Mês: janeiro 2019



Relatório do Coaf aponta 48 depósitos suspeitos na conta de Flávio Bolsonaro

elatório do Coaf aponta que os 48 depósitos foram feitos em cinco dias e somam R$ 96 mil. O dinheiro foi depositado na conta de Flavio Bolsonaro de dentro de agência bancária na Alerj

Informa o Congresso em Foco, que um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que, em 2017, o senador eleito e filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), recebeu 48 depósitos em dinheiro em sua conta bancária. Os depósitos, que somam R$ 96 mil, foram feitos em cinco dias.

O Coaf considerou a movimentação suspeita em relatório obtido pelo Jornal Nacional, da Rede Globo. Os 48 depósitos de R$ 2 mil, aponta o documento, foram feitos no autoatendimento de uma agência bancária que fica dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Todos os depósitos foram feitos entre 9 de junho e 13 de julho de 2017. No dia 9 de julho daquele ano, foram feitos dez depósitos em cinco minutos, entre as 11h02 e 11h07. Seis dias depois, em 15 de junho, outros cinco depósitos foram feitos no espaço de 2 minutos, entre 16h58 e 17h00. Em 27 de junho, a conta de Flávio Bolsonaro recebeu mais 10 depósitos, realizados em 3 minutos, das 12h21 às 12h24. No dia seguinte foram feitos mais 8 depósitos no espaço de 4 minutos, das 10h52 às 10h56. Os últimos 15 depósitos no relatório foram identificados no dia 13 de julho e feitos em seis minutos.

O Coaf, segundo a reportagem do Jornal Nacional, não conseguiu identificar quem fez os depósitos na conta do filho de Bolsonaro. A suspeita do Coaf é de ocultação da origem do dinheiro, pela forma fracionada que os depósitos foram feitos.

O relatório foi produzido a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), a partir da investigação das movimentações financeiras dos funcionários da Alerj. A suspeita inicial é de que os funcionários de gabinetes da Alerj estivessem devolvendo parte de seus salários.

Após o pedido de ampliação, feito pela Promotoria em 14 de dezembro, o Coaf entregou o novo relatório três dias depois, em 17 de dezembro. Flávio Bolsonaro foi diplomado senador no dia 18 de dezembro e não tinha foro privilegiado quando o MP pediu a ampliação da investigação.

À reportagem do Jornal Nacional, o MP negou que Flávio Bolsonaro fosse investigado e que tenha havido quebra de sigilo do senador eleito por ter se baseado em norma do Conselho Nacional do Ministério Público, que autoriza pedidos de relatórios de inteligência do Coaf. Para o MP, as investigações de movimentações financeiras atípicas podem virar procedimentos cíveis para investigar improbidade administrativa.

Caso Queiroz

No início de dezembro do ano passado, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) rastreou a movimentação bancária de R$ 1,2 milhão por Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro.

Queiroz já foi convidado a prestar esclarecimentos ao MP, mas faltou em todas as datas, alegando problemas de saúde. Sua esposa e filhas também não compareceram para prestar depoimentos, afirmando que estavam acompanhando Fabrício Queiroz no hospital.

Segundo ele, seus problemas de saúde estão relacionados à exposição de seu nome na mídia. Alegando fortes dores, Queiroz faltou a depoimentos marcados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. O ex-assessor parlamentar foi submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor maligno no intestino e ficou internado de 30 de dezembro a 8 de janeiro no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, um dos mais caros do país. Ele contou que fará sessões de quimioterapia, que poderão durar de três a seis meses.

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Casos de agressão a jornalistas aumentaram 36% no ano passado

Informa a Agência Brasil, que os casos de agressão a jornalistas aumentaram 36,36% em 2018, na comparação com o ano anterior. No ano passado, houve 135 ocorrências de violência que atingiram 227 profissionais, incluindo um assassinato. Em 2017, foram 99 registros. Os dados fazem parte do relatório divulgado hoje (18) pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), no Rio.

A Fenaj lançou o Relatório da Violência contra Jornalistas. E/D: a secretária geral da Fenaj, Beth Costa; a vice-presidente, Maria José Braga e o presidente, Celso Schröder (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Os jornalistas Beth Costa, Maria José Braga e Celso Schröder – Tomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil

De acordo com a Fenaj, a diferença entre o número de vítimas e de ocorrências explica-se pelo fato de mais de um profissional ter sido atingido na mesma ocasião. “A violência contra profissionais de imprensa é um fator extremamente grave e muitíssimo preocupante. O crescimento em 2018 em relação a 2017 é um sinal de alerta”, afirmou a presidente da Fenaj, Maria José Braga.Segundo a Fenaj, as agressões físicas foram a forma de violência mais comum e aumentaram 13,79% no período. O relatório aponta 33 casos, que vitimaram 58 profissionais, contra 29 registros em 2017.

Com 105 vítimas, o sexo masculino foi o mais atingido (46,26%). Entre as jornalistas, houve 60 vítimas (26,43%). Os casos não identificados, quando a violência é generalizada e atinge vários profissionais e de ambos os sexos, foram 62 (27,31%).

De acordo com a Fenaj, um fato chamou a atenção: o grande crescimento no número de casos de agressões verbais, ameaças, intimidações e impedimentos ao exercício profissional. Na comparação com o ano anterior, o aumento de agressões verbais e os impedimentos ao exercício profissional mais que dobraram. Foram registradas 27 ocorrências de agressões verbais, 28 de ameaças e intimidações e 19 de impedimentos ao exercício profissional. Já em 2017, eram, respectivamente, 13, 15 e 8 casos.

Disputa eleitoral e greve

A entidade destacou ainda a influência da greve do setor de transporte, quando dezenas de profissionais foram agredidos verbal e/ou fisicamente e impedidos de realizar seu trabalho, durante a cobertura da paralisação.

Pelos dados dos sindicatos que serviram de base para o relatório, 23 ocorrências foram registradas em diversos estados. Além disso, ocorreram três atentados, 10 casos de censura, 10 ocorrências de cerceamento à liberdade de imprensa por meio de ações judiciais, uma prisão e três casos de violência contra a organização sindical dos jornalistas.

Para a Fenaj, o aumento significativo é resultado, principalmente, do ano eleitoral. Do total, 27 casos de violência foram relacionados diretamente às eleições e, 16, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Agressores

O documento da Fenaj indica que os eleitores e manifestantes foram os principais agressores a jornalistas no ano passado. Eles praticaram 30 casos de violência contra jornalistas, o que significa 22,22% do total.

“Causou muito espanto [o fato de] que o maior agressor dos jornalistas brasileiros foi o cidadão e a cidadã comuns, ou seja, manifestantes, eleitores, trabalhadores, caminhoneiros, que nas diversas situações passaram a agredir o profissional jornalista como forma de questionar d seu trabalho”, observou Maria José.

Os policiais militares ou guardas, que costumavam ficar no topo da lista de agressores nos últimos anos, desta vez ficaram em terceiro lugar e empataram com os empresários, inclusive os da comunicação, com 13 agressões (9,63% do total) em cada uma dessas categorias.

A presidente da Fenaj destacou ainda os ataques virtuais. Segundo Maria José, as redes sociais viraram o território do indivíduo agressivo. “Do mesmo jeito que é possível fazer um debate público interessante, é possível também ser um espaço da disseminação do ódio e do ataque puro e simples acreditando-se em um presumível anonimato, que não existe. Para nós, da Federação dos Jornalistas, o ataque virtual é igualmente sério, precisa ser identificado e punido na medida da agressão.”

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Novo recuo: governo Bolsonaro suspende nomeação de diretor responsável pelo Enem

O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez mais um recuo e, nessa quinta-feira (17), suspendeu a nomeação do economista Murilo Resende Ferreira para coordenar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A nomeação de Murilo havia sido publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite de quarta-feira (16), por meio de uma portaria, assinada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Também em edição extra, Onyx assinou outra portaria para deixar “sem efeito” a nomeação de Resende, mas não divulgou o motivo.

O economista é defensor do programa Escola Sem Partido e crítico do que classifica como “ideologia de gênero”. Durante uma audiência pública do Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO), em 2016, ele chegou a chamar os professores brasileiros de “manipuladores” que não querem “estudar de verdade”.

Murilo havia sido nomeado para o cargo responsável pela coordenação do Enem antes mesmo da nomeação do novo presidente do Inep – posto vago desde a última segunda-feira (14), quando Maria Inês Fini foi exonerada. A movimentação foi vista com estranheza por funcionários do Inep, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. Informações do Rede Brasil Atual

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Copel e Sanepar não serão privatizadas, afirma Ratinho

Defensor da parceria com a iniciativa privada, sobretudo para alavancar investimentos na área de infraestrutura, o governador Carlos Massa Ratinho Junior já deixou claro que a Copel e a Sanepar são intocáveis e não serão privatizadas em seu governo.

Em entrevista à Globonews nesta sexta-feira (18), ele disse que as empresas são bem geridas e têm um papel social importante para o Estado, que seria perdido se passasse para o domínio privado.

Ratinho, no entanto, não descarta parcerias ou joint ventures com outras empresas. E cita o exemplo bem sucedido da Compagas, a concessionária responsável pela distribuição de gás natural canalizado no Paraná, uma empresa de economia mista que tem como acionistas a Copel, com 51% das ações, a Petrobrás Gás S.A. – Gaspetro, com 24,5% e a Mitsui Gás e Energia do Brasil Ltda., com 24,5%.

“A Copel e a Sanepar têm duas funções fundamentais: promover o desenvolvimento econômico e social do Paraná. Empresas com funções como essas, especialmente na área social, não devem ser passadas para a iniciativa privada, onde a visão financeira se sobrepõe a todas as outras”, afirmou.

Segundo ele, os planos de seu governo são modernizar as companhias, aumentar a eficiência e reduzir custos. As diretrizes do governo e o anúncio das novas equipes que dirigirão as empresas, escolhidas com critérios técnicos e não políticos, agradou o mercado, disse o governador.

No início desta semana, as ações da Sanepar atingiram seu maior valor histórico, com valorização de 5,88%. Enquanto as da Copel alcançaram o maior valor dos últimos 12 meses na bolsa brasileira e abriram com alta também na Bolsa de Valores de Nova York.

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A quem interessa o ativismo político do MP? Não à democracia, diz Ricardo Barros

O ex-ministro da Saúde Ricardo Barros (PP/PR) classificou de “ativismo político” o fato de o Ministério Público Federal (MPF) divulgar a denúncia relacionada à compra de medicamentos raros um mês após o protocolo na Justiça Federal, poucos dias depois do anúncio de sua candidatura à presidência da Câmara e já tendo conhecimento da decisão liminar da Justiça Federal que negou o bloqueio dos bens, omitindo a informação na nota à imprensa

“Esse ativismo político do Ministério Público não ajuda a democracia”, afirma o deputado federal paranaense. Barros adianta que irá protocolar uma reclamação na corregedoria do MPF “para a apuração de responsabilidade da divulgação da matéria”.

O MPF protocolou a ação no dia 19/12 às 18h35, último dia antes do recesso judiciário, porém demorou quase um mês para divulgar. O texto foi publicado no site do MPF às 13h45 do dia 16/01. Cinco dias depois de o deputado paranaense ter anunciado a candidatura à presidência da Câmara.

DECISÃO – Além disso, quando divulgou a notícia, já era de conhecimento do MPF que a juíza Iolete Maria de Oliveira, da 22 Vara Federal de Brasília, havia negado o bloqueio de bens solicitado pela instituição.

O despacho da juíza foi assinado na sexta-feira passada, dia 11 de Janeiro, portanto cinco dias antes da distribuição do release. No texto, publicado no site da instituição e enviado aos veículos de comunicação do país, o MPF destaca que pede também a indisponibilidade de quase R$ 20 milhões dos acusados e omite o fato de a Justiça Federal ter negado o bloqueio.

MONOPÓLIO – Finalmente, a não inclusão na ação do laboratório que se recusou a fornecer o medicamento ao vencedor da licitação realizada pelo Ministério da Saúde é também inexplicável.

O Ministério Público Federal ignora que a ação envolve o monopólio de venda de medicamentos, o que impediu o Ministério da Saúde de adquirir medicamentos pelo valor mais baixo conseguido em concorrência.

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STF suspende, a pedido de Flávio Bolsonaro, investigação sobre Queiroz

O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, determinou a suspensão do procedimento investigatório que apura movimentações atípicas do ex-policial Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), e outros assessores da Assembleia do Rio. O pedido foi feito pela defesa do filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro.

Fux determinou que o processo fique parado até que o relator sorteado para o caso, ministro Marco Aurélio Mello, decida se o procedimento deve prosseguir ou não. Desde a última segunda-feira as decisões da corte são tomadas por Fux, que é o vice-presidente da corte, em sistema de plantão. O recesso dos ministros acaba no próximo dia 1º.

 O Ministério Público do Rio de Janeiro, que conduz as apurações, informou que não vai se manifestar sobre o assunto porque o caso tramita em sigilo. A assessoria de Flávio diz não ter informações sobre o pedido de suspensão.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou como atípica uma movimentação financeira de R$ 1,2 milhão feita por Queiroz no período de um ano. Ele recebeu sistematicamente repasses de oito funcionários lotados no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Suspeita de rachadinha

Reclamação no STF traz as iniciais do nome de Flávio Nantes Bolsonaro

A principal suspeita é de que assessores repassavam para Queiroz parte de seus salários. A prática, chamada de rachadinha, é comum entre parlamentares e já resultou na abertura de diversos processos em todas as esferas do Legislativo. Mas ainda não foi aberto um processo criminal contra Queiroz nem contra Flávio Bolsonaro. No último sábado viralizou na internet um vídeo em que o ex-assessor dança, ao lado da filha e da mulher, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde passou por uma cirurgia para retirada de um tumor.  Alegando problemas de saúde, ele faltou a quatro depoimentos no Ministério Público.

Na quinta-feira da semana passada, foi a vez de Flávio Bolsonaro deixar de comparecer e prestar esclarecimentos aos procuradores. No mesmo dia ele concedeu entrevista sobre o assunto ao SBT. “Eu não sei o que as pessoas do meu gabinete fazem da porta para fora, nem ele, nem de ninguém”, declarou ao SBT. De acordo com ele, o caso tem sido explorado para “atingir o nome Bolsonaro” e tentar desestabilizar o governo do pai.

Quebra de sigilo

O MP-RJ diz que tem elementos para prosseguir com as investigações mesmo sem ouvir a família Queiroz e indicou que pedirá a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-policial militar que trabalhou no gabinete do filho do presidente na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

A mulher de Queiroz, Márcia de Aguiar, e suas filhas Nathália e Evelyn faltaram ao depoimento que estava marcado para o início da semana passada, o que provocou a reação dos procuradores.

“Vale destacar que a prova documental encaminhada pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) ao MP-RJ tem informações que permitem o prosseguimento das investigações, com a realização de outras diligências de natureza sigilosa, inclusive a quebra dos sigilos bancário e fiscal”, destacou o Ministério Público. “O direito constitucional à ampla defesa também poderá ser exercido em juízo, caso necessário”, acrescentou o comunicado.

Furna da Onça

Os dados de Queiroz foram incluídos em investigação do Ministério Público Federal que culminou na operação Furna da Onça, deflagrada em novembro. A ação prendeu dez deputados estaduais do Rio de Janeiro. Os políticos são suspeitos de envolvimento no chamado “mensalinho” da Alerj.

Flávio Bolsonaro e Fabrício não foram alvo da operação. Porém, o ex-assessor de Bolsonaro é citado em levantamento feito pelo Coaf a pedido do MPF de movimentações financeiras suspeitas envolvendo funcionários e ex-servidores da assembleia. O filho do presidente não está entre os investigados até o momento.

Homem de negócios

Segundo o relatório do Coaf, de R$ 1,2 milhão, R$ 320 mil foram em saques, sendo que R$ 159 mil sacados em agência no próprio prédio do legislativo estadual. Foi identificado um repasse de R$ 24 mil para a primeira-dama, Michelle Bolsonaro. De acordo com o presidente, o dinheiro faz parte de um empréstimo no valor de R$ 40 mil feito por ele a Fabrício, que é seu amigo.

O ex-assessor disse, em entrevista ao SBT, que é um homem de negócios e que trabalha com a compra e venda de veículos. Ele negou haver qualquer irregularidade nas transações financeiras. Os investigadores estranharam o fato de parte do salário de funcionários do gabinete de Flávio ter sido depositada na conta de Queiroz logo após o pagamento da assembleia.

Informações do Congresso em Foco

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Ratinho Junior devolve avião alugado que era usado pelo governo

Informa a AEN, que o governador Carlos Massa Ratinho Junior formalizou nesta quinta-feira (17) a devolução do jato que ficava à disposição do Governo do Estado, baseado em um hangar no Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba. O encerramento do contrato de aluguel do avião vai gerar uma economia de R$ 4,5 milhões por ano aos cofres públicos. No mesmo ato, o governador determinou a revogação do pregão nº 1643/17, que abria margem para uma nova contratação com esse mesmo objeto.

A entrega da aeronave atende a política de austeridade do Governo do Estado o e compromisso com a redução de despesas e fim das mordomias, afirmou Ratinho Junior. “É um compromisso com os paranaenses, que faz parte de um pacote de medidas de redução de custos e despesas que não são essenciais para o atendimento da população”, disse o governador. “Estamos devolvendo a aeronave para acabar com as mordomias que vem ao longo de décadas. A população não admite mais isso.”

Entre as medidas já adotadas estão a diminuição no número de secretarias e autarquias estaduais, congelamento do salário do primeiro escalão e a revisão de contratos. “Essas medidas dependem de um planejamento e muitas delas já estão sendo efetivadas. Temos um pacote para os primeiros 100 dias de governo para ajustar a máquina pública, priorizando aquilo que é essencial para prestar um bom serviço à população”, disse.

PARA A SAÚDE – O dinheiro economizado será repassado ao atendimento emergencial em saúde. Nos próximos meses, a Secretaria de Saúde vai ganhar um helicóptero para transporte de urgência, que poderá operar de dia ou de noite. Além disso, outro helicóptero, que também era de uso exclusivo do governador, já está sendo utilizado para operações de resgate e ações da Defesa Civil.

“O Governo do Estado já tem uma rede de helicópteros que atende a área da saúde, resgate e da segurança pública. Esta outra aeronave era apenas para atender o governador. Estamos mudando esta regra para disponibilizar a aeronave para atender acidentes, a área da saúde e o apoio à Polícia Militar”, explicou Ratinho Junior.

De acordo com o subchefe do Gabinete Militar da Governadoria, major Sérgio Vieira, o helicóptero já está atuando no Litoral do Estado, dando suporte à Operação Verão. “Já no primeiro dia do ano esse helicóptero atuou no transporte aeromédico, apoiando o Batalhão de Operações Aéreas. Deu apoio ao município de Guaraqueçaba, atingido por uma enchente e deu apoio à Polícia Militar e a Polícia Civil na Operação Verão”, contou.

CONTRATO – O contrato entre a empresa Helisul e o Governo do Estado do Paraná durou mais de cinco anos e previa a disponibilidade de uma aeronave de asas fixas a jato em um hangar no Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba.

O chefe da Casa Civil, Guto Silva; e os secretários da Comunicação e Cultura, Hudson José; e do Desenvolvimento Ambiental e Turismo, Marcio Nunes, acompanharam a entrega da aeronave.

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Viagem de parlamentares eleitos pelo PSL à China provoca conflito entre bolsonaristas

Congressistas do PSL viajaram à China na última terça-feira

Figura influente do governo de Jair Bolsonaro, o escritor Olavo de Carvalho gravou um vídeo em que critica uma comitiva de parlamentares do partido do presidente, o PSL, que está na China para conhecer um sistema de reconhecimento facial já usado no país asiático. Os parlamentares novatos alegam que viajaram para estudar o sistema, que poderia ser instalado em estações de trem, metrô e aeroportos brasileiros.

A polêmica foi parar entre os assuntos mais comentados do Twitter na manhã desta quinta e expõe um racha entre os bolsonaristas. Influenciados pelo escritor, apoiadores do presidente foram às redes protestar contra o grupo de parlamentares. Por causa disso, o nome da deputada eleita Carla Zambelli (PSL-SP), uma das integrantes da comitiva, foi levado aos trending topics do Twitter.

Além de chamar o grupo de “semianalfabeto”, Olavo diz que a adoção da nova tecnologia equivale a “entregar ao governo chinês as informações sobre todo mundo que mora no Brasil”.

“Inclusive e especialmente alguns refugiados chineses que estejam aí”, diz o escritor sobre os supostos alvos da espionagem. “A partir do momento em que esse negócio estiver instalado, esses refugiados chineses podem se encontrar mortos”, acrescentou.

A empresa chinesa tem sido investigada por suspeita de atividades de espionagem. O departamento de segurança nacional da Polônia, país governado pela extrema direita, prendeu, no último dia 11, um diretor da Huawei por esse motivo. Cerca de um mês antes, no final do ano passado, outra dirigente da multinacional asiática foi detida no Canadá a pedido do governo dos Estados Unidos, episódio que estremeceu as relações diplomáticas entre os países.

A prisão da diretora em território canadense teve outro motivo, mas as agências de segurança e inteligência norte-americanas afirmaram ao Senado do país, há quase um ano, que existe risco de espionagem por meio dos celulares fabricados pela Huawei. “A Huawei cumpre todas as leis e regulamentos aplicáveis nos países em que opera”, alega a empresa.

Congresso em Foco procurou o deputado Luciano Bivar (PSL-PE), presidente da legenda (e que não viajou à China), para comentar o assunto e aguarda resposta. Também não conseguiu contato telefônico com Carla Zambelli, fundadora do movimento pró-impeachment e de combate à corrupção Nas Ruas.

Entre os integrantes da comitiva estão a senadora eleita Soraya Thronicke (MS), e os deputados eleitos Daniel Silveira (RJ), que ficou conhecido por destruir uma placa em homenagem à ex-vereadora carioca Marielle Franco (Psol), assassinada em março de 2018, Tio Trutis (MS), Junior Bozzella (SP), Felício Laterça (RJ), Bibo Nunes (RS), Charlles Evangelista (MG), Marcelo Freitas (MG) e Sargento Gurgel (RJ) – todos do PSL. Também participam do grupo o deputado Alexandre Serfiotis (PSD-RJ) e o eleito Luis Miranda (DEM-DF).

Olavo de Carvalho é apontado como responsável pela indicação de dois ministros de Bolsonaro: o da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, e o das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Astrólogo de formação e filósofo prático, o escritor virou uma das vozes mais estridentes da direita nas últimas décadas e já se envolveu em inúmeras polêmicas. Informações do Congresso em Foco

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Bolsonaro recebeu R$ 33,7 mil de auxílio-mudança da Câmara três dias antes da posse

Brasília- 01-01-2019-Presidente Jair Bolsonaro durante posse no congresso Nacional. Foto Lula Marques

O presidente Jair Bolsonaro recebeu da Câmara R$ 33,7 mil de auxílio-mudança, salário extra pago pelo Congresso no início e no fim de cada legislatura para os parlamentares bancarem despesas com a transferência de cidade. O dinheiro caiu na conta de Bolsonaro em 28 de dezembro, três dias antes de ele assumir a Presidência.

Com isso, naquele mês, embora não tenha ido uma vez sequer à Câmara, ele recebeu R$ 84,3 mil brutos, somada a parcela do 13º salário. As informações são da Folha de S.Paulo.

Bolsonaro praticamente não exerceu o mandato no segundo semestre de 2018 por causa da campanha eleitoral, da recuperação do atentado em Minas Gerais e de sua eleição, que resultou no governo de transição. A Câmara deve gastar mais de R$ 34 milhões com os deputados eleitos e reeleitos apenas com esse benefício.

O presidente foi questionado pelo jornal sobre as razões do recebimento do auxílio, se considerava adequado o benefício e se ele teve algum tipo de gasto relativo a mudança nos últimos tempos, com discriminação de valores e empresas contratadas. Não houve resposta. Depois de sua eleição, Bolsonaro se hospedava na residência oficial da Granja do Torto quando vinha a Brasília para discutir a transição de governo.

De acordo com a assessoria da Câmara, só 5 dos 513 deputados renunciaram ao recebimento do benefício pago em dezembro: Bohn Gass (PT-RS), Fábio Trad (PSD-MS), Heitor Schuch (PSB-RS), Major Olímpio (PSL-SP) e Mara Gabrilli (PSDB-SP) – esses dois últimos se elegeram senadores. A assessoria confirmou o pagamento a Bolsonaro, registrado em seu contracheque de dezembro, e disse não ter havido devolução, segundo a Folha.

Presente de Natal

Candidato à reeleição, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu antecipar em um mês o pagamento do auxílio-mudança, geralmente depositado em 31 de janeiro sob o argumento de que havia uma folga orçamentária nas contas de 2018. Como renunciou ao mandato em dezembro, Bolsonaro dificilmente receberia o benefício se a data original tivesse sido mantida.

Dos cinco ministros que são parlamentares, apenas Tereza Cristina (DEM-MS), da Agricultura e Pecuária, informou que abriu mão do benefício. Os deputados eleitos que não exercem mandato atualmente devem receber o auxílio em fevereiro.

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Prefeitura finaliza revitalização de praça no Vivi Xavier

Informa o NCOM, que a  Prefeitura de Londrina, sob a coordenação da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), concluiu a revitalização de mais uma praça na região Norte. Trata-se da área verde que fica na Avenida Saul Elkind com a Rua Ataulfo Alves, no conjunto Vivi Xavier, em frente ao Batalhão do Corpo de Bombeiros.

Foi realizada a poda de galhos de árvores, recuperação de calçadas, conserto de bancos, limpeza geral, instalação de novos assentos de concreto e implantação de novas lixeiras. Além disso, a praça ganhou a pintura de todo o mobiliário, do meio-fio e do piso da academia ao ar livre.

O  Programa de Revitalização de Praças e Espaços Públicos já contemplou 35 pontos em todas as regiões de Londrina.

Além da CMTU, participam da ação as secretarias municipais de Obras e do Ambiente, e a Sercomtel Iluminação.

Na região Norte, além da praça no Vivi, foram atendidas também as áreas de lazer do Aquiles Stenghel, do Maria Cecília e a localizada ao lado do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Norte A, no cruzamento da Saul Elkind com a Rua José Pereira dos Santos.

O objetivo do Programa é oferecer à população lugares agradáveis ao convívio, que propiciem passeios familiares e entre amigos e favoreçam a prática de esporte. Segundo o prefeito Marcelo Belinati, “tem muito ainda a se fazer, mas, aos poucos, passo a passo, vamos chegando a todos os lugares, deixando Londrina cada vez mais linda e devolvendo nossa cidade aos cidadãos e cidadãs”.

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