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Bahr Baridades
06/12/2018 - 13h37 - visualizações

“Irados” e irados

Autor Bahr baridades
. Bahr baridades


Os aficionados a favor e os contra o presidente eleito Jair Bolsonaro estão se fartando de comentar seus atos: as redes sociais não param de despejar centenas de elogios e críticas a cada aparição ou decisão do “Mito”.

Quando Bolsonaro apareceu no estádio, para acompanhar o último jogo do Palmeiras, seu time de coração, os apoiadores acharam que era uma atitude “irada” (na gíria dos jovens, significando “Muito bom! Excelente! Algo muito positivo”). Já os críticos acharam que não, ficaram irados, acharam que Bolsonaro deveria manter uma postura mais sóbria, comedida.

Quando o presidente eleito começou a montar sua equipe de governo com vários militares, os apoiadores acharam que era uma escolha “irada”, correta, seria a perspectiva de botar ordem na casa da mãe Joana em que o Brasil se converteu. Pois seus opositores botaram a boca no trombone, achando que nosso país retrocederia aos tempos ditatoriais, a ira transpareceu nestas críticas.

Quando Bolsonaro chamou Onyx Lorenzoni, Marcos Pontes, Érika Marena, Ricardo Vélez, Luiz Mandetta e outros nomes surpreendentes, além de  7 dos 20 ministros anunciados ocuparem ou já terem ocupado algum posto nas Forças Armadas, seus seguidores acharam esta atitude “irada”, uma nova forma de governar; já os do contra, acharam que não, ficaram irados, como poderia ele ter escolhido políticos, um astronauta, um colombiano naturalizado brasileiro, uma delegada federal, e um monte de generais para pastas tão importantes?

Os acontecimentos futuros ligados ao governo nos darão a resposta: ou será uma gestão “irada”, no bom sentido que a gíria jovem nos brindou, ou teremos milhões de brasileiros irados, no sentido lato da palavra.

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