Takahashi e Alves continuam como vereadores na Câmara de Londrina

Placar na Câmara registra o momento da votação dos vereadores – FOTO: CML/Imprensa/ Devanir Parra

Informa a Rádio Paiquerê, que após quase quatro horas de sessão, a Câmara Municipal de Londrina decidiu absolver os vereadores Mário Takahashi (PV) e Rony Alves (PRB), investigados por quebra de decoro parlamentar. Dos 19 vereadores, um não compareceu, 12 votaram a favor do relatório da Comissão Processante (CP), três contra e três se abstiveram. Felipe Prochet (PSD) foi o único parlamentar que não compareceu ao legislativo e alegou estar resolvendo problemas familiares em São Paulo. Eram necessários 13 votos para a cassação e com este resultado o processo foi arquivado. Os vereadores continuam afastados judicialmente até janeiro de 2019.

Votaram a favor da cassação Ailton Nantes (PP), Amauri Cardoso (PSDB), Daniele Ziober (PP), Eduardo Tominaga (DEM), Estevão da Zona Sul (SEM), José Roque Neto (PR), João Martins (PSL), Junior Santos Rosa (PSD), Roberto Fu (PDT), Tio Douglas (PTB), Valdir dos Metalúrgicos (SD) e Vilson Bittencourt (PSB). Votaram pelo arquivamento Guilherme Belinati (PP), Jamil Janene (PP) e Pastor Gerson Araújo (PSDB). Emanoel Gomes (PRB), Jairo Tamura (PR) e Péricles Deliberador (PSC) se abstiveram.

Takahashi segue em sua segunda legislatura, assumindo pela primeira vez em 2013. Em 2017 foi eleito presidente da Câmara para o biênio 2017-2018. Já Alves é vereador em Londrina desde 2009 e está em seu terceiro mandato. Foi presidente do legislativo entre 2013 e 2014. Ambos estão afastados do cargo desde janeiro deste ano, quando foi deflagrada a operação ZR3, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Eles são réus no processo, acusados de liderarem um esquema de cobrança de propina para aprovação de mudança de zoneamentos na cidade.

Sessão
A sessão de julgamento começou às 9h20 e o suplente Emanoel Gomes (PRB) foi empossado, já que o vereador Filipe Barros (PSL), autor da denúncia, não poderia votar.  Durante um pouco mais de duas horas foram lidas páginas do processo, de defesa e acusação, ao todo 61 páginas. Posteriormente foi dado o direito de cada vereador presente se manifestar por 15 minutos. Gomes foi o único que pediu a palavra e afirmou que o seu voto não estaria alienado à ninguém.

Posteriormente, foi dada duas horas para cada acusado se defender em plenário e ambos foram breves. Alves foi o primeiro que assumiu a palavra e se defendeu por 22 minutos e Takahashi utilizou cerca de 20 minutos. Os advogados não falaram em plenário. Alguns munícipes ficaram de costas nas galerias em forma de protesto.

Um público pequeno compareceu à Casa para acompanhar a sessão. Aproximadamente 50 pessoas ficaram nas galerias e a tenda montada do lado de fora ficou completamente vazia.

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