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Informaçãos Gerais
22/06/2009 - 13h30 - visualizações

Chinesa desafia igrejas brasileiras

Autor inforgospel.com

Uma jovem missionária chinesa, que tem feito a diferença na maior população do mundo,esteve recentemente no Brasil, onde desafiou igrejas a participarem do projeto Bíblias para a China. Com uma aparência frágil e tendo permanecido pouco tempo aqui, ela foi usada por Deus para impactar o Brasil, quebrantando corações por onde passava. Foi um instrumento de Deus para envolver os batistas brasileiros com a obra missionária na China. Numa cidade, foram levantadas quase mil e 800 bíblias.

Em julho de 2002, um dos missionários da Junta de Missões Mundiais conheceu essa jovem numa viagem à China. Ela havia pego carona com os mesmos líderes que ele acompanhava. A moça demonstrava-se ainda vacilante na fé. Depois daquele dia, eles trocaram alguns e-mails, mas não estreitaram muito a amizade. Em agosto de 2008, porém, durante as Olimpíadas, aconteceu o reencontro. O missionário voltou à China na companhia de dezenas brasileiros que foram divididos em oito grupos, e o missionário exatamente para a cidade onde aquela jovem chinesa vivia. Num país de mais de 1 bilhão e meio de pessoas, Deus os fez se reencontrarem. Desta vez, ela não tinha mais uma fé duvidosa; mas se tornara uma líder da igreja perseguida!

Ainda no Brasil, a missionária falou das dificuldades para pregar o Evangelho em seu país. Ela, por exemplo, só ouviu falar do Filho de Deus em 2000, quando um professor de inglês exibiu para sua turma um trecho do filme Jesus.

“Na China se você quiser integrar alguma organização que não seja do governo comunista, deve fazer uma inscrição, ter uns três anos de estudos especiais, passar em algumas provas, fechar contrato com o governo, fazer um voto de compromisso e também dar uma graninha para eles todos os meses”, revela a missionária.

Ela explica que no país há dois tipos de igrejas: uma é a igreja oficial. Seus pastores são membros do governo comunista; só nestas igrejas pode-se vender bíblias. Mesmo assim, a venda é limitada a, no máximo, cinco exemplares por pessoa. Além disso, seus pastores não podem falar sobre o sacrifício vicário de Jesus. A outra é a igreja doméstica, chamada também de igreja subterrânea ou clandestina, que não tem a autorização para se reunir. Todo evento, até mesmo uma festa de casamento, não pode ter mais de 20 pessoas reunidas. Para reunir além dessa quantidade, é preciso fazer um registro no escritório do governo. Então, as igrejas domésticas evitam ultrapassar o número de 20 pessoas para não chamar a atenção.

Em cidades pequenas, como não há igreja registrada, ninguém tem acesso à Bíblia. “Algumas igrejas só têm três bíblias. Então, eles pegam estas bíblias e distribuem suas páginas entre os irmãos. Às vezes, o pastor escreve os versículos no quadro e os irmãos vão anotando. Mas muitos não sabem escrever. Então eles pedem ao líder para ler os versículos várias vezes a fim de memorizá-los”, diz a missionária.

Além de se emocionar, quem ouviu o testemunho dessa jovem missionária chinesa, sobre o quanto tem feito pelo Evangelho. Muitos foram às lágrimas ao escutarem a missionária dizer que foi renegada pelo próprio pai ao escolher servir a Deus em detrimento de um emprego com excelente salário.

A missionária lembrou a importância da liberdade de se falar da Palavra de Deus e lamentou que alguns brasileiros não valorizem o fato de poderem louvar a Deus em voz alta, bater palmas e até gritar seu amor ao Senhor. Ela pede que todos tenham atenção para este grande campo missionário: a China.

Fonte: JMM
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