Ricardo Barros entra na disputa pelo comando da Câmara

A eleição para a presidência da Câmara tem mais um candidato. O ex-ministro Ricardo Barros (PP-PR) comunicou aos colegas que irá disputar a vaga ocupada hoje por Rodrigo Maia (DEM-RJ), que concorre à reeleição com o apoio do PSL, sigla de Jair Bolsonaro. As informações são de Juliana Braga na Coluna Estadão.

“Bom dia a todos os progressistas. Quero pedir seu voto para presidente da Câmara dos Deputados. Meus 30 anos de vida pública e a passagem austera e realizadora pelo ministério da saúde me animam a esta jornada. Farei minha inscrição como candidato avulso. Deus ilumine esta jornada. Ricardo Barros”, diz a mensagem.

Para derrotar Maia, hoje o nome mais forte, a estratégia de PP e MDB é lançar o máximo de candidatos na tentativa de levar a disputa para o segundo turno. Numa eventual segunda etapa, todos se uniriam contra o demista.

A interlocutores, Barros aposta que muitos estão buscando uma alternativa à candidatura de Maia e à predominância do DEM no governo. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, homem forte do governo, é do DEM.

Alijados da aliança de Maia, PP e MDB já apresentaram como candidatos avulsos Fábio Ramalho (MDB-MG), Arthur Lira (PP-AL) e Alceu Moreira (MDB-RS).

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Governo não consegue fechar a conta do Mais Médicos

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Médicos cubanos deixaram o Brasil após comentário de Jair Bolsonaro (Imagem: Luciano Lanes / PMPA)

Chegou ao fim nesta quinta-feira (10) mais um prazo para o preenchimento de vagas no Programa Mais Médicos. Novamente, os profissionais brasileiros não conseguiram completar os postos.

Já se passaram 2 meses desde que Cuba anunciou o rompimento com o programa e, neste momento, segundo o Ministério da Saúde, mais de 1.400 vagas estão abertas.

Esse número pode ser ainda maior, já que alguns profissionais brasileiros que se apresentaram na primeira etapa desistiram.

Cuba abandonou o Mais Médicos após declarações ofensivas do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que criticou a ausência do Revalida e os termos do convênio com a ilha caribenha.

O governo agora pretende apelar para preencher as vagas restantes e prepara uma convocatória aberta a brasileiros formados no exterior, mesmo aqueles que não tenham realizado o Revalida.

Se, ainda assim, houver vagas não preenchidas, o Ministério da Saúde abrirá, entre 30 e 31 de janeiro, vagas para estrangeiros formado no exterior, sem o Revalida, se inscreverem.

Repercussão

A notícia do não-preenchimento das vagas do Mais Médicos repercutiu na internet, sobretudo porque milhares de cidades pobres permanecem desassistidas de profissionais de saúde.

“Ué, mas o problema não era o Revalida? Antes o Revalida era importantíssimo e foi usado como argumento para depreciar os cubanos. Agora não mais?”, questionou uma internauta.

“Disseram que os cubanos não eram médicos por não terem o Revalida. Agora fazem dezenas de seleções, não conseguem preencher as vagas e irão atrás de médicos de fora do país sem Revalida. Que cagada. No final, ficou provado que o ódio aos cubanos era puro preconceito”, escreveu outro.

Confira mais reações:

— Espero muito ansioso o momento que a medicina deixará de ser uma profissão de elite. E os que se formarem tenham que aceitar o trabalho onde houver necessidade da sua mão de obra. A maioria dos médicos, não todos, mas a grande maioria quer estar em cidades de ponta com toda estrutura que lhe proporcione conforto. Raramente saem do conforto e encaram ir para as periferias, para longe dos grandes centros. E tem mais: desses médicos brasileiros que entraram no Mais Médicos, em menos de 6 meses a metade já terá pedido arrego.

— Cadê os médicos patriotas? A classe médica brasileira e políticos como Jair Bolsonaro fizeram um estardalhaço com a chegada dos cubanos, alegando que (1) eles estariam tomando as vagas dos brasileiros e que, além disso, (2) eles eram incompetentes. A história mostrou que estavam duplamente enganados: 1- cubanos foram embora e as vagas não foram preenchidas 2- cubanos foram um sucesso de aceitação, competência e exemplo de atendimento humanitário nos locais onde trabalharam; há milhares de relatos que comprovam isso.

Mais Médicos

O Mais Médicos, criado em 2013 pelo governo Dilma para regiões pobres e sem cobertura médica, foi lançado sem a exigência do Revalida, fator motivo de críticas de opositores e da classe médica brasileira.

Atualmente, o Brasil conta com aproximadamente 320 faculdades de medicina e 26 mil médicos graduados em 2018, com previsão de aumento desse contingente em 10% ao ano.

A saída dos médicos cubanos deixou um buraco de 8.517 profissionais que atuavam em 2.824 municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas (DSEI). Informações e foto do Pragmatismo Político

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Vélez exonera 10 servidores do MEC após confusão com edital

Dois dias após o recuo no edital que abria possibilidade de compra de livros com erros de revisão, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, exonerou, nesta sexta-feira (11), o chefe de gabinete do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE) e outros nove servidores ligados ao gabinete.

Rogério Fernando Lot, o agora ex-chefe do FNDE, foi o responsável por assinar a retificação no edital do Ministério da Educação (MEC) publicado no dia 2 de janeiro.

As exonerações de Rogério Fernando Lot – que era presidente substituto do FNDE –  e outros 9 funcionários comissionados do FDNE foram publicadas no diário Oficial da União (DOU) de hoje.

Ontem (quinta, 10), o MEC abriu uma sindicância para investigar as alterações no edital. Durante a semana, após as alterações no edital serem reveladas pela imprensa, o ministro Vélez Rodriguez e o presidente Jair Bolsonaro (PSL) culparam a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB) pelas alterações.

O ex-ministro Rossieli Soares, entretanto, rebateu as acusações, afirmando que todas as alterações publicadas após o dia 1º de janeiro são de responsabilidade do novo governo. Desde o início de dezembro, as equipes de Temer e de Bolsonaro trabalhavam juntas na transição de governo. Informações e fotos do Congresso em Foco

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Estudante que ameaçou matar negros é expulso do Mackenzie

 Pedro Bellintani Baleotti

Pedro Bellintani Baleotti
O estudante de direito Pedro Bellintani Baleotti foi expulso da Universidade Presbiteriana Mackenzie. A expulsão do ocorreu no final de 2018, mas a decisão foi anunciada apenas nesta quinta-feira (10).

Vestindo uma camiseta do ídolo Jair Bolsonaro (PSL), o então universitário gravou vídeos racistas e ameaçadores que viralizaram nas redes sociais.

“Estou indo votar ao som de Zezé, armado com faca, pistola, o diabo, louco para ver um vadio, vagabundo com camiseta vermelha e já matar logo”, diz Pedro Baleotti em um dos vídeos.

Alunos do Mackenzie se revoltaram e realizaram grandes protestos na sede da faculdade para exigir um posicionamento da direção.

Depois disso, novos vídeos do jovem surgiram. Em um deles, sem camisa e com uma arma na mão, o universitário enaltece Bolsonaro. Segundo Baleotti, o “povo precisa” do presidente

O estudante também foi dispensado do estágio no escritório de advocacia DDSA, de São Paulo. Em nota, os sócios declararam que o escritório “repudia veementemente qualquer manifestação que viole direitos e garantias estabelecidos pela Constituição Federal”.

Em nota, o reitor da universidade, Benedito Aguiar Neto, confirmou a saída do estudante e ressaltou: “a instituição não coaduna com atitudes preconceituosas, discriminatórias e que não respeitam os direitos humanos”.

O caso também está na 3ª Promotoria de Justiça Criminal, que solicitou instauração de inquérito policial. Informações do Pragmatismo Político

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Onyx mantém assessores ligados a Cunha depois de prometer “despetizar” o governo

Brasília – O deputado Eduardo Cunha durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara que tenta votar o parecer do deputado Ronaldo Fonseca sobre o seu pedido para anular a sessão do Conselho de Ética que aprovou a cassação de seu mandato (José Cruz/Agência Brasil)

Depois de anunciar a “despetização” da administração pública, com a exoneração em massa de mais de 300 servidores da Casa Civil, o ministro Onyx Lorenzoni manteve na pasta dois assessores ligados ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), ex-deputado cassado preso preventivamente em Curitiba e condenado na Operação Lava Jato. A informação é do jornal O Globo.

Os advogados Felipe Cascaes Bresciani e Erick Vidigal têm atuação destacada no início do governo Bolsonaro. Bresciani já advogou para Cunha e Vidigal escreveu um artigo defendendo o ex-deputado semanas antes de ser nomeado. Procurada para explicar os motivos da manutenção dos dois assessores, a assessoria de imprensa da Casa Civil não retornou o contato do jornal.

De acordo com O Globo, os dois foram indicados ao governo por Cunha. Bresciani foi o responsável final por um parecer do governo a respeito do indulto a presos, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo próprio presidente na última terça-feira. Ele já participou de reuniões com ministros e Bolsonaro para discutir assuntos como o Estatuto do Desarmamento. Vidigal também já despachou com o presidente.

Onyx anunciou no dia seguinte à posse de Bolsonaro a exoneração de 320 servidores em cargos de confiança e em funções com gratificações na Casa Civil para acabar com a influência do PT na máquina pública. Segundo ele, a intenção era tirar a influência do PT no governo, apesar de o partido estar fora da presidência desde 2016, quando Dilma Rousseff foi cassada em processo de impeachment. Nos últimos dois anos e sete meses, o presidente foi Michel Temer, do mesmo MDB de Cunha.

Certo ajuste

O ministro da Casa Civil disse, na ocasião, que pouparia funcionários da Subchefia de Assuntos Jurídicos porque já trabalha com essa equipe desde novembro, na transição, e já tinha “um certo ajuste” nessa estrutura.

Bresciani e Vidigal foram nomeados menos de uma semana após o afastamento de provisório de Dilma, conta O Globo. Na época, Cunha já estava afastado da presidência da Câmara, acusado de vários crimes. O primeiro advogou para o ex-deputado em processos na Justiça. O segundo escreveu um artigo intitulado “Usufruir de paraísos fiscais não é crime”, em que defende o ex-presidente da Câmara, um mês antes de ser nomeado para o cargo.

De acordo com a reportagem, Vidigal assessorou o advogado Gustavo Rocha no Conselho Nacional do Ministério Público. Rocha também foi indicado por Cunha para a subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no governo de Michel Temer. Informações do Congresso em Foco

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Flávio Bolsonaro falta a depoimento no Ministério Público

 Flávio Bolsonaro e Queiroz

Flávio Bolsonaro e Queiroz

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) não compareceu ao Ministério Público do Rio de Janeiro na tarde desta quinta-feira (10). O filho do presidente era aguardado para prestar esclarecimentos sobre as movimentações financeiras atípicas de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz.

Na última terça-feira (8), as filhas e a mulher do policial militar Fabrício Queiroz também faltaram ao depoimento no Ministério Público. Elas seguiram o exemplo do próprio Queiroz, que já havia fugido de duas convocações do MP.

Por ter prerrogativa parlamentar, Flávio Bolsonaro não é obrigado a comparecer para prestar esclarecimentos. Eticamente, porém, sua ausência é questionável.

Entenda o caso

Policial militar da reserva, Fabrício Queiroz é amigo pessoal do presidente Jair Bolsonaro e ex-assessor de Flávio Bolsonaro e teve movimentações financeiras de R$ 1,2 milhão consideradas atípicas rastreadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Da mesma conta, saíram R$ 24 mil depositados em uma conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

O ex-assessor ainda não prestou esclarecimentos ao MP sob a justificativa de problemas de saúde. Ele foi internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, em 30 de dezembro, e teve alta na terça-feira (8).

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro contou que pagou o hospital, um dos mais caros do país, com recursos próprios e que fará sessões de quimioterapia, que poderão durar de três a seis meses.

O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que tem elementos para prosseguir com as investigações mesmo sem ouvir a família Queiroz e para pedir a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-policial militar.

Em entrevista ao SBT no dia 26 de dezembro, Queiroz disse que parte de sua renda vinha da “venda e revenda de carros”. Informações do Pragmatismo Político

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Presidente da Apex ignora ministro e dá expediente um dia após demissão

Informa o Congresso em Foco, que após ter seu “pedido de demissão” anunciado pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o presidente da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Alex Carreiro, trabalhou normalmente no órgão nesta quinta-feira (10).

Ontem à noite (quarta, 9), o ministro afirmou, em sua conta no Twitter, que Carreiro tinha pedido demissão do cargo. Hoje, a revista digital Crusoé revelou, por meio de uma troca de mensagens entre os dois, que Ernesto forçou a demissão de Carreiro. Segundo o presidente da Apex, o ministro não tem poder para demiti-lo. Essa decisão, segundo ele, só pode ser tomada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em nota, a agência afirma que Carreiro foi nomeado pelo presidente e que cumpriu normalmente sua agenda durante o dia, que incluía despachos internos e audiências com autoridades de Estado.

A nomeação de Carreiro para comandar a Apex era criticada por diplomatas do Itamaraty, que questionavam o seu pouco conhecimento da língua inglesa e a falta de experiência para exercer o cargo.

Demissão forçada

O diálogo obtido pela Crusoé registra que minutos antes de tornar pública a saída Carreiro, por volta das 20h, o chanceler enviou a seguinte mensagem pelo celular para ele: “Caro Alex, estou sendo cobrado. Preciso anunciar agora. Colocarei em termos de seu pedido de saída. Assinei a indicação do seu sucessor”. A mensagem contradiz o que o próprio ministro anunciou ontem:

Ver imagem no Twitter

Ernesto Araújo

@ernestofaraujo

 O Sr. Alex Carreiro pediu-me o encerramento de suas funções como Presidente da APEX. Agradeço sua importante contribuição na transição e no início do governo. Levei ao PR Bolsonaro o nome do Emb. Mario Vilalva, com ampla experiência em promoção de exportações, para Pres. da APEX.
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Ratinho Jr bloqueia 20% do Orçamento do Estado para 2019

O governador Ratinho Junior (PSD) baixou decreto determinando o contingenciamento de 20% do Orçamento do Estado paraa 2019. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado da última segunda-feira, e na prática, suspende a execução de despesas no valor total de R$ 8,1 bilhões. A medida não significa que os gastos não serão realizados, mas que eles ficam adiados até segunda ordem. As informações são do Bem Paraná.

Entre as áreas mais afetadas pelo bloqueio estão as secretarias da Educação, com R$ 1,6 bilhão; da Saúde, com R$ 1,1 bilhão; Segurança Pública com R$ 825 milhões. Também foram contingenciados recursos da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística para 53 obras em rodovias, no total de R$ 136,8 milhões, entre elas a PR-364, entre Irati e São Mateus do Sul (região Sul e da PR-092, entre Curitiba e Rio Branco do Sul (região metropolitana), de R$ 15,9 milhões.

Em nota, o governo afirma que o contingenciamento “consiste no retardamento de parte da programação de despesa” prevista no Orçamento. “A medida, portanto, não suspende e nem cancela recursos previstos no orçamento anual do Estado”, alega o Executivo. Segundo o governo, o objetivo é “permitir o cumprimento de metas fiscais, que no presente caso objetiva uma contenção de 20% das despesas do Estado”, e “garantir o equilíbrio fiscal do Paraná, compatibilizando a execução de despesas com a efetiva entrada de recursos, mantendo assim a estabilidade econômica estadual”.

“É importante destacar que os valores contingenciados podem ser descontingenciados futuramente. A medida não afeta despesas obrigatórias do Paraná e nenhum serviço essencial deixará de ser realizado com a medida”, aponta a nota.

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Governo adota brasão do Paraná como marca da gestão

O brasão do Paraná, um dos símbolos oficiais do Estado, será a marca da gestão do governo Carlos Massa Ratinho Junior. A nova identidade foi apresentada pelo secretário da Comunicação Social e Cultura, Hudson José, durante reunião de secretariado realizada no Palácio Iguaçu na tarde de ontem.

“Respeitando princípios da legalidade, impessoalidade e economicidade, não usaremos slogans ou figuras que não sejam símbolos do Estado”, explicou Hudson José. O secretário também detalhou a linha de trabalho da comunicação do Governo do Estado, que será baseada em três pilares: educativa, informativa e de orientação social.

O governador Ratinho Junior destacou que a nova marca traduz o conceito da nova gestão que se inicia no Paraná. “A nossa gestão será marcada pelo respeito ao bom uso do dinheiro público e ao cumprimento dos ordenamentos legais. A escolha do brasão atendeu a esses preceitos e também porque representa todo potencial do Paraná”.

BRASÃO – O símbolo traz um lavrador cultivando o solo, indicando as origens agrícolas do Estado e também a força dos paranaenses. O escudo vermelho é a demonstração do solo fértil, capaz de gerar riqueza em qualquer área. Os três picos – ou planaltos – representam a grandeza estadual e dão o tamanho da abrangência das ações de governo.

As representações do sol e do céu azul indicam a capacidade do Estado de se reinventar (o sol nasce todos os dias) e a clareza. “Estes são dois princípios fortes deste governo”, explicou Hudson José, reforçando que a inovação e a transparência são premissas de toda a gestão Ratinho Junior. De outra parte, o ramo de erva-mate reforça o potencial econômico e o do pinheiro revela uma marca singular do Paraná.

Por fim, a imagem da ave no alto do brasão, a harpia, representa o olhar atento que o Estado deve ter com todos os seus cidadãos.

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Ratinho Junior descarta extinção do Iapar

O governador Carlos Massa Ratinho Junior descarou nesta terça-feira (8) a extinção do Iapar. “O Iapar é um órgão importante e um patrimônio do Paraná. Nunca se cogitou acabar o Iapar”, disse Ratinho Junior, em reunião com representantes do setor produtivo de Londrina e região.

O Iapar, enfatizou o governador, será apenas unificado com o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) e o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), como foi divulgado nesta segunda-feira (7).

“Dessa forma, vamos modernizar e empoderar esses institutos, mantendo suas aéreas físicas e, obviamente, preservando aquilo que nós temos de maior ativo, que são os profissionais”, afirmou. A unificação reduzirá custos administrativos das autarquias, mas os profissionais do Iapar vão continuar. “São essenciais para dar continuidade ao projeto do governo. Não vamos dispensar profissionais, doutor ou mestre. Simplesmente não tem nem lógica”.

ETAPAS – Ratinho Junior ainda reforçou que a reforma administrativa está sendo feita com base em um estudo encomendado à Fundação Dom Cabral, que foi dividido em três etapas: enxugamento da máquina pública, com redução de 28 para 15 o número de secretarias; a reorganização e modernização das autarquias e auditoria na folha de servidores públicos e na previdência. “Estamos fazendo um pente fino. Se não fizermos isso, o modus operandis da máquina pública, que tem um custo muito alto, vai continuar”.

Para o presidente do Conselho da Sociedade Rural do Paraná, Afrânio Eduardo Rossi Brandão, a conversa com o governador deixou o setor produtivo de Londrina mais tranquilo. “Tudo o que for feito para diminuir gastos no Paraná e o custo administrativo será favorável para toda sociedade”, disse.

Além da fusão das autarquias da agricultura, haverá também unificação de autarquias correspondentes, como o Instituto de Terras, Cartografia e Geologia do Paraná (ITCG) e o Instituto das Águas do Paraná, que pertencem à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

Participaram da reunião o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Antônio Sampaio; o presidente da Sercomtel, Cláudio Tedeschi; o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Fernando Maurício de Moraes; o diretor-superintendente da Folha de Londrina, José Nicolás Mejía; o secretário de Estado de Comunicação Social, Hudson José, os deputados estaduais Tiago Amaral, Cobra Repórter e Tercilio Turini.

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