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Messiasmendes
06/12/2018 - 14h28 - visualizações

Pesquisa da USP mostra que médicos recém-formados não querem trabalhar para pobre

Autor Manuel Messias Mendes Almeida

Estudo da USP mostra que médicos brasileiros não querem trabalhar como médicos da família  e nem atuar no atendimento primário. Ou seja, querem tudo, menos clinicar para pobres. A pesquisa da Universidade de São Paulo foi abordada em extensa matéria da Folha de São Paulo, que destaca: “Apenas 3,7% dos graduados entre 2014 e 2015 aceitam  trabalhar na atenção básica”.

O próprio jornal lembra que “Médicos cubanos exerciam a medicina preventiva , visitando famílias, inclusive nos rincões mais pobres”. Com o rompimento do acordo provocado pelas bravatas do presidente eleito Jair Bolsonaro, o embuste veio à lume: médicos brasileiros se inscreveram rapidinho para preencher as vagas abertas, mas não querem atuar como generalistas, os chamados  clínicos gerais.

Segundo aponta a matéria da Folha “o Brasil é diferente de Cuba e de boa parte do mundo, porque aqui os médicos se formam já pensando em ser especialistas. Como a esmagadora maioria dos formados é originária de famílias brancas e ricas, dá pra imaginar agora que tipo de assistência terão daqui para a frente os mais de 20 milhões de brasileiros assistidos pelo Mais Médico nos últimos 5 anos.

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