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Bahr Baridades
31/10/2011 - 09h40 - visualizações

Projeto de lei: SUS obrigatório para governantes

Autor Bahr-Baridades

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Como cidadão, endosso todas as propostas e projetos já apresentados que venham obrigar presidentes, ministros, deputados, senadores, governadores, vereadores e assessores de cargos de confiança a serem tratados única e exclusivamente pelo SUS, em caso de doenças.

Todos eles deverão enfrentar as filas nas ruas em suas cidades de origem nas madrugadas chuvosas ou geladas nas ruas, esperar pelas suas senhas até passarem pela triagem, ficar horas a fio jogados e esquecidos pelos corredores imundos, fedorentos e sórdidos e aguardar meses pelos exames e até anos para procedimentos cirúrgicos e tratamento. Deverão também rezar para que no dia marcado para os exames ou cirurgias não ocorram greves ou fechamentos dos hospitais, quando teriam de recomeçar todo o périplo novamente. E nada de imaginar que, sendo lá dos confins do Pará, Pernambuco ou do Mato Grosso, possam ser atendidos em São Paulo.

Lula não deveria escapar a esta regra. Essa opinião unânime aparece nos milhares e milhares de comentários em todos os blogs da rede (com exceção, obviamente, dos blogs dos petralhas), quando foi descoberto seu tumor na laringe. Ele deveria provar do sucesso que apregoou em melhoria do sistema SUS, depois dos bilhões arrecadados com a tristemente famosa CPMF. Aliás, para onde foi aquela dinheirama?

Eu também poderia aceitar uma proposta inversa, ou seja, abrir o acesso gratuito em todos os hospitais privados do país, como o próprio Sírio-Libanês, oferecendo a todos os brasileiros sua medicina de primeiro mundo.

Esse projeto de lei iria tirar outros milhares de brasileiros da linha da pobreza, visto que para terem acesso a estes hospitais e tratamento digno, são hoje obrigados a pagar planos de saúde de custos altíssimos, privando-se de outras necessidades básicas. Com essa economia, as famílias brasileiras teriam muito mais dinheiro circulante em consumo, turismo e lazer. A saúde do povo seria muito melhor, a produtividade aumentaria e aí, sim, seria alcançada a felicidade geral da nação que o apedeuta Lula vinha alardeando em seus discursos políticos. Discursos que a partir de agora provavelmente farão parte apenas da história passada do ex.

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