, mas estou muito otimista e acredito que Londrina vai superar esse momento e vai continuar sendo uma ilha de prosperidade no Paraná e no Brasil”, afirmou Marcelo.

Entre as ações estão o corte de 55 cargos comissionados e outras 198 funções gratificadas, que totalizam juntas uma economia anual de R$ 5,6 milhões. Foi reduzido em 30% os salários dos diretores da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab), o que gera uma economia de R$ 2,4 milhões por ano. Os secretários municipais que acumulam cargos e recebem apenas um salário geram R$ 1,5 milhão de recursos economizados.

Com relação às horas extras, deverá ser reduzido em 30% do valor em comparação com o gasto em 2016, quando foram pagos R$ 34 milhões, ou seja, uma economia de R$ 10,2 milhões. Os bancos de horas extras também passarão pelo crivo do prefeito e do secretário de Planejamento e Fazenda. No momento, o município está proibido de realizar concurso público e contratar mais servidores, excetuando-se as Secretarias de Educação e de Saúde, quando se tratar de reposição de profissionais.

Outra ação é a publicação do Decreto de Contingenciamento de 40% das despesas de custeio e de 100% dos investimentos que devem ser autorizados pelo prefeito e secretário de Planejamento e Fazenda, o que soma R$ 39 milhões. Também serão feitas a revisão e a reavaliação dos 20 maiores contratos da Prefeitura, como o transporte escolar, serviços de capina e roçagem e coleta de lixo. As viagens, diárias e estadias estão suspensas.

Os contratos de aluguéis firmados com o município serão revistos e as Secretarias Municipais que ocupam prédios alugados têm como meta a diminuição de 30% do valor pago.  Por mês, são pagos cerca de R$ 200 mil em aluguéis. Com relação às despesas com água, energia elétrica e telefone, a Prefeitura espera economizar 20% do valor pago nas contas, o que daria cerca de R$ 700 mil, R$ 1,5 milhão, e R$ 865 mil, respectivamente, somando mais de R$ 3 milhões.

coletiva.V2De acordo com o secretário de Fazenda e Planejamento, Orçamento e Tecnologia, Edson Antonio de Souza, espera-se um aumento na arrecadação projetada de R$ 25 milhões, passando dos R$ 814 milhões para R$ 839 milhões através de medidas como a parceria com a Sercomtel para o serviço de call center de cobrança fiscal, um incremento na execução fiscal, com foco nos grandes devedores, intensificação da fiscalização do ISS e na modernização do cadastro de imóveis.

“Nós apontamos essas necessidades de readequação na despesa para o prefeito e, se somarmos, o restante do apresentado não chega nos R$ 120 milhões. Por isso, o prefeito está criando o comitê de reequilibrio, para discutir com a sociedade organizada, com a Câmara e o Sindserv quais outras medidas temos que tomar para que possamos readequar o déficit. Queremos terminar o ano equilibrados, com os salários pagos e os fornecedores também. Para isso, temos que otimizar a receita e readequar a despesa”, explicou Souza.

Fazem parte do Comitê de Propostas e de Reequilibrio Orçamentário, Financeiro e Verificação de Metas e Resultados a sociedade civil organizada, a Câmara de Vereadores, Controladoria-Geral do município, a Secretaria Municipal de Governo e de Planejamento e Fazenda, Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores (CAAPSML) e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SINDSERV). (Informações e fotografias do NCOM)

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Escolas e UBS do Novo Amparo retomam atividades nesta segunda-feira

Uma notícia importante porque o Estado se organizou para enfrentar os bandidos que ameaçavam não deixar a Escola e a UBS funcionarem.
Prefeitura e Câmara reagiram a tempo e desta forma, Escola Municipal Elias Kauam e do Centro de Educação Infantil (CEI) Novo Amparo, além da Associação Mãos Estendidas; e a  Unidade Básica de Saúde (UBS), que estava fechada e com atendimentos sendo feitos temporariamente na UBS do Milton Gavetti, funcionam normalmente a partir desta segunda-feira. 

Conforme informações do NCOM, a definição foi conseguida na reunião realizada na quinta-feira (26), na Câmara Municipal de Londrina, após a Polícia Militar (PM) ter garantido que permanecerá com um módulo móvel fazendo a segurança, durante 24 horas, da escola municipal que fica localizada na Rua Maria Garcia Lopes, 178. Dessa forma, ficou confirmada a presença da PM, que também fará trabalhos nos entornos da região. 

A secretária municipal de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes, disse que a decisão pelo retorno às atividades das escolas da região atende ao desejo da comunidade e de todos os profissionais e funcionários que trabalham nos espaços públicos. 

Maria Tereza destacou, ainda, a articulação de todas as instituições que estiveram representadas para tentar pensar em uma solução para o problema. “A situação de violência que o Novo Amparo vive é um problema grave e que atinge toda a comunidade e pessoas que prestam serviços. Sabemos que esta é uma medida paliativa e que precisamos fazer um trabalho mais amplo, mas isso já está em nossa pauta e a intenção é realizar um trabalho consistente no Novo Amparo. O local precisa de mais ações de cultura, de lazer, esporte, e participação efetiva dos moradores para que seja possível revitalizar e ocupar o espaço que é nosso”, disse. O chefe de Gabinete da Prefeitura, Bruno Ubiratan, representou o Prefeito Marcelo Belinati no encontro. Segundo ele, o Município irá iniciar um projeto para realizar trabalhos na região do Novo Amparo. “Só quem vive essa realidade da violência diariamente sente na pele as dificuldades. Então, não adianta apenas construir escolas ou unidades de saúde sem que haja políticas eficientes para melhorar a qualidade de vida da comunidade. Pretendemos dar atenção ao Novo Amparo, com iniciativas que visam proporcionar melhores condições em diversas áreas”, disse.

Guarda Municipal – O novo secretário municipal de Defesa Social, Evaristo Kuceki, anunciou que a Guarda Municipal de Londrina (GML) também permanecerá dando suporte aos trabalhos de segurança na região do Novo Amparo, em conjunto com a PM. “Haverá patrulhamento feito pelos agentes nas unidades escolares nos horários de entrada e saída de alunos e funcionários. Estamos o tempo todo à disposição da comunidade, que pode entrar em contato conosco pelo número 153”, ressaltou.

UBS Novo Amparo – Outra decisão tomada foi a reabertura da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Conjunto Novo Amparo. O secretário municipal de Saúde, Luiz Soares Koury, garantiu que a unidade retoma os atendimentos na segunda-feira (30). “A previsão inicial é que o atendimento seja feito até às 17 horas. Isso porque, atualmente, a unidade conta apenas com duas pessoas trabalhando no período da tarde, e trata-se até de uma medida de segurança para que elas não saiam tão tarde do local”, informou.

Koury também destacou que, após conversa com a Defesa Social, houve um compromisso para que a Guarda Municipal permaneça na UBS fazendo patrulhamento, com pelo menos uma viatura, até quando for preciso. “Foi pedido que haja a permanência durante o período de atendimento, e não apenas no horário de troca de turno. Pelo menos por enquanto, creio que será suficiente, até porque a PM assumiu o compromisso de manter patrulhamento intensivo no bairro”, completou.

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Marcelo dá coletiva à imprensa para falar da situação financeira da Prefeitura

O Prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, e o secretário municipal de Fazenda, Edson Antônio de Souza, concedem nesta segunda-feira (30), às 10h, no Gabinete do Prefeito, entrevista coletiva sobre as medidas de contenção de despesas adotadas pelo Município. Na oportunidade, Marcelo e Edson apresentam os dados da real situação financeira da Prefeitura. O Gabinete do Prefeito fica no segundo andar da sede administrativa, na Avenida Duque de Caxias, 635, Centro Cívico.

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É preciso federalizar as prisões brasileiras

Diante de barbáries que estão ocorrendo em penitenciárias brasileiras, a opinião abalizada de WILSON FRANCISCO MOREIRA, que é agente penitenciário, sociólogo e especialista em Tratamento Penal e Gestão Prisional em Londrina. Confira:

No início deste ano novas tragédias em prisões voltam a dominar os noticiários. Mortes, assassinatos, fugas, brigas insanas entre facções… é o “sistema penitenciário” se mostrando ao Brasil. Não é de agora toda essa barbárie. Sempre foi um setor relegado a segundo plano o sistema penal no Brasil, apesar da avançada Lei de Execução Penal (LEP) que temos.

Relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já no ano de 2012 confirmava as péssimas condições nas prisões brasileiras: superlotação, condições insalubres, demora em julgamentos, violações de direitos, maus-tratos com os presos e por aí vai. Já no ano de 1992, no fato histórico conhecido como “massacre do Carandiru”, tornou-se clara a necessidade de se atentar ao caso penitenciário nacional. De 1992 pra cá, os criminosos aprimoraram e engrossaram suas fileiras espalhando o terror. Como em 2001 em ataques ao poder público em São Paulo. Diversas facções foram se formando nas várias regiões do Brasil e espalhando sua forma de “operar” dentro das prisões.

A barbárie dos casos do Maranhão, em Pedrinhas, de Cascavel no Paraná, do Amazonas, de Roraima, do Rio Grande do Norte e outras, precisa ser vista e analisada numa visão mais ampla. Cabe ao Estado a aplicação da pena, seu controle e garantia dos direitos dos presos, inclusive garantia de vida. A Lei de Execução Penal brasileira de 1984 é considerada por estudiosos como uma das mais avançadas do mundo, sendo elogiada pelos avanços na garantia dos direitos dos presos e por seu foco na reintegração social. Infelizmente, pouco se tem efetivamente colocado em prática.

O sistema penitenciário brasileiro pouco tem de sistema. Alguns Estados têm secretarias específicas de administração penitenciária, como São Paulo; outros vinculam o sistema às secretarias de Segurança Pública e outros ainda agregam à Secretaria de Justiça, caso do Paraná. É a conveniência política que resolve para quem vai a administração penitenciária. Outro problema é a questão da falta de pessoal, tanto servidores técnicos e administrativos como agentes penitenciários, o que compromete qualquer tratamento penal adequado.

Os altos custos são os grandes obstáculos dos governos para o atendimento integral da LEP. Cada estado vai “se virando” do seu jeito e quase nunca atendendo à LEP. Só um sistema planejado é capaz de dar soluções adequadas aos graves problemas de administração penal no Brasil. E nesse caminho os órgãos ligados diretamente com a questão, como o Ministério da Justiça e o CNJ, entre outros, poderiam vislumbrar e estudar uma forma de federalizar o sistema.

A administração penal nas mãos da União poderia ser mais efetiva no cumprimento à LEP. Os presos condenados passariam a ser de custódia exclusiva da União, deixando aos Estados a custódia dos presos provisórios apenas. Os Estados se livrariam dos altos custos do sistema. A Polícia Federal teria condições de investigar melhor o crime organizado dentro das prisões. É claro que os custos seriam altos para o governo federal, no entanto, seria uma responsabilidade em função do bem social. Além disso, boa parte dos recursos para construção de prisões ainda tem vindo do governo federal. Valeria à pena estudar uma forma de transição, e até já existe o Departamento Penitenciário Nacional que pode ser o embrião de um sistema de vanguarda e eficiente de tratamento de presos.

A sociedade não pode mais fechar os olhos ao que se passa nas prisões. Profissionais que dedicam suas vidas ao trabalho prisional sentem-se angustiados e ameaçados constantemente e veem suas famílias também em pânico constante. A tensão se espalha pelo tecido social a cada tragédia noticiada e é preciso pôr um fim nessa situação.

Seria um bom momento para dar um salto espantoso e fazer valer a reverência que a LEP brasileira recebe pelo mundo afora. Um país comprometido com os direitos humanos e com a segurança de sua população não pode fechar os olhos para a miséria de suas prisões, para o crime organizado que surge nelas e para as condições dos presos. A Justiça é um ideal a ser perseguido constantemente.

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Doria começa a prender pichadores em São Paulo

Informações de Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil

Doze pichadores foram detidos em flagrante na madrugada deste sábado (28) pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) na capital paulista. As prisões ocorrem em meio a protestos e críticas à administração municipal por ter apagado grandes murais e grafites na cidade. Desde o começo do mês, foram detidos 26 pichadores.

Segundo a GCM, seis pessoas foram detidas em flagrante por pichação a um edifício na esquina das avenidas São João e Duque de Caxias, por volta da 1h deste sábado. Eles foram conduzidos ao 2° Distrito Policial e liberados em seguida. Outro grupo de seis menores de idade foi detido às 6h pichando estabelecimentos comerciais na Rua Estela, na Vila Mariana. Eles foram conduzidos ao 27º Distrito Policial e também liberados.

A prefeitura também multou Pedro do Amaral Souza, que pichou, na última quarta-feira (25), a estátua do Apóstolo Paulo, na Praça da Sé, com tinta vermelha. A pichação ocorreu em frente à catedral onde o prefeito João Doria assistiu à missa em celebração ao aniversário de 463 anos da cidade.

Multa

Segundo a prefeitura, um projeto de lei pretende aumentar o valor da multa aplicada a pichadores, que passará de R$ 767,53 para R$ 5 mil, quantia que será dobrada em caso de reincidência. A prefeitura informou que entrará com ações civis públicas na Justiça contra todas as pessoas que já foram detidas por pichar prédios e monumentos públicos.

“A primeira série de ações será protocolada no início da semana que vem contra 26 pichadores e os responsáveis por quatro menores envolvidos em atos de pichação e solicitará o ressarcimento dos danos causados e o pagamento de multas”, diz a nota.

Polêmica

Em diversos pontos da cidade, pichadores deixaram recados ao prefeito criticando às ações do programa Cidade Linda, que cobriu o grafite na Avenida 23 de Maio. Os pichadores escreveram, inclusive, sobre o mural do grafiteiro Eduardo Kobra, que havia sido preservado pela ação de remoção feita pela administração municipal.

Em entrevista na última quinta-feira (26), Doria destacou que a prefeitura vai combater os pichadores. “Nós não vamos admitir a presença de pichadores. Respeitaremos os muralistas e grafiteiros. Se eles pensam que com ataques, com pichações, vão inibir a ação do prefeito, ao contrário, a perseverança só aumenta para defender a cidade”, disse.

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Brasil tem mais de 450 inquéritos sobre trabalho escravo sem solução

No Brasil, há 459 inquéritos criminais não concluídos contra pessoas suspeitas de submeter outras à escravidão, crime com pena de dois a oito anos de prisão e cuja investigação é uma atribuição exclusiva do Ministério Público Federal (MPF). O dado, que diz respeito a inquéritos abertos entre 2009 e 2016, foi levantado pela Câmara Criminal do MPF por ocasião do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, lembrado neste sábado (28).

O órgão trabalha para levantar o número de ações penais já abertas, ou seja, inquéritos que resultaram em denúncias aceitas pela Justiça. Segundo a subprocuradora-geral da República Luiza Cristina Frischeisen, coordenadora da Câmara Criminal do MPF, esse número ultrapassa a casa dos mil processos, todos pendentes de uma decisão final sobre a condenação ou não dos acusados.

O grande número de processos contrasta com a quantidade ínfima de condenações por esse crime, segundo o coordenador-geral da Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, Adilson Carvalho. “Quantas dessas pessoas estão pagando por esses crimes? Ninguém, não se consegue condenar”, disse à Agência Brasil.

“Além de ser uma violação gravíssima dos direitos humanos e uma infração na esfera administrativa trabalhista, o trabalho escravo é também um crime. Do ponto de vista da política de repressão na esfera trabalhista, a gente tem números que dá para considerar que a política está funcionando normalmente, mas por outro lado há um déficit muito grande na efetividade da persecução penal”, afirmou Carvalho.

O crime de escravidão contemporânea é definido pelo Artigo 149 do Código Penal, que o descreve como a redução de “alguém à condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto”.

No últimos 20 anos, fiscais do trabalho libertaram cerca de 52 mil pessoas que se encontravam em situação de trabalho análogas à escravidão no Brasil, segundo dados mais recentes divulgados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). Ao longo desse tempo, no entanto, os especialistas entrevistados pela Agência Brasil disseram desconhecer casos de alguém que esteja cumprindo pena pelo crime de submeter pessoas ao trabalho escravo.

“O crime de trabalho escravo cai em todos os outros problemas de todas as outras ações penais, que é a dificuldade na execução [da pena], devido à grande possiblidade de recursos”, disse a subprocuradora Luiza Cristina Frischeisen, que admitiu poder “contar na mão” o número de condenações em primeira e segunda instâncias para esse tipo de crime.

Ela disse esperar que a decisão tomada no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de considerar constitucional o cumprimento de pena a partir de condenação em segunda instância, aumente o número de pessoas presas por submeter outras à escravidão.

Segundo Luiza Cristina, a partir do levantamento que acaba de ser feito a respeito de todos os inquéritos em aberto, o próximo passo do MPF será empreender um esforço concentrado para que as procuradorias regionais concluam as investigações e apresentem denúncias.

O maior número de inquéritos em aberto está em São Paulo (34), a maioria decorrente de flagrantes em confecções de roupas. Em seguida vêm Mato Grosso (24) e Minas Gerais (23), onde a maior parte dos libertados trabalhavam em fazendas, demonstrando que a escravidão contemporânea no Brasil encontra-se espalhada tanto no meio urbano como no rural.

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Romanelli quer liberar cerveja nos estádios do Paraná

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSB), anunciou a intenção de apresentar, no mês que vem, no retorno dos trabalhos da Casa, um projeto que pretende liberar a venda de cerveja em estádios de futebol no Paraná. “É um projeto que levanta muitas opiniões diferentes, por isso deve ser muito bem dialogado, em profundidade. Todos os lados devem ser ouvidos, é claro”, admite o parlamentar.

Romanelli argumenta que a bebida só não é vendida em jogos de futebol. “Nos demais eventos em estádios, como shows, UFC, e partidas de vôlei, a cerveja é comercializada normalmente e nem por isso acontece algo irregular”, disse o líder do governo. Ele lembrou ainda que durante a Copa do Mundo, em 2014, a venda da bebida foi liberada.

Para o deputado, a bebida não é a responsável pelos casos de violência do futebol, além de prejudicar o entretenimento dos torcedores e os comerciantes dos estádios. “O que temos que explicar é que, segundo pesquisas, a venda e consumo de cerveja não são a causa da violência praticada nos estádios. É uma bebida vendida no mundo inteiro. Inclusive em países onde as torcidas de futebol são mais violentas do que as daqui e nem por isso a venda foi proibida”, explicou.

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Prometeu e cumpriu: Boca Aberta doa parte do salário para o Hospital do Câncer

O vereador Émerson Petriv (PR), o Boca Aberta, cumpriu a promessa e doou parte de seu salário para o Hospital do Câncer de Londrina. Na manhã desta sexta-feira (27), o parlamentar – que recebe o valor de R$ 12.900 – entregou o dinheiro ao vivo para a entidade durante um programa de televisão.

Na ocasião, o parlamentar informou que, após os descontos, o mesmo recebe o valor líquido de R$ 9.780,74. Desta forma, retirou o valor de R$ 1,920 (salário de professor em início de carreira) e, o restante da verba – R$ 7.860,74 – foi entregue para o Hospital do Câncer.

Nas eleições do ano passado, Émerson Petriv foi eleito vereador em Londrina com 11.484 votos, ou 4,50% do total.

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Para combater déficit, Marcelo decretou contingenciamento de R$ 30,7 milhões no orçamento

O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP), decretou contingenciamento de R$ 30,7 milhões na execução do orçamento por tempo indeterminado, com foco nos recursos livres da Administração Direta e Indireta do município. Conforme o decreto, publicado na edição de quinta-feira (26) no Jornal Oficial do Município, ficam poupadas apenas as Secretarias Municipais de Educação, de Saúde e de Assistência Social. Entretanto, os gastos destas pastas também devem ter a autorização do prefeito, pois o aperto no cinto representa corte de 40% do custeio da administração e de 100% nos investimentos.

O contingenciamento pode ser tomado pelo chefe do Executivo, independentemente da aprovação parlamentar, e consiste no retardamento ou, ainda, na inexecução de parte da programação de despesas previstas em Lei Orçamentária, em função da insuficiência de receitas.

Marcelo Belinati disse em entrevista a Folha de Londrina que a medida se justifica por causa da previsão de deficit de R$ 120 milhões no orçamento até o final do ano, projeção em razão do crescimento maior das despesas em relação às receitas. Portanto, o contingenciamento ainda não cobriria o buraco anunciado. Segundo ele, a economia já está sendo praticada pela equipe desde o começo da gestão. “É apenas o início de várias medidas que vamos adotar e que serão anunciadas nos próximos dias. Os caminhos vão ser dolorosos, mas necessários”, alertou Belinati.

Ele evitou revelar os detalhes de como vai enfrentar o que classifica de “pior crise” da cidade. “Londrina já passou por crises políticas muito complicadas, mas nunca por uma crise financeira deste tipo, que estamos enfrentando agora.” Para o prefeito, “a cidade tem que ser rediscutida”.

Embora não tenha se referido diretamente ao antecessor, o ex-prefeito Alexandre Kireeff (PSD), Belinati afirmou que o orçamento em vigor, aprovado em 2016, reduziu repasses para vários serviços municipais. “Para que você tenha uma ideia, a CMTU tinha no ano passado orçamento de R$ 45 milhões, mas neste ano estão destinados R$ 36 milhões.”

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