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Bahr Baridades
10/01/2019 - 07h53 - visualizações

Inflação: mais de 1.600.000%

Autor Bahr-Baridades
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Parece inacreditável: a inflação na Venezuela em 2018 bateu nos 1.698.000%. Este cálculo foi divulgado pela Assembleia Nacional daquele país, de maioria opositora ao ditador Nicolás Maduro. Esse indivíduo, que leva mais jeito para porteiro de boate do que para presidente, será empossado hoje (10/01) após vencer eleições aparentemente fraudadas e é o responsável pela alta inflação daquele país. Maduro "rege" o país desde a morte de Hugo Chavez e tomou posse em março de 2013.

Somente as pessoas que viveram a tragédia da hiperinflação podem aquilatar o desespero, a insegurança e os transtornos causados no dia-a-dia. No Brasil, houve hiperinflação entre as décadas de 1980 e 1990, quando a inflação galopante chegou a superar os 80% ao mês, ou seja, o mesmo produto chegava a quase dobrar de preço de um mês para o outro. Dados da  FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas  mostram que entre 1980 e 1989, a inflação média no país foi de 233,5% ao ano. Na década seguinte, entre os anos de 1990 e 1999, a variação anual subiu para 499,2%.

Naquela época, os brasileiros corriam para os mercados e supermercados no mesmo dia em que recebiam seus corroídos salários e tentavam comprar o máximo possível em produtos, sabendo que horas depois já haveria aumento nos preços. Ficaram marcadas na memória dos brasileiros as maquininhas etiquetadoras, quando funcionários passavam dia e noite remarcando os preços dos produtos nas prateleiras.

São lembranças de um período negro na história do Brasil. Por isso, dá para entender o desespero dos venezuelanos que querem a todo custo deixar aquele país, provocando ondas migratórias que se espalham por toda a América Latina.

Não à-toa, catorze países das Américas que formam o Grupo de Lima declararam que seus governos não reconhecerão o governo da Venezuela se Maduro tomar posse.

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